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sobre protestos
sábado, 8 de junho de 2013 at 20:03
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Posso dizer que quando nasci, ainda vigorava a ditadura militar no país. Era quase o fim de um regime que, entre muitas coisas, restringia a liberdade de expressão no país. Essa que eu e você usamos para esbravejar contra o que achamos errado ou ruim em blogs ou facebook. Em 1984 as pessoas tomaram as ruas para reivindicar seus direitos no que ficou conhecido como as "Diretas já". Em 1989 tivemos a primeira eleição direta para presidente. A democracia em que vivemos hoje não tem nem 25 anos.

Com as eleições de 1989, Fernando Collor foi eleito presidente. Péssima escolha. Entre as muitas coisas erradas que ele fez, está o confisco das poupanças de muitas famílias. Do dia pra noite ninguém podia tirar o dinheiro das suas contas e quando isso foi permitido,todos descobriram que as economias de uma vida haviam sido "roubadas" pelo governo. Em 1992 o senado votou pelo impeachment do presidente, evento transmitido pela tv. Eu era muito nova para entender tudo aquilo, mas uns tais de "Caras pintadas" tinha a ver com isso. Na tv, um monte de gente jovem na rua protestando contra a corrupção, exigindo que a pouca vergonha acabasse.

Não vou entrar em detalhes sobre eventos ainda maiores, em outros lugares no mundo, em tempos ainda mais distantes que 30 anos atrás. Fato é que, para conseguir algo nesse país, o povo foi a rua protestar. Pra ser ouvido, o povo teve que bagunçar seu dia a dia. As pessoas sabiam que o que estava acontecendo era errado e levantavam a bunda da cadeira pra fazer algo pra mudar isso.

Mas depois de 1992, quais foram os grandes eventos que levaram as pessoas à rua? Um caixão com um famoso morto em cima de um caminhão? Um time de alguma modalidade esportiva chegando (ou não) com uma vitória? Até a parada gay deixou de ter um forte cunho mobilizador para virar uma grande festa.

Eu não vou dizer que eu saio em protesto, mas não sou contra. Não fico puta da vida quando meu dia é "atrapalhado" por um grupo de pessoas protestando por aquilo que acham certo. Este é objetivo dessas aglomerações: chamar a atenção das pessoas comuns na rua para o seu caso, fazê-las pensar, tornar sua indignação conhecida. Talvez aquilo pelo o que os outros protestem não seja do seu interesse ou você pense que não é, mas somente chamando atenção para o que é importante para a população podemos fazer quem interessa começar a pensar sobre essas coisas e pressionar as instancias competentes a agir de forma que beneficie a sociedade.

Eu sou particularmente sensível em relação a educação. Minha mãe pode ter uma educação fundamental muto boa só com o que meus avós pagavam de imposto ao governo,a educação pública na década de 1950 era a melhor e era boa de verdade. Meus pais fizeram a escolha mais do que consciente de concentrar seus esforços em manter eu e meu irmão em uma escola particular, porque o regime militar fez o desfavor de acabar com o ensino de qualidade no Brasil (o ensino superior só sobreviveu porque... Na minha opinião porque: 1) os alunos são mais velhos - e conscientes para protestar e manter sua instituição preservada - e 2) o ensino superior e as pesquisas geradas são importantes para o desenvolvimento tecnológico do país). Não foi fácil, meu pai teve o mesmo carro por 10 anos porque pagar mensalidade era prioridade, ele nunca se atreveu a pegar um financiamento longo para não se arriscar e sempre ter certeza que ele ia ter dinheiro pra "pagar boleto", além de uma época trabalhar em esquema 60 por 12 pra não faltar nada em casa (pra quem não sabe, significa trabalhar 60 horas - ou 03 dias + 02 noites - e folgar 12hs - só na terceira noite). Tudo para que pudessemos concorrer a uma vaga de uma boa faculdade e lutar para ter um futuro, ou a possibilidade de poder tentar lutar.

Eu tenho plena consciência de que a USP tem muitos defeitos.Mas acima de todos esses defeitos eu ainda confio no "estoque" intelectual, na qualidade das pessoas que fazem a universidade. Fazer faculdade não é só aprender um monte de coisa técnica, um monte de definição. Pra mim, faculdade é refinar a capacidade de interpretar o mundo, é a possibilidade de entrar em contato com diversas linhas de pensamento, de trocar idéias e experiências, de estar entre os melhores. Claro que sei que existem mentes brilhantes em outras instituições,mas em menor escala. A vantagem de um processo seletivo concorrido e difícil é poder acolher o melhor potencial humano possível, na maior quantidade, num único lugar. Embora alguns professores não levem a sério o que está sendo feito em sala de aula, ainda assim o que é produzido ali dentro é muito bom, tem muito aluno com muita vontade de fazer e acontecer e que realmente mostra serviço.

Acho que a sociedade tem que zelar por um espaço onde o pensamento possa ser livre. Pra se discutir com tranquilidade os rumos que queremos dar com as nossas ações ao país em que vivemos, para que a criatividade flua, para que a pesquisa possa ser feita de maneira racional e ética, e não sob padrões religiosos ou barreiras políticas. Acho importante que quem está na universidade pública lute não só pelos seus direitos como alunos, mas pela preservação desse espaço de liberdade e pela qualidade do que se faz ali dentro, para que isso possa de verdade ser refletido na sociedade, com pessoas melhores. É importante que haja protestos contra as coisas erradas que acontecem com as faculdades públicas. Todos sabemos como estão sendo sucateadas, como o Estado tenta suprimir a força dos estudantes, da massa pensante desse país, como o corpo estudantil é sempre censurado ou como a imagem passada nos telejornais é manipulada para que pareça que são apenas crianças mimadas fazendo manha. Não é nada disso. Você que sonha em ter filhos tem que pensar muito bem que mundo está dando para essa criança e em que mundo vai cria-la. Tem que pensar que até o ensino particular carece muito de qualidade. Não, os políticos não vão melhorar o ensino pro seu filho, eles não tem interesse em massa pensante. Você tem que pelo menos apoiar ai do seu sofá quem está lutando para garantir ao menos um ensino superior de (mínima) qualidade pro país.

E isso vale para outros protestos também. Numa cidade gigantesca como São Paulo é necessário que achemos formas de melhorar o transporte público porque o transito já está em colapso. Mas também temos que entender que não são só R$ 0,20 que o aumento do ônibus representa, que no fim do mês são pelo menos R$ 10 a mais em transporte só pra ir pro trabalho e que para muitas pessoas isso sai do bolso delas, ou é descontado, e que faz muita falta (se não faz pra você e você acha muito mimimi, sugiro que dê esse dinheiro todo mês para alguém que estava protestando semana passada).

Nossa geração teve tudo de mãos beijadas e não sabe ser contrariada. Também parece que não sabe viver em sociedade, que somos um grupo e que o interesse coletivo é mais importante que o individual. Nossa geração é muito egoísta e ainda vai pagar o preço por não pensar no futuro, que também é o seu próprio.

Então, da próxima vez que ficar putinho dentro do seu carro zero, de cima do seu sofá design, pense além do seu umbigo, pense além do seu presente. e dê o direito dos demais sofrerem também.

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that would be me. bye!

rolê da semana
quarta-feira, 5 de junho de 2013 at 21:05
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Em São Paulo, tudo acontece!

Ou quase. Fato que meus finais de semana rendem mais aqui!

Na sexta, apesar de não sair, consegui pôr em dia minha vida virtual. Passei a semana colecionando links no twitter e no fb! Ok, coisa loser de se admitir, mas aproveitei minha sexta a noite na internet. Whatevah!

Sábado, fiz jus ao que minha mãe falou e acordei pra ir comer. Mas a causa, como sempre, era muito boa! Alias, duplamente boa! Fui conhecer com a Carol o Z Deli, uma sanduicheria minusculinha nos Jardins que está participando do SP Burger Fest.

Por sorte, chegamos e ainda tinham 2 lugares vagos! O lugar é muito pequeno, são 14 cadeiras só! Ainda demos mais sorte que logo vagaram os bancos no balcão de frente para os chefs e ficamos vendo os sanduiches chegarem e serem preparados para apresentação. Tinha um de pastrami que uau! Parecia delicioso! Certamente um motivo para voltar!



Comemos a batata da casa (batata da casa é sempre a melhor pedida!) e eu pedi o hamburger do BF. Totalmente recomendavel! Gorduroso como um hamburger deve ser, suculento e muito saboroso, sem muita frescura! O bacon bovino faz toda a diferença! Confesso que tirei o picles porque não sou fã, mas ele parecia bem fresquinho.

Depois demos uma volta na Augusta e pegamos o fim de uma passeata sobre saúde psiquiatrica. Parecia interminavel porque a gente meio que acompanhou eles até o Endossa. Mas tava dvertido, bem na paz, gente fantasiada, cartazes (um dia ainda vou fazer um post sobre manifestações de rua)...

Incrível como acho o Endossa tão legal mas nunca compro nada lá! Vi um vestido gracinha, mas além da preguiça de provar, ele era meio transparente. Ai rola toda uma preguiça de arranjar algo pra pôr por baixo, né? Mas a Carol sempre acha algum acessório fofinho e não foi diferente.

Já era meio da tarde quando voltamos pra casa. Ainda deu até pra fazer a unha! Mas naquelas, nem tirei a cuticula direito. Tenho bode das manicures de SP porque são caras e a maioria não sabe fazer minha mão, além de ficarem enchendo meu saco porque eu cutuco a cuticula com alicate em casa. AZAR O MEU! >.<

A noite, fomos conhecer uma balada alternativa pertíssimo de casa, a Neu. Tão perto que perdi o ponto mexendo no celular! O taxi teve que dar volta e ainda assim deu só R$ 10, hehe.

O lugar é pequeno (tava num dia pra ir em lugar pequeno, haha!), com uma pista do lado de dentro, bem escura, e um fumodromo no quintal. Uma pena, porque a noite tava boa pra ficar do lado de fora! As bebidas eram bem mais ou menos, prefiro aquelas que são feitas na hora, com frutas frescas e tal. Mas a balada não foi ruim, afinal, aguentamos até as 03h30! A música tava boa, toca uma mistura de indie com pop, agrada todos os gostos. Quando fomos embora tava tocando Madonna <3. Ah, e o bom é que o sistema de pagamento é por ficha, então quando você resolve ir embora... É só sair andando, haha!

No domingo foi dia de encontrar meus amigos da facul. Fomos fazer japice! Num grupo de umas 10 pessoas, 05 eram as japas que não calavam a boca em sala de aula, huahua! Fomos no Sukiyaki House, no Food Center. O Food Center é um predinho vagabundinho na Rua da Glória cheio de lugares delicinha pra comer, por valores super bacanas.


Ainda bem que reservei mesa pra gente, o lugar tava lotado! Pegamos uma das mesas no canto, que são meio "encaixotadas" (quem for lá entenderá!) e foi bom porque mnha amiga levou a filha dela que não parava quieta!

Pra quem não sabe, sukiyaki é um prato japonês de carne, geralmente feito pra comemorar algo (já que no Japão carne é super caro!), que também leva legumes e um molho meio adocicado de shoyu. Para 05 adultos, pedimos 01 especial e 01 normal e foi o suficiente. No especial vem mais legumes, mas não sei se vem necessariamente mais carne... E a carne é cortada finíssima.

Depois, claro que tinhamos que ir no Tea Station! Tô revoltada que ainda não tem mel lá! >.< Qual a dificuldade de usar mel nacional? Se comprar marca decente, é tão bom quanto! De qualquer forma, tomei oolong pra experimentar. Acho que com mel ficaria melhor =/ Meu amigo muito tonto nem ouviu o que pedi e pediu "o mesmo que o dela" (meu) e ficou esperando chá vermelho, haha! Deixei uma marca bem grandona do #gordasafada de post it e achamos um de "Chupa Mackenzie", haha!

Fomos embora, mas ainda passei na Audrey pra ver se achava um pincel. Ouch, os pincéis deles são muito caros! Alias, estão, porque já houve época que valia a pena comprar pincel de maquiagem lá. Achei melhor ir pr'O Boticário que eu sabia que era mais barato. Mas acabei comprando a esponja em gota que todos falam.

Fui pra Paulista atras do pincel de pó e encontrei a Carol no Shopping Paulista. Também achei os malditos cabides dos quais estava atrás faz um tempão! Andamos a Paulista de cabo a rabo e terminamos na feirinha do Center 3. Vira e mexe acho algo legal lá, comprei meu vestido de Natal super por acaso num dos stands e dessa vez também achei algo bem legal: uma camiseta de um tecido super molinho e fluído que é a minha cara - tem asas de anjo desenhadas nas costas <3

Pra terminar a noite, fomos comer um lanche no Atenas, que nem tava tão lotado assim. Ficamos numa mesa bem longe, era difícil fazer pedido, então pedimos tudo junto, haha! O bom é que os lanches são baratinhos, nem parece que gastei muito, haha!

Na quarta, fui com as amigas furonas da semana passada no Sujinho. Acho que todas se arrependeram, porque caiu o maior toró! Eu me arrependi de não ter ido de bota. Fiquei com raiva, na verdade, porque pensei em por bota mas desisti e resolvi ir de sapato "fofinho"¬¬ Eita decisão infeliz!

Dividimos uma batata gorda com parmesão ralado por cima e eu comi um churrasquinho de picanha que tava suculento... Nossa, água na boca só de pensar! E dpois dividimos uma loucura de chocolate que eu acho que devia chamar loucura de chantily... Mas tava bem bom=)

Quinta fui encontrar com a Diva, ex cohostee de JL, hehe. Ela veio passear em SP e combinamos de fazer alguma gordice para nos vermos. No início iriamos no Rock'n'Roll e eu estava me preparando pra comer mais um Burger Fest, mas no final a família dela preferiu o Tubaina que era mais perto do metro. Ótima pedida porque eu também não conhecia!


Fiquei um tempão esperando dona Adélia sentada no sofá do lado de fora, numa noite muito fria, enquanto ela se perdia na estação de metro! Só esse povo de fora pra fazer essas pataquadas, né? Huahua! Mas valeu a espera, ela é muito fofa em pessoa e a família dela é muito divertida!

Além disso, ainda descobri que existem milhares de tipos de Tubaina! Tomei 02 bem diferentes. Quero voltar e fazer degustação de Tubaina! Sério! E a comida não é nada mal, as porções de petiscos não são gigantes,  mas os pratos são enormes! E tem opções vegans de muitas coisas ;)

that would be me. bye!

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Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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