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primeira folga: ringwood & southampton
sexta-feira, 4 de setembro de 2015 at 08:00
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Não tivemos treinamento a sexta pois ele teria uma parte prática e não teria lugar para todo mundo. Vamos ter esse treinamento na sexta seguinte.

Essa sexta deveria ser sobre levantar tarde aproveitar o dia. Bom, não tinhamos que estar alerta às 9h da manhã, mas as 10h... E nos apresentar na recepção/administração. 10 em ponto os trouxas aqui estavam lá... E não tinha ninguém. Até agora eu não vi muito da famosa pontualidade inglesa não.

Tinhamos que termina de preencher uns formulários, depois descobrimos que tinhamos mais outros formulários pra preencher, e pra nossa surpresa, um dos papéis tem que ser entregues em mãos e estávamos basicamente jogados a própria sorte... Até perceberem nosso descontentamento e se oferecerem para nos levar no centro médico para nos registrarmos. Sei lá, achamos que faltou um pouco de noção, somos todos estrangeiros, nunca viemos para Ringwood, deveriam nos dar mais suporte nessas coisas "legais".

Ah, ao menos fizeram o "pagamento" da semana. Não é muito, mas dá pro gasto, eu já vim sabendo que seria assim então tá bom. Nessas horas que é bom estarmos no interior e não ter tantas tentações!

1h depois e estavamo livres para aproveitar um dia lindo de sol e frio <3 Aparentmente o verão inglês parece muito com um dia perfeito de outono no Brasil (ou ao menos em SP)!


Eu e o Henrique decidimos ir até Ringwood pelo bosque, até porque era o único caminho que sabíamos direito, haha! Queriamos ver as coisas abertas na cidade. Apesar de não querermos comprar nada, entramos em várias lojinhas pra ver o que tinha. Quando precisarmos ou tivermos mais dinheiro, já sabemos onde encontrar as coisas.

Aproveitamos que dessa vez o Waitrose estava aberto e fomos er o que tinha de diferente. O Waitrose é tipo um Pão de Açucar daqui. É mais caro, mas tem coisas mais diferentes e mais caras. Logo na entrada achei edamame pronto pra consumo <3. Também tinha bem mais produtos de higiene. E umas comidas diferentes. Mas eram mais caras mesmo que o Sainsbury's, que é do lado. Mas fiquei feliz com meu edamame e sentei feliz no banco da praça com meu potinho XD. Mas claro que também fomos no Sainsbury's. Comprei umas sopas enlatadas pra ver se prestam. Não são ideais, mas pros as de folga que tenho preguiça de sair de casa podem ser um quebra galho.

Voltamos no meio da tarde e encontramos o filipino no meio do caminho, parecendo meio perdido. Ele é bem timido, mal fala, as vezes faz as coisas sozinhos, faz umas coisas meio estranhas, mas acho que é só o jeito dele.

Aproveitei pra comprar um chip de telefone daqui também pra testar. Instalei tudo ok, mas descobri a dura realidade de que o sinal de telefone no campus é uma desgraça de ruim. Bom, pelo menos quando não estiver aqui tenho um meio de comunicação...

Depois de todo esse exercício físico, voltamos pra casa e me transformei numa batata na poltrona do meu quarto, pra desespero do Henrique. Sério, ele queria sair e eu falei que não ia levntar não, HAHAHA!

No dia seguinte resolvemos aproveitar e ir conhecer Southampton com as alemãs da nossa casa. Uma outra parte dos alemães resolveu i pra Londres. Não fomos pois preferimos economizar e ir quando tivermos mais dinheiro.


Southampton fica há meia hora de Ringwood só, e é um porto importante da Inglaterra. tanto que foi bombardeada durante a guerra e sobrou pouca coisa da antiga cidade intacta. Também é conhecida por ter sido residência, ainda que temporária, da Jane Austen. Alguns cruzeiros também atracam na cidade.

Chegamos no meio da manhã e não tinhamos muitos planos. Entramos no primeiro shopping atrás de um lugar que vendesse algo para beber, nos perdemos um pouco pelas coisas fofas da loja de departamentos e saimos em busca do que fazer.

O terminal do ônibus é perto do porto, então fomos mais pra dentro da cidade e achamos a cidade antigo, um forte pequens com algumas construções do fim da Idade Média. Ainda acho incrível coisas como essas, ainda mais porque a Idade Média que lemos nos livros da escola aconteceu por aqui!


Como a cidade foi alvo da guerra, logo estavamos do lado de fora da cidade antiga, antes de percebermos, literalmente! Claro que nessas andanças turísticas, demos de encontro com uma família de brasileiros!


Uma das alemãs tinha muito que comrpar umas calças novas (aparentemente as dela rasgaram, haha), então saímos atrás de uma Primark, uma loja enorme de coisas baratas. Eu entrei com ela enquanto o Henrique e a outra alemã ficaram do lado de fora esperando (e vendo outras coisas). E nossa, a loja é uma perdição! As coisas realmente não são absurdamente caras, mas tava sem dinheiro mesmo então só fiquei babando mesmo.


Quando saimos vi no fim da rua uma HMV. Eu amo HMV. Eu tenho que entrar em HMV ao redor do mundo, haha! Mas sério, eu vim pensando em comprar ao menos 1 cd nesse ano todo aqui: o último do Lifehouse, o "Out of the Wasteland". Entrei enlouquecida e determinada, Henrique atrás de mim. E com certeza, eu achei o bendito <3 (já ouvi e é maravilhoso!)


Já era hora do almoço, então entramos em outro shopping e fomos pra praça de alimentação, que estava lotada. Eles quiseram comer Pizza. Juro que não aguento mais comer pizza (ruim)! Fui atrás de um KFC, que não é saudável, mas pelo menos é algo que não encontrava tão fácil no Brasil. O difícil foi encontrar uma cadeira pra comer!


Comi sozinha, e nossa, que paz! Posso soar estranha, mas eu não me importo muito de fazer algumas refeições completamente sozinha. Nem tive muita pressa de voltar a Pizza Hut.


No fim do almoço, descemos de volta pra rua. Uma das alemãs queria porque queria uma capa pro celular dela eparamos em um camelô. E claro que começou a chover. Ao menos, de todos os lugares que ela tinha visto, nesse tinha capinha e por um preço razoável.

Enquato isso eu vi um Superdrug na rua e resolvi ir lá ver o que eles tinham de maquiagem. Claro que depois da viagem pro Japão, poucas coisas estão me impressionando, mas essa loja era bem legal, tinha uma boa seleção de maquiagem barata e outros produtos de beleza. Eu poderia passar a tarde ali analisando produtos, hahaha! Mas estavatrás mesmo é de um delineador. Meu fluidline simplesmente não segura e está borrando muito =(. Sai testando todos os delineadores liquidos até achar o mais barato deles e comprar esse mesmo, de 2 Libras.

Enquanto eu testava todos os delineadores da loja, a Maddie, uma das gerentes do camp hill, que mora em Southampton, chegou para nos ajudar a explorar a cidade.

Southampton não tem muito de turístico para explorar não muito além daquilo que já tinhamos visto. Tem um museu do Titanic, porque a comphia que o construiu é de lá, mas tinha que pagar e resolvemos que por enquan, não ia rolar. Fora que é possível que voltemos exatamente para esse passeio com a escola, com tudo pago.


Entramos em museu que era gratuito, mais porque era seco do que orque queriamos ver arte, mas foi interessante pois tinha algumas coisas da Cunard, a companhia do Titanic (depois do fiasco do Titanic, a companhia, que chamava White Star, virou Cunard e até hoje faz navios).


Eu tinha visto algums pessoas passando com sacolas, então perguntei onde era a Disney Store da cidade. Fomos lá e eu poderia morar dentro da loja, claro! A loja era dentro do shopping menos chique, e logo também achamos uma Poundland. Aproveitamos pra gastar um pouco do nosso din din com coisas pro nosso dia a dia.

Achamos que teriamos muito o que ver pela cidade e marcamos a volta o mais tarde possível. Mal era mo da tarde  e a gente já não tinha mais o que fazer e estávamos sentados em um café morrendo de preguiça! Resolvemos então voltar pro ponto de ônibus e pegar um ônibus de volta mais cedo. Com um pouco de conversa e uma taxa de remarcação, voltamos antes  sol se pôr pra Ringwood, yay!


Chegamos de volta no camphill e o Henrique me fez passar na casa do meu trabalho pra pocurar sabão de avar roupa e algumas comidas.

A noite, resolvemos comer um macarrão comunitário com frango da minha casa e não foi ruim. Foi divertido passar o dia com as alemãs, ainda que seja exaustivo passar o dia em English speaking mode.

No domngo tudo o que fizemos foi um grande nada. Comemos e ficamos nos nossos qurtos, basicamente. Todos ansiosos pelo primeiro dia de trabalho XD.

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that would be me. bye!

semana 1: treinamentos
quinta-feira, 3 de setembro de 2015 at 08:00
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Eu não sei vocês, mas eu me sinto mais confortável quando recebo treinamentos antes de começar um novo emprego. Não importa se é algo que eu já sei fazer, toda instituição tem o seu próprio jeito de fazer as coisas e eu ach importante deixar bem claro quais as diretrizes para todos os novos funcionários.

O que não quer dizer que as vezes eu não tenha mais vontade de ficar na minha cama do que ir pra esses treinamentos.

Day 1

Acordamos eu e o Henrique e fomos explorar a dispnsa da casa onde moramos. Como as aulas ainda não começaram e não tem alunos no cmpus, a dispensa é uma tristeza só. Achamos um pão, queijo e presunto e comemos torradas, que era o que tinha pro momento. Depois, junto com o Filipino, atravessamos o campus pro salão de treinamento, onde não só estavam os outros voluntários, mas também outros empregados que começariam os treinamentos conosco.

O primeiro treinamento do dia foi com a diretora da escola. Ela é Polonesa (se  entendi certo, haha) e está aqui há muitos anos e conhece isso tudo como a palma damão. Dá pra ver que ela vive pra isso, sabe? Ela defende o camp hill. Foi uma introdução bem interessante, mas ao mesmo tempo meio assustadora. Por um momento tive medo de abrir a boca sobre a vida aqui na Inglaterra, com medo de ser expulsa daqui!

No break, britanicamente, tinha chá e umas bolachinhas. Puts, vou encher a pança de tanto chá que vou tomar aqui! Tô no lugar certo, hehe...

Depois do break, tivemos uma palestra sobre epilepsia, que foi meio assustadora, não porque nos botaram mais medo de fazer coisa errada, mas porque cada vez mais as coias começam a se tornar mais reais. E esse treinamento foi legal porque realmente aprendemos coisas novas e que nos serão úteis pra vida toda.

A hora do almoço foi meio corrida, a gente ainda não sabia bem como que funcionavam as coisas por aqui, voltamos pra casa e comemos mais pão com presunto e queijo e voltamos pro treinamento.

A tarde, tivemos treinamento sobre comunicação. Muitos dos alunos não se expressam oralmente e não compreendem comunicação da mesma forma que o resto da sociedade, então é importante que quem trabalha aqi esteja preparado para utilizar muito da imaginação pra se comunicar com os alunos. Claro que o camp hill tenta facilitar a vida de todos e eles vão nos incurtindo, com o tempo, o conceito de comunicação total, que quer dizer se comunicar de todas as formas possíveis.

Depois do treinamento, encontramos o Junior e fomos até Ringwood. A pé.

O começo da semana foi bastante inglês. Choveu muito! Só nesse primeiro dia enxarquei 2 sapatos meus =(. Andar até Ringwood foi bem chato por causa disso. Em geral, porém, o caminho é tranquilo e até rápido. Não tem muita subida e decida e temos 2 opções: ir pelo bosque ou pelas margens da rodovia, que tem uma calçada, claro. O caminho do bosque é mais tranquilo porque não tem muito barulho, de fim de semana rola até umas famílias aproveitando a natureza, mas eu não passaria ali a noite, deve ficar muito escuro. Depois do feminismo eu me preocupo muito mais é com "tarados". Bandido sempre vai ter em qualquer lugar, mesmo, como brasileira eu sou mais safa, mas mulher sofre em todo lugar do mundo, por mais seguro que o lugar possa parecer, infelizmente.

Na cidade descobrimos 2 super mercados e uma das lanchonetes mais conhecidas, o Keskins. Lá tem fish'n'chips, frango empanado, hamburgeres e kebabs, ou nosso famoso churrasquinho grego, hehe. Enquanto estavamos passeando, também encontramos os alemães. Eles são numerosos. Na Alemanha é comum os alunos tirarem o gap year para viajar pelo mundo antes de começarem a faculdade e eles ganham pontos extras se fizerem voluntariado. E assim como os franceses da Bishop's, eles vivem falando em alemão e nos deixam no vácuo toda a hora...

Voltamos, comemos alguma coisinha e nos arrumamos pra dormir. Dias longos!

Day 2

Eu achei que estava cansada o suficiente pra dormir bem 1 noite inteira sem perder o sono, mas estava errada. Óbvio que perdi o sono no meio da noite, rolei um tempão, dormi de novo mas quando acordei parecia que não tinha dormido nada. Os treinamentos nesse dia foram bem mais cansativos...

O primeiro falou muito das necessidades especiais do dia a dia dos alunos. Desde ajuda com tarefas, dos problemas com comunicação, até as coisas mais simples do dia a dia como tomar água sempre ou comer nas horas certas, ou pedir ajuda quando está com dor, etc. Esse treinamento ainda foi super longo, e eu morrendo de sono!!! Eu sofro muito de jetlag, ainda mais se eu tenho que adiantar meu relógio >.<

No almoço fomos comer na casa onde trabalhamos. Pizza... E salada! Nunca na vida ia achar que ficaria feliz de ver salada, mas esses dias todos só vivendo de besteira foram cruéis. Depois do almoço peguei minha escala e fiquei bem contente. Na maioria dos dias teria shifts a tarde, só um começando muito cedo, mas ai falei que preferia sempre trabalhar mais tarde e a Eszter arrumou a tabela e todos os dias começo a trabalhar mais tarde. Tem 1 dia com um turno bem longo, mas também tem 1 dia com um turno super curto, então no total meus horários são bem satisfatórios. Minhas folgas são de terça e quarta e depois descobri que pra metade dos voluntáris também é, então sempre temos companhia. E bem, pra quem tá nessa situação temporariamente, não faz diferença ter folga no fim de semana ou durante a semana mesmo.

Ainda corri até minha casa pra pegar meus eletrônicos pra configurar a internet. Aqui tudo é controlado, apesar do wi-fi cobrir tod a propriedade, eu só consigo acessar de onde eu trabalho e de onde eu moro, e não é tudo que pode ser acessado. É um pain in the ass, mas é melhor do que nada. E meu laptop ainda resolveu dar pau generalizado e não achar meu número mac por nada. O que ficou sem solução no momento.

Voltamos para o treinamento e a palestra foi sobre disfagia, ou problemas com deglutição. Passei a palestra toda lembrando da minha vó =(

Depois dessa palestra, ficamos livres \o/ O típico verão inglês não nos deu muitas alternativas, nosso passeio a Bournemouth para comer um típico fish'n'chips inglês teve que ser cancelado, então ficamos em casa limpando os quartos, que é que nos restava.

No fim do dia abriu um sol lindo... ¬¬

Day 3

Outra noite mal dormida. Simplesmente acordo no meio da noite e é difícil cair no sono de novo. Dessa vez pelo menos eu tinha internet.

É foda tentar prestar atenção numa palestra de power point com o sono que eu tava, e foi mais foda ainda porque era a diretora e eu não podia simplesmente ficar pescando de sono na frente dela. Juro que tentei o meu máximo! Nesse dia ela não estava tão assustadora, pelo menos!

A segunda palestra foi com o Frodo. De roupa decente e óculos ele fica a cra do Lex Luthor de Smallville <3. A palestra falava sobre segurança no trabalho, que é bem importante num lugar onde os alunos não se comportam dentro dos padrões impostos na sociedade...

No almoço desse dia tinhamos 1h todinha... Pra tirar um cochilo, hahaha! Eu e o Henrique voltamos pra casa pra dormir, mas no meio do sono começou a maior barulheira! Estavam trocando o carpete no quarto do filipino. Eu tava meio zonza de sono ainda, não me importei tanto. Me importei mais de não ter tido tipo uns 4h de soneca, hahaha!

A tarde tivemos mais palestra com o Frodo. Henrique tava boiando, o Frodo é alemão e tem um sotaque muito forte. As vezes nem eu entendia.

O Daniel, da TI, apareceu e levamos os aparelhos que não estavam funcionando para ele verificar. Ele não conseguiu entender porque o android não tá liberando o fb messenger, nem porque os apps do twitter e do snapchat não funcionam (embora o twitter mobile funcione direito), mas pelo menos conseguiu achar o número mac do meu laptop pra fazer funcionar. Aparentemente está tudo ok.

A última palestra do dia era mais pra falar do camp hill, porque as coisas fucionam do jeito que funcionam, falar um pouco de filosofia e valores e foi bem rapidinho. O dia colaborou e estava relativamente seco <3.

No fim da tarde, nos encontramos todos com o coordenador da casa onde moramos e a deputy dos colleges, que nos levaram, finalmente pra Bournemouth. Comida, yay!


Bournemouth fica na costa, mas a praia não é aquilo que estamos acostumados. E nesse dia estava particularmente ventando DEMAIS. Estacionamos na parte alta e andamos MUITO pra chegar no Henry Ramsden's >.< Fiquei com um pouco de dor de ouvido. Não teria sido um bom começo de semana se pegasse uma inflamação!


Votamos por comer dentro do restaurante por causa de todo o vento e eu e o Henrique sentamos com uma russa e uma das alemãs. Foi bem legal, a russa renovou o visto para ficar outro ano aqui e estava nos contando da sua experiência. Ela também nos recomendou provar a cidra inglesa, aparentemente algo típico. Pedimos a mais docinha que tinha, feita de pêra.


Sentados, bebendo, comendo e conversando, claro que perdemos a noção de tempo! or sorte, quando saimos, o vento deu uma trégua e a volta foi bem mais tranquila. Ao que tudo indica, a praia de Bournemouth é de surfistas. Talvez volte mais vezes pra ver o resto da cidade e quem sabe, fazer um pic nic na praia, hehe...

Day 4

Pra nós, voluntários, o último dia de treinamento na semana, uhul! E o dia começou um pouco mais tarde também.

A primeira palestra do dia foi bem técnica, sobre leis trabalhistas e outras coisas de RH. Apesar de massante, é importante a gente saber como funciona o direito trabalhista no país em que estamos. Não sei se é porque as coisas são passadas por cima, mas parece qe certas coisas só começaram a ser importantes aqui nas poucas últimas décadas. Podem reclamar o que quiser, mas no Brasil temos leis trabalhistas ótimas!

Depois veio a Maddie, que esteve conosco em Bournemouth também. Ela é romena e tem um sotaque em carregado, mas eu acho bem mais fácil de entender. A palestra dela foi sobre até que ponto nós somos responsáveis pelas decisões da vidas dos alunos. Existe uma lei sobre isso e diretrizs internas de sobre como aplicar isso aqui dentro, um ambiente tão particular. Essa palestra achei bem interessante, tem um quê filosofico e talz.

O almoço foi corrido demais e quase não deu muito tempo pra comer =(

A tarde tivemos uma palestra sobre igualdade, diversidade e inclusão. Eu já achava que seria uma palestra interessante, e foi mesmo. Falou um pouco sobre o aspecto jurídico da liberdade de expressão, sobre abuso e como aplicamos isso aqui dentro do camp hill. E o palestrante era bem energético também.

Nossa última palestra teve colaboração da diretora, mas foi dada pela deputy dos colleges e foi BEM legal. Teve um pouco de prática e nos ajudou a entender limites. É difícil definir coisas como espaço privado quando se trabalha com gente de tantas culturas diferentes. Mas foi bem útil e divertido.

O pessoal depois queria ir pra Ringwood, mas o dia não estava tão bonito e estavamos cansados, preferimos deixar pro dia seguinte. Fora que aqui tudo fecha às 17h, e eu já tinha visto a cidade sem nenhuma loja aberta, haha!

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that would be me. bye!

chegada em ringwood
quarta-feira, 2 de setembro de 2015 at 08:00
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Eu sei que deveria aproveitar mais os momntos, mas é difícil com o jetlag e tudo o que consigo fazer em ônibus é capotar de sono! As paisagens são bem diferentes daquelas que estou acostumada na América, o relevo é diferente, a vegetação e a disposição de tudo!

Chegamos no horário planejado em Ringwood e a Eszter já estava nos esperando. Em Ringwood não tem uma estação, é um agrupado de pontos em uma pracinha. A Eszter é a coordenadora da minha casa, o Junior já tinha dito que era a melhor chefe que eu poderia ter! E ela foi mesmo muito simpática. Minhas malas, claro, impessionaram, haha!


Depois de ter certeza que ninguém mais estava ali esperando para ir pro camp hill, fomos embora. De carro é rapidnho. Eu já tinha visto no street view e sabia que era no meio do mato mesmo, mas acho que tive uma impresão melhor ao vivo.

Para nossa sorte, nossa casa é a primeira do campus. Fizemos o check in e já estavamos em casa. Estavamos meio desesperados para poder desfazer nossas malas.

Nossa casa é a mais velha do campus. No segundo andar moram as crianças e no sotão tem os quartos dos voluntários. Na nossa casa já estavam 2 das alemãs e um filipino. Fomos levados para nossos quartos e eu fiquei com o melhor quarto da casa <3. Não é o maior, mas é de um bom tamanho, tem uma clarabóia e um armário decente. Os móveis são meio velhos, mas ok, dão pro gasto. Tem tomada para todos os lados e minha vista dá para o resto do campus. A noite é tranquilo, não tem muito barulho. Os quartos virados para a frente da casa tem o barulho da rodovia, mas para quem morou em São Paulo por tanto tempo, eu não acho barulhento. O quarto do Henrique é o menor da casa, mas ele já se adaptou. Depois de uns momentos de completa insatisfação, a amizade do Junior se provou valiosa e ele conseguiu uns gaveteiros para pôr ordem no canto dele. Agora estamos todos mais acomodados.


O Junior ainda nos levou para um pequeno tour do campus, mostru um pouco das casas onde trabalharemos e nos levou para a casa dele, onde conhecemos outra filipina, uma malaia e um alemão, além do Frodo (não tenho idéia ainda se o nome dele é esse mesmo!). O quarto do Junior é enorme!

Voltamos, tomamos banho e tentamos dormir num horário razoável para acordar no dia seguinte para os treinamentos.

that would be me. bye!

london calling
terça-feira, 1 de setembro de 2015 at 08:00
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Uma das vigens sonho da minha vida era conhecer Londres. Só Deus sabe porque tenho essa fascinação pela cidade, mas desde uns 12 anos tudo o que eu mais queria era conhecer a capital da terra da rainha. Nunca deu certo de eu vir antes, mas eu sabia que quando viesse, seria pra conhecer direito.

Depois da imigração, graças a Deus encontrei minhas malas na esteira. Ter conhecido a outra brasileira do meu vôo foi providencial, ela me ajudou muito com as malas! Assim como eu a ajudei com o inglês. Rolou até discutir se valia a pena ela pegar um cartão de telefone pra passar só 1 semana aqui. Com a Libra tão cara, quase nada vale a pena...

Desembarcamos em Gatwick, o maior rolê do centro de Londres, mas tudo bem, ao menos tinha ônibus confortável. Me despedi da minha companheira de perrengues e peguei meu rumo. Pra quem quiser saber, existe uma companhia chamada National Express que serve muitas regiões do país e faz esse serviço de traslado dos aeroportos.

Desci no terminal de ônibus de Victoria, que não é a mesma da estação de trem mas é bem perto, e fui seguindo umas placas de "left luggage". Apesar de ser a mesma língua, o inglês falado na Inglaterra tem muitas diferenças do inglês falado nos Estados Unidos e no Canadá e as vezes eu tenho que usar a imaginação pra saber do que se tratam as informações recebidas. Eu fiquei uns bons 15 segundos ponderando se esse "left luggage" era o guarda volumes mesmo e resolvi arriscar. Bingo! Ainda bem, minhas malas estavam muito pesadas!

Depois de deixar as malas grandes para buscar no dia seguinte, foi fácil prosseguir a pé com a mala de mão até o hotel.

Eu e o Henrique (mas o Henrique do que eu) tivemos uma grande dificuldade de encontrar um lugar bom que coubesse no nosso bolso na região, que é bem central. Além de ser perto da estação, é perto do Palácio de Buckingham e do Big Ben. No fim, escolhemos um lugar meio suspeito, cuja recepção era basicamente o caixa de um restaurante com uma portinha para os quartos no andar de cima. Inclusive o moço que me atendeu também foi bem confuso, me levou pro quarto mas não quis me dar as senhas das portas...

Quando abrimos a porta do quarto, o Henrique estava capotado! Ele nem se lembra do que falou comigo direito, haha! Aproveitei que não tinha que socializar e fui até o supermercado mais perto achar sabonete e shampoo (já que os meus ficaram nas malas no guarda volumes) porque eu precisava muito de um banho.

Londres nos recebeu super bem, com um dia ensolarado e relativamente quente. Pena que cheguei no fim do dia =(

Depois do banho, o Henrique finalmente voltou a ser gente e saimos de noite para dar uma volta na região. Andamos até a Abadia de Westminster, o Big Ben e a região da London Eye. Ai sim a coisa começou a ficar real! Tem algo mais londrino que o Big Ben? Ainda não acredito que passei por ele! Era umas 21h e a rua estava cheia de gente.


A London Eye fica do outro lado do Tâmisa, que é um riacho se comparado ao Tiête ou ao Pinheiros, hihihi... Mas é limpinho e não fede! Eu não sou fã de roda gigante, mas a estrutura é impressionante. Não subo nisso por nada, haha!


Atrás da London Eye tem um parque com um falo rodopiante (que na verdade é um daqueles brinquedos de cadeira que roda mas numa super escala) e vários bares. A maioria vende só bebida na verdade, o que já me diz muito sobre os ingleses, haha! A gente tentou achar um lugar pra comer, mas não deu, tivemos que recorrer ao Mc Donald's. À margem do Tâmisa, em Libras, hahaha! Pus o inglês do Henrique a prova e ele se deu bem, pediu o lanche certo e até a mostarda, que descobrimos não ser algo muito comum por aqui (recebemos outros olhares confusos com o mesmo pedido em outros lugares).


Voltamos pelas ruas do centro vazias e dormimos os sonos dos justos com o melhor do bom clima inglês. Sério, se no primeiro dia o tempo estava assim, eu só podia agradecer aos céus!


Claro que o jetlag pegou e eu levantei no meio da manhã, dia lindo de sol de novo, quase resolvi levantar de vez e dar uma volta, mas me conheço e resolvi tentar voltar a dormir. O Henrique acordou num horário mais razoável, fizemos o check out, conseguimos deixar nossas malas no hotel e fomos fazer um passeio antes de ir embora. Claro que eu tinha que escolher Notting Hill!


O metrô de Londres não é lá muito simples, você paga pela distância mas a distância é medida em áreas radiais. Tem o mapa no metrô. Acho mais fácil pegar trem no Japão, hein! Haha! Era domingo e a estação estava lotada! Quase entramos na plataforma errada, uma muvuca sem fim! Chegamos no lugar certo, mas óbvio que não prestamos atenção o suficiente antes de embarcar e pegamos o trem errado. Por sorte percebemos antes e trocamos de trem. Assim como no Japão, as estações podem servir mais de 1 linha de trem.

Conseguimos chegar a Notting Hill Gate. Nós e a chuva. As estações daqui são bem fofas, paramos para as fotos obrigatórias e seguimos para a nossa saída. A chuva estava consideravel, então tivemos que procurar guarda chuvas para continuar o passeio. E ai como dói pagar as coisas em Libras!

O Henrique já chegou com um chip de telefone daqui, então sempre temos Google Maps pra nos salvar, porque não é tão simples achar as coisas e Londres. As ruas são "tortas"! Mas por sorte achamos Portobello Road, e ai sim o passeio começou!


Pra quem não sabe, Portobell Road é uma das ruas principais de Notting Hill e é a que aparece no filme,com a feirinha (de sábado). Mesmo sem a feira, a rua é cheia de lojinhas bem fofas (ou "charmosas") e é uma perdição, dá vontade de comprar tudo! Mas me segurei e só fiquei de olho...


Nas nossas aventuras de pobres voluntários, o capítulo refeição do dia incluiu um sanduíche do Sainsbury's mesmo, inclusive comemos sentados nas cadeiras para idosos (mas não tinha nenhum por perto), haha!

Andamos ate quase o pontilhão e resolvemos voltar por causa da hora. Ainda passamos por uma farmácia, bem dessas de bairro, e encontramos uma Pondland, que acho que será nossa salvação na terra do dnheiro mais caro do planeta (pra gente).

Voltamos pra buscar as malas, tirar um descanso, antes de seguir para o terminal para encontrar o Junior (o amigo do Henrique que também trabalha no camp hill). E dei graças a Deus mais uma vez de ter deixado minhas coisas no guarda volumes. O terminal também estava lotado! Mas não encontramos mais nenhum dos voluntários por lá.

Devo confessar que pelo fb o Junior não me impressionou muito, mas ao vivo ele é bem legal! Ele nos contou um pouco sobre como são as coisas no camp hill, como as coisas funcionam. Eu ja sabia que ia trabalhar na mesma casa que ele, mas não sabia onde ia morar. Durante a viagem de ônibus ele conseguiu as informações e já nos adiantou que eu e o Henrique iriamos morar na mesma casa. Yay!

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um trauma chamado air europa
segunda-feira, 31 de agosto de 2015 at 08:00
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O grande dia chegou!

Como de costume, fui dormir tarde na véspera da viagem, mas o meu vôo saia no começo da tarde e eu tinha que ir cedo pra Guarulhos. Minha mãe foi meu despertador, pela última vez em muito tempo. Levantei e fui tomar banho  (sempre tomo banho antes de viajar). E arrumar os derradeiros detalhes para deixar o Brasil por 1 ano.

Sempre me planejo de fazer check in com pelo menos 3h de antecedência. Então saímos de São José 4h30 antes, pra garantir o caso de qualquer problema no meio do caminho.

Chegamos no horário e fomos direto para o check in, que estava tranquilo.

Não tenho balança de pesar mala, então sempre tenho que confiar no instinto. Tentei ao máximo balancear as coisas e rezei pra não exceder o peso. A mala menor ficou pesando até menos do que o limite, mas a mala maior excedeu e não dava nem pra compensar =(. Mas por sorte o moço do check in estava bonzinho, e eu disse que ia pra um voluntariado, então ele deixou o excesso passar =). Ele só me alertou sobre não voltar com excesso porque os europeus não são tão flexíveis, mas contei que o plano era voltar com bem menos coisas XD.


O Henrique chegou na mesma hora que eu, mas em outro terminal, então depois do check in fui falar com ele. As nossas famílias se conheceram, conversamos um pouco e depois fui almoçar. O vôo dele partia 1h depois do meu, mas ele foi pra sala de embarque antes.

No aeroporto as opções não são exatamente ideais, então acabamos indo no Olive Garden mesmo.


Terminei de almoçar na hora de embarcar. Como os assentos são marcados de qualquer forma, nunca acho razão pra esperar em fila. Geralmente sou uma das últimas a embarcar. Assim também não tenho que ficar mais tempo desnecessário dentro da lata de sardinha voadora.

Na hora certa, saímos do portão e começamos a taxiar. O avião parou por um momento... E continuou parado. Por um bom tempo. Esperando permissão pra voar.

Meu vôo era São Paulo / Madrid / Londres, com uma conexão de quase 3h, que deveria ser mais do que suficiente uma vez que eu não tinha que passar pela esteira de malas em Madrid.

Pois bem, o avião teve que voltar para o portão por tempo indeterminado. Ninguém nos informou o que estava havendo ou quanto tempo mais teríamos que esperar. Muito menos o que aconteceria com nossas conexões.

Pois com mais de 3h de atraso, recebemos permissão para taxiar e levantar vôo de novo. E eu já tinha perdido a minha conexão.

O vôo foi meio turbulento, o pior foi ter que voar na poltrona do corredor de um equipamento velho e com uma criança insuportável do lado. Na boa, se os pais são incapazes de domar seus próprios filhos (perfeitamente saudáveis) eles nem deveriam sair de casa.

Chegamos em Madrid totalmente sem informação. Desembarcamos sem nenhuma direção. Perguntei para TRÊS pessoas o que fazer e nenhuma delas sabia. Me mandaram para a conexão direta sem informação de troca de vôos. Por sorte encontrei outra brasileira com o mesmo problema e fomos tentar resolver juntas.


Paramos no balcão de informações e o cara não achou uma solução, mas ao menos tentou ser prestativo. O que não podemos dizer dos funcionários da companhia aérea, que pareciam irritados de ter que fazer o seu trabalho.

Passamos a imigração, um sujeito super mal comido que nem olhou pra nossa cara, e voltamos a ter muitas informações erradas. Nos mandaram buscar as malas sem número de esteira. Depois mudaram a esteira. Depois não sabiam mais.

Foi quando encontramos outros passageiros do nosso vôo que nos instruíram buscar informações no balcão de bagagens perdidas.

Encontramos meio mundo na fila, todo mundo muito puto com esse serviço péssimo da Air Europa. Demos sorte que ao chegar na fila o funcionário mega mal humorado estava recolhendo os tickets de bagagem para tentar localizar e ainda assim ele demorou pelo menos 1h inteira para nos dar outra informação errada: de que todas as bagagens retornariam para a esteira, sem previsão de tempo.

Por sorte, sabíamos qual seria nosso vôo e resolvemos ir atrás de mais gente lá fora no aeroporto. Pedimos mais informações para 2 departamentos diferentes e ai começamos a ter respostas mais consistentes: que nossas malas seguiriam caminho conosco dem necessidade de busca las na esteira.

Na verdade a gente não acreditou muito que as malas seriam despachadas de acordo, mas já estávamos cansadas, com fome e muito irritadas. Fizemos o check in de novo (e eu ganhei upgrade pra primeira classe, yay!) e fomos buscar nossos vouchers de alimentação  (toda vez que a companhia te faz esperar mais de 4h eles são obrigados a te dar um voucher). Eu já estava irritada de fome, então fomos logo comer.

O lanche a que tínhamos direito não era extremamente uma delícia, mas era algo e pelo menos serviu para podermos descansar.


Na hora do embarque fomos para o portão, mas logicamente estava tudo atrasado. E uma fila enorme.

Com o upgrade, pude embarcar na frente de todo mundo e literalmente sentar na janelinha.

Vôo doméstico não tem tanta mordomia, mas eu tive lanchinho e uma refeição leve (salmão defumado). Apesar do vôo ser curto, capotei pelas 2h, de babar!


A grande vantagem da primeira classe é desembarcar na frente de todo mundo e pegar a imigração relativamente vazia. Tinha outro vôo chegando também na mesma hora e por um momento bateu um desespero pela fila. Foi a primeira vez que fiquei feliz de precisar de visto, não tinha ninguém na minha frente!

Na Inglaterra as coisas começaram  funcionar melhor. A pessoa que me atendeu na imigração foi super simpática, rolou até uma conversinha sobre nada e sorriso. Quanta diferença!!!

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