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Morte e vida celulítica
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016 at 10:30
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Lá pelos meados da década de 90, ter uma linha de telefone fixo era muito complicado. Quando a tecnologia de telefonia celular começou a despontar, meu pai conseguiu comprar uma linha. A ligação era tão cara que a gente só usava mesmo pra emergências. E era meio brega ter um celular, coisa de tiozão. Os aparelhos também eram enormes. A gente devolveu a linha com a abertura das teles, no final do século, já que conseguiu uma linha fixa e não via a menor necessidade de ter um aparelho cuja utilização era tão cara.




Quando entrei na faculdade, quase ninguém tinha celular. Eu só ganhei um porque minha mãe insistiu que queria saber onde os filhos estavam, depois que meu pai morreu (ele morreu de doença, e não de acidente, o que torna essa lógica sem pé nem cabeça). Naquela época até o tarifa de sms era proibitiva e a gente só usava celular, de novo, pra emergências (teve uma época que não dava nem pra mandar sms pra telefones de operadoras diferentes!!!!). Meu celular só não durou mais porque eu cai em cima dele. O segundo durou uns bons 2 anos, e só troquei porque eu havia passado um tempo fora do país e quando voltei, meu irmão tinha trocado o dele e minha mãe acabou me dando um novo. Mas o velho ainda funcionava muito bem e estava intacto. Mas esse coitado durou 3 dias. Fui roubada bebada na porta de uma festa... Só comprei um novo quando voltei a estagiar. Esse tinha toque polifônico e camera!!! Durou um bom tempo também, acho que uns 3 anos também. Troquei quando achei uma promoção pra um Sony Ericsson rosa super fofo... Mas cuja bateria não durava nada (pra época, 48h era um ultraje!). Mas num natal minha mãe me acordou no telefone perguntando se eu não queria um celular novo que meu irmão tinha escolhido e então acabei ganhando um Nokia, flip, com camera frontal. E fazendo jus a fama, aquele celular foi highlander. Só troquei o bicho porque ele começou a falhar mesmo, mas foi um dos celulares que mais gostei de ter. O design era lindo!




Foi então que entrei no mundo dos espertofones. Tenho a mão pequena, então sempre achei eles muito grandes. E tenho unha comprida, então sempre achei que essa coisa de touch screen não era pra mim. Meu primeiro smart foi um Nokia (de novo!) E62 com teclado físico, que se eu tentar ligar até hoje deve funcionar, haha! Mas o sistema proprietário da Nokia, o Symbian, foi um fracasso, até para nós amantes da Nokia. Foi então que resolvi me aventurar pelo Android e comecei a colocar meu pézinho no mundo do touch com um Samsung, mas que tinha a opção de teclado físico também. Na época eu fugia do Whatsapp, haha! Meus amigos ficavam meio putos que eu nunca ligava o 3G =P Depois dessa adaptação, comprei um maior, só com touch e não vou negar, a adaptação pra digitar foi brutal. Mas sobrevivi. Eu nem tinha intenções de trocar de celular quando vi o Galaxy S4 na mão da minha amiga e me apaixonei. Tive que comprar, né? Mas como era um celular novo, e caro, me prometi que aquele teria que durar, que eu não ia ficar enlouquecida por outros modelos, que só trocaria quando ele realmente pedisse. E a essa altura, meu coração já era do robozinho, não havia nenhuma chance de eu trocar por qualquer coisa que não rodasse Android <3

Muitas capinhas lindas <3


Meu Galaxy S4 foi um grande companheiro. Um celular que funciona muito bem, que cumpre o que promete, que aguenta o tranco. Foi comigo pra várias viagens, pegou frio e calor, e registrou muitos momentos incríveis desses últimos 3 anos. Mas celular não é feito pra durar muito hoje em dia. #rip os imortais Nokias do passado. E meu queridinho começou a dar sinais de que estava pedindo arrego, logo depois que voltamos da Inglaterra. Eu não queria admitir, mas o coitadinho já não estava performando da maneira que deveria. A bateria já estava indo pro saco. O fato de o sistema não ser mais atualizado começou a pesar com a atualização dos aplicativos e então eu tive que começar a pensar na sua substituição. Conhecendo mais sobre smartphones, tendo mais experiência, tinha resolvido que queria um celular com Android puro, de preferência um celular do Google, mas infelizmente os útlimos Nexus sequer vieram pro Brasil =( O novo Pixel é fabricado por uma empres que nem tem presença por aqui. Então eu posterguei um pouco a pesquisa por substitutos, mas só até me deparar com um video que falava bem dos telefones da Asus.

Na verdade a Paula fez uma resenha sobre o iPhone SE dela, que ela comprou pra substituir o Zenphone que estava nas últimas, e as comparações que ela fez me interessaram muito... No Zenphone! Comecei a pesquisar melhor e descobrir que a Asus tinha acabado de lançar a linha nova de Zenphones e que eles estavam na categoria média, que era exatamente o que eu procurava! Depois de comprar um celular muito caro e top de linha, eu não queria cair nessa de novo. Além de não ter dinheiro, acompanhando a evolução da linha Galaxy S achei que não compensava o valor e que existe um teto do que eu realmente preciso do hardware de um celular, que não adianta comprar uma Ferrari se eu mal sei andar de bicicleta, sabe? Já tinha na cabeça que já que não ia ter o meu celular dos sonhos mesmo, que queria achar uma alternativa mediana e o Zenphone 3 caia exatamente nessa faixa.

Claro que eu não facilito a minha vida, e resolvi procurar esse celular pra vender logo depois da black Friday. Pelo que vi, ele não entrou na promoção por ser muito novo, mas como era um lançamento super recenete, estava em falta em vários lugares. Não achei pra comprar em nenhuma loja física na roça (fui comprar quando virou meu cartão) e mesmo online tive dificuldade de achar um lugar que tivesse a configuração que eu queria, na cor que eu resolvi querer.

Sempre preferi celulares mais discretos e comprei os últimos nas cores mais óbvias, sempre entre o preto ou o branco. E mei que já estava decidida a comprar entre essas cores de novo, quando por um lampejo de insanidade, decidi que ia mudar e comprar o modelo dourado. DOURADO. A pessoa que não gosta de cor de ouro. Pois é. Resolvi, me estressei, mas achei pra comprar num site o modelo com a configuração que eu queria, na cor que eu decidi por impulso.

Fiz o pedido no sábado a noite e na quarta de manhã a entrega foi feita, em perfeito estado. E agora sou a feliz dona de um Zenphone 3, intermediário (3GB ram / 32GB memória, tela 5’2), DOURADO.




Até agora o que posso falar sobre ele é o seguinte:

- Já tinha lido que por causa do vidro na dianteira E na traseira, ele fica cheio de marca de dedos. Você pensa em tocar nele e ele marca. Então comprei uma capinha transparente pra evitar de ficar irritada com tantas marcas de dedo pelo celular;
- Ele é SUPER leve. Parece de brinquedo, de tão leve;
- As bordas dos vidros são levemente curvadas, é bem gostoso segurar o aparelho. Mas com isso não dá pra colocar película em toda a tela e a minha película de vidro fica “curta”. Veremos o quanto vou aguentar com isso;
- O leitor de digital é ótimo! Tenho dificuldade com leitores de digital, passei 1 ano em um emprego sem registrar entrada ou saída porque o RH cansou de tentar me registrar e não conseguir, mas esse celular reconhece direitinho! Cadastrei 4 dedos entre as 2 mãos e ele só reconhece esses dedos. E bem rápido!
- Até agora não tive probeblas com a máscara do ZenUI pro Android, pelo contrário. Ele tem várias opções de customização de tema, dá pra mudar até a aparencia dos icones dos apps;
- O teclado é ok. O do Galaxy é mais esperto, mais completo e eu estava muito mais acostumada com ele depois de 3 celulares da mesma marca. Acho que é questão de costume, uma hora vou achar o teclado bom. Já adianto que é infinitamente melhor do que o teclado do ios do iPod!
- Bateria parece aguentar o tranco bem. Usei um dia bastante, com GPS, e em 12 horas não tinha nem chegado nos 50% de uso ainda. Acho que meu Galaxy S4 nunca tinha feito isso;
- Ainda não testei muito a camera, mas é um dos grandes trunfos de marketing da linha. Vi que tem várias opções manuais, e a qualidade parece boa mesmo.
- A única coisa que realmente não gostei é que a tecla de voltar fica no lado oposto, o esquerdo, e com uma mão tão pequena é impossível fazer as coisas com uma mão só =(

Dentro dessa linha nova lançada agora no final de 2016 tem o Zenphone 3 Max, que é mais barata e mais simples, o Zenphone 3 com tela de 5’2 e 5’5 e o Zenphone 3 Deluxe, com um hardware mais “potente” e uma tela ainda maior. Optei pelo intermediário, com a tela “menor”, porque já achava a tela do S4 bem grande, principalmente para alguém com uma mão tão pequena quando a minha. E quando chegou, já achei ele até muito grande (ele é maior do que o iPhone 6, por exemplo). Não quis o modelo de 4GB de ram porque, como disse lá em cima, acho que não preciso de tudo isso. Queria algo que fosse um pouco melhor do que meu S4, já pensando na demanda do sistema e que já uso mais apps, mas tenho plena noção de que ainda assim já é um celular mais potente do que eu preciso de fato.

Eu não acredito em trocar o celular todo ano só porque é lançado um modelo novo. Mesmo quando troquei o celular anualmente, troquei por modelos de linhas diferentes, que eu acreditava que tinham coisas melhores e diferentes pra me oferecer. Espero que esse celular dure bastante, muito provavelmente até eu conseguir comprar o meu celular dos sonhos (um Pixel última geração *.*).

O único conselho que dou é que se você vai comprar um celular caro, já compre o lançamento mais recente. Por exemplo, não compensa comprar um S4 agora que já existe o S7. Melhor comprar um celular mais barato, mas mais recente, de outra linha. A Samsung não disponibiliza atualização de sistema depois de uns 2 ou 3 anos, então logo ele fica defasado, se comprar algo que já é “velho” vai ficar defasado mais rápido.

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that would be me. bye!

rotina pra quem precisa
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016 at 11:00
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Eu sempre achei quem era uma pessoa de rotina. Eu vivi uma enorme rotina uns 18 anos da minha vida, era só o que eu conhecia. E é fato que o ser humano não gosta muito de mudanças, principalmente as repentinas. Existe um período para ajuste em que a gente fica meio desconfortável mesmo e eu achava que a rotina mantinha minha paz de espírito.

O que eu nunca percebi antes é que eu odiava rotina. Existe algo sobre a rotina que eu até curto, mas não por muito tempo, não do jeito "tempos modernos" (de Chaplin). O que e percebi é que a rotina me cansa e é ela que me faz desgostosa da vida.

Quando morava na roça, fazia sempre as mesmas coisas, com as mesmas pessoas, sempre igual, sem nada de novo. Tudo era sempre igual, formatado, sem  chances de expandir. Não havia absolutamente nada de diferente, nunca, o que acabava cansativo e chato.

O que eu amo em SP é que existe grande variedade de tudo, principalmente de pensamentos e ideologias. Você é sempre forçado a ver as coisas de formas diferentes, de ângulos diversos. Não existe mesmice mesmo na rotina.

Exceto que o nosso cérebro é uma coisa louca e acaba encaixando a nossa falta de rotina num padrão que acaba nos chateando e logo nos vemos cansado da "mesmice" criada pela nossa cabeça maluca.
Ou pelo menos é o que andei notando que acontece comigo. Mudanças me deixam bem desconfortável, mas eu não sei se conseguiria viver uma vida previsível pra sempre.

Eu amo São Paulo e amo a vida que construí aqui. Gosto de saber que tenho opções de lazer e entretenimento na minha porta e companhia pra me divertir, mesmo sem planejamento pra isso. Mas vira e mexe me sinto cansada dessa imprevisibilidade previsível e sinto que preciso de coisas novas pra me impulsionar a crescer.

Em 7 anos e meio de faculdade fiz bastante coisa diferente. Foram vários estágios, cursos e viagens. E eu cheguei a reclamar de não ter uma certa rotina! Depois que me formei, em compensação, foram mais 7 anos de mesmice! Trabalhei em lugares diferentes, passei a levar uma vida "que eu sempre quis", mas ai comecei  a ficar bem infeliz e não sabia o porquê. Achei que era uma crise existencial, que não sabia o que queria da vida...

Verdade que aprendi muito sobre mim e sobre a vida nesses últimos 2 anos e que isso não teria acontecido se tivesse ficado no mesmo lugar, mas andei refletindo e acabei percebendo que minha mola propulsora sempre foi a curiosidade. O novo sempre me fascinou, mesmo que também me deixe com muito receio. A curiosidade sempre leva a melhor, e acaba me levantar pra uma melhor.

Sabendo disso, não devo durar muito no mesmo lugar. Não digo que já penso em largar esse emprego, até porque tenho adorado, mas agora que me conheço melhor, sei identificar os sinais e posso planejar maneiras de lidar melhor com isso.

It's a small world afterall

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that would be me. bye!

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Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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