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as pirocas do tinder
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014 at 10:07
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Pra não enganar ninguém, escolhi um título bem direto. Se você nunca viu um pênis ao vivo num contexto sexual, ou se tem medinho, ou vergonha, ou qualquer coisa parecida, pode parar de ler o texto por aqui.

Fui compelida a escrever esse texto pela Carol, mas não é sobre ela, ok? A coitada tem que me ouvir/ler falar de muita coisa retardada. E fui eu que a impeli a usar o aplicativo do título. Acho que devo uma a ela, já que ela só se meteu nas histórias bizarras que se meteu porque eu pus a sementinha da curiosidade na cabeça dela, haha! Alias, leiam os textos dela sobre o tinder, muito melhores dos que os meus jamais serão.

Mas enfim, não vim aqui fazer propaganda do blog dos outros aqui. Nem tô sendo paga pra isso, haha! Alias, nem pelo tinder, que me deve uma.



Vou confessar que instalei esse app há um tempo, usei regularmente por uns 50 dias e depois cansei. No começo não tinha muita gente. Depois, gente demais. Antes os caras falavam, e falavam, e só falavamzzzzzzz... E depois nem isso. Mas num fatídico fim de semana em que minha balada miou e não tinha mais nada nem ninguém pra me entreter, eu resolvi voltar pra essa bagaça. Pra quê, né?

Não demorou muito pra começar a aparecer uns perfis maliciosos. Uns caras sem muita roupa. Perfil de torso. Sério. Então, logo, não demorou pra surgir foto de pau. Pinto, pênis, piroca, como quiser chamar.

No começo fiquei meio chocada. Sério, homem pelado não é muito bonito. Fica aquela coisa pendurada (ou não), sei lá, homem de cueca é bem mais sexy. Fora que não deixa nada pra imaginação, aquele misteriozinho básico, sedutor. Além do que quem gosta de ver pinto é viado.

Só que assim, eu não me deparei com um pau médio. Foi uma senhora piroca. Pior que a foto do membro em questão, só a descrição. Estudante de arquitetura e ator de filmes adultos. Tá explicado, né? Eu não fico vendo p0rn (embora não tenha nada contra quem vê, só acho meio vergonha alheia aquele bando de ator que não sabe atuar), mas do pouco que já vi, nenhum condiz com a realidade que a gente encontra na balada, no bar, na vida real.

Esse, o ator de filmes adultos, foi o maior. E nossa, como era grande (na foto). Daquele tipo que assusta. Que parece coisa de filme mesmo. Mas não foi o único, claro. Muita foto de umas cuecas bem recheadas, se é que me entendem.

Mas ai eu parei pra pensar. Claro que a foto do pau não era a foto principal. Eu tive que entrar no perfil do cara. E só entrei porque eu achei a primeira foto minimamente interessante. Claro que a descrição foi um let down, mas muito perfil não tem descrição e você tem que acreditar no que as fotos te dizem. Ai você dá um like, pode virar um bom papo e um encontro. E uma ida ao motel. E?

Acho que eu nunca tinha parado pra pensar que homens em geral não são exatamente proporcionais. Quer dizer, já me deparei com caras baixinhos com pênis nada pequeno e caras altos com um pau nem tão grande assim. Mas nunca com coisas desproporcionais. Essa coisa do pau ser pra fora proporciona uma infinidade de tamanhos e formas surpreendentes.

Ai você lá no motel e a hora que o cara tira a roupa, ele tem 3 pernas. O que você faz? Sério, tô falando de algo muito grande. Daqueles que só os vídeos de sacanagem do whatsapp proporcionam. TO-DAS as minhas amigas, quando deparadas com uma super jeba, falam que prefeririam fugir. Fingir desmaio. Ter uma diarreia. Dar pra um treco desses? Nem morta! Nem entra!

Então, no fim, eu vi que fotos de pirocas no tinder são uma utilidade pública. Porque um rostinho bonitinho e inocente pode esconder uma anaconda. E ninguém quer tem uma surpresa tão grande assim na cama.

Sério, garotos, se vocês forem acima da média, coloquem fotos dos seus orgulhos em perfis de sites de encontros. Deve ter gente que curte ser empalada. Outras, nem tanto.

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that would be me. bye!

#euli: #tfios ou a culpa é das estrelas (the fault in our stars)
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014 at 11:30
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Em geral eu sou meio contra ler livros muito hypados, tenho certa preguiça de algumas modas. Mas falaram tanto deste livro que resolvi descobrir do que se tratava. Parecia uma história inofensiva, um livro sobre dois adolescentes que se conhecem num grupo de apoio a criança com câncer e se apaixonam. Ledo engano...

De fato, é assim que o livro começa. Hazel é diagnosticada com câncer na tireóide com metástase nos pulmões, mas uma droga experimental lhe dá uma sobrevida. Seus pais se preocupam com o fato de que ela quase nunca sai de casa ou se interessa por viver, então a levam a este grupo de apoio, onde um dia conhece Augustus Waters, amigo de um dos participantes regulares, o Isaac. Augustus foi diagnosticado com osteosarcoma, ou câncer nos ossos, teve uma perna amputada mas está em remissão (período de tempo em que o paciente fica em observação para ter certeza de que a doença não voltará). Ele só vai àquela sessão para acompanhar Isaac, que perdeu o olho por causa de um improvável câncer no olho e agora provavelmente terá que retirar o remanescente pelo mesmo problema. Hazel acha aquele grupo de apoio mais deprimente do que eficiente e não faz questão de esconder o que pensa sobre a vida e a doença, o que fascina Augustus. Eles se conhecem e passam a compartilhar gostos e pontos de vista, inclusive uma certa obsessão por um autor recluso em Amsterdã.

Ok, até então eu realmente achava que o livro era sobre isso. Sobre se apaixonar e ter alguns percalços durante a história. Afinal, é um livro adolescente, né? Pois é, ledo engano, ledo engano...

A partir da viagem a Amsterdã as coisas degringolam. Se você já passou pela experiência de acompanhar alguém que você ama em um tratamento de câncer de perto, sabe que não é fácil. Não é uma tragédia todos os dias, mas é uma tragédia anunciada. É como se você recebesse uma bomba relógio, prestes a explodir, mas sem uma data marcada. Você só sabe que o inevitável (a morte) está rondando. É como ter um prazo pra fazer algo que você está acostumado a fazer todos os dias, mas de repente, por causa desse aviso, você se torna mais consciente da sua própria existência.

E acho que é ai que o livro pega. Toda história de câncer é triste, é uma batalha. E só quem passou por isso sabe. E o autor sabe muito bem descrever a situação, sem ser extremista e sem ser condescendente. Antes da viagem a Amsterdã, existem passagens muito realistas sobre o dia a dia de um paciente. Mesmo que ele esteja bem, ele não está 100%. Todo mundo tem seus dias bons e dias ruins, mas para um paciente de câncer os dias ruins são muito piores.

É no final da viagem a Amsterdã, no meio do livro, que está a frase que mais me tocou. "I lit up like a Christmas tree", fala Augustus sobre o exame que fez antes de embarcarem. Ele nem precisava falar mais nada. É o terror de quem passa por essa situação.

Dai então, não só a história de amor dos dois muda, mas muda também o tom do livro e o dia a dia de Augustus. Ele é muito real em descrever o que passa não só o paciente, mas aqueles que o cercam. Há dias bons e outros nem tanto. Há alegrias e muitos sustos. E por mais que você queira, você não consegue ser forte o tempo todo.

Depois disso, outra expressão que me fez cair em lágrimas foi "and that was the last good day I had with Augustus before his Last Good Day". Talvez todos nós passaremos por isso, mas de uma forma muito mais sutil. Um dia somos invencíveis, mas o tempo demanda a sua parte da sua invencibilidade, inexoravelmente. Alguém que tem seus dias contados (e tão curtos) sofre essa queda de uma forma muito mais brutal. Você sabe que o inevitável se aproxima muito mais rapidamente, que haverá um momento em que a doença tomará conta de tudo o que você conhece sobre quem você ama, mas não pode prever quando isso acontecerá. E antes que esse último dia passe, você não sabe que é esse o dia.

Eu chorei tanto nesse livro, mas tanto, que teve partes que eu tive que parar de ler porque nem conseguia mais enxergar! Eu soluçava de tanto chorar! E isso sem chegar ao final.

Acho que é uma história bem contada, as vezes realista demais, e para quem já passou pelo câncer, de alguma forma, ele é mais triste ainda. Os sentimentos são tão reais que machucam, te levam de volta exatamente àquele momento mais doloroso, porque é exatamente assim que é.

A intensidade do amor dos dois é amplificada por este quesito real. Faz "Romeu & Julieta" parecerem dois amadores. faz qualquer outra história triste parecer piada.

Eu não recomendaria esse livro a ninguém. Já disse que fiquei perturbada por ele e se pudesse, desle-lo-ia. É daquelas histórias que você fica dissecando até não aguentar mais, revivendo cada frase, cada momento. Pra terminar, as últimas frases (que não estão no fim) que mais doeram:

"(...)still, when I grabbed the phone from the bedside table and saw Gus’s Mom on the caller ID, everything inside of me collapsed."

"It was unbearable. The whole thing. Every second worse than the last.(...)  It felt like losing your co-rememberer meant losing the memory itself, as if the things we’d done were less real and important than they had been hours before."

"(...) I was saving my ten. And here it was, the great and terrible ten, slamming me again and again as I lay still and alone in my bed staring at the ceiling, the waves tossing me against the rocks then pulling me back out to sea so they could launch me again into the jagged face of the cliff, leaving me floating faceup on the water, undrowned."

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that would be me. bye!

do eterno embate beleza x personalidade
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014 at 11:30
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Quando eu estava na faculdade, há muito mais tempo do que eu gostaria de lembrar, não tinha essa coisa de pílulas de pensamentos, o Twitter, nem o Facebook pra gente compartilhar as coisas em textos rápidos (no Orkut o negócio era espiar scrapbook alheio). Havia mais tempo para pensar textos mais complexos. Ou para ponderar as coisas antes de compartilhar com o mundo. deve ser por isso que os blogs eram mais pessoais e com mais texto, ao invés de imagem (não me levem a mal, eu adoro imagem, mas acabo nem lendo os textos que as acompanham).

Ai hoje eu ia começar a escrever uma coisa no facebook e parei. Pensei que ali nem ia ter espaço pra escrever tudo e eu tenho esse blog pelo qual eu pago, com todo o espaço do mundo pra inserir texto, e resolvi colocar uma das resoluções de ano novo em prática: escrever mais no blog. Postar mais. Eu deveria ter guardado os textos dos meus blogs antigos, nem que fosse pra comparar com o que eu sou hoje. Tinha muito do que eu pensava, muitos devaneios, naqueles textos.

Enfim, o que engatilhou tudo isso foi um costume que adquiri recentemente, e que nunca achei que ia ter: checar o "Explore" do Instagram. O pessoal do trabalho sempre falava que achava umas coisas interessantes, que passavam horas no Insta, mas eu nunca entendi como. Acabei descobrindo que a curiosidade humana não tem limites e a gente acaba "viciando" em ver o que completos estranhos estão fazendo. O que comem. Que gatos tem. O quanto malham.

Nessas me peguei olhando vários perfis de gente que começou projetos de transformação. Pela alimentação, pela atividade física, ou pelos dois. O Instagram é cheio de malhadores. De nutricionistas. De gente exibida mesmo.

Quando emagreci na primeira viagem do Japão, foi sem querer. Eu nem precisava mudar muito, mas a alimentação e a rotina me fizeram chegar ao peso da Sandy. Tudo bem que temos a mesma altura, mas não era muito saudável aquilo. Cheguei a um peso ideal no intercâmbio, que mantive por uns dois anos. Bons tempos aqueles. Ah, os vinte e poucos anos....

O problema é que depois ganhei muito peso muito rápido, totalmente sem perceber. Mesmo. Porque eu não saia de casa e não tinha que vestir minhas roupas. Não tinha parâmetro. Tive que comprar muita coisa porque nem o que eu tinha de antes da perda me servia mais. Eu nem tenho idéia de quanto eu cheguei a pesar, mas estacionei nos 59kgs. Não perco nem ganho. Já cheguei a fazer dieta de calorias e consegui perder, mas ganhei tudo de novo por desleixo. A verdade é que eu amo comer e tenho trauminha da época do Japão, de passar fominha. Mas meu corpo responde bem. Assim como ganha fácil, com certa disciplina, também consegue perder.

Eu não acredito muito que magreza esteja relacionada a saúde. Acho que cada um tem que estar feliz e saudável do jeito que é. Ou do jeito que quer ser. Não tem que se submeter a um padrão ou achar que tem que ser de um jeito para ser aceito na sociedade.

Dito isto, vim de uma cultura que preza o esforço e em casa sempre foi uma meritocracia. Ser bonito não se encaixa em coisas que podem ser mudadas ou que podem ser ganhas com esforço. Ser bonito é muito subjetivo. E ser bonito também não era uma coisa muito importante. Fui criada pra ter conteúdo. Ter caráter. Essas coisas que tinham algum sentido da virada do século... XIX. Aprendi que não podemos julgar as pessoas por aquilo que elas não podem controlar sobre si mesmas, como a cor do cabelo, da pele, a beleza exterior. Que o que conta é o que somos por dentro e que a capa as vezes pode não condizer com o texto do livro. Pra mim, é isso que importa. Nos outros, mas principalmente, em mim.

Alias, admito que as vezes tenho um certo preconceito reverso. Se acho alguém muito bonito, já acho que tem algum defeito de caráter. Ou como eu sempre falo que homem bonito demais deve ser ruim de cama, porque não tem que se esforçar muito pra conquistar as pessoas a sua volta, basta existir.

Mas eu também projeto essas coisas nos outros. Se um cara me acha bonita demais, tem algumas possibilidades: 1. cego; 2. tá tirando com a minha cara; 3. tá desesperado pra comer qualquer uma; 4. acha que sou burra/sem conteúdo/tonta. E também acho que beleza é muito perecível. Um cara que só me acha bonita uma hora vai ver que todo mundo envelhece. Que a gravidade é uma vadia com todo mundo.

Não que eu não queira que um namorado me ache bonita. Mas quero que seja muito além disso. Parece que quando existe o fator beleza, isso se torna uma barreira. Principalmente para uma pessoa tímida e introvertida como eu. Parece que a pessoa nem quer se esforçar de me conhecer.

Mas como libriana, eu tenho essa necessidade da harmonia e da beleza. Eu quero me sentir bem, olhar no espelho e gostar do que eu vejo. No momento não é o caso, mas eu sei que posso conseguir o que quero, se realmente me empenhar por isso. O problema é que isso começa a se tornar um grande paradoxo na minha cabeça. Tipo, sempre achei que se colocasse silicone, jamais acreditaria num homem na vida. Porque ia achar que eles estariam atrás só do peitão, e não da minha personalidade. É o mesmo tipo de pensamento que me ocorre quando penso em perder peso. Será que vou conseguir levar os caras a sério depois?

A resolução de cuidar do corpo é cliché do ano novo, mas é algo que eu sinto ser uma necessidade agora. É questão de saúde também. Depois dos 30, nada é mais igual, e começa a aparecer a necessidade da compensação. E acontece cada vez mais rápido.

Talvez eu só vá poder responder estas questões com o tempo. Ou elas podem se provar irracionais. Só o tempo vai me dizer, mesmo.

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Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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