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vida dupla
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015 at 15:52
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Com os resultados dos vestibulares saindo e as matrículas começando, lembrei de quando eu mudei pra SP. Eu quis mudar pra SP, eu sonhei com isso e a realidade não foi nada menos do que perfeita. Eu amo SP, encontrei meu lugar no mundo nessa cidade.

Mas eu sempre voltei pra casa da minha mãe no interior. Eu balanceio a vida curtindo muito SP e descansando muito no interior. Porque em SP eu encontro pessoas que tem a ver comigo,que dividem interesses e visões de mundo comigo e no interior... Ficaram poucos amigos e eu não tenho a menor vontade de interagir com os locais se eu não for obrigada a isso.

É engraçado porque SP é meu cotidiano. As coisas mudam, claro, mas as mudanças não parecem tão drásticas. No interior, cada mudança parece tão radical, parece que a vida vai mesmo ficando no passado, e só nas nossas memórias.

Fora que a diferenças parecem ficar mais gritantes. Eu vejo pelo Facebook. Meus amigos de SP com mente aberta, empáticos, intelectualizados, e o pessoal do interior na mesma. Filhinhos de papai que acham certo famílias carentes terem sido retiradas a força e a bala do Pinheirinho, mas que reclamam do preço do iPhone, que acham ok pagar centenas de reais todos os meses por uma faculdade ruim e culpam a educação do país quando casos de corrupção aparecem nos jornais. São "Fora PT", mas compraram carro a rodo na última década com tanto incentivo fiscal e facilidades de financiamento e falam quase que com orgulho do trânsito na cidade.

Na faculdade eu não sentia tanta diferença, talvez porque estivesse ainda imersa numa cultura de classe média operária, mas acho que o trabalho no mercado de luxo, incrivelmente, me fez ver que a gente tem que olhar um pouco pra fora do nosso mundinho e ter empatia pelo próximo e pensar em um coletivo de verdade.

É inevitável comparar como cada cidade pensa e funciona por causa do pensamento coletivo. SP é muito classe média sofre sim, mas o interior não fica muito atrás.

Se eu pudesse, nunca mais voltava pro interior, mas minha mãe insiste em continuar aqui, e eu amo minha mãe, que não é de longe tão limitada quanto a média (embora nem ela consiga justificar porque quer o "PT fora").

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that would be me. bye!

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