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meme #rotaroots: 10 Coisas que marcaram o Colégio
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015 at 10:30
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Amo memes,o que posso fazer? Gosto ainda mais quando é do #rotaroots <3

1. Primeiro dia de aula (o terror)

Hoje em dia as criaças vão pra creche com meses de idade, mas na minha época a gente só ia pra ser alfabetizado. Porém meus pais me colocaram na escola com 3 anos porque, como era a prima mais nova dos dois lados, nunca tive outras crianças com quem socializar. Não que isso fosse um problema pra mim, nunca liguei, era quieta no meu canto,mas aparentemente uma criança não deveria ser assim.

Primeiro dia de aula, meus pais foram me levar. Minha mãe não dirige e meu irmão era muito pequeno pra ser deixado em casa sozinho. Família feliz toda no carro pra me deixar na escola, ou como gosto de jogar na cara relembrar meus pais, me abandonar naquele lugar desconhecido cheio de gente estranha. Fiz o maior escandalo na porta e não parei de gritar e chorar. Tiveram que me buscar porque assutei todas as crianças da escola. O que lembro daquele começo era o terror daquele lugar, até meus pais serem forçados a matricular meu irmão na parte de creche pra que eu ficasse mais tranquila. Não tenho boas lembranças daquele lugar.

2. Segunda escola

No ano seguinte, mudamos de cidade e fomos pra outra escola. Eu não amava aquele lugar, mas acho que meus paisaprenderam alguma coisa, emeu irmão já tinha idade pra ir pro maternal. A escola tinha uma piscina da qual eu tinha um medo petrificante. Vai entender. Tinha cachorros também, as vezes eles fugiam pelo pátioeminha melhor amiguinha dessa época tinha muito medo. Tinham que leva-la pra orientação pra se acalmar e eu ia junto, porque eramos muito inseparáveis. Ela tinha um problema no pé e foi meio traumático quando ela se afastou, mas quando ela voltou, eu era a criança que ela fez questão de ver =).

Foi nessa escola também que sofri o maior acidente da minha vida: levei uma balança na cabeça. Pensa como os anos 80 eram totalmente sem segurança! Fui pro hospital e levei um ponto, no final foi só um corte, mas pensa no perigo? Meus pais poderiam ter processado a escola, mas aqueles eram os anos 80, afterall...

3. Escola pro resto da vida

No ano seguinte meu pai perdeu o emprego e planejamos mudar de cidade. Só planejamos. Tudo foi empacotado, mas o plano não foi vingado (infelizmente). Continuamos na cidade, mas minha mãe já tinha tirado a gente da escola. Ela procurou outra, e foi nessa que ficamos pro resto da nossa vida escolar.

O comeco nessa foi menos traumático, mas ainda assim lembro de chorar muito no primeiro dia de aula. Acho que era o trauma! Nesse primeiro ano tinha uma melhor amiguinha japa. Foi o ano também em que conheci um dos meus melhores amigos de hoje em dia: o Bruno. Nossas mães eram donas de casa, que não dirigem, e sempre moramos no mesmo bairro (perto da escola), entãoelas se conheciam e sempre estavam juntas na porta da escola.

4. Aprender a ler (e ter que usar óculos)

Acho que uma das coisas que mais me influenciaram na vida foi aprender a ler. Pensa que não poderiamos fazer muitas coisas sem esse conhecimento! Eu sempre amei ler, e quando aprendi, lia de tudo! Até placa de trânsito! Haha! E isso acabou revelando um problema: minha hipermetropia. Como vivia com dor de cabeça por forçar a vista, com 7 anos fui no otalmo pela primeira vez e ele detectou que a diferença era tão grande nos olhos que eu teria que usar tampão! Foi o terror! Eu não usava direito, claro, era medonho e atrapalhava. Mas logo "recebi alta"e ai era "só" usar óculos. Mordia toda a haste. Acho que era ansiosa também.

5. Primeiro boletim

Na primeira série, com 7 anos, tive as primeiras provas. Eu nem sabia o que era estudar. Sabia o que era fazer tarefa, mas estudar pra uma prova? Eu nem sabia o que era uma prova! Lembro de tentar decorar tudo e ficar desesperada de não conseguir! Mas a recompensa foi boa: não fi só ter meu primeiro boletim só com nota máxima, mas minha mãe contar pra todo mundo que cruzasse o seu caminho que meu boletim era espetacular =D #orgulho

6. Orgulho dos meus pais

Meu pai não falava muito e era bem rígido, geralmente era aquela coisa de "9,5? Por que não tirou 10?", mas em geral eles tinham orgulho do meu desempenho escolar. Minha mãe era mais positiva sobre isso, sempre elogiava minhas redações e falava que eu era boa aluna.

7. De nerd a provocadora de brigas

Com essa cara japa, sempre fui a CDF do grupo. Não era tanto que eu estudava muito, mas em geral eu prestava o mínimode atenção na aula. Até a quinta série eu era mesmo nerd, de sentar na cara dos professores, anotar tudo e fazer todas as tarefas. Tudo mudou quando na sexta série uma professora me colocou sentando lá no fundão. O estrago foi feito: entrei em contato com os bagunceiros e as vezes causava. Como o dia que estava olhando pra janela do fundo e exclamei meio alto "um gatinho!" e a sala inteira virou pra ver. Ou então como começava todas as conversas no meu canto e ninguém mais prestava atenção na aula. Participava de briga de bola de papel entre os dois cantos da sala. Ensinava os amiguinhos a esconder o fone de ouvido do walkman pra ouvir música durante a aula.

Ai na oitava série, por causa de um trabalho de sala, umas meninas quiseram me bater. Na verdade a gente brigou e eu achei que ia ficar por isso mesmo, sem a gente se falar. Mas elas resolveram lançar ameaças através de amigos do prédio que estudavam no mesmo prédio e ai o bicho pegou. Não que eu fosse revidar, mas a escola toda ficou sabendo da treta, inclusive umas meninas repetentes barra pesada. Não eram exatamente minhas amigas, uma delas era irmã de uma menina que andava com uma outra amiga minha, mas o mais importante, elas não gostavam das meninas que estavam me ameaçando. Ai elas ficaram do meu lado, ameaçaram de volta, até o dia que a mãe de uma delas veio perguntar porque eu queria bater na filha dela e eu disse que era a filha dela que tinha começado essa história. Nada como a verdade. Depois disso elas se contentaram em não olhar mais pra minha cara. Eventualmente a gente fez as pazes, mas nunca mais foi a mesma coisa.

8. Dos populares aos nerds

Na época mais foda-se da escola - em que peguei recuperação e não fazia tarefa- andava com algumas meninas que depois de um tempo seriam as mais populares da escola. Uma delas era minha melhor amiga, a gente sentava junto, trocava mil bilhetes e cartas, passava as tardes juntas e vivia dormindo na casa uma da outra. Até eu resolver que eu queria passar na Fuvest, que ia estudar, ir sentar lá na frente com uns nerds que eu conhecia e me distanciar. As meninas não eram burras, mas não se dedicavam e não tinham muito foco. Continuamos amigas, mas deixamos de ter coisas em comum.

Como sentava perto dos nerds, passei a me relacionar mais com eles. Eram pessoas que sempre estudaram comigo, mas com quem não convivia tanto assim. Hoje em dia são meus melhores amigos. Em comum, só tinhamos o fato de termos as melhores notas da classe. De gay a skinhead. Em 6 pessoas.

9. Odiava a escola

Passei 13 anos na mesma escola. Na sexta série não aguentava mais. Vai ver por isso me rebelei. Era uma escola muito rigida (pros padrões da época) e de mentalidade muito quadrada. Até hoje discordo do método e de como eles conduziam as relações com os alunos.

10. Curso de inglês

Como as aulas de inglês na escola eram muito fracas, fui pro curso logo depois que começaram, já na sexta série. Ser fluente na línguaéuma das coisas que mais mudouminha vida: na escola ainda fui selecionada para o intercâmbio do Lions, na faculdade fui trabalhar na Disney e voltei com bolsa pro Canada, mantenho amizades com estrangeiros e conheço pessoas online. E no curso, descobri o que é gostar de estudar uma coisa e fazer ela bem. O curso me ajudou a ser menos tímida e mais confiante. Se as aulas do colégio fossem minimamente boas, não teria tido essa oportunidade e muitas outras!

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that would be me. bye!

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Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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