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a relação com a comida
quinta-feira, 16 de abril de 2015 at 10:30
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Com essa história de dieta, comecei a pretsar atenção na minha relação com a comida.  gente sempre pensa que "desconta" as coisas ruins coendo, quando passa por uma fase difícil, e eu não digo que não o faço. Comida já me ajudou a passar por muita frustração sim.

Mas ai comecei a notar. Começar a dieta é sempre ifícil porque implica mudança de hábito. A gente tende a ecarar como "deixar de comer coisa gostosa e que engorda", mas na realidade, é uma forma de aprender a comer o que a gente precisa, não o que a gente quer.

Eu nunca tive uma relação boa com a comida. A vida inteira.

Quando eu tinha meses de idade, fiz greve de fome porque minha mãe ficou grávida do meu irmão. Veja bem, um bebê deixou de se alimentar por birra.

Meu irmão sempre foi um bebê gordinho. Eu sempre fui magrinha, meio enjoada pra comer, mas nada grave. Sofria na comparação, minha mãe vivia no médico perguntando se eu não tava doente.

Passei a infância a base de suplementos. Óleo de fígado de bacalhau, Calcigenol, Sustagen. Graças a deus nada me fez ganhar peso de forma significativa. Mas toda hora era um bullying pra eu comer mais, comer melhor. Mesmo que eu comesse o mesmo tanto de todo mundo, e não deixasse comida no prato.

Eu era enjoada sim, mas nunca passei fome. Passei foram uns bons anos comendo legumes que eu odiava. Mas no fim, eu comia.

Meus pais sempre regularam a nossa alimentação: refri só de fim de semana, nada de balas e chicletes durante a semana, doce só umas 3 bolachas pro intervalo da escola, nem pão a gente comia se não fose no café da manhã (e a gente não comia de manhã). E ai quando tinha alguma "besteira" em casa, ou eu comia logo, ou meur irmão sumia com  parte dele e com a minha.

Ai eu mudei de cidade pra fazer faculdade. Estava LIVRE! Podia comer o que eu quisesse, na quantidade que quisesse! Ninguém mai ia roubar a minha parte! Mas né, também não era a maor fartura do mundo. Toda a oportunidade de uma boca livre era uma oportunidade de encher a pança. Porém nada que me levasse a virar obesa.

Ai eu fui pro Japão. Naquela loucura de fazer dinheiro. Só queria ganhar, não queria gastar. E no que a gente vê dinheiro indo embora? Comida. Comia o mínimo, pra gastar o mínimo. Perdi 7kgs comendo umas mil caloria por dia, trabalhando de pé 12h por dia, 7 dias na semana.

Por 2 anos, essa experiência me fez ficar satisfeita com pouco. Porque, vinda de uma família de decendencia japa, não podia deixar nada sobrar no prao, e eu nunca deixava. Mas ai percebi que não aguentava, passava mal de tanto comer. E passei a não raspar o prato, pegar menos comida, comer só aquilo que cabia no meu estomago.

Até eu voltar pra casa da minha mãe. Agora sem meu pai, minha mãe não tem limites pra mimar os filhos. Principalmente com comida, que dos mimos, é o mais acessível. Ganhei todo o peso perdido e mais um pouco. Sem me dar conta, porque quase não saia de casa.

Voltei pra SP quase rolando, mas com a vida mais agitada, consegui perder um pouco do peso adquirido, mas nem de longe voltei ao que tinha no Japão.

Os primeiros momentos foram mais difíceis, e não rolava gastar muito, mas dava pra não ter que passar fome. Não dava pra viver de bnquete também. Até os empregos melhorarem. E ai sim, poder comer o que bem entendesse, quando quisesse.

Passei épocas em que saia pra comer pelo menos 1x na semana, sem contar as refeições do fim de semana. E isso é um perigo, porque quando não é você que faz seu prato, é muito mais fácil comer mais do que se deve.

Eu confesso que é muito difícil deixar de comer. E comer certo. Não encher a cara daquilo que eu gosto, mas comer aquilo que me faz bem. Eu nunca vou ser food-nazi e fiscalizar o que os outros comem. Pelo contrário, sempre terei o olho grande na comida alheia, sempre vou elogiar foto de comida no instagram, sempre vou pedir dica. Porém, foi necessária muita força de vontade pra começar a dieta. É sempre um exercício mental, acima de tudo. De se convencer que é possível. Por muito tempo eu fui a pessoa que achava impossível viver sem coxinha, batata frita, gohan e afins engordativos. Ainda acho que é, mas é importante eu aprender a me comportar. A comer em quantidades saudáveis, não como se o mundo fosse acabar no próximo segundo.

Longe de mim ser palestrate motivacional, mas é uma verdade: dieta é possível, mas envolve esforço. É muito menos do que imaginamos, mas ainda assim, é esforço. Nada do que queremos pode acontecer assim, do nada. Mas é preciso querer de verdade. Acreditar que é possível.

Eu passei um tempo sem acreditar que era possível. Depois passei um tempo achando que eu conseguiria, mas não fiz nada pra isso acontecer. Levou um tempo pra entender que eu tinha que correr atrás pra fazer acoontecer. Mas a partir do momento que decidi me empenhar, foi menos doloroso do que achei que seria. E no fim, agente não pode levar tudo a ferro e fogo. Hoje não acredito mais em gente que não desliza em nenhum momento da dieta. O importante é se levantar de novo e seguir em frente.

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acompanhamento médico
segunda-feira, 13 de abril de 2015 at 10:30
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Acho que nunca fui tanto no médico como nos últims tempos. Bom, ajuda o fato de eu ter tempo. Não sei como as pessoas conseguem conciliar tratamentos com vida profissional...

Bom, ppor conta da dieta, voltei o endócrino queridinho ao fim desse mês de dukan na minha vida. Comprei uma balança pra acompanhar e dar motivação, então sabia o meu peso. Mas é bom ouvir as coiss do médico.

Realmente perdi peso, e é incrível como consegui levando em conta que só faço pilates 1 vez na semana. Deixei de comer carboidratos, mas continuei tomando açucar (ops!). Cortei boa parte da gordura, porque também não comi fritura. E tomei mais ou menos o remédinho do mal. Consegui manter a massa magra e perder bastante gordura. Claro que não é o ideal ainda porque continuo com muita gordura, mas já é um bom avanço.

Mas o mais "divertido" é conversar com o médico. Acho que eles tem que escutar mesmo o que a gente sente em relação ao tratamento pra moldar as recomendações de acordo com o que podemos fazer.

Eu super falei pra ele que o remédio do intestino me faz peidar gordura. Nessas palavras. Ele riu. Mas não é muito agradável. Porém, com essa observação nada fina ele disse que não ia aumentar a dose do remédio como pretendia.

Também falei que não ia voltar a tomar Whey por nada na vida. Ele deixou eu comer mais ovos.

Ah, também me deixou comer frutas! Sério, foi um alívio. Mas não me deixou comer doces ainda =( Nem massas. Só pão integral. Em dia de "treino".

Carne de porco também tá liberada, mas porcausa do remédio que faz peidar gordura,tenho que escolher bem o dia. Sério, adoro muito carne de porco.

Ele concordou que eu provavelmente vá perder mais peso com os exercçios (duh!), mas tem que ser um passo de cada vez. Nunca serei rata de acaemia, e sempre vou reclamar de exercícios. Por outro lado, como nunca me movimento, os resultado podem ser potencializados =P

Já contei que vou viajar (mais sobre isso quado estiver tudo certo) e que jacarei bonito e com muita vontade e ele disse que ok. Eu prometi me comportar até lá para fazer a farra lá na frente. Enquanto isso, vou voltar ainda mais uma vez pelo menos pra ver como vão as coisas e pedir exames praver se o fígado tá se recuperando, que no fim, é o mais importante.

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