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domingo, 10 de junho de 2018 at 09:29
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a star colapses - it's a beautiful supernova, far far away

Nem eu imaginava o impacto que Athony Bourdain tinha na minha vida. Conheci o cara vendo quantidades nada saudáveis de tv a cabo na casa da minha mãe, e pra falar a verdade, não gostei dele de cara não. Mas o No Reservations, seu programa na época, era irresistível. Um cara viajando pelo mundo todo desbravando comidas incríveis. E, prestando atenção, usando um texto maravilhoso em cada episódio. Logo virei fã.


No #gordasafada fiz até um texto sobre como ele tinha o emprego dos meus sonhos. Mas ele era mais do que um programa de tv incrível. Com o tempo, seguindo nas redes, descobri um ser humano profundo. Pai, marido, ju jiteiro! Produtor, escritor, empreendedor e um cara capaz de mudar a si e ao mundo. Ele não mostrava só os restaurantes mais conhecidos dos lugares que ele visitava. Ele também ia nas feiras de rua, nos becos, naquilo que merecia de verdade ter destaque, não só pelo ambiente, mas pela história de quem faz da alimentação uma expressão do seu momento, da sua cultura, da sua história.

Seu livro de maior sucesso, aquele que lhe deu a vida que conhecemos hoje, "Kitchen Confidential", relata uma vida intensa, de amor pela comida, pelo novo, pelo diferente, mas uma vida de exessos também, de muito trabalho e abuso de substancias que alteram a percepção da realidade.

Eu o seguia nas redes o suficiente pra pereber que ele tinha se afastado da mãeda sua filha e começado um relacionamento novo com uma atriz italiana. Mas jamais poderia imaginar que ele sofresse de depressão ou tivesse pensamentos suicidas. Como ele era muito sarcástico e rabugento, simplesmente não teria conseguido perceber que ele estava se sentindo mal com o mundo nem que ele dissesse...

Fiquei chocada e arrasada como há muito não ficava com uma notícia quando soube que ele havia sido encontrado morto num hotel. A primeira coisa que veio a mente foi "como assim??? não!!!". É inimaginável um mundo sem Bourdain. Ainda não consegui processar a idéia de que ele simplesmente não existe mais. Que tenha se sentido tão desesperado que tenha achado melhor se suicidar. Aparentemente sem plano. No que parecia o ápice de uma carreira que só conheceu subida. No que parecia o relacionamento com mais amor possível.

Gostaríamos, mas nunca conheceremos nossos ídolos como gente, eles sempre estarão num pedestal inalcansável, como um modelo dos nossos sonhos. 

Hero, you are deeply, sorely missed. The world is darker.

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that would be me. bye!

segunda-feira, 4 de junho de 2018 at 10:30
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chegando em tokyo, shibuya

Acho que quanto mais eu me preocupo com jetlag, mais eu sofro. Fiz todo um esquema na minha cabeça de quando eu devia dormir e tal pra ver se não sofria, mas sofri.

Como contei anteriormente, cheguei bem rápido do aeroporto pro meu Air b'n'b. Dos que já fiquei, esse foi o mais simples, mas está ok. Deu pra tomar um banho e cair pra rua de novo.


Como era fim da tarde, resolvi ir pra Shibuya. Estava cansada, e essa é uma área que eu conheço, então sabia que não ia ficar tão perdida e não ia precisar me esforçar pra fazer nada. 


Cheguei, e como era sábado a noite, estava lotado. Fui direto pra Loft, uma rede de papelarias enorme, com tudo o qe se possa imaginar, porque queria comprar um Hobonichi, um planner famosinho pra quem curte bullet journal mas não quer ter que fazer as páginas na mão. Como sou meio tosca (e não falo nada de japonês) quase comprei coisa a mais que não deveria, mas como aqui as pessoas são muito honestas mesmo que não te entendam, me explicaram que a capinha que eu estava comprando já vinha com a agenda que eu queria comprar, hehe...

Dei uma volta muito rápida. chechei umas 20h e a loja fechava 20h30. Masé enlouquecedora, tem umas washi tapes maravilhosas, e nem vou contar dos adesivos, que a criança em mim quer voltar lá agora e se banhar de adesivos!


De lá, sabia que estava perto de um lamen-ya de uma rede famosa, o Ichiran. Muita gente já deve ter visto, é um restaurante onde se senta em balcão fechado, tem uma janelinha na frente onde a comida é servida e você não tem que interagir com ninguém! É bem fomoso, tem muito gringo, mas vale a pena, não é caro e é bem gostoso.


Antes de ir embora, tentei subri finalmente no Starbucks do Tsutaya, que fica bem de frente pro famoso cruzamento. Em 2015 ele estava fechado e fiquei frustrada. Dessa vez subi, mas não tinha onde sentar, mas tudo bem, cumpri esse item da lista das coisas que queria fazer!


Na volta entendi porque a estação estava tão muvuca. Estão mudando um dos trilhos e a conexão pra muitas outras linhas está sendo por ali, como é uma linha que se liga a muitas outras e está servindo como ponto final.

Shibuya é sempre um pouco enlouquecedor por causa do barulho, saí meio desorientada, mas é sempre um prazer voltar <3

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that would be me. bye!

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Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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