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um dia frio, um bom lugar pra ler um livro
quarta-feira, 23 de agosto de 2017 at 10:30
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O que é o beda sem uma listinha, né? Aproveitando essa onda de frio em São Paulo, vamos trocar figurinhas sobre os melhores livros pra ler numa tarde fria?

1. Depois daquela viagem, Valéria Pollizzi
Esse livro foi lançado em 1997 com bastante publicidade. Conta a história de como a autora pegou HIV do primeiro namorado, numa viagem de cruzeiro, e toda a luta para aceitar esse fato e conviver com o tratamento. É uma história de luta e superação, me fez chorar horrores, mas é uma história feliz. A Valéria hoje é casada e mora no exterior, mas continua dando palestras motivacionais e o livro virou peça de teatro. É um dos livros que me marcou, mesmo depois de 20 anos acho fundamental a gente ler!


2. Something borrowed, Emily Griffin
O livro que deu origem ao filme "O noivo da minha melhor amiga" é um dos meus favoritos na vida. Rachel é a menina certinha que aos 30 anos se vê num apartamento gracinha em Manhathan, com um emprego que odeio, mas bem sucedida e sem pretendentes, enquanto sua melhor amiga tem tudo aquilo que alguém poderia desejar: um emprego "dos sonhos", prestes a se casar com o melhor partido da cidade, um amigo da faculdade de Rach. É clichè e bem água com açucar, mas é uma leitura bem fácil e gostosa, pra ter esperança na vida no final.


3. Os contos de Beedle, o Bardo, JK Rowling
Esse é o livro com as histórias mencionadas em "Relíquias da morte". Como é que um bruxo não conhece esses contos? Vá já comprar uma cópia e ler debaixo das cobertas! É um livro curtinho que te faz sentir mais parte ainda do mundo do Harry Potter ;)


4. A droga da amizade, Pedro Bandeira
Quem cresceu nos anos 90 tem que lembrar da série da "Droga da obediência". Alunos de uma escola de Elite em SP investigam acontecimentos estranhos e acabam se envolvendo em grandes esquemas de tráfico, intrigas políticas, etc. Em "A droga da amizade", o autor relembra como a turma se conheceu, se reuniu e como chegaram ao grande acontecimento desse livro. Dá vontade de reler todos os outros depois dessa pincelada pela história dos Karas.


5. Pride and prejudice, Jane Austen
Meu livro favorito na vida! A história das irmãs Bennet na Inglaterra rural dos anos 1800 e seus amores, as intrigas, as reviravoltas e a sociedade da época. E nosso herói muso, Mr Darcy <3


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that would be me. bye!

sorte na vida
segunda-feira, 21 de agosto de 2017 at 10:49
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Hoje em dia tenho noção da dificuldade que é simplesmente ser mulher. Nascer com cromossomos XX implica em muito mais dificuldades de ascender e vencer na vida do que ter nascido XY.

Mas obviamente quando eu era criança eu não entendia isso. Sempre digo que, embora meus pais tentassem ser o mais igualitários possível em casa, era eu que sempre tive que lutar pelo o que eu queria. Não sei se era porque eu sou a mais velha ou porque sou mulher e meu pai tinha muito machismo imbuído na criação e cultura dele, ou os dois junto, mas fato é que quem saia brigando e lutando por tudo o que queria fazer era eu. Desde ir dormir na casa das amigas até começar a sair de balada. Tudo eu tinha que pedir, ouvir não, argumentar e convencer.

Eu sei que não posso reclamar muito da minha posição de privilégio, sei que muitas coisas são mais fáceis pra mim simplesmente por ter nascido na classe social "certa", mas hoje sei que eu não tenho acesso a todas as oportunidades que existem porque sou mulher, ou que o caminho é muito mais difícil só por causa dos meus cromossomos. Porém, ter que ter lutado tanto dentro de casa me preparou para a vida real, e me ensinou que se eu acredito que posso fazer algo, eu posso brigar pra fazer acontecer. E também talvez contar com um pouquinho de sorte, porque sorte nunca é demais e nesse quesito eu não posso reclamar muito não. Talvez eu sempre tenha estado no lugar certo, na hora certa.

Ultimamente tenho comparado minha situação com a do meu irmão, que é uma história que eu conheço de perto, praticamente todos os detalhes, e posso comparar com a minha sem medo. Quando éramos crianças, sempre tive ciúmes de ver que o machsimo do meu pai facilitava as coisas pra ele. Ou então meu irmão simplesmente aprendia com as minhas dificuldades e fazia o que queria, como queria, e depois aguentava as consequências, que pra ele valiam a pena. Não estou dizendo que a vida foi simplesmente fácil para ele, mas em comparação com a minha, com certeza só o fato de ser caçula e homem, os caminhos eram menos tortuosos e com menos obstáculos. Como é a vida de um homem branco típico.

E eu entendo porque as pessoas ficam chocadas de saber que ele está desempregado há tanto tempo. Enquanto eu fiz Turismo, meu irmão é Engenheiro, e não é por qualquer faculdade. Assim como eu fiz USP, ele fez Unesp e teve todo o apoio para se dedicar aos estudos e não sofrer para escolher os estágios que teve que fazer. Nossos caminhos sempre foram parecidos, mas eu sei que os dele sempre foram mais fáceis só porque ele era homem. E é de se esperar que se eu consigo emprego fácil quando procuro, ele deveria nadar em propostas enviadas a ele. Mas por algum motivo, não é bem assim que acontece. Desde que perdeu o emprego, pouco tempo depois que eu fui mandada embora (no ano que tirei meu sabático), eu cansei de ver meu irmão mandando currículo, refazendo currículo e participando de inúmeros processos seletivos, sem uma oferta final.

Minha mãe diz que eu tenho toda a sorte e que meu irmão ficou sem, além de ele não ser tão confiante nas entrevistas quanto eu. Entendo que depois de tanto tempo, é frustrante mesmo não conseguir convencer o entrevistador de que ele é a melhor escolha para a empresa, mesmo sabendo que é capacitado para as vagas. Eu mesma não consigo entender como é que, tendo tudo a seu favor, a vida dele não é mais fácil.

Depois de dar muito murro em ponta de faca, ele está indo para o Japão, porque as contas não se pagam sozinhas, e hoje temos que pensar no futuro do meu sobrinho. Mas não é o que ninguém imaginou pro meu irmão, mesmo nos momentos de birra entre irmãos. Sabemos que a vida na fábrica não é fácil, e que ele terá muito pouco tempo para o filho, que é o que a gente viveu com nosso pai, que embora não tenha ido paa o Japão, sempre trabalhou demais e não teve tempo de aproveitar a vida. A vida tem que ser mais do que trabalho e contas pra pagar, a vida é feita dos momentos de alegria compartilhados com quem a gente ama. E trabalhar em fábrica não foi o que ele escolheu pra vida. A vocação dele é a engenharia, e ele deveria ter tido a oportunidade de conseguir trabalhar na área, para ser feliz no trabalho, ao invés do ressentimento de tger que ter um emprego porque a vida impôs.

Antes que alguém critique, eu não estou diminuindo a vida do dekassegi, para quem escolhe essa vida, ela é boa, mas não é a escolha que ele quis fazer, nem para que meus pais nos prepararam. A gente não foi forçado a fazer faculdade, nem a fazer os cursos que fizemos. Então nossa escolha sempre esteve longe do chão de fábrica, mesmo que fosse para "pagar em dólar". NOssa realização tem mais a ver com a natureza do trabalho do que ganhar dinheiro. Cada um com seu cada qual.

Nunca na vida imaginei dizer algo como isso, mas estou bem chateada que meu irmão está indo embora e não vou vê-lo por tanto tempo =/

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