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and my love for you is blind...
sexta-feira, 9 de outubro de 2015 at 12:30
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O ponto alto da viagem, e da minha vinda para a Inglaterra até agora, foi ver uma das minhas bandas favoritas ao vivo. Eu AMO um show ao vivo, adoro poder ver que as bandas que eu gosto mandam bem de verdade, ver a banda de carne e osso!

Achei que ia pegar a hora do rush no metro, mas as 18h e pouco o metrô estava cheio, mas não lotado. Desci na estação na frente do hostel, passei numa loja de cartões dentro do centro comercial que ficava do lado (achei os cartões perfeitos de natal pra minha família), passei no hostel pra refazer minha mochila e peguei o rumo do O2...


O show foi sim num O2 (pra quem conhece de locais legendários de show, já deve ter ouvido falar), mas não no O2 que todos conhecem... É uma casa da rede, mas bem pequena, chamada O2 Shepherd's Bush Empire. Deve ser menor que o Credicard Hall em SP. Ele tem pista no térreo e 3 balcões com lugares pra sentar. Parece mais um antigo cinema. Por dentro e meio rococó até.


Quando ficou tudo resolvido, só consegui comprar ingresso para o último balcão. Eu sou do tipo que curte ficar na pista, mesmo que eu não goste de ficar no centro da muvuca. E como eu já tinha visto nos EUA, a galera não é tão enlouquecida mesmo. Mas ok, último balcão, lá fui eu. Não tinha fila na entrada e achei que já estaria lotado, mas ainda tinha bastante lugar vago quando cheguei. Consegui um lugar na segunda fileira de assentos, mas logo vi um epacinho entre 2 casais na fileira da frente e pulei pra ficar ali, hehe.

Teve uma banda de abertura, Raglans, que eu nunca tinha ouvido falar, mas eles foram bem simpáticos. Tem um som mais parecido com o que o Lifehouse fazia no começo da carreira, mas não levantou a galera.

Como eu estava sozinha, não tinha como guardar o lugar. Acho que ninguém ia roubar, mas fiquei receosa e nem consgui ir no banheiro, hahaha! Pior que eu nem sei se realmente estava com vontade ou se era coisa da minha cabeça, porque e sou meio noiada com essa coisa de ir no banheiro, acho que tenho que ir antes para não ficar com vontade na hora e i fico com isso na cabeça e não consigo esquecer, haha!

Eu sabia que o show teria mais ou menos 90 minutos, o que acho pouco para uma banda com 7 albuns, com tantos singles!

No horário prometido, as luzes se apagaram e a banda entrou no palco. Eu estava super animada, teria pulado do balcão se eu não fosse morrer na queda, haha, mas poxa, o público aqui é MASTER MEGAMENTE desanimado =( Pessoal nem gritou, nem cantou junto, pessoal da pista mal se movia e dos balcões então, piorou! Nem pude levantar porque senão ia evar im xingão das pessoas sentadas </3


Eles são excelentes, tocam muito bem, e a voz do Jason é perfeita. Eles são muito simpáticos, muito humildes e muito empolgados! São 4 caras no paco com seus instrumentos mandando muito bem! E foi legal ser num lugar pequeno pra aproveitar mais essa vibe. Melhor que isso, ó se eu estivesse ali no pé do palco!

Setlist
Hurricane
All In
Between the Raindrops
One for the Pain
Stardust
Whatever It Takes
Sick Cycle Carousel
Halfway Gone
You and Me
All in All

Acoustic
H2O
Yesterday’s Son
Firing Squad
Everything
(electric ending)

Electric
Spin
Nerve Damage
Runaways
First Time
Broken

Encore:
Flight
Hanging by a Moment

No meu show ideal ainda teria Falling in e Blind, mas fiquei muito feliz que tocou Stardust, que eu tô amando no cd novo (era da banda paralela do Bryce, tanto é que é ele que canta essa - assim como ele canta Wrecking Ball no cd também). O destaque da noite pra mim foi Everything, que é uma música muito foda de poderosa. Começou com acústico, só com o Jason, deu uma paradinha, e continuou no refrão com a banda toda e foi uma explosão. Foi de arrepiar, eu nunca vi uma música tão poderosa assim no palco! E olha que nem é uma das minhas favoritas (da mesma época eu prefiro Take me away)! Ah, também teve a baladinha fofa You and me, em que finalmente o público acompanhou cantando junto e se balançando, hehe...

No fim, acabei me levantando em Hangin by a moment, que é um hino e não ia rolar ver sentada, haha! antei em todas as músicas, mas nessa me empolguei mais, huahua! Certeza que as pessoas odeiam ver show perto de mim, porqueu canto mal e erro a letra, mas me empolgo pra caralho, hahaha!

Pra ir embora foi bem tranquilo, acabou antes ds 23h, tinha bastante gente na rua e em 10 minutos estava na minha cama do hostel. Como era uma quinta, o bar estava cheio e tava rolando um karaoke. O som vazava todo pros quartos, mas eu estava muito feliz pra me chatear <3

E esse, meus amigos, foi meu presente de mim mesma pro meu aniversário, que eu comemoro nesse glorioso dia 9 de outubro ;)

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that would be me. bye!

all night, staring at the ceiling
quinta-feira, 8 de outubro de 2015 at 08:30
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A noite no hostel foi ok, apesar de eu não ter dormido muito bem. Tem sempre aquela apreensão de lugar diferente, gente estranha...

Acordamos para tomar café da manhã, que é servido só pra hóspedes no bar, e o Henrique me disse que na verdade tinha uma mulher no quarto sim, eu que achei que era um homem, HAHA!

O café tinha pão, frios, cereais, leite e suco (devia ter café e chá, mas eu não vi), no esquema self service, então pegamos o que queriamos e fomos pro canto. O pão daqui não 'a melhor coisa do mundo, mas melhor do que nada, e era de graça.

Subimos, destrocamos as camas, nos arrumamos e tomamos o rumo da rua.

O Henrique não quis comprar mesmo o Oyster, e eu odeio andar. Eu ando pequenas distâncias, no máximo meia hora, porque prefiro gastar minhas energias em outras coisas. Nesse dia, concordamos que o Museu de História Natural não era muito longe, e resolvemos ir a pé.

Não era muito longe, mas sabe o que se faz em um museu? Se anda muito! As ruas de Londres são agradáveis e não existe desnível, mas caminhar de all star não é a melhor idéia do planeta.


Todos os museus em Londres são gratuitos. Eles pedem uma doação, mas ninguém é obrigado a pagar. E em alguns, umas partes são pagas, mas boa parte é aberta ao público. E são museus bem cuidados. E cheios.

Quando chegamos no museu, tinha uma horda enorme de alemães. Sério, daqui a pouco não vou mais aguentar ver tanto alemão em todo o lugar!!!


O Henrique queri muito ver os dinossauros, e ficou emocionado com o esqueleto da entrada. Pra quem já foi no museu de NYC, não tem muita novidade, mas é um museu bem conservado e bastante dinâmico.

Saimos na hora do almoço e fomos comer num fast food japa chamado Wasabi. Não sei qual a obsessão ocidental com essa palavra, tem até filme com esse nome! Mas enfim, eu recomendo, tem comidas em tigelas, bem servidas, por um preço razoavel (em torno de 4 Libras)  tem em vários pontos pela cidade. Tem também onigiri e mame, e alguns bentos de sushi e variados.

Nesse dia, também queriamos ir a Camden Town. De onde estavamos, era uma enorme caminhada então o Henrique foi a pé e eu peguei o metrô. Parei em St Pancras / Kings Cross.


Os potter heads piram! Claro que fui lá atrás da Plataforma 9 3/4! E da loja oficial do Harry Potter, hihi...


Sim, existe uma fila, com um anfitrião e uma fotografa. Você pode tirar foto com sua camera e usar os apetrechos oferecidos. Sim, é brega, o moço segura o cachecol e solta na foto. MAS É A PLATAFORMA 9 3/4!!!

E do lado te a loja, que é uma mini versão daquela da Universal, em que você pode babar enquanto chora internamente pelo valor super faturado das lembranças... I WILL BE BACK!!! Nem sei o que quero comprar, mas necessito de uma lembrança!

Depois do pequeno ataque, solitário, resolvi andar até Camden Town, porque não era longe e segundo o maps, tinha várias lojas interessantes pelo caminho, hihi...

De fato, tinha Poundland, super mercados, Superdrug... E o caminho era agradavel. E o tempo estava bem gostoso.

A gente queria ver mais especificamente o mercado de Camden, que todo mundo fala. Mas chegando lá, descobrimos que se trata de um camelodromo! Afe, nada que a gente não esteja acostumado... O mais interessante mesmo estava no caminho, que eram várias lojas de souvenires, cheias de cacarecos mesmo. Quando estiver pra voltar, é lá que vou me abastecer, hehe...

De lá, resolvemos ir num pub gay no So-ho. A parte mais cretina foi a conversa:

Eu: Te encontro onde?
Henrique: Na estação ou no bar.
Eu: Tá... mas eu não sei qual é o bar.
H: Gay bar.
Eu: Eu sei que é gay, mas qual o nome, né?
H: É esse. Gay bar.

Resolvemos nos encontrar na estação mesmo, e claro que cheguei bem antes. Olhei no mapa e descobri uma Primark bem do lado, e me enfiei nela, haha!

A Primark é uma loja de departamento enorme e muito barata. Entrei pensando se ia achar uma galocha super barata. Na verdade achei é um monte de coisa que queria comprar mas nem tinha como carregar, haha! A parte de coisas de casa é de babar!

No fim, eu comprei uma blusa do Harry Potter (maturidade pra que? haha) e o Henrique comprou uma touquinha e uma mochila. Tava frio!

Pegamos o rumo e fomos parar no coração do So-ho. Pela hora, happy hour, estava bem movimentado!

O Henrique escolheu o G-A-Y pub por uma resenha na internet que dizia que era badalado, entrada gratuita e bebida barata.

Chegamos, perguntamos se tinha cover e entramos depois da revista da mochila. O lugar ainda estava meio vazio, então o Henrique foi pegar um drink. Tem uma seleção durante a semana que custa 1,70 Libras. Tem Jagermeister, cerveja e outras coisas (tipo vinho).


O som é bem bacana, e o público é alternativo, mesmo sendo happy hour não tinha muita gente com cara de corporativo. Tinha alguns casais hetero, provavelmente acompanhando grupos de amigos LGBT e pessoas avulsas, sem companhia nenhuma. O Henrique encanou num tiozinho que não saia do celular!

Com o tempo foi enchendo e houve uma seleção late 90's que me agradou muito: tocou 5ive e B*Witched!!!

O lugar tem 3 ambientes: o térreo com o br e um telão estilo anos 90, de várias televisões, o de cima, um pouco menor (com uma varanda para fumar) e o debaixo, mais miado. A música é a mesma nos 3 andares.

Saimos umas 22h, com fome, e demos uma volta pela região. Encontramos Chinatown (mas não fomos olhar), loja da M&M's e um mundo de pubs e restaurantes no coração do So-ho. O Henrique ficou maravilhado. Eu achei aquilo uma Times Square mais tranquila. Paramos para comer e voltamos de metrô, a contra gosto do Henrique.


Nessa noite, destrocamos os quartos. Eu capotei! Sem tomar banho. Deixei o banho pro dia seguinte...

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that would be me. bye!

everytime i see your face...
quarta-feira, 7 de outubro de 2015 at 08:30
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Minhas folgas são terças e quartas, e nas quintas, trabalho só 2h30, que é pra ou participar da reunião da casa, ou para cobrir a reunião da outra casa do college (a gente alterna as semanas). Minha coordenadora é super de bouas, então pedir para emendar uma dessas quintas é o menor dos meus problemas. Claro que não vou abusar...

Mas chegou o momento de fazer o pedido. Desde que ficou certo de que eu viria pra Inglaerra, já estava de olho na agenda de shows do Lifehouse, uma das minhas bandas favoritas mais antigas! Eu sabia que viriam para a Europa, mas não quis guardar a data para não criar espectativas. Só conferi a agenda quando tive certeza de que ia conseguir pedir a folga.

E pra minha sorte, um dos shows de Londres seria bem numa quinta feira!!!

Folga conseguida, ingresso comprado, hora de planejar a viagem. Claro que conhecer mais de Londres estava nos planos e eu achei ótimo poder emendar os outros dias, ainda que fossem poucos. Conversei com o Henrique e ele resolveu embarcar na viagem (mas não no show) e terça feira pegamos o rumo pra Ringwood, pra pegar o ônibus pra capital!

Chegamos e aproveitamos que estavamos no centro pra ir ver o Palácio de Buckingham, que eu ainda não tinha tido oportunidade de ver. Um dia ainda verei a troca da guarda, mas por hora, só de ir lá ver, já estava de bom tamanho!


O caminho é lindo, parece de filme! Só o cheiro que não é de filme, fede a esterco!!! Hahaha! Foi uma caminhada, apesar de não estar com mala muito pesada, andar com peso foi meio chato.

Já visitei muito lugar muito turístico, o que me impressionou no Palácio é que não é muito lotado como os outros lugares! O tempo estava gostoso, sentamos pra apreciar a paisagem e descansar, antes de pegar o rumo para o hostel.

Escolhi o hostel pela localização. O foco era ir no show, então peguei um bem perto da casa de shows, que era em Sheperd's Bush. O hostel era na cara do metrô!

Eu fui de metrô e o Henrique a pé. Ele não quis acreditar que o Oyster card era a melhor opção, ainda mais que não estavamos na zona central.

O Oyster funciona assim: você tem que comprar o catão, que custa 5 Libras. Não é barato, mas quando ele não for mais utilizado, você pode devolve-lo e pedir reembolso, na hora ;) Mas a grande sacada é que com ele, as passagens custam muito menos do que se compradas individualmente. Por exemplo, uma única passgem só de ida entre as zonas 1 e 2, custa mais de 6 Libras. Com o Oyster, sai por 2,30! E ainda tem outra vantagem: em um dia, se você usar mais de 6 Libras (no caso de usar entre as zonas 1 e 2), você não paga o adicional! Ou seja, por 6 Libras, você usa o quanto quiser!

Cheguei no hostel, que fica em cima de um pub, e esperei ele chegar. Enquanto isso, já usufrui do wi-fi e descansei, hehe. Claro que ajudei a levar umas coisas na minha mala também. Quando ele chegou, fizemos check in, checamos o lugar, e guardamos nossas coisas. Como esse hostel fica em cima de um pub, não tem cozinha. Foi um dos piores hostels que já fiquei, mas não era assombroso. Achei mais estranho por ser em cima do pub. E claro, choque cultural de sempre, os chuveiros não eram exatamente uma prioridade no hostel, o que me deixou meio desapontada.

Resolvemos ir até o shopping que tinha perto, o Westfield. Diz que é um dos maiores da Europa, mas até você entrar, não parece. Entramos bem pelo lado chique do shopping, só grife carésima, parecia o JK Iguatemi, hahaha! Mas depois vimos que tinha outras lojas mais modestas, hehe...


Tive que entrar na HMV, mas graças a deus não tinha nada queeu quisesse comprar lá, apesar de estar em promoção, haha! Tinha um Super Dry, queria tudo, mas a pobreza não deixou sonhar =(. E uma loja da lego com a coisa MAIS LEGAL que u vi na viagem: o kit do THE BIG BANG THEORY <3333 50 rainhas, caro demais para o bolso de alguém que está num hostel T.T

Depois desse momento depressivo, fomos checar o local do show que era realmente pertíssimo, demos uma volta na região e resolvemos comer Mc Donald's. Todo o Mc Donald's que andei evitando nos últimos tempos, tenho comido por aqui, haha!

Na volta, me arrisquei a tomar banho no hostel, e foi uma tarefa difícil. O lugar era pequeno, fechado, fiquei com nojo, mas mais nojo teria se não tomasse banho. A pior parte mesmo foi perceber que só tinha homem no meu quarto e o Henrique estava em outro. Mas tinha menina, então pedi pra trocar. O feminismo tem me deixado meio paranóica, mas antes ser noiada do que me descuidar e me ferrar.

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that would be me. bye!

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Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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