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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018 at 10:30
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#euli: call me by your name- andre aciman

Não me aguentei e comprei o livro. Eu amei muito o filme, e vendo uns vídeos no Youtube vi que o diretor, Luca Guadagnino, gostaria muito de fazer uma continuação do filme com a parte do livro que não foi usada e ai não quis me dar spoiler e tinha decidido não ler o livro agora.

Até, no mesmo Youtube, descobrir que o Armie Hammer narrou o último audio book do livro. Pra que? A mídia já disse que a voz dele é "banhada no mel", e não tem como não concordar que a voz desse homem é uma delícia.

Só que eu sou péssima pra ouvir coisas. Na escola não conseguia acompanhar nenhum texto quando os colegas liam em voz alta (o que me fazia me voluntariar pra ler todos os textos sempre). Minha mente começa a viajar, é como se precisasse de uma ancora. Então resolvi comprar o livro para acompanhar a leitura do audio book.


O livro conta a história de Elio e Oliver em forma de memória, desde a adolescência de Elio até os dias atuais (na época que o livro foi lançado, 2007). De diferente do filme, a história do livro começa no verão de 1987 e se passa na costa, e não no interior, da Itália. Com isso, ao final da fase adolescente do romance, eles vão para Roma, e não para o mato (no filme o pai de Elio menciona que Oliver pegaria o avião de Linate, que é o aeroporto de Milão, o mais próximo de Crema, onde o filme se passa). Tem também um personagem bem pequeno, mas que gostei muito, que é a Vimini, uma vizinha dos Pearlman, que, apesar de criança, cria um laço de amizade muito bonito com o Oliver. E ai o livro passa a contar uma parte que o filme não conta, que é o que o diretor gostaria de ter a oportunidade de contar.

A história no livro é contada pelo próprio Elio, a partir de suas lembranças. Enquanto no filme acompanhamos o ponto de vista dele, não acompanhamos o que ele pensa. Já no livro, viajamos pela história a partir de seus sentmentos e emoções, o que, como vi em vários lugares, pode criar uma identificação com o personagem, mas que para mim criou um pequeno bode do Elio. O livro é muito bom em descrever um adolescente, e por isso acho que não gostei muito do Elio, porque ele é bem pentelho as vezes, hahaha! Mas ao mesmo tempo, vemos Oliver por seus olhos, do desejo, da paixão e da admiração, então ele é ainda mais apaixonante no papel. 

Depois da notícia do casamento de Oliver (que no livro ele conta ao vivo, numa visita a Itália), a vida segue seu curso. Elio entra na faculdade, tem outros amores, e a ligação que uma vez os uniu tão profundamente se enfraquece, mesmo Oliver mantendo uma boa realção com o professor através de tanto tempo (ele volta à Itália com a família uma década depois daquele verão fatídico...). Na virada do milênio, Elio cria coragem de visitar Oliver. Este continua casado, mas trata Elio com muito carinho no reencontro. Eu senti o Elio um pouco amargurado porque, apesar de não comentar, dá a entender que está sozinho e gostaria de encontrar Oliver na mesma situação. Ainda assim, eles guardam as memórias de 1987 com muito respeito nos seus corações. Mais alguns anos se passam, e chegamos ao presente, o que engatilhou todas essas lembranças em Elio. Oliver volta a Itália, dessa vez sozinho, para uma visita rápida enquanto viaja a trabalho. A casa continua lá, mas muita coisa mudou, porque a vida aconteceu. Eles relembram Vimini, Anchise, falam da situação de Anella e conversam sobre a memória do professor.

O livro é bem mais triste do que o filme, aco que exatamente porque no fim mostra que a vida acontece além dos momentos mais felizes. O filme usa quase todo o discurso do pai quando Oliver vai embora, e mesmo no papel ainda são palavras muito poderosas, que me fizeram chorar muito!

Ouvir o audio book enquanto lia foi ótimo, porque não tinha que fazer o esforço de "criar" aqueles sons na minha mente, aprendi como fala várias coisas! E a voz do Armie Hammer realmente é incrível, muito gostosa!

A leitura vale muito a pena, leva pouco mais de 7h30 pelo audio book, e é um bom exercício de "listening"!

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that would be me. bye!

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Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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