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#tag: onze fatos
sábado, 8 de outubro de 2016 at 12:30
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Achei essa lista no blog da Aline e resolvi fazer, a luz do meu aniversário XD.

A regra é contar 11 fatos aleatórios sobre si mesmo e responder as perguntas da pessoa que te indicou.

Fatos aleatórios:

  1. Tenho uma cicatriz na testa, de um ponto que levei aos 5 anos quando fui acertada por uma balança no parquinho da escola;
  2. Nasci em Santos, mas cresci em São José dos Campos. Até mudar pra São Paulo, quase não tinha sotaque. Passei 8 meses fora do país durante a faculdade e voltei com o pior sotaque caipira do universo;
  3. Não gosto de misturar doce com salgado na comida. Não gosto de molho agridoce. Fico irada de encontrar fruta na comida;
  4. Até uns 25 anos eu era péssima pra comer, não gostava de comer muito e não experimentava nada novo. O que mudou foi eu passar fome de verdade no Japão economizando dinheiro pra um intercâmbio;
  5. Sou neta de japoneses, mas não falo nada de japonês. A gente também nunca teve costume de comer arroz japonês sempre em casa. E apesar de eu e meu irmão sermos netos de japoneses dos dois lados da família, nem todos os meus primos são. Alguns são filhos de japoneses, ou porque alguns dos meus tios vieram do Japão com meus avós ou porque alguns foram registrados no consulado ao nascerem aqui no Brasil;
  6. Eu já fui pagodeira. Tenho uma mini coleção de pagode "romântico" dos anos 90 em casa. Não, não vou me desfazer dos cds;
  7. Eu durmo com ursinho de pelúcia. Inclusive foi um hábito adquirido depois de adulta. Não é imprescindivel, mas minha vaca primogênita (essa ai do layout) viaja comigo sempre;
  8. Acho muito difícil falar qualquer coisa se eu não tenho idéia de como ela é escrita em caracteres romanos. Por isso acho dificílimo aprender francês, porque a fala é diferente da escrita e as vezes o mesmo som tem grafias múltiplas;
  9. Apesar de sempre ter trabalhado com as "contas" dos pacotes de viagem, sou péssima de matemática. É um stress constante na vida porque sempre acho que tô fazendo algo errado sem saber;
  10. Sempre gostei de caras mais velhos, mas sempre me envolvi com os da minha idade;
  11. Odiava vestidos, saias e fru-frus quando era criança. Achava que nunca usaria rosa e renda na vida. Mas a vida, ela dá voltas. Hoje em dia as pessoas olham pra renda e vestidos fofos e acham a minha cara;
As perguntas da Aline:

O que mudou na sua vida nos últimos 4 anos?
Bom, eu não tenho um emprego mais, mas também não estou super preocupada com isso, ou com o impacto disso na minha "carreira". Mudou muito a minha visão de mundo e isso tem me feito reavaliar muitas coisas na vida.

Gourmet ou gordice?
A gente mantinha um blog chamado #gordasafada, acho que isso responde ;)

Qual o livro mais legal que você leu esse ano?
Eu não me lembro de ter lido nada novo, pelo menos não de ter terminado. Li "O menino do pijama listrado" no fim do ano passado, fiquei meio chocada com o fim, mas gostei muito, é um livro pequeno mas cheio de história!

Qual o produto de beleza sem o qual você nunca mais ficar?
Delineador. Inclusive há um tempo já contemplo isso e penso muito na possibilidade de fazer o traço simples definitivo. Mas dizem que dói muito e eu sou meio medrosa...

35 graus positivos ou 5 graus negativos?
Negativos!!! Odeio calorzão. E prefiro quando fica muito frio (aquele meio frio, ou frio de mentirinha que a gente conhece no sudeste me irrita um pouco), porque ai a gente se encapota e segue!

Uma mania que ninguém entende?
Dormir com meu cobertorzinho na cara. Tenho desde sempre, não importa o quão claro ou escuro esteja o comodo, se eu vou dormir, tenho que colocar ele na cara.

Prefere comer ou dormir?
Dormir. Eu sei, mas a preguiça sempre foi e sempre será meu maior pecado. Sou do tipo que tira uma soneca antes de dormir, então quando bate a preguiça, nada me move, nem a fome.

Durante o dia ou durante a noite?
Sou muito notivaga, me arrasto pelo dia e quando desce a noite parece que tudo aqui dentro acorda. Prefiro varar a noite fazendo algo do que acordar cedo pra fazer.

Qual a melhor viagem que você já fez?
Canadá, da primeira vez. Porque foi ela que me possibilitou fazer todas as outras. Mas ando bem saudosa de Paris, que me encantou profundamente.

O que te deixa estressado?
Tecnologia que não funciona do jeito que deveria. Se algo dá pau mais do que 1x, já fico irada!

Doce ou salgado?
#teamcoxinha sempre <3

Quem quiser fazer, sinta-se livre, inclusive deixa o link nos comentários pra eu ir ler XD

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that would be me. bye!

#sotmb - projeto de outubro: 12 6 brinquedos que eu gostaria de ter
sexta-feira, 7 de outubro de 2016 at 14:30
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Outubro, melhor mês, tantos temas lindos no grupo <3

Eu comecei escrevendo esse post super achando que 12 não seria um número suficiente pra todas as minhas vontades, mas acabei descobrindo que ou eu realmente tinha muito brinquedo, ou na minha época não tinha tanta opção ou eu era até uma criança minimalista e nem queria tanta coisa assim. Sendo assim, tve que diminuir a lista pela metade!

1. Lango Lango

Meio que um trauma de infância porque eu era FASCINADA por esse fantoche que distribuia porrada nos outros. Violenta desde criancinha, né, hihihi

2. Pogobol

Esse eu não tive por motivos de: já morava em prédio na época e não havia possibilidade de poder usar isso dentro de casa. Fora a minha falta de equilibrio, eu com certeza teria quebrado a cara, literalmente.

3. Furby

Queria não um, mas dois! Claro, porque eles conversavam entre si. Eu já era maior quando isso surgiu, era caro pra porra, fiquem sem, fuén.
4. Trailer da Barbie

Que criança não queria um carro desses cheio de coisas? Tipo uma casa com rodas!

5. Carro esportivo da Barbie

Esse uma amiga tinha, então eu brinquei um pouco, mas claro que queria ter o meu. A gente poderia ter tirado um racha e talz, mas não, nossas Barbies nos preparavam para a vida de millenials adultas que tem que dividir as coisas...

5. Supernes

Tive o nintendinho 8bits e o mega drive, mas queria o Super Nintendo pra poder jogar Street Fighter e Need for Speed! Matava um pouco a vontade indo jogar no vizinho, mas nem é a mesma coisa, né?

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that would be me. bye!

A vitória silenciosa dos introvertidos
quinta-feira, 6 de outubro de 2016 at 17:23
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Se eu tivesse criatividade e dons artísticos, eu poderia ser a dona da Introvert Doodles <3

Depois de um século da dominância da extroversão, finalmente a introversão está saindo do armário e tomando os holofotes.

Em um mundo que celebra aqueles que gostam de fazer o jogo social, sempre foi muito difícil aceitar que algumas pessoas sequer se interessam por isso. Não ser apto a socializar é visto como um grave defeito que deve ser remediado.

Mas graças a era da informação, este cenário está em profunda mudança. Com a possibilidade de difundir conhecimento sem a necessidade da interação cara a cara,autores e entusiastas agora conseguem disseminar a própria existência da introversão, suas definições, e conseguem se fazer vistas, mostrando que isso não é algo raro ou ruim.

A definição mais básica e mais aceita do que é um introvertido e aquela que explica que para se energizar a pessoa necessita de um tempo sozinha, tendo seu oposto na extroversão, que é quando a pessoa precisa de interações sociais para se sentir revigorado.

A introversão são os extremos de um espectro de possibilidades, inclusive aquela em que uma pessoa pode transitar entre as duas coisas.


Um livro que me ajudou muito na minha descoberta e definitiva saída do armário foi "O poder dos quietos", da Susan Cain. Nele ela ainda vai mais longe, citando algumas pesquisas que sugerem que os cérebros de introvertidos e extrovertidos funcionem diferente. Para os introvertidos haveria uma sensibilidade maior aos estímulos externos na amígdala e por isso os introvertidos prefiram ambientes calmos, quietos e com poucas pessoas. Um outro estudo aponta que diferentes pessoas desenvolvem diferentes partes do cérebro ligadas a cognição, o que indica que algumas pessoas processam informações por caminhos mais complexos.

A introversão e a extroversão não são escolhas, elas nascem conosco. Tampouco são fardos genéticos, afinal pais introvertidos tem filhos extrovertidos e vice versa.

Por causa da pressão cultural, os introvertidos se sentiram culpados por muito tempo. Com a revolução industrial, as famílias deixaram suas pequenas comunidades e passaram a viver em espaços menores com mais pessoas e então se tornou importante conseguir criar novas conexões com estranhos. E com o surgimento de outras atividades econômicas que exigiam um relacionamento com um número cada vez maior de pessoas de uma população crescente houve uma valorização das pessoas que conseguiam fazer isso. E logo as pessoas que não eram capazes de se encaixar nesse modelo de sucesso começaram a serem mal vistas.

A capacidade de se focar em um determinado trabalho e se concentrar em análises de dados sempre foram importantes para o avanço da humanidade. A filosofia surge de observações e contemplações e em cima dessas sementes é que as outras ciências puderam se desenvolver. Essa concentração e esse foco também são fundamentais para a criação de obras de arte, plásticas ou outras formas mais modernas, e claro, a escrita.

Agora vivemos uma era de super conexão, hiperbolizada pela tecnologia, mas que ao mesmo tempo nos permite nos afastar disso quando quisermos. É assim que eu vejo a ascensão dos introvertidos. Agora temos a possibilidade de nos relacionar com o mundo nos nossos próprios termos.

Os introvertidos não são antisociais. O que não gostam é de ter que fazer um jogo que os desgasta e não acrescenta nada as suas vidas. Os introvertidos não gostam de jogar conversa fora, porque essa interação os desgasta. As conversas devem ter conteúdo e servirem um propósito maior aos seus interlocutores, não só para preencher um silêncio.

Introvertidos também gostam de ponderar seus pensamentos antes de compartilharem eles com o mundo, e é difícil fazer isso sem preparo, sem tempo e de surpresa. É por isso que gostam de interagir pelo texto escrito, quando tem tempo para se dedicar ao assunto que estiver tratando com a devida atenção.

O silêncio do introvertido é uma demonstração de interesse pelo interlocutor e consideração pelo que o outro tem a dizer, mas também para formular respostas atenciosas e respeitosas ao que é dito.


Como são muito sensíveis  aos estímulos externos e prezam a profundidade das discussões,  introvertidos não se sentem confortáveis em grandes grupos, principalmente com desconhecidos com quem terão que gastar suas energias com "papo furado" para atender normas sociais que não condizem com suas necessidades.

Os introvertidos prezam pela qualidade de seus relacionamentos e acham muito difícil dar atenção para estímulos demasiados, então preferem ter poucos amigos que entendam suas necessidades e aceitem suas idiossincrasias do que se sentirem culpados por não atenderem às expectativas de um grande e diverso grupo de pessoas.

Também prezam muito pelos seus momentos de solidão para recarregar suas energias e se dedicar sem interrupção aos seus interesses.

Eu cresci achando que havia algo de errado com o jeito que eu me sentia em relação ao mundo e que deveria ser "curada". A sociedade me fez acreditar que não era certo ser do meu jeito e que para ter sucesso no jogo da vida eu deveria seguir uma receita que não tem nada a ver comigo. Eu só comecei a ente o que eu era e aceitar o meu jeito como algo normal quando encontrei o livro da Susan Cain e passei a ler mais sobre introversão. E é sim muito mais fácil enfrentar os obstáculos da vida quando você entende com que armas está lutando.

Fiz muitos testes de personalidade online, todos dizem que sou introvertida e um deles, em dada época, de como introversão 100%. Parei de tentar me encaixar em um modelo que não foi feito pra mim e de me importar com o que as pessoas que não me conhecem pensam do meu jeito. Todos tem defeitos, mas alguns tem qualidades peculiares que só precisam de um pouco de compaixão.

Apesar de tudo, sou uma introvertida de sorte por ter encontrado tantas pessoas compreensivas na vida que eu posso chamar de amigos e com quem posso contar, principalmente para me entender e me dar espaço,  sem deixar de serem presentes.

Eu gostaria que esse tipo de discussão tivesse acontecido quando eu estava crescendo. É muito difícil achar seu lugar no mundo quando ninguém te entende e te faz achar que existe algo de errado com você. Aos introvertidos que estiverem lendo, acreditem que não há nada de errado de ser como são e que existem alternativas para existir nesse mundo que não cala a boca.


that would be me. bye!

#euvi: o bebê de bridget jones
quarta-feira, 5 de outubro de 2016 at 10:30
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Lembro que ainda estava no cursinho, e numa dessas tardes chatas com várias aulas de reforço resolvi simplesmente ir pro shopping ver um filme que queria muito: "O diário de Bridget Jones".

Nesse filme fui apresentada a Colin Firth e a uma facea diferente de Hugh Grant. Com aquele toque daquele que já era um dos meus filmes favoritos na vida, "Orgulho e Preconceito". Mas mais do que isso, Bridget era uma protagonista nada perfeita, que fumava, bebia e falava muito palavrão.

A gente queria sim muito uma continuação, que ficou bem abaixo das espectativas (embora ainda tivesse a já clássica cena de lutinha entre Colin e Hugh!). Então foi com pouca empolgação que recebi a notícia que queria fazer um terceiro filme.

A concepção dessa continuação foi conturbada, Richard Curtis não estava mais entre os roteiristas (Richard Curtis melhor roteirista!) e Hugh Grant não gostou do roteiro. Depois disse que havia conflito de agendas e não poderia participar das filmagens. MEU DEUS! Como poderia haver um filme da Bridget sem a cena antológica de lutinha???

Confesso que não estava empolgada com a idéia de Mc Dreamy estar no elenco, mas não conseguiria não assistir um filme em que Colin Firth faz o Mr Darcy. E por sorte achei uma amiga que estava empolgada o suficiente pra ir no cinema comigo.

Alerta de spoiler!!! A partir desta linha pode haver spoilers, siga conforme sua consciência!!!

Entrei no cinema sem pensar muito no que fariam pra excluir Daniel Cleaver da narrativa e fiquei muito chocada com seu funeral logo no início! Imaginei que depois disso não haveria como o filme ficar bom e que as coisas só ficariam pior. E ficam, porque além da Bridget não estar mais com o Mark, ele aparece casado com uma mulher nada a ver!!!

Sem contar que a Bridget tá super bem sucedida e magra. Nada contra, só é uma grande mudança.

Porém, graças a Deus eu estava muito errada. O filme melhora bastante e me arrancou sinceras gargalhadas. E aquela sensação de quero mais no fim.

Patrick Dempsey fez o papel que tinha que fazer, do man-child bem sucedido que parece um príncipe encantado até a página 2. Bonito, bem sucedido, cheio de boas intenções. E aparentemente, muito bom de cama. Mas que quer aquilo que ele quer de qualquer jeito só porque ele quer. Mas nos termos dele. Pode ou não ser que ele minta no meio do filme.

Já Colin Firth tá divo, perfeito, o Mr Darcy da minha imaginação! Verdade que ele tá super envelhecido, mas a interpretação dele ainda é maestral! Pra quem não conhece o Mr Darcy da Jane Austen pode parecer que o personagem é só um chato com uns lampejos de humanidade, mas pra mim ele age perfeitamente de acordo <3 Aquela impassividade mascarando o tormeto da sua alma, o amor reprimido, o triunfo da razão mesmo diante da emoção transbordante... Ah, Mr Darcy!

Nota-se que Richard Curtis não está nesse roteiro porque os amigos da Bridget não paracem tanto quanto deveriam. Há amigos novos, novas situações, mas o filme é muito sobre a Bridget, mais isolada. Ponto positivo é o pai, que ganha mais destaque. Ele não é Mr Bennet, mas é o lampejo de sobriedade que a Bridget precisa as vezes, no meio do caos que é sua vida.

Emma Thompson tem se mostrado uma força de apoio, principalmente com algum lado cômico, mas sem ser exagerado. Ela é a médica da Bridget que toca a real de uma forma crua que pro telespectador é saboroso de presenciar, mas sem ser cruel ou sarcástico.

No fim, não importa muito de quem seja o bebê da Bridget Jones, você torce pra que ela fique com o cara que vá estar do seu lado pro resto da vida, aquele que vá fazê-la feliz.

E torce pro Daniel Cleaver ressucitar!!! Porque, afe, o filme que já é bom ficaria muito melhor com Hugh Grant!!!

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that would be me. bye!

o caso do roubo da kim kardashian e o estado das coisas no mundo
terça-feira, 4 de outubro de 2016 at 11:30
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Interrompendo a programação deste blog, resolvi que ia comentar um caso atual. Já era uma vontade, poder falar mais do que anda acontecendo no mundo, e hoje acho que atingi o ápice da deseperança na humanidade (sem contar que já enchi meus seguidores do feice com essa história) com a seguinte história:

Kim Kardashian tem suite de hotel invadida por ladrões armados.

Não sei vocês, mas acho muito temerário que um hotel não tenha segurança para seus hóspedes. E ter uma arma apontada pra você não deve ser legal.

Mas aparentemente a parte que chamou a atenção das pessoas foi a seguinte:

Kim Kardashian tem milhões de Euros roubados em pertences pessoais durante assalto (em inglês aqui).

Pra quem já foi assaltado, ter seus pertences levados é uma sensação de impotência imensa. Você batalha pra conseguir o que tem e vem um marginal tomar aquilo de você. Veja bem, ele não pede, ele não compra, ele toma as coisas a força e com violência, indiscriminadmente.

Confesso que não acho a Kim Kardashian o ser humano mais relevante do universo e sempre me pergunto porque é que ela ficou famosa em primeiro lugar. A frase stop making stupid people famous me vem a mente toda vez que surge Keeping up with the Kardashians na tv. Mas fora eu achar que elas não acrescentam nada na minha vida, elas são inofensíveis. A verdade é que o pai das Kardashians tinha dinheiro, era um advogado que circulava na alta roda na Califórnia, e mesmo que elas nunca tivessem um programa de tv, elas certamente teriam muito mais dinheiro do que a média da população. Depois do divórcio, a Kris casou com a Catlin Jenner (née Bruce), que também não era um zé ninguém. Foi com o trabalho de empresária que ela fez com a imagem do então marido que o nome dele voltou a ter alguma relevância. Lembremos que Catlin foi campeã olimpica, e nem era dessas atletas com patrocínio milionário. Enfim, eu não me lembro de ver elas envolvidas com nenhum escandalo de corrupção e o dinheiro delas, que é bastante, me parece bem honesto.


O que me leva a próxima notícia:

Franceses fazem chacota do assalto a Kim Kardashian (em inglês aqui).

E gente, os franceses não pegaram leve não. Basicamente culparam a vítima pelo assalto! Como se fosse bem feito ela se hospedar num hotel caro com as coisas caras que a família dela consegue comprar com o dinheiro que ganham sem enganar ninguém!

De novo, não sou fã das Kardashians, mas não acho que ninguém merece ser assaltado a mão armada em lugar nenhum do mundo! Muito menos dentro de um hotel em uma cidade que viveu momentos de terror poucos meses atrás com grupos extremistas religiosos!

Que mundo é esse que acha certo atos de violência com certas pessoas ou grupos. Que tem empatia seletiva? A questão é que ninguém precisava ter comentado nada sobe esse caso, mas as pessoas pararam os seus dias pra dizer coisas negativas sobre uma pessoa que passou por momentos de terror. Não é sobre os objetos em si, mas sobre a violência. Não é legal ter roubado nenhum centavo, quanto menos milhões.

E se é por falta de simpatia, algumas pessoas precisam então ler a pessoa mais legal da internet falando sobre esse caso.

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#diarinho: festa da democr-ERROR. NOT FOUND.
segunda-feira, 3 de outubro de 2016 at 10:30
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Toda semana eu vou na feira durante a semana pra minha mãe pra comprar umas coisinhas, nada de importante, nada que vá fazer falta. As vezes acho que é o jeito dela me treinar pra vida adulta, ter esse contato com a natureza, sei lá. Por enquanto acho que tô sendo aprovada, não trouxe nada estragado ainda.

Essa semana quando cheguei dei de cara com meus tios na primeira barraca que parei. E gente, eu sou introvertida no nível de que as vezes eu não gostaria de encontrar nem a minha mãe na rua. Eu sempre vou pra feira achando que não vou encontrar ninguém, não vou preparada psicologicamente pra interagir com humanos!

Não é a primeira vez que encontro minha tia lá, então fiz um super esforço de socializar. E a feira nem é grande, então não é como se eu pudesse muito fugir, de qualquer jeito. Como eles moram na esquina de casa, rolou aquela oferta de carona. E ai, o que é um peido pra quem tá cagado, não é memso? Aceitei, fui fazer minhas compras e tipo 5 minutos depois encontrei com eles terminando a feira.

Introvert doodles é minha vida!

Sou mais do tipo que sai de casa pra sentar no fundo do Starbucks sozinha com meu drink. Inclusive faço isso semanalmente, o que me traz muita paz. Essa semana inclusive perdi "Meninas Malvadas" na Sessão da Tarde pro meu retiro semanal.

Sábado resolvi desentocar e fui no cinema aqui da roça com uma amiga assistir "O bebê de Bridget Jones". Assistir um filme inglês comigo ultimamente tem sido "eu já fui ai!" ou "essa sacola, tenho certeza, Sainsbury's... alá! não disse!", mas juro que deixo a pessoa assistir até que bem em paz o resto. Resenha vem amanhã, porque é um filme que tem historinha na minha vida ;)


Depois fomos "jantar" numa pastelaria gourmet dentro do shopping. Não sei o que pode ter de gourmet num troço que é frito no óleo que senta lá o dia inteiro, mas sei que paguei pelo menos o dobro do preço só pra ter um lugar coberto pra comer um pastel de queijo com tomate e outro de palmito. Não foi de todo ruim porque tinha uma ótima cia. Mas pastel gourmet. Não vou superar.

Domingo teve a linda festa da desgraça que chamamos de democracia com as eleições municipais. Eu nunca transferi meu título pra São Paulo por muitos motivos. Achava que na faculdade não fazia diferença, que não sabia se ia ficar mesmo em SP, não tinha tempo pra fazer isso... E ai me fudi, porque, apesar de qualquer coisa, eu amo a cidade de SP, é o lugar que eu chamo de lar mesmo não morando lá agora e eu queria muito ter votado lá nessas eleições em particular.

Essa coisa de voto em urna eletrônica vem de encontro a nossa geração imediatista que não tem paciência de esperar nada, mas ao mesmo tempo, a morosidade da contagem de votos a mão nos dava esperança. Aquela coisa de comemorar cada voto e não saber até o finzinho quem realmente ganharia uma votação, a passagem dos dias... Eu não sou tão velha a ponto de ter votado em papel, mas eu lembro quando era pequena disso acontecer (até porque a contagem oficial da minha cidade era na frente de casa).

Fiquei sim muito decepcionada com o resultado em São Paulo e só posso esperar uma nova era de dor e sofrimento para o desenvolvimento da cidade. Me dói pensar no retrocesso que um monte de coisa que foi boa pra cidade acontecer, mas se 1/3 dos votantes preferiu se abster de dar sua opinião (ou aceitar a opinião do outro terço) e 1/5 dos eleitores sequer se deu ao trabalho de ir votar, só posso desejar boa sorte e ir amarrar meu burro em um lugar protegido, talvez esperar essa tempestade passar ou abandonar o barco de vez (presidente satânico, governador umbridge e prefeito lucius malfoy? tá difícil ser paulistano).

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that's what she said
domingo, 2 de outubro de 2016 at 12:30
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Esse mês é mês de gente muito maravilhosa. Mesmo daquelas que não estão mais aqui pra comemorar comigo.

Quando entrei na USP, de lista de espera, precisava logo encontrar um lugar pra morar. E embora eu amasse SP desde sempre, eu não sabia me locomover na cidade. Mas eu tenho muita sorte, claro, porque eu tenho os melhores amigos do mundo. E um deles me apresentou pra uma colega de classe que procurava alguém pra fechar o apartamento em que estava com a irmã e uma amiga da irmã.

A primeira vez que vi a Bia foi quase de relance. Cheguei com a irmã dela no apartamento e ela estava de saída, bem apressada, e tudo o que lembro é que ela tinha deixado um suco pra gente.

A Bia era assim, meio estabanada, mas muito atenciosa. Vivia de dieta, que durava umas 8h numa segunda-feira. Tinha que comer o pacote de Bono até ver o fim. E quando batia a culpa, ela dividia a barra de chocolate em quadradinhos e fazia a gente comer com ela.

Ela tinha aula a tarde na FFLCH e sempre tentava chegar de manhã pra estudar. Eu vi o despertador dela tocar muitas manhãs. Também vi ela levantar, desligar, e voltar a dormir, muitas e muitas vezes. E depois, no meio do dia, acordar se sentindo culpada porque tinha deixado um amigo esperando na biblioteca.

Como as outras meninas estudavam de manhã, eu passava mais tempo com a Bia em casa, geralmente vendo uma tv de tubo sintonizada mal e mal na MTV. Naquela época internet era discada e um luxo pra estudantes que moravam fora de casa. Muitas noites que eu chegava em casa, ela era a única pessoa acordada pra ver "Os normais" comigo ou rir muito com "The Osbournes".

As nossas vidas tinham muitas coincidências, a maior sendo que ela fazia aniversário 1 semana antes de mim e a irmã, 1 semana antes do meu irmão. Como librianas, a gente não decidia nada. Mas também evitava brigas. E gostava de fazer as coisas só pelo prazer de fazê-las.

Naquele ano a unidade dela entrou numa grande greve que durou muitas semanas, e enquanto nós da ECA saiamos de férias, eles voltavam pras aulas, no meio do verão. E quando a gente é jovem, a gente acha que vai ter todo o tempo do mundo pra fazer tudo que a gente quer fazer, que aulas no verão são um saco sim, mas que passam rápido.

Eu não lembro de ter feito uma grande despedida de nenhuma das meninas naquele fim de ano. Eu com certeza passaria em SP durante as minhas férias e encontraria pelo menos a Bia no apartamento. E no ano seguinte estariamos ali de volta, no mesmo apartamento acarpetado e velho, com a tv velha, sem internet, do lado do campus.

A Bia sempre será jovem, sempre vai ter os 20 anos que a gente não comemorou porque ela estava na casa dos pais naquele 2 de outubro. A gente sequer teve tempo de brigar, mesmo dividindo o quarto, mesmo passando tanto tempo em casa juntas.

Infelizmente ela não estava mais aqui pra comemorar a ascensão das drags, do movimento LGBT, pra sofrer comigo com o Tinder (e me ver dar match naquele coleguinha da FFLCH), pra me dizer o que tinha de certo ou errado com a Lady Gaga e me apresentar pra Haim ou Tegan and Sara. Mas ela me apresentou pra música da sua diva Madonna que faria todo sentido pro pequeno infinito que a vida nos deu juntas.



Cherish the thought of always having you
here by my side
oh baby I cherish the joy
you keep bringing it into my life.
I'm always singing it.
Cherish the strength
you got the power to make me feel good
and baby I perish the thought
of ever leaving I never would.

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about the girl

Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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