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3108 day
quinta-feira, 31 de agosto de 2017 at 11:22
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E então, depois do que parece um bilhão de dias, Agosto está acabando! E nesse dia cinza de virada de frente fria (em São Paulo), estamos aqui para encerrar o #beda2017.

Há um ano a gente organizava o grupinho por causa desse evento blogosférico insano e um ano depois só posso elogiar a comunidade criada. São pessoas incríveis, blogueiras tanto veteranas quanto iniciantes que só tem amor pra dar <3

Esse ano não consegui acompanhar quase nada, mas vi no feice os vários posts, e claro, li todos os comentários deixados aqui e só posso ter certeza que ter esse cantinho é uma das melhores coisas da vida de blogueira raíz.

Então nesse blog day, minha indicação é o nosso grupinho do amor, o "Se organizar, todo mundo bloga", cheio de gente linda! Segue o banner, se não estiver no grupo, pede autorização que é que nem coração de mãe, sempre cabe mais um!

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that would be me. bye!

#eufui: hanson em são paulo
segunda-feira, 28 de agosto de 2017 at 14:22
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E a temporada de shows começou (pra mim)! depois de quase 2 anos, volto a um bom show ao vivo de uma banda que eu gosto muito. 

Nunca fui uma fã inveterada de Hanson, mas sempre gostei. Quando fui pro Canadá pela primeira vez, um dos muitos cds que trouxe foi o ao vivo deles da época. Já na faculdade, conheci uma das minhas melhores amigas que é super fã deles, então acaba que sempre fico sabendo dos projetos deles. Em 2005 não pude ir no show deles porque era na véspera da prova pro USP-Quebec, mas sempre quis muito acompanha-la. Nos shows seguintes isso se tornou realidade, mas infelizmente, esse ano, quando anunciaram as datas no Brasil, ela já estava com uma viagem marcada, e eu então tive que ir sozinha.


Como de praxe, cheguei no local do show em cima da hora. Nem pras bandas das quais sou superfã faço questão de ficar na frente e fico bem feliz com a visão do fundo do Credicard Hall. O show estava marcado para começar as 21h30, eu entrei lá umas 21h15, ainda deu tempo de ir no banheiro e ficar esperando o show começar. Com uns 20 minutos de atraso, as luzes se apagaram e o show começou.

Nada de superprodução, de entrada triunfal, de fogos de artifício. A banda entrou calma no palco quando as luzes se ascenderam, cumprimentaram o público, e com todos a postos, começaram a tocar.

Nessa turnê eles estão comemorando os 25 anos de banda e 20 anos do álbum que os lançou ao estrelato, o "Middle of nowhere", então já era de se esperar que a setlist seria bem mais voltada aos antigos hits, mas acho que o público deles, que lota os shows, conhece bem o repertório completo e eles conseguem fazer um balanço bem interessante.

Confesso que dessa vez não fiz uma preparação muito boa pra esse show e não fiz a tradicional listinha do iPod, então durante o show eu dei umas olhadas na setlist online pra ver quando é que iam tocar as músicas que eu queria ouvir. Gostei muito que tocaram "Runaway run", que é uma das que eu acho mais animadas, mas fiquei na expectativa de ouvir "Save me", que nos outros shows tinha sido tocada no meio do set. Fiquei com celular AND iPod a postos pra gravar durante um tempão, até me conformar que eles só tocariam no bis.

Antes ainda rolou muito Taylor pulando com a gaita na boca em "If only" e aquela musiquinha básica que nunca pode faltar, uma cançãozinha singela chamada "Mmmbop". Só um clássico dos nossos tempos <3


E então, depois de duas horas de show, eles voltaram pro bis pra tocar "Save me" <3 Acho que eu posso ver o show deles um milhão de vezes, mas nada vai se comparar ao momento que Taylor puxa aquele Lllllloving you...! É sempre emocionante!

Setlist
Already Home
Waiting for This
Where's the Love
Look at You
Tragic Symphony
Thinking 'Bout Somethin'
Weird
This Time Around
Runaway Run
Madeline
Go
Juliet
I Don't Wanna Go Home
Strong Enough to Break
Penny & Me
Watch Over Me
I Will Come to You
On and On
I Was Born
A Minute Without You
Get the Girl Back
Crazy Beautiful
Man From Milwaukee
MMMBop
If Only
Fired Up
In the City

Encore:

Save Me

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that would be me. bye!

#tag: criança anos 90
quarta-feira, 23 de agosto de 2017 at 17:26
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Porque aqui temos 2 coisas muito adoráveis: os anos 90 e um post da Nicas.

1. Fotos da infância

that would be me. bye!

um dia frio, um bom lugar pra ler um livro
at 10:30
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O que é o beda sem uma listinha, né? Aproveitando essa onda de frio em São Paulo, vamos trocar figurinhas sobre os melhores livros pra ler numa tarde fria?

1. Depois daquela viagem, Valéria Pollizzi
Esse livro foi lançado em 1997 com bastante publicidade. Conta a história de como a autora pegou HIV do primeiro namorado, numa viagem de cruzeiro, e toda a luta para aceitar esse fato e conviver com o tratamento. É uma história de luta e superação, me fez chorar horrores, mas é uma história feliz. A Valéria hoje é casada e mora no exterior, mas continua dando palestras motivacionais e o livro virou peça de teatro. É um dos livros que me marcou, mesmo depois de 20 anos acho fundamental a gente ler!


2. Something borrowed, Emily Griffin
O livro que deu origem ao filme "O noivo da minha melhor amiga" é um dos meus favoritos na vida. Rachel é a menina certinha que aos 30 anos se vê num apartamento gracinha em Manhathan, com um emprego que odeio, mas bem sucedida e sem pretendentes, enquanto sua melhor amiga tem tudo aquilo que alguém poderia desejar: um emprego "dos sonhos", prestes a se casar com o melhor partido da cidade, um amigo da faculdade de Rach. É clichè e bem água com açucar, mas é uma leitura bem fácil e gostosa, pra ter esperança na vida no final.


3. Os contos de Beedle, o Bardo, JK Rowling
Esse é o livro com as histórias mencionadas em "Relíquias da morte". Como é que um bruxo não conhece esses contos? Vá já comprar uma cópia e ler debaixo das cobertas! É um livro curtinho que te faz sentir mais parte ainda do mundo do Harry Potter ;)


4. A droga da amizade, Pedro Bandeira
Quem cresceu nos anos 90 tem que lembrar da série da "Droga da obediência". Alunos de uma escola de Elite em SP investigam acontecimentos estranhos e acabam se envolvendo em grandes esquemas de tráfico, intrigas políticas, etc. Em "A droga da amizade", o autor relembra como a turma se conheceu, se reuniu e como chegaram ao grande acontecimento desse livro. Dá vontade de reler todos os outros depois dessa pincelada pela história dos Karas.


5. Pride and prejudice, Jane Austen
Meu livro favorito na vida! A história das irmãs Bennet na Inglaterra rural dos anos 1800 e seus amores, as intrigas, as reviravoltas e a sociedade da época. E nosso herói muso, Mr Darcy <3


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sorte na vida
segunda-feira, 21 de agosto de 2017 at 10:49
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Hoje em dia tenho noção da dificuldade que é simplesmente ser mulher. Nascer com cromossomos XX implica em muito mais dificuldades de ascender e vencer na vida do que ter nascido XY.

Mas obviamente quando eu era criança eu não entendia isso. Sempre digo que, embora meus pais tentassem ser o mais igualitários possível em casa, era eu que sempre tive que lutar pelo o que eu queria. Não sei se era porque eu sou a mais velha ou porque sou mulher e meu pai tinha muito machismo imbuído na criação e cultura dele, ou os dois junto, mas fato é que quem saia brigando e lutando por tudo o que queria fazer era eu. Desde ir dormir na casa das amigas até começar a sair de balada. Tudo eu tinha que pedir, ouvir não, argumentar e convencer.

Eu sei que não posso reclamar muito da minha posição de privilégio, sei que muitas coisas são mais fáceis pra mim simplesmente por ter nascido na classe social "certa", mas hoje sei que eu não tenho acesso a todas as oportunidades que existem porque sou mulher, ou que o caminho é muito mais difícil só por causa dos meus cromossomos. Porém, ter que ter lutado tanto dentro de casa me preparou para a vida real, e me ensinou que se eu acredito que posso fazer algo, eu posso brigar pra fazer acontecer. E também talvez contar com um pouquinho de sorte, porque sorte nunca é demais e nesse quesito eu não posso reclamar muito não. Talvez eu sempre tenha estado no lugar certo, na hora certa.

Ultimamente tenho comparado minha situação com a do meu irmão, que é uma história que eu conheço de perto, praticamente todos os detalhes, e posso comparar com a minha sem medo. Quando éramos crianças, sempre tive ciúmes de ver que o machsimo do meu pai facilitava as coisas pra ele. Ou então meu irmão simplesmente aprendia com as minhas dificuldades e fazia o que queria, como queria, e depois aguentava as consequências, que pra ele valiam a pena. Não estou dizendo que a vida foi simplesmente fácil para ele, mas em comparação com a minha, com certeza só o fato de ser caçula e homem, os caminhos eram menos tortuosos e com menos obstáculos. Como é a vida de um homem branco típico.

E eu entendo porque as pessoas ficam chocadas de saber que ele está desempregado há tanto tempo. Enquanto eu fiz Turismo, meu irmão é Engenheiro, e não é por qualquer faculdade. Assim como eu fiz USP, ele fez Unesp e teve todo o apoio para se dedicar aos estudos e não sofrer para escolher os estágios que teve que fazer. Nossos caminhos sempre foram parecidos, mas eu sei que os dele sempre foram mais fáceis só porque ele era homem. E é de se esperar que se eu consigo emprego fácil quando procuro, ele deveria nadar em propostas enviadas a ele. Mas por algum motivo, não é bem assim que acontece. Desde que perdeu o emprego, pouco tempo depois que eu fui mandada embora (no ano que tirei meu sabático), eu cansei de ver meu irmão mandando currículo, refazendo currículo e participando de inúmeros processos seletivos, sem uma oferta final.

Minha mãe diz que eu tenho toda a sorte e que meu irmão ficou sem, além de ele não ser tão confiante nas entrevistas quanto eu. Entendo que depois de tanto tempo, é frustrante mesmo não conseguir convencer o entrevistador de que ele é a melhor escolha para a empresa, mesmo sabendo que é capacitado para as vagas. Eu mesma não consigo entender como é que, tendo tudo a seu favor, a vida dele não é mais fácil.

Depois de dar muito murro em ponta de faca, ele está indo para o Japão, porque as contas não se pagam sozinhas, e hoje temos que pensar no futuro do meu sobrinho. Mas não é o que ninguém imaginou pro meu irmão, mesmo nos momentos de birra entre irmãos. Sabemos que a vida na fábrica não é fácil, e que ele terá muito pouco tempo para o filho, que é o que a gente viveu com nosso pai, que embora não tenha ido paa o Japão, sempre trabalhou demais e não teve tempo de aproveitar a vida. A vida tem que ser mais do que trabalho e contas pra pagar, a vida é feita dos momentos de alegria compartilhados com quem a gente ama. E trabalhar em fábrica não foi o que ele escolheu pra vida. A vocação dele é a engenharia, e ele deveria ter tido a oportunidade de conseguir trabalhar na área, para ser feliz no trabalho, ao invés do ressentimento de tger que ter um emprego porque a vida impôs.

Antes que alguém critique, eu não estou diminuindo a vida do dekassegi, para quem escolhe essa vida, ela é boa, mas não é a escolha que ele quis fazer, nem para que meus pais nos prepararam. A gente não foi forçado a fazer faculdade, nem a fazer os cursos que fizemos. Então nossa escolha sempre esteve longe do chão de fábrica, mesmo que fosse para "pagar em dólar". NOssa realização tem mais a ver com a natureza do trabalho do que ganhar dinheiro. Cada um com seu cada qual.

Nunca na vida imaginei dizer algo como isso, mas estou bem chateada que meu irmão está indo embora e não vou vê-lo por tanto tempo =/

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#euvi: valerian et la cité de mille planètes
sexta-feira, 18 de agosto de 2017 at 11:00
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Se eu tenho que escolher um filme pra assistir, seja de qualquer formato, sempre vou escolher coisas mais fofas. Se pedirem minha opinião, poucos filmes me dão vontade de ir ao cinema. Mas eu gosto do aspecto social que ir ao cinema proporciona, então as vezes eu simplesmente concordo em ir pra poder curtir a companhia.

Vimos o trailer de Valerian e a cidade dos mil planetas em algum outro filme e crush inicialmente não tinha se empolgado muito, mas ao longo do tempo acabou sendo influenciado pelo marketing e fez questão de ir ver no cinema, mesmo tendo chegado de viagem de madrugada e dormido pouco.

O filme é baseado nos quadrinhos franceses Valerian et Laureline e fala sobre um futuro onde as espécies universais convivem em uma cidade artificial montada, meio que como se a estação espacial internacional tivesse virado interplanetária, com milhares de espécies e milhões de cidadãos. No filme o Major Valerian e a Sargento Laureline estão em uma missão para resgatar um item roubado, muito precioso por ser o último de sua espécie. O que não imaginam é que se envolveriam em um escândalo universal.

Valerian é um filme francês, dirigido em francês, mas bem hollywoodiano. Tem muita ação e romance, e até tenta ter algum humor, mas é cansativo. Eu que nem estava tão cansada assim achei bem difícil me manter acordada em alguns momentos do filme. Crush quase dormiu no meio, que, apesar da ação, é meio chato.

Achamos que falta um propósito pra muita coisa no filme, como o engajamento que devemos ter pelos protagonistas. Eu não gostei que a representação dos seres mais evoluídos das galáxias fosse tão próxima ao ideal contemporâneo de beleza, que é uma magreza extrema. Eu nunca tinha visto um filme com ela, mas a atuação da Cara Delavigne é de doer desde o começo do filme. Gosto dela como pessoa pública, mas como atriz, tem muito o que aprender. A Rihanna, que aparece muito menos, faz um trabalho bem melhor. O menininho, que eu nunca tinha visto na vida, também não é muito melhor.

O diretor, Luc Besson, diz que não está preocupado com a recepção do público porque acredita que, mesmo que não vá bem no cinema, é um filme que virará cult como seu outro filme, O quinto elemento, que também tinha uma modelo-que-virou-atriz, a Milla Jovovich.



Pra não dizer que nada presta, os produtores parecem que entendem a importância de um elemento, mesmo que pequeno, mas que seja fofo ou meio fora da caixinha, e gostamos muito dos bichinhos de estimação dos pearls XD

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vida de introvertida
quinta-feira, 17 de agosto de 2017 at 10:30
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Na minha vida inteira eu fui a criança mais quieta. Por um tempo eu tive sim muita timidez, mas depois de um tempo passou e foram muitos anos até eu descobrir o que era a introversão. Passei uma vida sendo julgada por algo que sequer é ruim, só é um pouco diferente.

Meu pai era um dos meus maiores críticos, apesar de ser tão introvertido quanto eu. Acho que ele não aceitava muito bem que tinha passado pra filha algo que ele não gostava muito em si mesmo. Minha mãe sempre disse que eu fui pra escolinha cedo (pra época e pra nossa situação 3 anos era bem cedo) porque eu "tinha que interagir com outras crianças" e era "um bicho do mato". Meu pai não viveu pra descobrir o que era introversão, e que isso não era ruim, mas minha mãe inclusive foi na livraria comigo e comprou o livro que desvendou tudo isso pra mim, "O poder dos quietos".

Mas minha mãe nunca aceitou ou compreendeu muito bem o que é a introversão. Pra ela as vezes é só uma forma de eu justificar ser anti social. Ela não entende que não é preguiça, é falta de forças.

Pra quem não sabe, introversão não é só uma "preferência" por uma vida mais tranquila e menos cheia de gente. A introversão tem a ver com a sensibilidade a estímulos externos e a energia gasta com atividades como socializar. Introvertidos são hiper sensíveis e se cansam de ter que dar atenção para tanta coisa ao mesmo tempo. A gente não escolhe ser assim, a gente simplesmente é. Então, pra mim, todo ida ter que interagir com pelo menos umas 15 pessoas diferentes, os meus colegas de trabalho, todo dia, é bastante cansativo por si só. Adicione a essa conta o relacionamento, mesmo que por e-mail, que eu tenho que ter com fornecedores do mundo inteiro. E todas as mensagens, ainda que divertidas, dos meus amigos e familiares pelos mensageiros instantâneos.

Eu ainda acho que sou uma introvertida com uma alta tolerância para interações sociais, porque tenho bastante amigos, consigo manter um relacionamento bom com meus colegas de trabalho e saio bastante em SP. Mas quando volto pra roça, é meu momento de descanso. Quero ter o menor esforço possível pra viver. Interagir com minha família nuclear é o máximo que tolero e se for ter mais do que isso, quero um aviso prévio para poder me preparar psicologicamente a essa maratona social. Claro que imprevistos acontecem, mas gostaria que minha mãe entendesse melhor quando eu digo que não quero participar de alguma coisa, principalmente quando eu digo que estou de mau humor só de pensar na ideia proposta. Não é má vontade, mas eu posso ser sincera com ela e digo que não vou ser uma boa companhia, e muitas vezes ela acha que é só má vontade minha.

Pra quem tem um amigo ou um familiar introvertido, por favor, entenda: se o introvertido está declinando o convite com educação, não insista. É a partir dai que começa a tortura para nós. Na verdade, negar algo para quem gostamos não é uma tarefa fácil e a maioria só o faz em último caso, sofrendo o suficiente internamente, e não precisamos ter nossa vida dificultada ainda mais com a insistência pra que mudemos de ideia. Vocês só nos forçarão a pensar em como fazer a nossa vontade ser respeitada, o que gera ainda mais ansiedade, e nos frustra, porque não queremos gerar inconvenientes mas não queremos ter inconvenientes também. Se a gente se nega a participar de algo, acredite, a gente sabe que não vai aproveitar a oportunidade, por melhor que pareça.

Eu tenho minhas maneiras de aproveitar meu tempo com as pessoas, e quando eu não estou de bom humor, eu prefiro simplesmente não me forçar a interagir. Prefiro que o momento seja bem aproveitado, por mais breve que pareça, do que forçar algo que no fim não vai gerar uma memória significante.

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spread the love
quarta-feira, 16 de agosto de 2017 at 10:30
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Eu não sou exatamente a pessoa mais efusiva sobre meus sentimentos, mas outro dia li um relato que me deixou bem pensativa.

Há uns tempos tenho tentado ser o mais honesta e sincera possível nos meus relacionamentos, com todo mundo, mas sempre tive esse jeito bem quieto que requer um certo empurrãozinho pra se abrir.

Já estava pensando há muito tempo, desde que reli "Orgulho e Preconceito" da última vez, sobre como para Jane Bennet e a família dela era óbvio que ela estava apaixonada por Mr Bingley, mas como o Mr Darcy (ah <3) achava que seu amigo estava desperdiçando seu tempo com uma garota que não lhe retribuía os sentimentos, porque ele não a conhecia e não entendia que mesmo timidamente, essa era a forma de Jane demonstrar afeto. As vezes fico me perguntando se é isso que acontece, porque as vezes eu acho que estou fazendo muito esforço, porque eu me conheço muit bem, mas não sei o que as pessoas de fora acham.

Foi então que li essa experiência que uma moça teve, contratando um terapeuta para analisar um encontro que ela teve com um cara do aplicativo. Para ela, ao final, o encontro parecia ter ido muito bem, mas sem muita conexão, e isso a desencorajava a demonstrar a atração que sentia pelo date. Ela achava que a falta de um encorajamento da parte dele era uma forma de ele dizer que não estava interessado, mas foi ai que o terapeuta questionou: e se o moço também estivesse esperando uma brecha dela para demonstrar atração? Porque o terapeuta também concluiu que o encontro tinha ido muito bem, e enxergou uma atração que ela não viu, só porque ele não foi mais claro com suas intenções, não o quanto ela gostaria que ele tivesse sido.

A gente vive numa era muito maluca, em que demonstrar interesse parece uma heresia, que o mundo dos relacionamentos é um jogo para ver quem demonstra menos interesse, em que quem é honesto com seus sentimentos é um perdedor. Quem cresceu no meio das "dicas" da Capricho e afins sabe que uma das regras era jamais ligar para o paquerinha muitas vezes, e sempre esperar uns dias para ligar para o ficante, ou até falar com ele, porque senão ele podia perder o interesse! A gente cresceu com essa noção muito errada que quem demonstra menos interesse tem mais "poder" e que os caras não estavam interessados em pessoas "fáceis".

Claro que ainda estou a milhões de anos luz de ser completamente aberta sobre tudo, mas vejo que cada vez mais me importo menos com esse tipo de regra, e se tem gente que ainda vive sob elas é até bom que elas sumam da minha vida se me acharem sincera demais.

O crush atual tem me ensinado dessas coisas, como é bom se sentir querida, e como não faz mal dizer o que sente. É tão gostoso quando alguém fala que está ansioso pra ir no cinema com você, ou simplesmente faz planos pra sair junto, diz que "temos que fazer algo na semana que vem" e demonstra que gosta da sua companhia. E eu acho que se isso é bom pra mim, também é bom pra ele.

Acho que no quesito amizade eu sou um pouco melhor, porque sempre falo com meus amigos, ou marco eles em publicações, mando links que me fazem lembrar deles, e acho que a natureza da amizade também facilita esse tipo de interação. E se as nossas amizades verdadeiras funcionam bem assim, acho que as demais podem se beneficiar dessas atitudes, que não precisam ser grandiosas, bastam ser sinceras <3

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respeitem as diferenças
segunda-feira, 14 de agosto de 2017 at 10:30
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Eu sei que desconstrução e conhecimento não são coisas que acontecem de uma hora pra outra, mas vejo tanta gente inteligente e informada falando tanta baboseira que as vezes quero morrer.

Eu morei 8 meses com um vegetariano se tornando vegano, e embora eu mesma esteja bem longe de considerar ter sequer uma refeição durante a semana que não inclua nenhum tipo de carne, entendo e respeito quem seja ou considere ser. Mas ainda ouço muita gente dizer um monte de asneira por ai por pura vontade de ser ignorante sobre esse assunto. Para quem não entende muito bem, vegetarianos são aqueles que não comem carne, mas ainda consomem alguns produtos de origem animal, como ovo, queijo e objetos de couro, por exemplo. Veganos não consomem nada de origem animal, nem bala que tenha corante de inseto. Acho que acima de concordar com a escolha alheia, a gente tem que respeitar a decisão das outras pessoas que não impactam as nossas vidas. E estar aberto a ouvir as razões delas para tomarem as suas decisões. Eu também já fui meio intolerante com essa coisa do veganismo, mas admito que era uma reação a uma sensação de que os veganos militavam e tentavam me convencer de algo que eu não queria fazer. A partir do momento que convivi com uma pessoa que soube me explicar melhor sobre esse estilo de vida, passei a entender melhor não só o veganismo, mas também a olhar diferente para tantas outras coisas na vida.

Sempre fui muito simpática a causa LGBTQ porque nunca consegui entender o que a orientação sexual ou de gênero implicava na vida alheia para causar tanto ódio e sempre tentei me informar mais sobre os temas que são mais caros a essa parte da população. Não espero que todos entendam logo o que se trata transtorno de identidade de gênero, mas acho que ninguém em são consciência escolheria ficar a margem da sociedade por livre e espontânea vontade, e que o que essas pessoas passam não faz mal para a minha vida, que se eu tenho um privilégio (que é não sofrer por ser diferente em uma sociedade que é tão cruel com quem não se encaixa) eu deveria ser mais empática e usar disso para fazer a vida do próximo melhor. Eu tento educar quem está a minha volta, porque me fere ouvir outros seres humanos serem cruéis de graça com pessoas que elas nem conhecem, que não fazem mal nenhum.

O feminismo tem me aberto muito os olhos para as pequenas coisas do dia a dia, coisas que parecem insignificantes, mas que repetidas e ditas para as pessoas erradas, podem causar um sofrimento desnecessário.

Eu não acho que o mundo está "chato", as pessoas finalmente estão se dando conta das pequenas opressões vividas diariamente e pedindo para serem respeitadas, o que, realmente, não é pedir muito e não custa nada. Ser uma pessoa melhor só traz benefícios, né, e é um exercício que não cansa ;)

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japa é a mãe!
sexta-feira, 11 de agosto de 2017 at 11:30
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Eu não sei dizer porque ou como, mas sempre fui uma pessoa muito única. Não que eu necessariamente seja diferente de todos, mas me sinto muito individual, muito eu. Entendo a necessidade do grupo, do "a gente", mas no fim do dia, eu sempre fui só eu.

Sempre me incomodou essa coisa de acharem que "japa isso, japa aquilo" e me colocarem num balaio de gatos indiscriminadamente. E isso piorou quando vim pra São Paulo, que tem uma comunidade nipônica muito maior do que na roça

Mas se na roça ninguém olhava pra mim porque eu era japa (e talvez diferente demais pra eles), em SP eu não precisava nem me mover pros caras me notarem, exatamente porque eu era japa.

Depois do estranhamento inicial, isso passou a me incomodar. Quantas vezes na balada não ouvi um "mas eu adoro japa" ou "meu sonho é beijar uma japinha"? Parece que bastava ter olho puxado pro cara dar valor, não precisava de mais nada. Antes de conseguir entender e colocar em palavras, lembro de uma vez me pegar pensando (e tenho certeza de que postei em algum lugar, na longínqua época da faculdade) que nada me garantia que meu (então) namorado não fosse me trocar por qualquer outra japa no universo, que ele achasse tão ou mais bonita, só pelo fato de ser japa.

Outro dia, inclusive, falávamos disso numa roda de amigas. Que ninguém de fora nunca entende isso, que quando as japas falam que essa coisa de "japa lovers" é ruim no nível individual, ninguém compreende como "reserva de mercado" pode ser algo negativo.

Mas é isso, essa coisa de "preferir" as japas faz com que a gente sinta que o cara não esteja nem ai pra personalidade da pessoa, somente para o físico. Que não importa todas as nossas conquistas, o que vale acima de tudo, é uma etnia. A gente não se sente valorizada por ser um indivíduo e parece que o que vale é exatamente aquilo que a gente sequer escolheu ser.

Nesse mundo de swipe left or right, baseado só em aparência, isso é elevado a uma potência absurda. Eu nem saberia dizer quando foi a última vez na vida que fiquei com alguém que não se importava com minha descendência! Até o crush atual já soltou que namorou uma cingaporeana (que tem descendência chinesa)...

Fora que outro dia foi levantada a questão da fetichização do oriental, essa coisa do esteriótipo do comportamento, que, em se tratando de mim, não tem nada a ver!

Quem me conhece sabe que sou muito mais do que essa cara de poucos amigos. Que aqui tem essa calma superficial, mas muita opinião e teimosia. E muita vontade de ser do contra também. Nem eu conseguiria me definir brevemente, que dirá uma ideia arcaica de um grupo étnico!


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#euvi: perdidos em paris (paris pied nus)
quinta-feira, 10 de agosto de 2017 at 10:30
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Há uns tempos atrás andava com uma amiga que era fascinada pela França, e cheguei a ver vários filmes franceses bem legais com ela. Mas a gente se distanciou, e a menos que o filme fosse bem mainstream eu acabava não vendo mais nada de cinema francês.

Foi então que dia desses, crush sem muito tempo mas com muita vontade de passar um tempo juntos (só amor por pessoas assim <3) pediu para eu escolher um filme enquanto ele vinha pra cidade e o único em horário bom (em uma língua que ele entendesse) era "Perdidos em Paris" (Paris Pied Nus - ou De Pés Descalços em Paris). Nunca tinha ouvido falar sobre, mas parecia algo bem levinho pro fim do dia, e hipster o suficiente mas não demais.

A história é sobre Fiona, moradora do Canadá,  que recebe uma carta de ajuda de sua tia Martha, moradora da França. Querem colocá-la em um asilo, mas ela se recusa e precisa que alguém a socorra. Fiona nunca saiu do país, mas o amor pela tia a faz atravessar o oceano. E a ingenuidade dela a faz se perder em Paris. Em uma das muitas trapalhadas dela, um morador de rua, Dom, cruza seu caminho, e mesmo inconvenientemente ele a ajuda em sua missão.

O filme é realmente bem levinho, e um pouco non sense. Esqueça algumas lógicas e se divirta. É interessante ver como os europeus enxergam os canadenses, por exemplo, mesmo que de uma maneira exagerada. E é uma delícia passear por Paris com os personagens <3


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dos crushes
terça-feira, 8 de agosto de 2017 at 10:30
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Como boa introvertida, eu tive minha boa cota de crushes platônicos. Na escola eu não tinha nem coragem de chegar perto. Me contentava em olhar de longe.


Na faculdade tive um crush que tinha tudo pra seguir o mesmo caminho, mas quis o destino que ele ficasse sabendo e, pra surpresa geral da nação, ele retribuiu.

Mas na maioria das vezes não foi assim e eu sempre achei essa coisa de gostar de alguém muito complicado. Porque não existe garantia nenhuma de que a outra pessoa vai retribuir, muito menos da forma como você gostaria.

Morando em SP descobri todo esse mundo de cara que só curte a mina se ela tiver genes do oriente extremo. Ai não era mais eu que tinha crush eram essas pessoas, que me eram muito estranhas, que tinham crush em mim. Ok, nem foram muitas, e dessas, acho que só acabei mesmo com o meu ex. Por quem eu não tive crush nenhum.

A própria definição de crush tem essa coisa de idealização, e por um tempo, deixei de idealizar as pessoas. Ou aprendi que não adianta idealizar as pessoas, porque elas vão nos decepcionar (ou nós vamos nos decepcionar por conta própria).

Na era dos apps de relacionamentos, é até fácil arranjar uns crushes mais platônicos. A gente dá like naquelas fotos bonitas e até em perfis bem escritos e torce pra dar match. Quando dá, a gente torce por uma mensagem. E depois pra que a pessoa seja aquilo que a gente idealizou. E que vire um date. E assim, muitos crushes nasceram e morreram nesses últimos anos.


Teve o crush one night stand, que se me perguntarem porque é que nunca virou nada, nem eu sei dizer. O cara era bem gato e legal, é um crush da memória, mas acho que no fim nunca consegui imaginar um happily ever after. A moça que encontrar com ele no momento certo vai ter sorte, e eu nem vou ter ciúmes!

Teve o crush at first sight, que até hoje eu me lembro de como eu gostei dele antes do primeiro date terminar. Não deu certo e foi uma pena (foi também muito sofrimento e enrolação).

Teve o crush errado, porque a gente sempre, sempre passa por esse, né? Parecia um sonho e no fim não passou de um doce azedo na vitrine. Sofri sozinha, e por esse eu sei que sofri porque minha mente foi incapaz de aceitar que fez uma idéia tão errada de alguém. Minha mente é uma coisa muito louca mesmo.

E tem o crush atual, com quem eu achava que não ia dar em nada porque achava que nenhum dos dois ia tomar iniciativa e no fim, não é que aconteceu?

É bem gostosinho ter um crush, e deve ser bem bom quando ele vira o the one, mas também é bom a gente saber quando é que a gente tá viajando na batatinha e quando tá na medida ;)

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#gordasfada: polska 295
segunda-feira, 7 de agosto de 2017 at 10:30
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A vantagem de ter um crush estrangeiro é conhecer coisas novas. Com descendência do leste europeu, ele me chamou pra comer comida típica da região. Segundo me explicou, com a proximidade geográfica faz com que muitas coisas da cultura sejam compartilhadas, em especial a culinária.

O Polska295 é um café pequenininho numa rua gracinha em Pinheiros. A dona é polonesa, e o prato chefe é o pierogi (fala-se pieroguí), um pastelzinho/bolinho recheado e cozido na água. Lembra um pequeno guizá feito no vapor, com uma massa mais firme e vários recheios.


Pedimos uma porção com 12 unidades de sabores mistos. Tem carne, ricota, repolho e batata. Vem com cebola caramelizada por cima e pode acompanhar creme azedo (a parte). Eles vem fumegando, então tem que tomar cuidado! A porção é boa para dividir, os sabores são muito gostosos. O meu favorito foi o de repolho. O creme azedo faz um contraponto bom com a carne. Crush comeu o creme puro de tão bom que achou.

Aliás, ele também pediu uma das sopinhas do cardápio, que vem numa xícara a lá copo americano, de beterraba. Eu passei, porque não curto beterraba. Pode vir com creme pra misturar também, e dar mais consistência. Tem outra sopa, de cogumelos, que parece interessante, mas não pedi.

Terminamos com uma torta sernik, de ricota doce. Lembra um pouco cheesecake, mas mais consistente. Pode acompanhar creme azedo também, mas não achei que fosse doce o suficiente para misturar e preferi deixar de lado (sobrou dos nossos pierogis na verdade).

O lugar é bem pequeno mesmo, com mesas na calçada. O pedido é feito no balcão, mas servido na mesa e o serviço é bem simpático. Como o staff não é grande, as vezes a garçonete/caixa/faz outras coisas não passa sempre pelas mesas, mas ela se desculpa e é bem atenciosa.

Os valores são bem bons, com 2 sucos Joy, a conta para nós dois ficou em R$ 84. Definitivamente quero voltar ou experimentar mais comida do leste europeu!

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that would be me. bye!

se redescobrir
sexta-feira, 4 de agosto de 2017 at 12:42
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Talvez 2017 seja um ano de redescobertas. Um ano meu. Diz Susan Miller que em muitas décadas um ano não era tão generoso assim com os librianos. Ainda não ganhei na loteria, e não sei se estou no caminho certo do amor, mas até que tem sido um ano interessante, apesar dos trancos e barrancos que andei passando.

Quem me conhece a mais tempo sabe que eu sempre curti um som eletrônico. Technera, como a gente chamava no "meu tempo". Mas nunca tive muita companhia pra curtir comigo. Meus amigos diziam que a música tinha que ao menos ter uma letra pra cantar junto. Teve até uma vez que a gente foi parar numa balada que só tocava eletrônico e acabou indo embora porque azamigue não suportaram o som puts puts (e a gente foi parar num lugar hipster demais pro meu gosto, passei a noite encostada num canto odiando a troca).

Ai heis que esse ano comecei ele saindo com um cara que adora música eletrônica. Num nível meio too much, mas ok. Ele reascendeu esse meu gosto por batidão (e te contar que é muito mais confortável não ter letras nas músicas do que você estar lá naquele rala e rola e de repente se dar conta que está ouvindo uma música com letra muito errada, hahaha).


O crush passou, mas a música ficou. Nunca entendi muito de música, muito menos de eletrônica, mas eu curto ouvir, acho até bem relaxante. Na pista de dança é quase um transe!

E ai que agora tô saindo com um cara que já foi DJ e curte produzir música eletrônica. Esse ouve um pouco de tudo, mas a gente já ouviu uns puts puts juntos também.

Meu ex era uma pessoa um pouco obcecada demais com música, achava que só ele entendia da coisa e por muito tempo acho que tava com ranço da coisa. Mas é tão bom redescobrir essas coisas que a gente curtia e ficou esquecido na memória... E perceber que continua curtindo! Tava até vendo um pouco da Tomorrowland na Bélgica e bateu quase uma vontade de estar lá. Quase, porque eu não gosto de festivais gigantes e na hora também bateu a preguiça de estar naquele mundaréu de gente, HAHA!

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#beda: eu bedo, tu bedas, elas bedam
quarta-feira, 2 de agosto de 2017 at 16:39
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Vai ter #beda esse semestre? Olha, eu não posso prometer nada, mas que tá tendo #beda já, isso tá tendo, e tá tendo muito!

Como de praxe, siga o link do banner, se não faz parte ainda, peça autorização pra entrar no grupo e conheça muita gente legal e blogs incríveis. E muita gente doida, porque só tendo um parafusinho a menos na cachola pra encarar 31 dias postando sem parar <3

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bem me quer, mal me quer
terça-feira, 1 de agosto de 2017 at 10:30
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Outro dia a Melissa Rauch, que faz a brilhante Bernadette em The Big Bang Theory, anunciou sua gravidez. Mas não foi um anúncio simples, foi um tratado sobre a vontade de engravidar e a dificuldade de manter uma gravidez. Você pode ler o texto aqui.

Obviamente todo mundo sabe que eu não quero ficar grávida. Mas o texto me chamou a atenção porque fala de um tema recorrente nas nossas vidas: querer muito algo, se esforçar pra que acontença, mas as circunstâncias da vida não deixarem.

Cada um sabe daquilo que lhe aflinge. Não adianta tentar relativizar os problemas alheios. Nossos problemas nos importam porque são nossos. Não importa se parecem mais ou menos sérios do que os dos outros; eles nos dóem porque dóem em nós e em ninguém mais.

Pra mim, ela resumiu aquilo que venho sentido há um tempo: eu quero o que eu quero e não importa o que os outros digam. E quando alguém tem aquilo que eu quero não dá pra não questionar porque os outros tem esse direito e eu não. Não é uma inveja pessoal, mas é uma revolta com o universo. O que é que estamos fazendo de errado que não conseguimos atingir o resultado que almejamos?

A Melissa está no caminho certo agora, depois de um aborto espontâneo a gravidez dela parece estar saudável e em vias de ter o melhor resultado possível. Eu continuo na busca da felicidade, mas confesso que me sinto como ela se sentiu antes, com uma certa raiva do universo por não conseguir atingir objetivos mesmo me esforçando muito, bem além da minha zona de conforto.


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Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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