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#beda: 5 dicas pra viajar sozinha
sábado, 13 de agosto de 2016 at 12:30
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Sim, são dicas pra mulheres. Porque não é fácil existir como mulher num mundo machista, misógino e de cultura de estupro.

1. Pesquise sobre quem utiliza o meio de transporte que está querendo utilizar. Quando fui pros EUA em 2013 muita gente achou que eu era meio louca de pegar Greyhound sozinha pra ir de uma cidade pra outra, mas a verdade era que as distâncias eram curtas e as viagens, em plena luz do dia. Quando fui para Amsterdã, estava acompanhada de um homem, mas deu pra ver que Eurolines não é pra qualquer um não! Eu não me arrisquei quando quis ir pra Paris, paguei a mais pra ir de trem por causa da segurança.


2. Escolha destinos em que a sociedade tenha um equilibrio maior entre homens e mulheres. O mundo é imenso e tem muito lugar pra visitar! Quando fui pra Berlim, queria mesmo era ter descido a cortina de ferro, mas fiquei com um pouco de receio de fazer isso sozinha, então resolvi ficar só em Berlim porque a Alemanha é um país mais igualitário e mais seguro. Eu ainda vou ter a chance de conhecer Praga e Budapeste, tenho certeza! Acompanhada, se tudo der certo!


3. Quando fizer reserva em albergue, opte por quartos femininos. Ou pergunte antes de fazer o check in se é possível ficar em um quarto que tenha outra mulher. Em geral o pessoal é bem sossegado, mas se ocê se sentir muito ulnerável, é uma boa pedida. Os quartos femininos são um pouco mais caros que os mistos, mas uma noite de sono tranquilo não tem preço!

4. Não de pinta. Nem de turista, nem de perdida. Já saia com o roteiro do dia em mente e se precisar usar mapa e celular, entre em algum estabelecimento para faze-lo. Inclusive nem em casa eu dou bobeira na rua, se tenho que atender o celular ou pesquisar algo, entro em algum estabelecimento pra me proteger.


5. Saiba sempre como voltar pro hotel. Saia com dinheiro pra taxi, decore a estação de trem mais próxima. Escolha uma localização movimentada pra ficar, ou uma área segura. Resenha de tripadisor e afins tá ai pra isso, pra ajudar a escolher o lugar mais seguro pra evitar problemas.

Mas palma, palma! Não priemos cânico! É sim muito possível viajar sozinha, só não dá pra dar bobeira. Nunca me aconteceu nada, nem nos meus dias mais avoados, e eu sempre consegui visitar de tudo. Não se prive de conhecer o mundo pelos outros ;).

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that would be me. bye!

#beda: turista, viajante, cidadão do mundo, intercambista
sexta-feira, 12 de agosto de 2016 at 10:30
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Muita gente acha que quem trabalha com turismo viaja um monte. Mentira! Pra que a atividade continue funcionando, a gente rala muito enquanto o resto do mundo viaja!

Mas claro que a gente sempre arranja tempo pra sair por esse mundão, porque, afinal, a gente cai nessa história muito porque a gente ama mesmo tudo sobre viagens! Acho que não conheço ninguém que trabalhe na área e não faça pelo menos uma viagem grande a cada 2 anos (do próprio bolso).

Na faculdade a gente aprende sobre o impacto do turismo na sociedade e o comportamento do visitante. Isso é útil pra gente quando atende esse tipo de gente na VIDA.

A maior parte das pessoas é turista. Vai visitar um lugar a passeio, quer fazer uma coisa diferente, mas no fim quer é retornar pra casa, pro conforto do lar, pro conhecido. Esse é o tipo de pessoa que preenche lista. Lista de monumentos, lista de restaurantes, lista de lugares, lista de compras. Não se importa com a cultura local, nem com os habitantes. Não absorve nada de novo e relevante e ainda perturba o equilíbrio local.


O viajante se maravilha com o diferente, gosta de explorar, mas não tem endereço fixo. Esse aproveita a vida, se deixa moldar pela vida, mas está sempre mudando. O impacto que causa é mais positivo, mas é mais leve e não permanente.


O cidadão do mundo toma o mundo como seu. Busca o que tem de melhor em cada lugar, em cada pessoa e leva a mudança pra onde vai. Não está satisfeito de estar em um só lugar, mas toma o tempo pra se aprofundar na vida local. É ele que se molda ao ambiente.


E o intercambista... Gosta de aprender sobre o mundo, sobre as culturas. O mundo é um grande estudo. Como diz o nome, está sempre em troca. Dá um pouco de si e leva um pouco dos outros.


Eu acho que eu sou mais intercambista. Gosto de conhecer coisas novas, mas tenho orgulho do que sou. Tenho fome de mundo.



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#beda: mas afinal, o que faz um turismólogo?
quinta-feira, 11 de agosto de 2016 at 10:30
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Apesar de ter sido uma carreira concorrida na Fuvest na minha época, ainda hoje pouca gente sabe o que é mesmo de verdade que a gente faz.

Na faculdade, minha formação foi "holistica". Tive aulas de patrimônio, de cultura, de ética e legislação, de agência e hotelaria, de economia, finanças e planejamento. O foco mesmo é a pesquisa (como toda a USP), até porque o mercado do turismo não exige formação academica obrigatória.

Entrei na faculdade focada em hotelaria, mas queria usar a oportunidade pra passar por tudo o que fosse possível. Claro que ao longo do tempo fui endo que certas áreas não eram pra mim. Existe o agenciamento, e dentro dele os segmentos de lazer e corporativo. Existe a hospitalidade, que inclui a hotelaria, mas também inclui outros equipamentos ligados ao entretenimento, ou a área de alimentos e bebidas. E claro, a pesquisa e o planejamento, que incluem essaspesquisas que saem no jornal, ou pesquisa que sai em periódico da área. Ou áreas ligadas ao governo, como secretarias, ministérios e orgãos de fomento a atividade. Além de outras como aéreo, cruzeiro e eentos, entre outros,

Eu meio que acabei sempre indo pra agenciamento. É a área que emprega mais e que dá mais oportunidades pra turismólogos. Trabalhei em operadoras pequenas, em agência de intercâmbio e no mercado de luxo. Mas também consegui oportunidade de trabalhar com mobilidade estudantil e hospitalidade, que era a minha meta maior.

O único motivo pelo qual eu não fui definitiamente pra área de hospitalidade e hotelaria é que o turno é 6x1. Eu amo mesmo hospitalidade, mas é difícil ter que sacrificar a vida social pelo trabalho, e ainda mais que não se paga bem em nenhum hotel (fiz estágio em um hotel super pequeno, mas que no fim pagava a mesma coisa que o hotel grande e luxuoso onde eu também fiz entrevista na época).

O que confunde muita gente é que eu trabalhava em uma operadora que também tinha agência. Nesse caso, a gente não só vendia o pacote, como montava ele inteiro, tendo menos intermediários possíveis. O que eu fazia era essa intermediação, entre o local que o passageiro visitaria e o passageiro. Porém não era eu que falava com o passageiro. Nesse caso há uma separação de funções pra maximizar o trabalho de cada um. Ainda bem, porque meu forte não é vender pra consumidor final! Eu passava meu dia montando roteiro personalizado, enviando e-mails pro mundo inteiro, montando tabela e ocasionalmente falando no telefone com os fornecedores, basicamente.

Eu gostei desse trabalho por um tempo, até a pressão de ajudar a vender mais (leia-se, fazer o trabalho mais correndo) começou a pesar e tirar toda a graça da coisa. Eu tive sorte de trabalhar em lugares em que eu recebia muita informação, em que eu sentia que estava aprendendo mais sobre o que eu estaa fazendo sempre, mas uma hora nem todos os benefícios compensavam a realidade do dia a dia da minha posição. Porém ainda existe uma área, que não é diretamente atada a vendas, que eu gostaria de explorar e hoje eu acho que tenho capacidade de faze-lo, que é a área de produtos e desenvolvimento. A área que "cria" a viagem, que descobre os novos rumos das viagens.

A verdade é que no fim das contas, a gente sai achando que a faculdade de Turismo nem deveria existir, deveria ser uma extensão de alguma outra coisa ou então uma pós só, já que aqui no país ninguém leva a sério a área de pesquisas sociais (quando muito dão algum espaço pras "cientificas") e no mundo corporativo não há exigência do diploma.

Mas eu reitero que eu amei fazer faculdade, tá. Só o curso que no fim das contas não fez tanta diferença no meu desenvolvimento técnico (eu poderia ter aprendido a fazer o que eu faço independente da formação).

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#beda: o melhor da faculdade
quarta-feira, 10 de agosto de 2016 at 10:30
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Como eu falei da faculdade no post anterior, resolvi desenterrar algumas boas lembranças da época da faculdade <3

Quando me diziam que a faculdade seria a melhor fase da minha vida, eu não acreditava. Nem quando eu mudei pra SP. Não que eu achasse que seria uma merda, mas eu tinha os melhores amigos do universo na escola No geral eu odiava as pessoas na cidade inteira, mas amava meus amigos. E somos melhores amigos até hoje! Achava que eu não ia encontrar pessoas tão incríveis assim nunca mais (fé na humanidade, não trabalhamos, haha)!

Sair da casa dos meus pais foi bem tranquilo. Não rolava muita grana pra morar soozinha ou num quarto só meu, mas eu dei sorte sempre de ter ótimos roommates! O primeiro apartamento onde morei foi indicação do meu melhor amigo. As meninas eram excelentes! A única coisa que a gente não gostava era de morar longe de tudo, já que a gente morava no Butantã. Dava pra andar até a faculdade, mas também era só isso. E pra um bando de caipira, todo o resto era muito longe (fora que eu demorei todo esse tempo pra me formar e o metrô ainda demorou mais um bocado pra ficar pronto por aqueles lados!), então no ano seguinte fui morar com esse melhor amigo e outras amigas em Perdizes.

Essa experiência de república foi um dos momentos mais felizes da minha vida. Não foi sempre só flores e doçuras, mas foi importante sair de casa dividir as responsabilidades com pessoas no mesmo barco. E era muito bom ser jovem e livre, sair pra balada sem cobranças, comer pizza todo dia se quisesse, acordar tarde, rir das pataquadas alheias...

O curso em si não foi o mais maravilhoso em termos didáticos, mas como dizem, a faculdade te faz pensar. E no mínimo te ensina a correr atrás das coisas na vida, que nem tudo cai do céu, muito menos conhecimento. Tive algumas aulas memoráveis, como todas as do Marco Antônio Guerra (Hstória da Cultura e Civilização I & II), as de hotelaria (pricipalmente os nossos trabalhos geniais em grupo!) e as primeiras aulas do Clóvis de Barros Filho (é, aquele do Jô) na ECA (ninguém entendia o que era aquele maluco gritando no departamento).


Os melhores momentos eram fora da sala. De planejar escapar uma aula chata pra comemorar aniversário no bar, aos dramas sentimentais, às baladas open bar (meu fígado foi muito bem aproveitado) e até as viagens da sala (como a fatídica que acabou em racha da sala), eu sei que eu aproveitei o que eu tinha que aproveitar. Um mundo sem muitas responsabilidades e com muita certeza de que tudo aquilo era sim nosso, uma esperança de que o futuro era a gente.


Se tem uma coisa que eu gostaria que todos os universitários soubessem é que a faculdade é pra não se levar a sério, é pra aproveitar, pra cultivar amizades e criar momentos que nunca poderão ser recriados fora daquele tempo e espaço. É o momento que a gente descobre o mundo lá fora de verdade.


Sempre que eu tento escrever sobre o quanto o período da faculdade foi importante pra mim, parece que eu não consigo, talvez porque nem todas as palavras do mundo podem fazer jús ao que eu vivi. Eu sei que cada pessoa que passou na minha vida naquela época, e muitas que ainda fazem parte da minha vida hoje, ajudaram a fazer de mim o que eu sou hoje. E eu sou muit grata por essa oportunidade.



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#beda: turismóloga ou turista?
terça-feira, 9 de agosto de 2016 at 10:30
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Confesso que depois da explosão do blog como meio de ganhar dinheiro, deixei de acompanhar tantos. Eu sempre curti blog diarinho. Sinto saudades da época da faculdade em que eu tinha um tempão pra ficar filosofando sobre as coisas...

Mas em todo o tempo, eu nunca achei blog de outros turismólogos. Mas não blog de viagem (que isso tem de monte) e sim blog da vida da pessoa que por acaso seja turismóloga. As vezes eu me sinto meio sozinha porque quase todo mundo nessa blogosfera tem a ver com comunicação e artes, e a minha única ligação com essa patota é que o meu curso na USP era na ECA (Escola de Comunicação e Artes).

Porém, eu sempre curti comunicação. Como contei, achava incrível poder conversar com gente do mundo todo quando a internet chegou em casa. E acho ótimo que tenhamos acesso a tanta informação, de uma maneira tão facilitada.

Na escola eu oscilei muito entre árias áreas da humanas (nasci pra miçangar, haha). Quando aprendi a ler, queria ser professora. Achava demais aquelas mulheres comandando as salas cheias de crianças, com o conhecimento soberano! Óbio que também rolou a fase "quero fazer o que o meu pai faz" ou "oque o pai da amiga rica faz", mas sempre acabava voltando pra humanas.

Por um tempo, fiquei entre administração, letras e jornalismo. Administração era a opção segura, mas eu já tinha o pézinho na hospitalidade. Queria ter o meu hotel ou o meu restaurante. #gordasafada desde sempre, né? Hahaha! Mas sempre gostei de ler, então achava que ia curtir letras. Ai vinha aquele medo de não ganhar dinheiro nenhum sendo escritora, então eu balançava pro jornalismo.

O turismo e a hotelaria entraram na minha vida na época em que abriram o hotel escola em CAmpos do Jordão. Devido a proximidade, era uma sensação na cidade. O que eu queria mesmo era ter ido estudar lá na época da escola (em que o técnico ainda contaa como ensino médio), mas eu não tinha a grana. Então, no colegial decidi que ia prestar vestibular pra Turismo e Hotelaria, e não mudei de idéia pelos 3 anos e o cursinho todo. Era uma das poucas pessoas que sabia com certeza o que ia fazer na faculdade.

Na época o curso era super concorrido, Turismo era o curso da moda, mas havia pouca oferta de cursos. Hotelaria então, só curso pago.

Entrei no ensino médio com gas pra estudar o máximo pra tentar passar direto. Mas isso era ingenuidade, logo vi que precisaria muito mais do que vontade pra passar direto e meio que levei o último ano da escola nas coxas. Só não foi pior porque o último ano já era dividido entre humanas, exatas e biológicas e a minha sala era a mais fácil, haha! Não aprendi geometria direito nem com a boa vontade do professor do cursinho...

Mas foi o cursinho que eu descobri o curso de turismo na UEPG - Universidade Estadual de Ponta Grossa e fui tentar. Nunca tinha ouvido falar nem da cidade, quanto menos de como era a prova. Na véspera é que descobri que a redação costumava ter uns temas bem estranhos, tipo o que você faria se estivesse no último dia de existência de peixes no mundo! Era vestibular do meio do ano, fazia um frio que eu nunca tinha sentido, e ainda assim, fazendo um dia de prova com dor de cabeça, passei. Inclusive nem sabia que o resultado tinha saído, recebi um parabéns aleatório via ICQ e fui checar o site da faculdade pra ver se era verdade. Lembro até que meu pai estava no banho quando recebi a resposta, haha! Pensa numa família feliz! E uma pessoa aliviada. Porque o ano de cursinho não é fácil, você duvida de si mesma, não sabe o que ai acontecer no ano seguinte (pra quem vem da escola particular e de um mundo estável, é a maior desestabilização psicológica!).

Confesso que larguei mão de estudar e o segundo semestre do cursinho foi meio largado. Eu já não assistia aula de inglês (a  única que assisti foi porque me enganei com os horários e o professor perguntou o que eu fazia ali se eu gabaritei o exercício que ele deu antes de ele conseguir passar todas as dicas na lousa) e só via as de redação durante a semana (no fim de semana eu matava aula pra ver Dawson's Creek na Globo, hahaha), mas foi depois do resultado que nem estudar a tarde eu estudava direito (ia pro reforço da tarde mas dormia na sala de estudo depois das aulas, haha).

O esforço que eu fiz foi pra tentar passar na UFPR, em Curitiba, muito porque era uma cidade maior e a alma matter do meu pai (minha mãe fez uma faculdade que foi incorporada pela PUC, fazer faculdade particular fora da cidade estava fora dos planos) do que por qualquer outra coisa. Foi meio decepcionante não passar porque eu sei que no fim eu só não pontuei porque minhas redações não foram boas o suficiente (a prova tinha umas 4 mini redações que eu tinha feito com o pé nas costas no ano anterior). Com isso eu nem sonhava em entrar na USP. Tanto é que quando saiu o resultado, já estava resolvida a mudar.

A matrícula foi na mesma época do que a da USP, fui com minha mãe pra Ponta Grossa, levando parte das coisas que ficariam na pensão e meu pai, que tinha cancer, ficou em casa.

Nunca vou esquecer a cara dele quando chegamos 2 dias depois, de manhã cedo, tomando café na ponta da mesa. Parecia criança em noite de natal. O telegrama com o resultado e a classificação geral na Fuvest tinha chegado quando estavamos fora e claro que ele abriu, de curioso, e viu que eu era a segunda na lista de chamada (se alguém desistisse de alguma vaga até o começo das aulas). Acho que ninguém acreditou mais que eu ia entrar do que ele. Nem eu acreditava que seria possível, na época era super difícil abrir vaga porque era o curso mais concorrido da Fuvest e o único público no estado.

Não foi fácil não. Abriu 1 vaga, passei o dia na USP rezando pra primeira colocada não aparecer e ela e o pai chegaram meia hora antes do prazo. Pensa no quanto fiquei PUTA de passar o dia lá pra nada! Mas no dia seguinte recebi o telefonema que mudou a minha vida. Eu tava saindo de casa no fim do dia e só atendi o telefone porque ainda não tinha trancado a porta. Era a desistência de outra pessoa!!! Só não aparatei na Seção de Alunos porque minha carta de Hogwarts nunca chegou, mas no dia seguinte eu tava lá pra matrícula na hora que aquilo abriu!

Morar em São Paulo sempre foi um sonho. Sempre odiei morar em cidade pequena onde todo mundo toma conta do rabo do vizinho e tem mentalidade classe média sofre. Eu queria mora num lugar onde eu fosse só mais uma, mas uma que tivesse oportunidade de fazer aquilo que bem entendesse!

Sempre achei estranho Turismo estar na ECA, mas hoje em dia não me vejo tendo estudado em nenhuma outra unidade da USP. Foi um pequeno choque, mas que me ajudou a sair da zona de conforto, da caixinha em que me colocaram. E eu não trocaria os amigos que fiz lá por nada nesse mundo!

Levei 7 anos e meio pra me formar, entre viagens e trancamentos, mas eu não me arrependo de nenhum passo dado nessa época. Minha sala era pequena, só 30 alunos, e a gente conseguiu "quebrar" logo no início, mas tenho alguns dos melhores amigos de lá. Fora os outros anos, que tinham pessoas incríveis que acabaram se tornando parte da minha turma também.

Depois da experiência no mercado de trabalho, se eu tivesse que voltar no tempo, teria feito jornalismo. Na minha época não existia rede social na internet, no fim dos 4 anos regulamentares da faculdade nem era todo mundo que tinha celular! Mas é algo que eu gostaria de ter tentado também. As vezes rola vontade de voltar pros estudos e eu escolheria fazer psicologia (adoro coisas da mente!), mas se eu ganhasse na loteria eu viraria é turista. Porque com todo esse conhecimento eu ia é querer aproveitar esse mundão, haha!

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#beda: resumo da semana
segunda-feira, 8 de agosto de 2016 at 10:30
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As segundas por aqui são o espaço dos posts #diarinho que ando tentando manter no blog, já que foi assim que ele nasceu e essa é a sua essência. Só espero sempre conseguir lembrar do que fiz na semana, hahaha #velha

Essa semana resolvi tirar do alto do armário uma caixa na qual não mexia há muito tempo. Nela estão guardadas todas as minhas agendas e meus diários. É, antes da gente escrever sobre as nossas vidas na Internet pra todo mundo ler, a gente escrevia a mão em agendas e diários que eram super bem guardados AND codificados!


Comecei a fazer agenda com 10 anos. Uma amiga me deu uma semi nova - que ela não queria mais e eu fui contando dos meus dias e colando coisa aleatórias. No ano seguinte convenci meus pais a comprar uma mais bacaninha, fiz até umas colagens melhores! Naquela época a gente assinava revista de papel e recortava as artes pra enfeitar os dias de acordo. A que mais lembro de ter gostado foi a de 1997, que tinha uma capa com tema de surf - porque na época eu era surfer wannabe, hahaha! Parei de fazer agenda em 2003, já na faculdade. Um ano antes, muito adulta, minha agenda tinha sido das Meninas Superpoderosas =P Inclusive nela eu escrevi em parte em inglês e desconfio (porque obviamente não lembro) que era porque eu já blogava em inglês.



O mais engraçado e ~interessante~ foi perceber a ~evolução~ do texto e dos assuntos. Nem consegui ler as primeiras agendas de tanta vergonha alheia de mim mesma! Eu não lembrava de ser tão besta assim, mas tudo é uma questão de perspectiva, né? E que bom que a gente evolui!


Além das agendas, eu também mantinha diários. A diferença é que os diários eram mais sobre ~sentimentos~ - ou no meu caso, muita raiva mesmo. Neles eu usava vários códigos e não deixava nem minhas melhores amigas lerem!


Depois desenterrar tanta nostalgia, deu até vontade de fazer agenda de novo. Será que ainda existem agendas legais por ai? Uma coisa que as agendas tinham em comum com os blogs é que a gente sempre tinha o maior gás pra começar, mas no meio do caminho meio que largava a mão, haha!

Essa semana também comecei a reler Harry Potter, em vista da estréia da peça de teatro em Londres e subsequente lançamento dela em livro, devidamente comprado, obviamente! Fazia muito tempo que não relia os livros e estou me maravilhando novamente  <3 O livro novo já chegou e foi devidamente devorado em uma sentada, mas estou proibida de comentar sobre até as amiguinhas conseguirem uma cópia em português. Por favor, se alguém ai leu, vem comentar comigo pra me tirar dessa angústia!!!!


No fim de semana fui fazer uma das coisas de adulto que mais gosto: compras de supermercado. Gosto tanto que quando viajo adoro entrar em supermercados gringos e passear <3 De vez em quando minha mãe gosta de ir no Sam's Club pra comprar aquelas coisas que a gente usa sempre e demora mais pra expirar... E as vezes umas coisas diferentes também, hehe. Resolvi voltar pra dieta (falo mais qualquer dia desses) então não sai comprando comida loucamente, mas aproveitei pra comprar sutiã, que sai bem menos caro do que na loja da Hope (lá eles tem a linha do push up mais básico, que é a que eu uso diariamente).

Também fui buscar meu par de patins na casa da Paula. Estava com ela há quase 2 anos, desde que a gente trabalhava junto. Como ela tem carro, deixava lá pra não ter que ficar carregando aquele trambolho no ônibus. Eu já tinha que ter buscado faz tempo, eu sei, mas sei lá porque não rolou. Mas agora que não tô fazendo nada, resolvi buscar pra poder andar no playground abandonado do meu prédio. Espero que o pique continue! É das poucas atividades que eu curto (também gosto de "nadar", mas não tem piscina aqui).

A semana que começa promete!

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#beda: 5 filmes pra assistir no fim de domingo
domingo, 7 de agosto de 2016 at 12:30
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1 semana de #beda! Me sinto muito vitoriosa! Prepara a pipoca e pega um filminho pra relaxar:

Quatro casamentos e um funeral (Four weddings and a funeral)



Já tem mais de 20 anos, mais ainda é a epitome da comédia romântica de Richard Curtis (roteirista de outros sucessos como Notting Hill, Love actually e os filmeds da Bridget Jones). Charles é o eterno solteirão que não dá sorte com as mulheres até conhecer Carrie em um casamento. Ele é inglês e ela, americana. O caso deles não é sério... Por fora. Numa série de encontros e desencontros em igrejas e 1 funeral, eles provam que talvez a melhor coisa seja... Não casar!

Um dos meus filmes favoritos da vida! É leve, engraçado, só um pouquinho de drama, perfeito pra relaxar!

O diabo veste Prada (The deil wears Prada)



A cinderela moderna, completando 10 anos esse ano! Andy é uma garota que chega a Nova York para deslanchar sua carreira de jornalista e escritora e cai de paraquedas na editora da Runaway, chefiada pela temida Miranda Priestley. Apesar de patinar no começo, ela acha seu lugar como a assistente mais confiável da chefona. Mas a que custo?

Um dos raros exemplos em que o filme é infinitamente melhor do que o filme! As roupas são lindas e atuais até hoje, e a história nunca envelhece! Ai ai, as botas...

Como arrasar um coração (L'Arnacoeur)



Um filme francês, mas deliciosamente hollywoodiano! Alex é um destruidor de relacionamentos profissional... Mas só se eles já estiverem a beira da falência! Só que falência mesmo é a situação de suas contas. Para remediar isto, tem que aceitar acabar com um relacionamento perfeitamente saudável. Juliette é o trabalho mais difícil da sua carreira. E também pode ser o último trabalho... Ruína ou salvação?

Em geral filmes franceses são mais filosóficos, mas esse é adoravelmente leve, engraçado e hollywoodiano, mesmo passando em Mônaco, com atores franceses (é a Vanessa Paradis!). Os planos usados para separar casais são geniais, e o Roman Duris é ótimo, galante e desastrado! Destaque pra François Damein, como o cunhado faz tudo da equipe, hilário! Um bom programa pra sair de alma leve.

Simplesmente acontece (Love, Rosie)



Rosie e Alex são melhores amigos de infância, separados por circunstâncias da vida. Mas é um ao outro que procuram nos melhores e piores momentos de suas vidas. É possível viver sem alguém que te conhece tão bem?

Confesso que ODIEI esse filme a primeira vez que vi e só reassisti num desses dias preguiçosos em que queria ver algo com uma cidadezinha inglesa. E ai eu entendi porque tem tanta gente que gosta dele. É um filme fofinho, mescla bem Inglaterra e Estados Unidos e amizade e amor. E a melhor amiga da Rosie (adulta) é ótima! Só gato também, Sam Claflin de galã e Christian Cooke de coadjuvante descamisado!

Spice World



O filme das Spice World! As Spice Girls tentam chegar ao seu super show, enfrentando no meio do caminho até ameaças extraterrestres!

Um filme tão ruim que é bom! Elas fazem o papel delas mesmas... Ou do que a mídia acha que elas são. Tem defeitos especiais e participações ilustres. E são as Spice! Não tem como não amar um filme desses, que não se leva nada a sério. Melhor programa pra terminar um fim de semana cheio ou desanuviar as ideias!

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Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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