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#euvi: moana
terça-feira, 10 de janeiro de 2017 at 10:30
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Apesar de ser meio Disney freak, eu não sou muito de me ligar em filmes só porque eles são da Disney. O que não quer dizer que não gosto dos filmes, só que não me empolgo com eles só porque são Disney, sabe?

O primeiro filme que vi no cinema na vida foi o desenho da "Bela e a Fera". Pra esse filme live action estou bem empolgada, alias. Meu filme favorito na infância era o desenho dos "101 dalmatas". Como a gente não tinha video cassete em casa, assistia toda vez que ia na casa da minha vó. E a gente ia quase que toda semana. E assistia muitas vezes. Minha princesa favorita é a Ariel e eu AMO de paixão o filme da "Pequena sereia". Mas de verdade, nunca tive esse entusiasmo de querer ir no cinema só porque era filme da Disney. Na maior parte das vezes, inclusive, eu bem cago pra eles. Me empolgo mais com Pixar (principalmente antes de ser comprada pela Disney) e Dreamworks. Acho que Disney sempre vai ter essa aura de infância pra mim (só vi "Rei Leão" uns 10 anos depois em uma aula de francês, "Mulan" só vi porque o ex-crush quis me mostrar, não lembro porque acabei vendo "Lilo & Stitch" - acho que foi falta do que fazer num intercâmbio - e até hoje não vi coisas como "Pocahontas" e "Frozen" - e nem faço questão). Então ir ver Moana nem estava nos meus mais remotos sonhos. Só fui ver porque estava na rua com uns amigos e eles queriam ver. E eu não tinha o que fazer mesmo. E eles iam numa sessão legendada, porque se fosse dublada eu não ia não.


Fomos no Playarte do Center 3, meu cinema preferido, só porque é o de mais fácil acesso pra mim. Foi reformado ano passado, finalmente, mas as salas não estão boas. Estão melhoras, mais modernas, mas a sala que tá passando "Moana" é pequena, o ar condicionado tava bombando (piorou minha sinusite e tive que ir no hospital no dia seguinte) e o som é alto demais pro tamanho da sala. Mas tá melhor do que as salas velhas de antes.

A história é sobre uma menina polinésia que luta contra as forças da natureza para restaurar o bem estar da sua ilha. Ela não está atrás de um par romântico, nem existe um par romântico pra ela, porque Moana é muito jovem (na wikipedia diz que ela tem 16 anos, no filme Maui insinua que ela não pode ter mais do que 8, mas a impressão é de que ela não pode ter mais do que 13...). O que Moana quer é aventurar-se no mar, e encontra na sobrevivência da ilha que nasceu pra comandar uma grande razão para desafiar as ordens do pai, o chefe da ilha, que não quer que ninguém cruze o recife de corais que protege a lagoa.

Então, a princípio, Moana sequer é uma princesa, pelo menos não da forma como conhecemos até "A Pequena Sereia" e vimos em "Frozen". E depois de ler esse artigo do Buzzfeed fica claro que é intencional que as "princesas" sejam cada vez mais independentes, fortes e desconectadas de um príncipe.

Moana é uma boa aventura e é óbvio que esse mote foi escolhido para abranger a parte do público que torce o nariz para histórias de pricnesas - os homens heteros cuja masculinidade tão frágil não os permite apreciar "coisa de menina". Na história não importa que ela seja uma menina, ela é uma adolescente procurando seu lugar no mundo, com suas vonatdes próprias e que embarca em uma grande aventura que poderia ser empreendida por qualquer um, independente de genero. E a aventura é boa. A aventura é o mar, esse que intriga a todos nós, de um jeito ou de outro.

Moana também foi desenhada para ser mais realista. Ela não tem corpo de boneca Barbie, sequer tem pele clara. Ela é ainda assim magra, morena, com cabelos cacheados. Sua maior encorajadora, aquela que acredita no potencial dentro dela, é sua avó. Que admite que a idade a permite ser "a maluca da ilha", e faz uso disso pra ser quem ela quer ser, sem as amarras sociais que uma vila pequena impõe, principalmente às mulheres.


Seu side kick é um semi deus orgulhoso e vaidoso. Homem, claro. Ele a ajuda nessa empreitada, mas não sem antes recuperar seu acessório, um anzol com super poderes, e fazer umas prezepadas no caminho. E claro, diminuir Moana por ser mulher jovem sem experiência no mar.

Mas Moana não desiste. Ela tem que devolver o coração de Te Fiti para restaurar a paz na Terra. Fizeram-na acreditar que ela deveria levar Maui, que ele deveria fazer isso, uma vez que foi ele que roubou e perdeu o coração, até entender que se é ela que quer restaurar a paz na Terra, ela que tem que arregaçar as mangas e fazer isso, com ou sem a ajuda de Maui.

Seguindo a tradição, não poderiam faltar os números musicais ao longo da trama, mas dentro de todos os musicais da Disney, esse é o que tem as músicas mais fracas. As músicas não são ruins, mas em comparação com "Frozen", que faz qualquer um cantar "Let it go" quando começa a esfriar, em qualquer parte do mundo, eu não consigo imaginar ninguém cantando o tema da Moana, até porque achei o ritmo dela meio difícil, e não tem um gancho tão marcante. É gostoso de ouvir, mas não é algo que vai grudar pra sempre na mente, nem que vai ser fácil sair cantarolando por ai.

Como eu não esperava nada desse filme, acabei gostando bastante, foi uma diversão bem inócua, e fico pensando que essa geração já cresce com referências melhores do que as anteriores. Para essa geração, espero que o termo "princesa" signifique algo mais positivo, e que a Disney consiga perder esse estigma de criar no inconscente das meninas algo tão venenosos quanto a idéia de que devemos esperar um principe encantado para ns salvar.

Vale a pena separar parte do seu tempo para assistir, seja no cinema ou quando sair no dvd (ou Netflix, tv a cabo, etc). Os gráficos são lindos, e só dá mais vontade ainda de ir pra Polinésia.

E Heihei. Meu spirit animal, definitivamente XD


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