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quarta-feira, 1 de junho de 2016 at 10:30
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#diáriodeviagem: berlim por mim mesma
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Eu tô acostumada a explorar os lugares por conta própria, mas confesso que nessa viagem bateu uma preguicite. Eu sabia que tinha reservado muito tempo pra Berlim, mas fiz meio de propósito pra não ter pressão de ter que sair fazendo passeio todo o tempo. Foi bem bom, e eu recomendo slow travel pra todo mundo. Muito melhor do que "conhecer" um monte de lugar em um curto espaço de tempo, é melhor conhecer de verdade menos lugares (e ai também você não sente vontade de voltar pra conhecer melhor).
Quando cheguei fui até Alexanderplatz, que era bem perto de onde eu fiquei. Da ponte dava pra ver a torre de tv (que é bem famosa), mas já que eu tinha o Welcome Card (e muita preguiça), eu ia até lá de trem mesmo.
Cheguei em um sábado, então o lugar estava cheio, mas não só de gente passeando, como de gente se apresentando. Tinha um grupo de adolescentes fazendo uma coreografia bem legal. Me lembrou da época da escola que a gente fazia Angélica no prédio, haha! Claro que eles eram muito melhores. Tinham outros grupos espalhados também, atrai um bom público e é super relaxado. Bate muito sol na praça, mas no começo de maio não é muito quente, então é bem agradavel.
Alexandreplatz tem também um ótimo comércio, vários cafés e lanchonetes e lojas como TK Maxx (na Europa é TK, nos EUA é TJ), uma Primark enorme e uma loja de departamentos bem grande, que é tipo a Macy´s.
Também fui por conta até o Arkaden, o Sony Center e o Berlin Mall. O Arkaden é um centro comercial menor, mas com lojas bem legais, e é aberto no meio, dá aquela sensação de estar na rua mesmo. Todo roteiro de Berlim que eu fazia tinha o Sony Center, mas não achei nada demais. É uma praça de comércio, tem mais lugares pra comer e um Starbucks com um janelão incrível, mas só. A Legoland fica lá também, mas só pode entrar adulto acompanhado de criança, o que achei bem chato =( Já o Berlin Mall deve ser mesmo o maior centro comercial de Berlim, é um shopping enorme, com todo tipo de loja, tem até um Muji! No topo tem a praça de alimentação e lá eu achei restaurante vietnamita (na verdade, é bem comum em Berlim) e comi Pho! Mas poxa, vem lotado de coentro T.T Fiquei caçando pra tirar, mas foi bem gostoso. Não sei porque não tem em SP!
Também voltei no Muro pra visitar melhor o museu e chegar um pouco mais perto do Muro. Não é um lugar tão cheio, e o museu tem entrada gratuita (e banheiro gratuito também!). Ali tem a história da ascensão do nazismo (acho que é porque está perto do prédio da Luftwaffe). De lá, fui até o Check Point Charlie, e ali sim, é um lugar cheio de lojas de souvenir. São lojas um pouco melhores e mais caras, mas vale a pena porque são produtos melhores também. Tem o tal do Café Einstein que é bem famoso. E um Mc Donald's enorme! E um KFC. É bem engraçado ver essas coisas bem ali (o Check point Charlie era a barreira que os estrangeiros usavam para transitar entre os dois lados da cidade).
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| Lá embaixo tem mais coisa sobre o nazismo |
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| O oficial é de mentirinha |
Também dei uma boa volta pela Friendrichstrasse, onde encontrei uma Galeries Lafayette, e as duas lojas de chocolate que estava procurando.
A Ritter Sport é um negócio que começou pequeno e teve um grande crescimento ao longo do século XX. É conhecido por suas barras em quadradinhos e a loja do lado da Galeries Lafayette é a sua conceito, com todo o tipo de chocolate, um café no segundo andar e na porta, um bar para você "montar" o seu chocolate (recheando com até 3 ingredientes). Os doces são lindos, e bem gostosos! Não é super barato, mas vale a pena a visita. Além do que, você pode chegar, fazer o seu chocolate e esperar tomando um cafézinho (o chocolate leva meia hora pra ficar pronto e custa € 3,90 a barra menor de 12 quadradinhos).
Umas quadras pra baixo, na rua de trás, tem a Fassbender e Rausch, que é uma loja um pouco mais sofisticada, com chocolates mais caros, mas que vale a visita. Eles tem alguns monumentos da cidade esculpidos no chocolate! Não tirei foto, mas tem gente que vai lá só pra isso. O cheiro, claro, é delicioso! A loja é enorme, tem bombons recheados, chocolates diferentes, é um bom lugar pra comprar um presente mais legal, mas sem gastar muito ;)
Não andei muito pro Oranienstrasse, mas do que vi, ali tem muito bar e restaurante, quando o tempo fica bom, fica cheio de mesa na rua e tem pra todo gosto. Muitos lugares tem promoção de happy hour, de bons drinks ;). Não fui até as lojas, mas ali também tem bastante comérico, pra quem gosta, é bom pra não ficar confinado no shopping.
Uma das coisas que todo mundo faz e eu fiquei com preguiça foi a visita no Parlamento (Reichstag). Fica do lado do Portão de Bradenburgo, mas tem que agendar e rolou toda uma preguiça, fora que eu queria ficar mais livre e marcar uma visita seria ter que planejar a vida ao redor disso. Mas ele fica do lado do parque, que é enorme, e também é um ponto de interesse. Tem um biergarten ali dentro, pra quem gosta, uma ótima pedida!
Fui também até o sudeste atrás de uma papelaria, e achei uma furada, porque a tal da papelaria, Aurora, nem tinha nada demais =/. Mas valeu pra conhecer um bairro nada turístico, cheio de alemães nas ruas e lanchonetes menos pretenciosas. Comi uma pizza deliciosa e experimentei a tal da Fritzkola, um refrigerante nacional. É horrível tipo Pepsi, mas é daquelas coisas que turista acaba fazendo, né. Nem foi de propósito, é que a pizzaria era tão hipster que só tinha isso, haha!
Alias, Berlim é ultra hipster! Tudo é tão hipster que é hipster não ser hipster, sabe? Mas é legal que é um destino bem diverso, tem muito restaurante vegano (eu noto mais isso depois de "morar" tanto tempo com um vegano) e orgânico, uma verdadeira valorização do local. Tem de tudo pra todo mundo.
Marcadores: alexandreplatz, berlim, berlim mall, berlim wall, checkpoint charlie, diário de viagem, dicas de viagem, fassbender & rausch, ritter sport

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segunda-feira, 30 de maio de 2016 at 10:30
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#diáriodeviagem: berlim, passeios guiados
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Com o tempo a gente vai ficando muito preguiçoso. Eu queria ter dinheiro pra não ter que me preocupar com nada, nem com viagem. Em parte, escolher ir pra Berlim foi por preguiça. Era só chegar, passear e voltar, nada de logisticas de ir de um canto pro outro na Europa e me preocupar com o que ver em cada lugar.
Já tinha reservado o dia em que cheguei pra não me preocupar com passeio. Tanto é que fui até Alexandreplatz mais porque eu vi do trem como era do que porque eu tinha qualquer interesse maior na região (mais sobre em outro post).
Vi em um dos quadros do hostel que tinha um passeio a pé gratuito que saia toda manhã, visitando os principais pontos do centro. No caso do Baxpax, um guia passa pra buscar os interessados e levar até o ponto de encontro oficial, meia hora antes do horário. A empresa é a New Europe e eles se concentram na Prasier Platz, na frente do Bradenburg Tor (bem na esquina do Starbucks), debaixo de guarda sóis vermelhos.
Os passeios a pé dessa empresa, pelo centro de Berlim, são gratuitos e guiados por voluntários. Mas não se enganem, todos são formados em algo relacionado a história da cidade, então eles tem muito conhecimento do que estão fazendo! A New Europe tem guias em alemão, inglês e espanhol, e em boa quantidade, porque os passeios são concorridos!
Esse passeio a pé dura 03 horas e passa pelos principais pontos, a começar, claro, pelo Portão de Bradenburgo.
O começo de maio, essa época que eu fui, é ótima. O tempo estava ensolarado, mas não muito quente, e é seco. É bom pra fazer caminhada e dá um bom animo, além do que o sol se põe tarde, lá pelas 21h!
Além de contar as coisas técnicas sobre os monumentos, os guias contam a história sobre o lugar, anedotas e tiram duvidas.
Depois do Portão, passsamos no Denkmal, o memorial às vítimas do holocausto. É aquele "cemitério" de blocos de concreto. Na verdade ninguém além do autor sabe o significado exato dos blocos, da quantidade nem de mais nada. É um memorial que fica a mercê da interpretação de cada um. O relevo é como um lago, as margens são rasas e a medida que você entra pelos blocos, vai ficando mais fundo. Do lado de fora dá a impressão de que os blocos são mais ou menos da mesma altura, mas como o terreno se aprofunda, os blocos ficam mais altos e a sensação de estar ali no meio é de estar se afogando.
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| O único ruim é que tem um povo pedindo dinheiro ali no meio =/ |
O legal desses passeios é que tem um povo bem simpático. Conheci uma canadense que mora na Holanda e troquei idéia com outras pessoas enquanto iamos de um lado pro outro.
Depois dali fomos pro meio de um condomínio e descobrimos que ali ficava o bunker do Hitler. Apesar da importância histórica, não é um ponto de interesse de visita pois os alemães não queriam que virasse ponto de peregrinação. Claro que ali eles contam a história do suicídio dele e de como o corpo dele não queimou por completo (porque os soldados encarregados não ficaram pra ver se o corpo ia queimar todo por medo de serem pegos pelos aliados).
Andamos até o antigo prédio da Luftwaffe, que é um dos poucos prédios de arquitetura nazista que restaram na cidade. É um prédio enorme e impressionante, que era exatamente o que Hitler queria.
No fim da rua fica o que restou do Muro de Berlim. Eu era criança quando o fim da separação da cidade foi anunciado e eu lembro de ver na tv o povo na rua, na frente do muro, subindo literalmente pela parede e achava que o muro era uma coisa super imponente e alta. E no fim, nem é mais alto do que um muro comum. O que dificultava é que atrás do muro tinha uma zona de segurança e os guardas tinham permissão pra matar quem tentasse atravessar.
Logo depois tivemos uma parada num café bem bonitinho ali do lado do muro e eles ofertaram mais outros passeios. Os passeios nem eram caros, então resolvi escolher outro. Na compra de 02 o segundo sai por metade do preço e no fim, levei um passe pro pub crawl deles.
Continuamos pela região, que tem várias exibições sobre a época do muro. No muro mesmo tem um museu sobre o nazismo. E logo mais a frente, tem o Check point Charlie. Essa era a entrada do muro que os estrangeiros podiam usar pra ir de um lado pro outro.
O que restou, na verdade, é uma réplica do posto de controle. Tem uns modelos posando de soldados americanos pra quem quiser tirar fotos. É uma região cheia de cafés e lojinhas. E estrangeiros, claro.
O passeio culmina no Gendarmenmarkt, a praça da igreja dos huguenotes. Na época da reforma cristã, protestantes franceses foram acolhidos na cidade e ganharam a sua igreja, para rezarem na sua lingua mãe. Logo os alemães reinvidicaram a sua igreja, e espelhando a igreja do huguenotes, está a igreja alemã. São igrejas gemeas!
Ao fim do passeio você pode simplesmente ir embora ou pode doar qualquer quantia para o guia. O passeio é muito bom, vale a pena dar pelo menos uns € 5 pra incentivar, porque os caras não ganham nada por esse passeio (eu acredito que eles revezam entre esse e os outros passeios pagos pra ter um ganha pão) e acho que é muito bom pra conhecer o básico da cidade.
Dali a gente ficou livre pra fazer o que quisesse. Eu andei por Unter der Linden até a ilha dos museus e depois dei um pulo em Potsdamer Platz, mas o Arkaden estava fechado porque era domingo, então acabei no Starbucks do Sony Center que tem um janelão excelente no piso superior que dá pra praça. Único ruim é que eles não tem conceito de iced tea, e o negócio é tomar chá quente com gelo =/.
Voltei pra me trocar e ir comer algo antes do pub crawl. Nesse pacote, desde que você mantenha a pulseira que eles dão, você pode participar do pub crawl o ano inteiro, quantas vezes quiser! E o bom é que saía ali pertinho de onde eu me hospedei.
Logo na rua já encontrei um dos meninos que estava comigo no passeio a pé de mais cedo. Um sino americano da Califórnia que está mochilando o mês todo. Dentro do primeiro bar conheci um peruano que parecia legal até tentar me convencer de que eu tinha que ter filhos (quase respondi que ele é que nunquinha mesmo que ia ser pai dos meu filhos mesmo se eu quisesse te-los!) e um grupo de canadenses que acabou de se formar da faculdade (e depois descobri que iam no mesmo passeio que eu no dia seguinte). O pub crawl tinha um monte de homem, mas logo chegou um grupo de mulheres e eu não fiquei tão deslocada.
Passamos por 04 bares antes de irmos pra balada e em cada um ganhamos 01 shot na entrada. Mas era domingo e estava tudo vazio! Então o jeito foi interagir dentro do grupo mesmo. Tinha ainda um israelense que foi ficando cada vez mais animado com cada shot de alcool que entrava no corpo dele e um argentino que claro que foi ser mala comigo quando descobriu que eu era brasileira (sorry, o mundo conhece o churrasco brasileiro, sinal de que sim, nosso churrasco é muito foda!)...
Eu não fui pra balada porque ia ficar muito tarde e não ia ter condução pra voltar pro hostel e no dia seguinte ainda tinha que acordar cedo pro passeio.
O tal do passeio que fui fazer no terceiro dia era o do campo de concentração. Quem me conhece sabe que eu não tinha planos de fazer tal passeio, mas depois do passeio a pé, achei que se eu estava lá, tinha que fazer esse passeio do campo também. Na segunda, no horário marcado, lá estava eu no Starbucks da Braderburg Tor. Com meu Welcome Card não tive que comprar passe extra pra fazer esse passeio, que acontece em Oranienburg, a 45 minutos de trem do centro de Berlim.
O passeio começa mesmo quando o trem para na estação. Era ali que os presos do campo desembarcavam, e faziam o trajeto pela cidade até o campo a pé, como nós fizemos. Todo mundo via, mas não fazia nada. Num primeiro momento não se sabia exatamente o que acontecia no campo, e depois, ninguém queria dar motivo pra ser mandado pra um.
O campo de concentração que fica em Oranienburg é o Sachsenhausen, um campo de trabalho forçado (leia-se: escravo). Além dos barracões onde os presos moravam, também tinha um centro de formação de oficiais da SS. E logo na entrada ficava um escritório que comandava como os campos deveriam ser geridos e utilizados, pelo Estado Nazista inteiro.
A parte que podemos visitar é a dos barracões e do extermínio. A parte que era usada para treinamento e formação de oficiais da SS é hoje utilizada para treinamento da Polícia. Eles alegam que essa proximidade faz com que sempre se lembre de que o abuso de poder pode trazer consequências muito ruins para o mundo.
Depois da tomada soviética, pouco sobrou dos barracões. Existem 02 que podem ser visitados, 01 que foi parcialmente incendiado e tornado museu, a cozinha e a prisão (onde os presos mais perigosos ficavam em solitárias). Todo o resto é área aberta. A área de cada barracão destruído é demarcada no chão. Eram algumas dezenas, que chegaram a abrigar mais de 70 mil presos.
Ao contrário do museu de Hiroshima, o campo de concentração não é muito gráfico. Pouco restou de registro do que era feito ali pelos nazistas, claro. Então não é uma visita tão pesada. Na verdade, achei bem sossegada. Cansa porque você anda o tempo todo, mas achei que ia sofrer muito mais psicologicamente.
Fora da área dos barracões ficava área de extermínio. Porque depois de um tempo ficou caro ficar mandando tanta gente ser morta em campos de extermínio e eles começaram a fazer o serviço ali mesmo. É nessa hora que o guia explica como era feito, e como as técnicas avançaram com o tempo. Ali em Sachsenhausen não tinha câmara de gás, então era feito tudo na bala...
Ninguém falou nada, mas a gente não parou pra comer. Levem lanchinhos se forem fazer esse passeio! Só fui comer na volta, quando paramos pra esperar o trem na estação.
Encontrei com os canadenses no começo do passeio, mas não fiquei grudada neles. Fomos conversando no trem, mas na volta me perdi deles quando fui pegar um vagão menos cheio.
Fui pra Potsdamer Platz de novo, e dessa vez peguei tudo aberto, hehe. O Arkaden é legal, mas preferi o Berlim Mall, que é ali perto. No meio do caminho, achei uma Uniqlo e encontrei com um dos canadenses. No dia seguintes eles já iam embora, e eu ainda tinha 48h na cidade.
Marcadores: arkaden, berlim, berlim mall, campo de concentração, diário de viagem, dicas de viagem, new europe, oranienburg, potsdamer platz, sachsenhausen, uniqlo

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quarta-feira, 25 de maio de 2016 at 10:30
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berlin: meine deutche ist kaput!
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Antes de ir embora da Inglaterra, queria conhecer mais um pouco da Europa. Um dos planos era ir pra Croácia no verão, mas ai, né, eu resolvi ir embora antes do verão... Sempre quis visitar Praga, Viena e Budapeste, assim, juntos, mas quanto mais pensava na logística dessa viagem, mais preguiça eu tinha, então resolvi que o destino tinha que ser único, pra facilitar.
Escolhi Berlim porque queria conhecer um pouco de Alemanha, e acho que Berlim é um lugar que representa muito da história do país e do mundo em que vivemos hoje. Muita gente achou um destino meio estranho, mas Berlim tá na moda sim, é bem jovem, tem muita história e é super hipster.
Escolhi ir de avião pois estava sozinha e não tinha trem direto. Pra ir de ônibus, além de eu achar inseguro pra mulher sozinha, é longe demais. Pesquiso sempre pelo Google Flights pois ele dá todas as opções e ainda avisa se fica mais barato viajar antes ou depois. Dá pra ver por calendário e dá até pra ver no mapa quais os lugares mais baratos!
Escolhi o hostel de acordo com a localização de hotéis de luxo. Eu não tinha muita referência, então achei que essa era uma boa medida. E de fato, perto de onde eu escolhi tinha hotéis moderados bem bons (Melia, Hilton e Westin), além de vários restaurantes, muito comércio e atrações tipo o Friedrich Paladst.
Voei Ryan Air, o que quer dizer, sem mala despachada. O problema não é carregar só 10kgs na mala, o problema é encaixar tudo o que se precisa em uma mala tão pequena e passar na segurança. O vôo barato de verdade parte no fim da madrugada, e pra estar lá a tempo, tem que sair no fim da noite de casa, pegar o último trem e tirar um cochilo no chão do aeroporto (Stansted, fica há 01h de Londres). Ah, e tem que imprimir o cartão de embarque em casa, porque na hora é uns £ 45!!! No caso da Ryan Air ainda tem que passar pela checagem do passaporte antes de passar pela segurança.
E a segurança de aeroporto na Inglaterra é muito chata!!! Sério, nos EUA eles são meio malas, mas na Inglaterra não passa nada! O que me faz pensar que tem um cartel entre as cias e a segurança, pra fazer a gente pagar mala despachada. Impossível viajar com tão pouco liquido!!! Tive que jogar várias coisas fora, ficar esperando a mala ser revistada... Ai, um saco!!!
Escolhi ficar no Baxpax Downtown, perto da estação Friedrichstrasse do trem, com boa avaliação nos sites especializados em hostel. Além de quartos compartilhados, eles tem quartos privativos e os valores não são nada ruins. Não tem café incluso no valor da diária, mas eles tem um bar com uma boa cozinha. E fica num lugar com várias opções. Peguei um quarto compartilhado pra 04 pessoas. Eram 02 camas de solteiro e 01 beliche, bastante espaço e armários pra mala (tem que levar o próprio cadeado). Tem guarda volumes (€ 10 de depósito reembolsáveis), wi-fi gratuito e elevador. A toalha é paga, mas são € 5 reembolsáveis, então acho justo. O chuveiro é dentro do quarto, mas a privada é num banheiro fora, acessado com a chave do quarto (cada quarto tem o seu).
Pra chegar do aeroporto de Schonefeld até a cidade, tem um trem do outro lado da rua. Já no aeroporto é possível comprar um Welcome Card que dá passe livre no transporte público por quantos dias você precisar e desconto em várias atrações. Mas se quiser também tem o passe de dia inteiro só pro transporte. O único ruim é entender como que funciona tudo ao chegar e tudo estar só em alemão (mas eles todos falam inglês em Berlim). Demorei pra chegar no hostel porque fiquei que nem uma tonta esperando um trem que não tava rodando naquele dia (duh)!
Berlim é bem plana, é bem amigavel ao pedestre e tudo é relativamente perto. É uma cidade perfeita pro ciclista, tanto é que dá pra alugar bike em todo o canto, mas não é opressiva como Amsterdã ou Paris, onde tem bicicleta até demais, sabe? Só não entendi a lógica dos sinais de pedestre, ou eu ficava plantada enquanto ninguém mais esperava o sinal abrir ou eu atravessava correndo, hahaha!
Marcadores: baxpax, berlim, diário de viagem, dicas de viagem, friendrichstrasse, ryan air, viagem

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Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação.
Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.
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