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london calling
terça-feira, 1 de setembro de 2015 at 08:00
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Uma das vigens sonho da minha vida era conhecer Londres. Só Deus sabe porque tenho essa fascinação pela cidade, mas desde uns 12 anos tudo o que eu mais queria era conhecer a capital da terra da rainha. Nunca deu certo de eu vir antes, mas eu sabia que quando viesse, seria pra conhecer direito.

Depois da imigração, graças a Deus encontrei minhas malas na esteira. Ter conhecido a outra brasileira do meu vôo foi providencial, ela me ajudou muito com as malas! Assim como eu a ajudei com o inglês. Rolou até discutir se valia a pena ela pegar um cartão de telefone pra passar só 1 semana aqui. Com a Libra tão cara, quase nada vale a pena...

Desembarcamos em Gatwick, o maior rolê do centro de Londres, mas tudo bem, ao menos tinha ônibus confortável. Me despedi da minha companheira de perrengues e peguei meu rumo. Pra quem quiser saber, existe uma companhia chamada National Express que serve muitas regiões do país e faz esse serviço de traslado dos aeroportos.

Desci no terminal de ônibus de Victoria, que não é a mesma da estação de trem mas é bem perto, e fui seguindo umas placas de "left luggage". Apesar de ser a mesma língua, o inglês falado na Inglaterra tem muitas diferenças do inglês falado nos Estados Unidos e no Canadá e as vezes eu tenho que usar a imaginação pra saber do que se tratam as informações recebidas. Eu fiquei uns bons 15 segundos ponderando se esse "left luggage" era o guarda volumes mesmo e resolvi arriscar. Bingo! Ainda bem, minhas malas estavam muito pesadas!

Depois de deixar as malas grandes para buscar no dia seguinte, foi fácil prosseguir a pé com a mala de mão até o hotel.

Eu e o Henrique (mas o Henrique do que eu) tivemos uma grande dificuldade de encontrar um lugar bom que coubesse no nosso bolso na região, que é bem central. Além de ser perto da estação, é perto do Palácio de Buckingham e do Big Ben. No fim, escolhemos um lugar meio suspeito, cuja recepção era basicamente o caixa de um restaurante com uma portinha para os quartos no andar de cima. Inclusive o moço que me atendeu também foi bem confuso, me levou pro quarto mas não quis me dar as senhas das portas...

Quando abrimos a porta do quarto, o Henrique estava capotado! Ele nem se lembra do que falou comigo direito, haha! Aproveitei que não tinha que socializar e fui até o supermercado mais perto achar sabonete e shampoo (já que os meus ficaram nas malas no guarda volumes) porque eu precisava muito de um banho.

Londres nos recebeu super bem, com um dia ensolarado e relativamente quente. Pena que cheguei no fim do dia =(

Depois do banho, o Henrique finalmente voltou a ser gente e saimos de noite para dar uma volta na região. Andamos até a Abadia de Westminster, o Big Ben e a região da London Eye. Ai sim a coisa começou a ficar real! Tem algo mais londrino que o Big Ben? Ainda não acredito que passei por ele! Era umas 21h e a rua estava cheia de gente.


A London Eye fica do outro lado do Tâmisa, que é um riacho se comparado ao Tiête ou ao Pinheiros, hihihi... Mas é limpinho e não fede! Eu não sou fã de roda gigante, mas a estrutura é impressionante. Não subo nisso por nada, haha!


Atrás da London Eye tem um parque com um falo rodopiante (que na verdade é um daqueles brinquedos de cadeira que roda mas numa super escala) e vários bares. A maioria vende só bebida na verdade, o que já me diz muito sobre os ingleses, haha! A gente tentou achar um lugar pra comer, mas não deu, tivemos que recorrer ao Mc Donald's. À margem do Tâmisa, em Libras, hahaha! Pus o inglês do Henrique a prova e ele se deu bem, pediu o lanche certo e até a mostarda, que descobrimos não ser algo muito comum por aqui (recebemos outros olhares confusos com o mesmo pedido em outros lugares).


Voltamos pelas ruas do centro vazias e dormimos os sonos dos justos com o melhor do bom clima inglês. Sério, se no primeiro dia o tempo estava assim, eu só podia agradecer aos céus!


Claro que o jetlag pegou e eu levantei no meio da manhã, dia lindo de sol de novo, quase resolvi levantar de vez e dar uma volta, mas me conheço e resolvi tentar voltar a dormir. O Henrique acordou num horário mais razoável, fizemos o check out, conseguimos deixar nossas malas no hotel e fomos fazer um passeio antes de ir embora. Claro que eu tinha que escolher Notting Hill!


O metrô de Londres não é lá muito simples, você paga pela distância mas a distância é medida em áreas radiais. Tem o mapa no metrô. Acho mais fácil pegar trem no Japão, hein! Haha! Era domingo e a estação estava lotada! Quase entramos na plataforma errada, uma muvuca sem fim! Chegamos no lugar certo, mas óbvio que não prestamos atenção o suficiente antes de embarcar e pegamos o trem errado. Por sorte percebemos antes e trocamos de trem. Assim como no Japão, as estações podem servir mais de 1 linha de trem.

Conseguimos chegar a Notting Hill Gate. Nós e a chuva. As estações daqui são bem fofas, paramos para as fotos obrigatórias e seguimos para a nossa saída. A chuva estava consideravel, então tivemos que procurar guarda chuvas para continuar o passeio. E ai como dói pagar as coisas em Libras!

O Henrique já chegou com um chip de telefone daqui, então sempre temos Google Maps pra nos salvar, porque não é tão simples achar as coisas e Londres. As ruas são "tortas"! Mas por sorte achamos Portobello Road, e ai sim o passeio começou!


Pra quem não sabe, Portobell Road é uma das ruas principais de Notting Hill e é a que aparece no filme,com a feirinha (de sábado). Mesmo sem a feira, a rua é cheia de lojinhas bem fofas (ou "charmosas") e é uma perdição, dá vontade de comprar tudo! Mas me segurei e só fiquei de olho...


Nas nossas aventuras de pobres voluntários, o capítulo refeição do dia incluiu um sanduíche do Sainsbury's mesmo, inclusive comemos sentados nas cadeiras para idosos (mas não tinha nenhum por perto), haha!

Andamos ate quase o pontilhão e resolvemos voltar por causa da hora. Ainda passamos por uma farmácia, bem dessas de bairro, e encontramos uma Pondland, que acho que será nossa salvação na terra do dnheiro mais caro do planeta (pra gente).

Voltamos pra buscar as malas, tirar um descanso, antes de seguir para o terminal para encontrar o Junior (o amigo do Henrique que também trabalha no camp hill). E dei graças a Deus mais uma vez de ter deixado minhas coisas no guarda volumes. O terminal também estava lotado! Mas não encontramos mais nenhum dos voluntários por lá.

Devo confessar que pelo fb o Junior não me impressionou muito, mas ao vivo ele é bem legal! Ele nos contou um pouco sobre como são as coisas no camp hill, como as coisas funcionam. Eu ja sabia que ia trabalhar na mesma casa que ele, mas não sabia onde ia morar. Durante a viagem de ônibus ele conseguiu as informações e já nos adiantou que eu e o Henrique iriamos morar na mesma casa. Yay!

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that would be me. bye!

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Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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