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segunda-feira, 4 de junho de 2018 at 10:30
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chegando em tokyo, shibuya
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Acho que quanto mais eu me preocupo com jetlag, mais eu sofro. Fiz todo um esquema na minha cabeça de quando eu devia dormir e tal pra ver se não sofria, mas sofri.
Como contei anteriormente, cheguei bem rápido do aeroporto pro meu Air b'n'b. Dos que já fiquei, esse foi o mais simples, mas está ok. Deu pra tomar um banho e cair pra rua de novo.
Como era fim da tarde, resolvi ir pra Shibuya. Estava cansada, e essa é uma área que eu conheço, então sabia que não ia ficar tão perdida e não ia precisar me esforçar pra fazer nada.
Cheguei, e como era sábado a noite, estava lotado. Fui direto pra Loft, uma rede de papelarias enorme, com tudo o qe se possa imaginar, porque queria comprar um Hobonichi, um planner famosinho pra quem curte bullet journal mas não quer ter que fazer as páginas na mão. Como sou meio tosca (e não falo nada de japonês) quase comprei coisa a mais que não deveria, mas como aqui as pessoas são muito honestas mesmo que não te entendam, me explicaram que a capinha que eu estava comprando já vinha com a agenda que eu queria comprar, hehe...
Dei uma volta muito rápida. chechei umas 20h e a loja fechava 20h30. Masé enlouquecedora, tem umas washi tapes maravilhosas, e nem vou contar dos adesivos, que a criança em mim quer voltar lá agora e se banhar de adesivos!
De lá, sabia que estava perto de um lamen-ya de uma rede famosa, o Ichiran. Muita gente já deve ter visto, é um restaurante onde se senta em balcão fechado, tem uma janelinha na frente onde a comida é servida e você não tem que interagir com ninguém! É bem fomoso, tem muito gringo, mas vale a pena, não é caro e é bem gostoso.
Antes de ir embora, tentei subri finalmente no Starbucks do Tsutaya, que fica bem de frente pro famoso cruzamento. Em 2015 ele estava fechado e fiquei frustrada. Dessa vez subi, mas não tinha onde sentar, mas tudo bem, cumpri esse item da lista das coisas que queria fazer!
Na volta entendi porque a estação estava tão muvuca. Estão mudando um dos trilhos e a conexão pra muitas outras linhas está sendo por ali, como é uma linha que se liga a muitas outras e está servindo como ponto final.
Shibuya é sempre um pouco enlouquecedor por causa do barulho, saí meio desorientada, mas é sempre um prazer voltar <3
Marcadores: diário de viagem, dicas de viagem, shibuya, tokyo

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quarta-feira, 30 de maio de 2018 at 10:00
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voa, voa aviãozinho: 24h no ar, sala vip na terra
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A aventura comecou!!! Quinta-feira passada embarquei com destino a terra do sol nascente... E ao resto do mundo! Mas claro, não sem antes uns percalços.
Começa que toda vez que resolvo viajar, o dólar explode. Por sorte, dessa vez, fiquei só na compra de yen, que estava bem estável. Mas ainda assim, esse cenário de incerteza econômica nunca é muito bom.
Aí, já que a subida do dólar não foi suficiente, veio a crise do abastecimento poucos dias antes de eu embarcar e eu quase achei que ia ter que ir a pé pra GRU! Minha mãe me fez sair de casa muito mais cedo do que o normal por medo de trânsito na estrada e até falta de combustível!
Almocei 11h no dia do embarque, pra pegar um ônibus saindo da roça as 13h. Os ônibus estavam desviando pela Carvalho Pinto pra evitar qualquer paralisação no caminho e com isso chegamos na hora normal, ou seja, cedo pra caramba!
As coisas no aeroporto são meio caras, ne, e uma vez me surpreendi de descobrir que até o Starbucks é mais caro lá! Como eu tenho cartão fidelidade, acumulei pontos pra tirar bebidas grátis lá. Sabiam que dá pra comprar até água com pontos? Hahaha! Foda que não tinha meu chá na loja em que paramos =(
Ficamos um tempão esperando pelo check in e mais um tanto pelo embarque. As últimas horinhas com mamys por um tempo indeterminado! É muito estranho pensar nisso, porque nunca não tive data pra voltar...
O cara do check in foi simpático, mas poxa, nem pra me dar um upgrade? XD O vôo estava lotado... Ou é todo mundo fugindo ou a crise só fode pobre mesmo... E o mesmo cara me embarcou, foi simpatico de lembrar de mim!
Antes do embarque fui com mamys no Carl's Jr. Ela tem essa coisa de passar meio mal com qualquer hamburguer, mas esse ela experimentou quando meu irmão embarcou e foi aprovado! Fora que ali dentro é uma das alternativas mais em conta...
A minha sorte nesse vôo foi que não tinha ninguém no assento do meio e foi bem mais confortável de voar com esse tanto de espaço. Rolou até um cochilo! Também acabei assistindo "I, Tonya" pelo entretenimento de bordo e foi divertido.
Estava um pouco apreensiva pela imigração no Canadá porque não sabia como seria essa coisa de visto eletrônico, mas no final o maior problema foi achar o lugar certo de fazer a imigração mesmo, haha! Em Toronto eles têm portões específicos pra quem tá lá só pra conexão em que a gente só passa numa máquina, é muito rápido!
O terminal internacional não é muito grande, mas já tinha pesquisado sobre uso de sala vip e depois de uma voltinha rápida, fui lá pagar pra passar meu tempo numa poltrona confortável, num ambiente quieto, com comida e bebida a vonts e... Uso de chuveiro!!! Eu não sei vocês, mas poder tomar um bom banho entre vôos tão longos é uma benção! Das outras vezes sempre chegava acabada no Japão, me sentindo imunda. Poder tomar esse banho foi im presente, fora que ajudou a ficar desperta até o próximo vôo.
Tanto em GRU quanto em YYZ parece que só esperaram eu chegar no portão pra começar o embarque! E olha que nem entrei tão em cima da hora assim!
Nesse vôo não tive a mesma sorte de viajar com espaço, mas pelo menos o cara do meu lado foi bem simpático e conversamos um pouco, enquanto comiamos ou então só esperávamos o tempo passar mesmo.
Deu pra cochilar sim, e aproveitei pra editar uns vídeos. Longe de mim querer ser YouTuber, mas quando vejo vídeo de viagem sinto que gostaria de ter esse tipo de memória das minhas, e também porque assim dá pra mostrar as coisas melhor pra minha mãe =)
A chegada em Haneda foi bem tranquila. Nunca tinha chegado nesse aeroporto,e gostei bastante. Como tenho visto de residente, passei por uma fila especifica e já sai com meu cartão de estrangeiro. Muito melhor pra carregar do que o passaporte (sempre tenho medo de perder quando saio com o meu).
Claro que minhas malas foram as últimas da esteira =/ E como estava com muita mala (no fim, escolhi voar pela Air Canada por ser uma das únicas cias que ainda permitem bagagem de 32kgs e minhas malas simplesmente não tinham espaço pra tanto peso e acabei pagando item extra) o cara da alfândega ficou perguntando porque eu tinha tanta mala e me fez abrir uma delas pra ver que só tinha roupa.
O plano era ja despachar as malas maiores pra casa do meu irmão do aeroporto usando um serviço chamado Takyubin (ta-q-bin), o que foi super fácil porque logo no desembarque já tem um balcão da JAL ABC pra fazer isso, com gente falando inglês. Minhas malas tinham em torno de 25kgs cada e o total pra despachar as duas ficou menos de 5mil ienes, e chegou no dia seguinte pro meu irmão.
Logo na saída também ja tem o monorail que leva pra Tokyo. Sabe aquilo que o picolé de chuchu imprestável deveria ter feito pra GRU? Pois aqui é uma realidade (em Narita também). Comprei meu Suica (que é tipo o bilhete único dos trens) e embarquei rapidinho. Escolhi um air bnb bem na estação final do monorail, e a viagem não levou nem 15 minutos ;)
Marcadores: aeroporto, air canada, diário de viagem, gru, japão, lounge vip, tokyo, toronto

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segunda-feira, 6 de junho de 2016 at 10:30
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#gordasafada: comendo em paris
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Não podia faltar um post de comida sobre a viagem a Paris!!! Eu sofria muito morando an Inglaterra, a comida é um desastre, uma tristeza, sem vida nenhuma, então qualquer oportunidade de comer bem é muito apreciada! Esperei muito por essa viagem e Paris não me decepcionou!
Os parisienses não são conhecisods exatamente pela sua simpatia, mas a regra de ouro que te abre sorrisos e te garante um bom atedimento é: SEMPRE comece uma interação com "bonjour". Não interessa o que vem depois disso, se você vai fazer o pedido em francês ou pedir pra falar em inglês, eles apreciam essa cordialidade e ficam putos da vida se você não cumprimenta antes de tudo.
Eu não tinha nenhuma lista específica de onde comer, então aqui segue uma lista de lugares onde dei a sorte de entrar ;).
1. Café KB - Pigalle
Esse é o café onde minha amiga trabalha, tem outro brasileiro lá e um português (acho?), então dá pra pedir informações em português ;). Eles se especializaram em cafés diferentes, mas tem lanchinhos orgânicos também. É numa praça bem gostosa, perto do Moulin Rouge. Ah, wi-fi de graça, muito importante nessa cidade onde é difícil achar wi-fi...
2. Le 43 (quarante trois), Holiday Inn - Notre Dame
O bar fica no térreo do hotel, é fácil de achar. É um bar de hotel, é bem calmo, tem tv, uns sofás bem confortáveis, também serve lanche e eles fazem o drink que você quiser ;). O marido da minha amiga trabalha lá, procure pelo polonês e deixe-o usar a criatividade pra te fazer um drink diferente!
3. Café George V - Champs Elysee
Parei nesse restaurante ela preguiça, já não aguentava mais andar pela avenida e estava com fome. O lugar é simpático, tem mesa "na calçada" e um "puxadinho" mais perto da rua. É bem grande, tem um menu bem diversificado, tem preço médio e o serviço foi super simpático. Diga que é brasileira e até o gerente te recebe com um sorriso (o gerente, inclusive, é bem gato!). Pedi um croq madame e um creme brulee, muito gostosos, mas a carta de sobremesas é enorme e eles trazem um mostruário pra você ver e escolher.
4. Le Soufflot - Pantheon
Outro lugar onde parei com fome. Queriamos sentar nas mesas da rua, mas estava ventando, a garçonete insistiu para que entrassemos, mas na parte descoberta tinha muita fumaça. Ficamos na parte de dentro mesmo, quentinha, sem vista. O prato do dia era um filé com molho de pimenta, acatado na mesma hora, hehe. No ponto certinho (ao ponto, rosado por dentro) e a batata estava ótima. Apesar da fome monstro, o prato foi mais do que bem servido. Como em toda Paris, a taça de vinho era mais barata que a coca-cola, hehehe. Ah, e a garçonete foi um amor o tempo todo!
Paris, assim como no Japão, dá pra arriscar e entrar em qualquer lugar que a comida vai ser sempre boa!
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quarta-feira, 1 de junho de 2016 at 10:30
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#diáriodeviagem: berlim por mim mesma
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Eu tô acostumada a explorar os lugares por conta própria, mas confesso que nessa viagem bateu uma preguicite. Eu sabia que tinha reservado muito tempo pra Berlim, mas fiz meio de propósito pra não ter pressão de ter que sair fazendo passeio todo o tempo. Foi bem bom, e eu recomendo slow travel pra todo mundo. Muito melhor do que "conhecer" um monte de lugar em um curto espaço de tempo, é melhor conhecer de verdade menos lugares (e ai também você não sente vontade de voltar pra conhecer melhor).
Quando cheguei fui até Alexanderplatz, que era bem perto de onde eu fiquei. Da ponte dava pra ver a torre de tv (que é bem famosa), mas já que eu tinha o Welcome Card (e muita preguiça), eu ia até lá de trem mesmo.
Cheguei em um sábado, então o lugar estava cheio, mas não só de gente passeando, como de gente se apresentando. Tinha um grupo de adolescentes fazendo uma coreografia bem legal. Me lembrou da época da escola que a gente fazia Angélica no prédio, haha! Claro que eles eram muito melhores. Tinham outros grupos espalhados também, atrai um bom público e é super relaxado. Bate muito sol na praça, mas no começo de maio não é muito quente, então é bem agradavel.
Alexandreplatz tem também um ótimo comércio, vários cafés e lanchonetes e lojas como TK Maxx (na Europa é TK, nos EUA é TJ), uma Primark enorme e uma loja de departamentos bem grande, que é tipo a Macy´s.
Também fui por conta até o Arkaden, o Sony Center e o Berlin Mall. O Arkaden é um centro comercial menor, mas com lojas bem legais, e é aberto no meio, dá aquela sensação de estar na rua mesmo. Todo roteiro de Berlim que eu fazia tinha o Sony Center, mas não achei nada demais. É uma praça de comércio, tem mais lugares pra comer e um Starbucks com um janelão incrível, mas só. A Legoland fica lá também, mas só pode entrar adulto acompanhado de criança, o que achei bem chato =( Já o Berlin Mall deve ser mesmo o maior centro comercial de Berlim, é um shopping enorme, com todo tipo de loja, tem até um Muji! No topo tem a praça de alimentação e lá eu achei restaurante vietnamita (na verdade, é bem comum em Berlim) e comi Pho! Mas poxa, vem lotado de coentro T.T Fiquei caçando pra tirar, mas foi bem gostoso. Não sei porque não tem em SP!
Também voltei no Muro pra visitar melhor o museu e chegar um pouco mais perto do Muro. Não é um lugar tão cheio, e o museu tem entrada gratuita (e banheiro gratuito também!). Ali tem a história da ascensão do nazismo (acho que é porque está perto do prédio da Luftwaffe). De lá, fui até o Check Point Charlie, e ali sim, é um lugar cheio de lojas de souvenir. São lojas um pouco melhores e mais caras, mas vale a pena porque são produtos melhores também. Tem o tal do Café Einstein que é bem famoso. E um Mc Donald's enorme! E um KFC. É bem engraçado ver essas coisas bem ali (o Check point Charlie era a barreira que os estrangeiros usavam para transitar entre os dois lados da cidade).
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| Lá embaixo tem mais coisa sobre o nazismo |
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| O oficial é de mentirinha |
Também dei uma boa volta pela Friendrichstrasse, onde encontrei uma Galeries Lafayette, e as duas lojas de chocolate que estava procurando.
A Ritter Sport é um negócio que começou pequeno e teve um grande crescimento ao longo do século XX. É conhecido por suas barras em quadradinhos e a loja do lado da Galeries Lafayette é a sua conceito, com todo o tipo de chocolate, um café no segundo andar e na porta, um bar para você "montar" o seu chocolate (recheando com até 3 ingredientes). Os doces são lindos, e bem gostosos! Não é super barato, mas vale a pena a visita. Além do que, você pode chegar, fazer o seu chocolate e esperar tomando um cafézinho (o chocolate leva meia hora pra ficar pronto e custa € 3,90 a barra menor de 12 quadradinhos).
Umas quadras pra baixo, na rua de trás, tem a Fassbender e Rausch, que é uma loja um pouco mais sofisticada, com chocolates mais caros, mas que vale a visita. Eles tem alguns monumentos da cidade esculpidos no chocolate! Não tirei foto, mas tem gente que vai lá só pra isso. O cheiro, claro, é delicioso! A loja é enorme, tem bombons recheados, chocolates diferentes, é um bom lugar pra comprar um presente mais legal, mas sem gastar muito ;)
Não andei muito pro Oranienstrasse, mas do que vi, ali tem muito bar e restaurante, quando o tempo fica bom, fica cheio de mesa na rua e tem pra todo gosto. Muitos lugares tem promoção de happy hour, de bons drinks ;). Não fui até as lojas, mas ali também tem bastante comérico, pra quem gosta, é bom pra não ficar confinado no shopping.
Uma das coisas que todo mundo faz e eu fiquei com preguiça foi a visita no Parlamento (Reichstag). Fica do lado do Portão de Bradenburgo, mas tem que agendar e rolou toda uma preguiça, fora que eu queria ficar mais livre e marcar uma visita seria ter que planejar a vida ao redor disso. Mas ele fica do lado do parque, que é enorme, e também é um ponto de interesse. Tem um biergarten ali dentro, pra quem gosta, uma ótima pedida!
Fui também até o sudeste atrás de uma papelaria, e achei uma furada, porque a tal da papelaria, Aurora, nem tinha nada demais =/. Mas valeu pra conhecer um bairro nada turístico, cheio de alemães nas ruas e lanchonetes menos pretenciosas. Comi uma pizza deliciosa e experimentei a tal da Fritzkola, um refrigerante nacional. É horrível tipo Pepsi, mas é daquelas coisas que turista acaba fazendo, né. Nem foi de propósito, é que a pizzaria era tão hipster que só tinha isso, haha!
Alias, Berlim é ultra hipster! Tudo é tão hipster que é hipster não ser hipster, sabe? Mas é legal que é um destino bem diverso, tem muito restaurante vegano (eu noto mais isso depois de "morar" tanto tempo com um vegano) e orgânico, uma verdadeira valorização do local. Tem de tudo pra todo mundo.
Marcadores: alexandreplatz, berlim, berlim mall, berlim wall, checkpoint charlie, diário de viagem, dicas de viagem, fassbender & rausch, ritter sport

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segunda-feira, 30 de maio de 2016 at 10:30
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#diáriodeviagem: berlim, passeios guiados
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Com o tempo a gente vai ficando muito preguiçoso. Eu queria ter dinheiro pra não ter que me preocupar com nada, nem com viagem. Em parte, escolher ir pra Berlim foi por preguiça. Era só chegar, passear e voltar, nada de logisticas de ir de um canto pro outro na Europa e me preocupar com o que ver em cada lugar.
Já tinha reservado o dia em que cheguei pra não me preocupar com passeio. Tanto é que fui até Alexandreplatz mais porque eu vi do trem como era do que porque eu tinha qualquer interesse maior na região (mais sobre em outro post).
Vi em um dos quadros do hostel que tinha um passeio a pé gratuito que saia toda manhã, visitando os principais pontos do centro. No caso do Baxpax, um guia passa pra buscar os interessados e levar até o ponto de encontro oficial, meia hora antes do horário. A empresa é a New Europe e eles se concentram na Prasier Platz, na frente do Bradenburg Tor (bem na esquina do Starbucks), debaixo de guarda sóis vermelhos.
Os passeios a pé dessa empresa, pelo centro de Berlim, são gratuitos e guiados por voluntários. Mas não se enganem, todos são formados em algo relacionado a história da cidade, então eles tem muito conhecimento do que estão fazendo! A New Europe tem guias em alemão, inglês e espanhol, e em boa quantidade, porque os passeios são concorridos!
Esse passeio a pé dura 03 horas e passa pelos principais pontos, a começar, claro, pelo Portão de Bradenburgo.
O começo de maio, essa época que eu fui, é ótima. O tempo estava ensolarado, mas não muito quente, e é seco. É bom pra fazer caminhada e dá um bom animo, além do que o sol se põe tarde, lá pelas 21h!
Além de contar as coisas técnicas sobre os monumentos, os guias contam a história sobre o lugar, anedotas e tiram duvidas.
Depois do Portão, passsamos no Denkmal, o memorial às vítimas do holocausto. É aquele "cemitério" de blocos de concreto. Na verdade ninguém além do autor sabe o significado exato dos blocos, da quantidade nem de mais nada. É um memorial que fica a mercê da interpretação de cada um. O relevo é como um lago, as margens são rasas e a medida que você entra pelos blocos, vai ficando mais fundo. Do lado de fora dá a impressão de que os blocos são mais ou menos da mesma altura, mas como o terreno se aprofunda, os blocos ficam mais altos e a sensação de estar ali no meio é de estar se afogando.
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| O único ruim é que tem um povo pedindo dinheiro ali no meio =/ |
O legal desses passeios é que tem um povo bem simpático. Conheci uma canadense que mora na Holanda e troquei idéia com outras pessoas enquanto iamos de um lado pro outro.
Depois dali fomos pro meio de um condomínio e descobrimos que ali ficava o bunker do Hitler. Apesar da importância histórica, não é um ponto de interesse de visita pois os alemães não queriam que virasse ponto de peregrinação. Claro que ali eles contam a história do suicídio dele e de como o corpo dele não queimou por completo (porque os soldados encarregados não ficaram pra ver se o corpo ia queimar todo por medo de serem pegos pelos aliados).
Andamos até o antigo prédio da Luftwaffe, que é um dos poucos prédios de arquitetura nazista que restaram na cidade. É um prédio enorme e impressionante, que era exatamente o que Hitler queria.
No fim da rua fica o que restou do Muro de Berlim. Eu era criança quando o fim da separação da cidade foi anunciado e eu lembro de ver na tv o povo na rua, na frente do muro, subindo literalmente pela parede e achava que o muro era uma coisa super imponente e alta. E no fim, nem é mais alto do que um muro comum. O que dificultava é que atrás do muro tinha uma zona de segurança e os guardas tinham permissão pra matar quem tentasse atravessar.
Logo depois tivemos uma parada num café bem bonitinho ali do lado do muro e eles ofertaram mais outros passeios. Os passeios nem eram caros, então resolvi escolher outro. Na compra de 02 o segundo sai por metade do preço e no fim, levei um passe pro pub crawl deles.
Continuamos pela região, que tem várias exibições sobre a época do muro. No muro mesmo tem um museu sobre o nazismo. E logo mais a frente, tem o Check point Charlie. Essa era a entrada do muro que os estrangeiros podiam usar pra ir de um lado pro outro.
O que restou, na verdade, é uma réplica do posto de controle. Tem uns modelos posando de soldados americanos pra quem quiser tirar fotos. É uma região cheia de cafés e lojinhas. E estrangeiros, claro.
O passeio culmina no Gendarmenmarkt, a praça da igreja dos huguenotes. Na época da reforma cristã, protestantes franceses foram acolhidos na cidade e ganharam a sua igreja, para rezarem na sua lingua mãe. Logo os alemães reinvidicaram a sua igreja, e espelhando a igreja do huguenotes, está a igreja alemã. São igrejas gemeas!
Ao fim do passeio você pode simplesmente ir embora ou pode doar qualquer quantia para o guia. O passeio é muito bom, vale a pena dar pelo menos uns € 5 pra incentivar, porque os caras não ganham nada por esse passeio (eu acredito que eles revezam entre esse e os outros passeios pagos pra ter um ganha pão) e acho que é muito bom pra conhecer o básico da cidade.
Dali a gente ficou livre pra fazer o que quisesse. Eu andei por Unter der Linden até a ilha dos museus e depois dei um pulo em Potsdamer Platz, mas o Arkaden estava fechado porque era domingo, então acabei no Starbucks do Sony Center que tem um janelão excelente no piso superior que dá pra praça. Único ruim é que eles não tem conceito de iced tea, e o negócio é tomar chá quente com gelo =/.
Voltei pra me trocar e ir comer algo antes do pub crawl. Nesse pacote, desde que você mantenha a pulseira que eles dão, você pode participar do pub crawl o ano inteiro, quantas vezes quiser! E o bom é que saía ali pertinho de onde eu me hospedei.
Logo na rua já encontrei um dos meninos que estava comigo no passeio a pé de mais cedo. Um sino americano da Califórnia que está mochilando o mês todo. Dentro do primeiro bar conheci um peruano que parecia legal até tentar me convencer de que eu tinha que ter filhos (quase respondi que ele é que nunquinha mesmo que ia ser pai dos meu filhos mesmo se eu quisesse te-los!) e um grupo de canadenses que acabou de se formar da faculdade (e depois descobri que iam no mesmo passeio que eu no dia seguinte). O pub crawl tinha um monte de homem, mas logo chegou um grupo de mulheres e eu não fiquei tão deslocada.
Passamos por 04 bares antes de irmos pra balada e em cada um ganhamos 01 shot na entrada. Mas era domingo e estava tudo vazio! Então o jeito foi interagir dentro do grupo mesmo. Tinha ainda um israelense que foi ficando cada vez mais animado com cada shot de alcool que entrava no corpo dele e um argentino que claro que foi ser mala comigo quando descobriu que eu era brasileira (sorry, o mundo conhece o churrasco brasileiro, sinal de que sim, nosso churrasco é muito foda!)...
Eu não fui pra balada porque ia ficar muito tarde e não ia ter condução pra voltar pro hostel e no dia seguinte ainda tinha que acordar cedo pro passeio.
O tal do passeio que fui fazer no terceiro dia era o do campo de concentração. Quem me conhece sabe que eu não tinha planos de fazer tal passeio, mas depois do passeio a pé, achei que se eu estava lá, tinha que fazer esse passeio do campo também. Na segunda, no horário marcado, lá estava eu no Starbucks da Braderburg Tor. Com meu Welcome Card não tive que comprar passe extra pra fazer esse passeio, que acontece em Oranienburg, a 45 minutos de trem do centro de Berlim.
O passeio começa mesmo quando o trem para na estação. Era ali que os presos do campo desembarcavam, e faziam o trajeto pela cidade até o campo a pé, como nós fizemos. Todo mundo via, mas não fazia nada. Num primeiro momento não se sabia exatamente o que acontecia no campo, e depois, ninguém queria dar motivo pra ser mandado pra um.
O campo de concentração que fica em Oranienburg é o Sachsenhausen, um campo de trabalho forçado (leia-se: escravo). Além dos barracões onde os presos moravam, também tinha um centro de formação de oficiais da SS. E logo na entrada ficava um escritório que comandava como os campos deveriam ser geridos e utilizados, pelo Estado Nazista inteiro.
A parte que podemos visitar é a dos barracões e do extermínio. A parte que era usada para treinamento e formação de oficiais da SS é hoje utilizada para treinamento da Polícia. Eles alegam que essa proximidade faz com que sempre se lembre de que o abuso de poder pode trazer consequências muito ruins para o mundo.
Depois da tomada soviética, pouco sobrou dos barracões. Existem 02 que podem ser visitados, 01 que foi parcialmente incendiado e tornado museu, a cozinha e a prisão (onde os presos mais perigosos ficavam em solitárias). Todo o resto é área aberta. A área de cada barracão destruído é demarcada no chão. Eram algumas dezenas, que chegaram a abrigar mais de 70 mil presos.
Ao contrário do museu de Hiroshima, o campo de concentração não é muito gráfico. Pouco restou de registro do que era feito ali pelos nazistas, claro. Então não é uma visita tão pesada. Na verdade, achei bem sossegada. Cansa porque você anda o tempo todo, mas achei que ia sofrer muito mais psicologicamente.
Fora da área dos barracões ficava área de extermínio. Porque depois de um tempo ficou caro ficar mandando tanta gente ser morta em campos de extermínio e eles começaram a fazer o serviço ali mesmo. É nessa hora que o guia explica como era feito, e como as técnicas avançaram com o tempo. Ali em Sachsenhausen não tinha câmara de gás, então era feito tudo na bala...
Ninguém falou nada, mas a gente não parou pra comer. Levem lanchinhos se forem fazer esse passeio! Só fui comer na volta, quando paramos pra esperar o trem na estação.
Encontrei com os canadenses no começo do passeio, mas não fiquei grudada neles. Fomos conversando no trem, mas na volta me perdi deles quando fui pegar um vagão menos cheio.
Fui pra Potsdamer Platz de novo, e dessa vez peguei tudo aberto, hehe. O Arkaden é legal, mas preferi o Berlim Mall, que é ali perto. No meio do caminho, achei uma Uniqlo e encontrei com um dos canadenses. No dia seguintes eles já iam embora, e eu ainda tinha 48h na cidade.
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quarta-feira, 25 de maio de 2016 at 10:30
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berlin: meine deutche ist kaput!
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Antes de ir embora da Inglaterra, queria conhecer mais um pouco da Europa. Um dos planos era ir pra Croácia no verão, mas ai, né, eu resolvi ir embora antes do verão... Sempre quis visitar Praga, Viena e Budapeste, assim, juntos, mas quanto mais pensava na logística dessa viagem, mais preguiça eu tinha, então resolvi que o destino tinha que ser único, pra facilitar.
Escolhi Berlim porque queria conhecer um pouco de Alemanha, e acho que Berlim é um lugar que representa muito da história do país e do mundo em que vivemos hoje. Muita gente achou um destino meio estranho, mas Berlim tá na moda sim, é bem jovem, tem muita história e é super hipster.
Escolhi ir de avião pois estava sozinha e não tinha trem direto. Pra ir de ônibus, além de eu achar inseguro pra mulher sozinha, é longe demais. Pesquiso sempre pelo Google Flights pois ele dá todas as opções e ainda avisa se fica mais barato viajar antes ou depois. Dá pra ver por calendário e dá até pra ver no mapa quais os lugares mais baratos!
Escolhi o hostel de acordo com a localização de hotéis de luxo. Eu não tinha muita referência, então achei que essa era uma boa medida. E de fato, perto de onde eu escolhi tinha hotéis moderados bem bons (Melia, Hilton e Westin), além de vários restaurantes, muito comércio e atrações tipo o Friedrich Paladst.
Voei Ryan Air, o que quer dizer, sem mala despachada. O problema não é carregar só 10kgs na mala, o problema é encaixar tudo o que se precisa em uma mala tão pequena e passar na segurança. O vôo barato de verdade parte no fim da madrugada, e pra estar lá a tempo, tem que sair no fim da noite de casa, pegar o último trem e tirar um cochilo no chão do aeroporto (Stansted, fica há 01h de Londres). Ah, e tem que imprimir o cartão de embarque em casa, porque na hora é uns £ 45!!! No caso da Ryan Air ainda tem que passar pela checagem do passaporte antes de passar pela segurança.
E a segurança de aeroporto na Inglaterra é muito chata!!! Sério, nos EUA eles são meio malas, mas na Inglaterra não passa nada! O que me faz pensar que tem um cartel entre as cias e a segurança, pra fazer a gente pagar mala despachada. Impossível viajar com tão pouco liquido!!! Tive que jogar várias coisas fora, ficar esperando a mala ser revistada... Ai, um saco!!!
Escolhi ficar no Baxpax Downtown, perto da estação Friedrichstrasse do trem, com boa avaliação nos sites especializados em hostel. Além de quartos compartilhados, eles tem quartos privativos e os valores não são nada ruins. Não tem café incluso no valor da diária, mas eles tem um bar com uma boa cozinha. E fica num lugar com várias opções. Peguei um quarto compartilhado pra 04 pessoas. Eram 02 camas de solteiro e 01 beliche, bastante espaço e armários pra mala (tem que levar o próprio cadeado). Tem guarda volumes (€ 10 de depósito reembolsáveis), wi-fi gratuito e elevador. A toalha é paga, mas são € 5 reembolsáveis, então acho justo. O chuveiro é dentro do quarto, mas a privada é num banheiro fora, acessado com a chave do quarto (cada quarto tem o seu).
Pra chegar do aeroporto de Schonefeld até a cidade, tem um trem do outro lado da rua. Já no aeroporto é possível comprar um Welcome Card que dá passe livre no transporte público por quantos dias você precisar e desconto em várias atrações. Mas se quiser também tem o passe de dia inteiro só pro transporte. O único ruim é entender como que funciona tudo ao chegar e tudo estar só em alemão (mas eles todos falam inglês em Berlim). Demorei pra chegar no hostel porque fiquei que nem uma tonta esperando um trem que não tava rodando naquele dia (duh)!
Berlim é bem plana, é bem amigavel ao pedestre e tudo é relativamente perto. É uma cidade perfeita pro ciclista, tanto é que dá pra alugar bike em todo o canto, mas não é opressiva como Amsterdã ou Paris, onde tem bicicleta até demais, sabe? Só não entendi a lógica dos sinais de pedestre, ou eu ficava plantada enquanto ninguém mais esperava o sinal abrir ou eu atravessava correndo, hahaha!
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quinta-feira, 5 de maio de 2016 at 08:09
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... must come to an end.
E assim me despeço do meu voluntariado.
Mas o quê? Sim, daqui algumas horas estou indo embora do camp hill. Se quiser saber mais, cola lá no blog da viagem.Marcadores: camp hill, diário de viagem, viagem, voluntariado

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quinta-feira, 14 de abril de 2016 at 10:30
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#diáriodeviagem: paris, disneyland
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Confesso que um dos maiores motivos de eu querer ir pra Paris era pra ir na Disney de lá. Eu estudei e ouvi muito falar que essa era a pior Disney que tem, por inúmeros motivos, mas o maior foi a falha da empresa de levar em conta os fatores culturais locais. Mas é a Disney, né, continua sendo o lugar onde os sonhos se realizam!
Compramos o ingresso de 2 parques em 1 dia, na Fnac em St Lazare, por € 74, mas em outras épocas tem ingressos mais baratos para durante a semana (abril é época de férias escolares em toda a França). O parque abre meio tarde, as 10h, mas fica a 1h de Paris mais ou meno, de trem. O trem custa € 7,60 cada trecho, mas te deixa na entrada do parque.
A segurança do parque é o padrão Disney: antes mesmo de chegar na catraca tem revista de mochilas e bolsas. A esquerda fica o Studios e a direita fica a Disneyland.
Fizemos primeiro o Studios porque eu queria ver os fogos na Disneyland no fim do dia, e de qualquer forma, o Studios fecha antes. E como a minha amiga sempre vai lá com os amigos turistas, ela já sabia exatamente onde ir e a gente não perdeu tempo zanzando pelo parque ou indo em atração nada a ver.
O parque estava cheio, mas não estava lotado. A maior fila que pegamos foi de uns 40 minutos, mas as outras não passaram dos 15 minutos, mesmo em atrações mais procuradas.
Infelizmente a Rock'n'roller cosater estava fehada, mas fizemos a Torre do Terror 2 vezes! De todas as torres, eu achei essa a mais legal, as quedas são ótimas, de dar muito frio na barriga mesmo! Na segunda vez que fomos tinha um grupo de meninas bem atrás da gente que gritou até não poder mais, haha! Outra atração famosa é a do Ratatouille, um 4D muito bem feito! Alias, a área que está essa atração imita Paris e é uma graça <3 Também fomos no Aramagen, que é um brinquedo que "mostra" como efeitos especiais acontecem. Você entra numa parte do foguete do filme e ele é atacado por detritos espaciais. É legalzinho, dá um sustinho. É um daqueles passeios que é a alma do parque, sabe?
O que achei "estranho" nesse parque é que a área da entrada, que deveria ser a rua principal, é um galpão fechado e escuro. Tem várias lojas, mas achei bizarro, é escuro, até parce uma coisa meio feita a toque de caixa, sabe? Não comemos nesse parque porque minha amiga é vegetariana e já sabia que ali não tinha nenhuma alternativa sem carne. No total, passamos umas 5 ou 6 horas nesse parque, mas não corremos nem nada, fizemos tudo bem de boas.
Cruzamos para a Disneyland para comer, então já entramos com destino certo. Comemos no Videopolis, que é uma arena misturada com praça de alimentação. A cara dos hamburgueres lá é bem melhor dos que os da Flórida. Eu optei por um nuggets mesmo e enquanto comiamos, rolou um treinamento Jedi no palco da arena. Esse treinamento é só pra crianças até 12 anos, mas o lugar fica cheio de marmanjo babando, hahaha!
De lá, fomos na Space Mountain, Mission 2. O nome já sugere que é uma atração um pouco diferente da de Orlando. Já começa que os assentos são duplos e por fora dá pra ver que tem outras coisas diferentes (tipo uma parte aberta). Essa foi outra atração que achei melhor do que a de Orlando. Não dá tanta aflição de bater nas coisas, apesar da maior parte tamném ser no escuro. É um pouco mais rápida também e tem mais quedas e voltas. Também fizemos 2 vezes, a fila tava muito rápida!
Outro brinquedo bem legal é o do Indiana Jones, outra montanha russa, rola até um loop, haha! Só acho que balança muito umas horas e pode dar dor de cabeça...
A Big Thunder deles estava fechada para reforma. Um brinquedo clássico que só abriu agora lá é o It's a Small World, mas não fomos porque a Amanda não quis ficar com aquela música do demo na cabeça o resto da vida, HAHAHA!
Fomos no Piratas do Caribe que é diferente também, mas não tem o Jack Sparrow (captain *cof cof*). E resolvemos arriscar ir no brinquedo do Pinóquio só porque não tinha fila e eles nunca tinham ido, haha! A gente riu muito nesse porque é bem pra criança mesmo. Isso foi idéia do marido da minha amiga!
No fim do dia passamos pelas lojinhas pra ver o que mais eu podia encontrar de diferente. Tem sim muita coisa, mas não comprei muito. Trouxe algumas canecas/copos e coisas menores. No fim, os Mickeys franceses você encontra na Disney Store na Champs Elysee mesmo...
O show de fogos no fim do dia é bem legal, eles misturam com muito video projetado no castelo, mas achei meio borocoxo...
Passamos na World of Disney antes de ir embora e ainda assim pegamos o trem bem cheio (mas achamos lugar pra sentar) e TODO MUNDO no trem estava morto. Muita gente faz os 2 parques num dia só pelo preço e é muito desgastante, mesmo sem tantas filas.
Sobre o serviço nos parques, fiquei abismada de ver cast member dando come em criança mal educada na frente de todo mundo! Eu ainda lembro do treinamento que dizia que a gente não pode colocar guest em situação constrangedora assim! Também não acreditei na moça que pedia sem a menor paciênca que as pessoas seguissem na fila (go! go! go! GO!). Fora que eles perdem um monte de oportunidade de vendas não tendo loja no fim de todos os brinquedos!
Claro que ainda vale o passeio porque é Disney, mas como a maioria dos brasileiros acaba conhecendo primeiro a Disney dos EUA, é bom ir com baixas expectativas.
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quarta-feira, 13 de abril de 2016 at 10:30
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#diáriodeviagem: paris, atrações turísticas
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Impossível ir pra cidade mais turistica do mundo e não turistar, né? Mas assim como eu fiz no Japão, eu elegi poucas atrações que eu queria com certeza fazer e deixei a ocasião me mostrar mais da cidade, assim eu teria com o que me surpreender!
Como eu estava com a minha amiga, e ela está acostumada a hospedar pessoas que nunca foram a Paris antes, ela já tem um rteiro meio traçado daquilo que é "imperdível".
Segurança em Paris: muita gente me perguntou sobre como estava a cidade em face ao terrorismo (depois dos ataques na própria cidade em novembro, o continente viveu mais momentos de terror com mais ataques em Bruxelas umas 2 semanas antes de eu viajar) e minha mãe ficou super preocupada de eu ir pra Paris justo agora. Porém a lógica da segurança em países seguros é: a criminalidade é relativamente baixa (roubos e assassinatos, por exemplo), então a segurança é branda. Ai acontece um ataque terrorista exatamente porque não havia segurança reforçada e então eles colocam não só a polícia na rua, como segurança particular em tudo. E ai a cidade fica mais segura ainda. Além do esquema de segurança na estação de trem para viagens entre diferentes países, em toda a loja, grande ou pequena, tinha segurança na porta checando bolsas e mochilas e detectores de metal de mão. Nas grandes atrações, o esquema era parecido com o do trem (com portal detector de metais e máquina de raio-x). Único lugar sem esse esquema é metrô mesmo...
Particularmente, eu não me incomodei com esse esquema, mas tenho que confessar que com essa cara de japa, eu não sou "grupo de risco" e a revista em mim era muito mais suave do que com homens e pessoas de cor.
Das atrações que eu fazia absoluta questão de conhecer estavam a Torre Eiffel, O Palácio de Versalhes, a Disney e o Louvre. Sei que pra 1 semana parece pouco, mas eu não gosto de ter que fazer tudo correndo. Ainda assim, fiz tudo correndo porque entre uma coisa e outra tem tanto pra se ver!!!
Minha amiga me levou na Torre logo no primeiro dia. Ela não me avisou exatamente onde a gente estava indo, a gente pegou o metrô e foi, mas quando perguntei que estação a gente ia parar, ela falou Trocadero e já me liguei porque já tinha lido que era essa a melhor parada pra ver a Torre! E realmente, acho que é a melhor introdução a um cartão postal, você vira a esquina e pá, tá lá a Torre Eiffel linda e imponente! E cheia de turistas em volta! Acho que nunca vi um lugar tão cheio de turista na vida!!! Era domingo e o dia nem tava tão bonito assim (de manhã o tempo tava lindo e quente, mas a tarde ficou nublado), mas tinha gente saindo pelo ladrão! Não subi nesse dia, resolvi voltar no meio da semana e dei uma super sorte! Cheguei pra comprar a entrada com direito a subida de elevador até o topo umas 10h30 e quase não tinha fila! Deu pra aproveitar bem, o dia tava bem bonito, ensolarado, apesar de frio. Quando desci, uns 90 minutos depois, a fila tava lá do outro lado já! Achei que as lojinhas de souvenires de lá foram as melhores da viagem, apesar de caras. Pra achar coisa diferente e interessante, é na Torre!
Fui no Louvre no final do mesmo dia. Todo mundo fala que é melhor ir no museu no fim do dia e resolvi apostar. Todo mundo também fala que o museu é gigante e que a gente tem que escolher o que quer ver porque é impossível ver tudo. Eu queria ver a Monalisa, o resto era lucro. Quando cheguei, umas 15h30, não estava lotado, mas também não estava vazio. O saguão da Mnalisa é uma bela andada da entrada, e é sempre cheio, mas até que deu pra chegar pertinho e fazer uma selfie. Depois eu inventei de querer ir nos aposentos do Napoleão, que em tese eram perto, mas devido a uma obra no prédio, ficou impossível de chegar. Me perdi no meio do caminho e fui parar no jardim das esculturas italianas, e resolvi ficar por ali mesmo! É um saguão amplo e bem iluminado, cheio de esculturas lindas, com uns bancos nas laterais, um lugar super gostoso de ficar.

O Palácio de Versalhes deixei pra visitar no último dia, achei que umas 4 horas davam e quase não consegui ver muita coisa! O palácio em si é o menos interessante, o que chama atenção mesmo é o jardim enorme no fundo e os domínios da Maria Antonieta. Pra chegar lá, peguei um RER que custou € 3,55. Da estação, andei mais uns 15 minutos até dar de cara com o palácio. Comprei a entrada na hora e resolvi ir ver os domínios da Maria Antonieta primeiro. E resolvi fazer isso a pé, pra aproveitar os jardins.
A caminhada pelos jardins é bem gostosa, ainda mais nessa época que é ensolarado e friozinho, então não cansa tanto. Mas depois de sair pelo portão do Grand Canal, a caminhada é meio longa até o Grand Trianon. Mas foi lá que vi alguns dos aposentos mais bonitos, que parecem mais com a realeza européia que a gente vê em filme (pensa na nobreza de Ligações Perigosas, por exemplo). Os jardins entre o Grand e o Petite Trianons é bem bonito, uma caminhada agradável. Atrás do Petite Trianon tem a fazenda e umas outras coisas, que aquela hora eu já não tinha mais forças pra explorar. Sério, foi uma longa andança!!! Pra quem não curte andar, exige muita força de vontade fazer esse passeio. Existe a possibilidade de pegar um trenzinho no lado oposto da entrada dos jardins que levam do palácio até o Grand Trianon direto. Custa € 4,00, tem outras paradas e pode ser usado pro retorno. Na volta eu acabei pegando o trenzinho ou não teria sobrevivido não!!!
No palácio, vi a sala dos cristais, famosa, e outros salões do lado, mas só porque é impossível ver uma coisa só e ir embora! O layout do palácio é feito pra não ter jeito de dar meia volta, o que achei bastante estúpido! Pra piorar, como em toda Paris, ali no palácio também tá cheio de grupos de chineses. Eu dei o azar de entrar bem na memsa hora que uns 5 deles!!! Foi meio traumatizante >.<
Sobre a Disney, vou falar em um post separado, mas já digo que tudo o que falam sobre ser a ovelha negra da família é verdade!
Além desses passeios que eu queria fazer, minha amiga ainda me levou na Sacre Coeur de Mont Martre, aquela lá no alto da colina (que eu subi de funicular - € 1,80) e por um passeio na região (que ficou mais famosa por causa da Amelie Poulain), com direito a crepe num lugar cheio de recados e fotos colados na parede (tipo, não dava pra ver parede, haha) e claro, ao Café des 2 Moulins.
Também passei na frente do Moulin Rouge, que fica numa região meio degradada... Mas logo depois fica uma região mais sossegada, que é onde minha amiga trabalha e ai o passeio fica mais tranquilo. Claro que tem muito turista ali na frente, até vi uma pessoa sentada num banquinho lendo um livro, mas eu não achei esse passeio particularmente interssante.
Fomos claro na Champs Elysee, que como disse, é relativamente perto da casa da minha amiga. O Henrique estava na cidade coma família, a gente sabia que estaria lá na mesma época, mas não combinamos de nos encontrar porque sabiamos que seria impossível. Porém, só porque a gente não combinou nada, nos esbarramos em plena Disney Store!!! Não acreditei! O mundo é minúsculo mesmo...
A Champs Elysee deixou de ser chique a muito tempo, hoje é um mar de turistas e lojas lotadas, de luxo, só alguns preços mesmos. Mas ainda é uma via bonita, ampla, que dá no Arco do Triunfo. Ainda é sim um passeio válido, até porque tem várias lojas famosas todas juntas. A Sephora de lá é uma das maiores que já vi! E tem a Disney Store (pra quem não sabe, existem itens que são vendidos exclusivamente em lojas fora dos parques) <3
Ainda sobre compras, passamos na Rue Rivoli que também é cheia de lojas e marcas, mas coisas menores. Fica atrás do Louvre, pra quem quiser escapar da loucura que é a Champs Elysee.
Passamos na Galeries Lafayette também, mais pelo passeio do que pelas compras. É umaenorme loja de departamento de luxo. Tem stand da Shu Uemura e lá eles vendem o melhor curvex do mundo por 3 vezes o preço do Japão! Mas tá valendo, uma vez que não se vende mais nos EUA e é mais fácil achar alguém indo pra Paris do que pro Japão...
A melhor parte da galeria é que tem uma cobertura deliciosa, cheia de cadeiras e bancos, de onde dá pra apreciar a cidade e a Opera, ali na frente <3. Ficamos á um tempão, o marido da minha amiga até tirou um cochilo, haha!
Passei ainda pelo Jardim das Tulherias (na frente do Louvre), pelo Jardim de Luxemburgo, pela Notre Dame (mas não entrei), na frente do Museu Pompidou e do Pantheon. Ufa!
Os primeiros dias começaram mais devagar, a gente dormiu mais e tal, mas depois era acordar cedo e ir dormir tarde e andar o dia tooooodo. Paris é um dos lugares mais cansativos que já visitei, e tô cansada até agora e não sei quando vou me recuperar! Mas vale muito a pena porque é uma cidade linda!
Ainda vou contar de 5 lugares onde comi (claro!) e fui muito bem servida!
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terça-feira, 12 de abril de 2016 at 10:30
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#diáriodeviagem: paris, modo de usar
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Bom, como dito anteriormente, fiquei hospedada na casa de uma amiga, então eu não escolhi a localização. Mas via de regra, quanto menor o número do arrondissement (bairro), melhor. Mas eu fiquei no 17eme (Batignolles) e achei muito bom. É perto de Clichy e até da Champs Elysee, então não tenho do que reclamar. Fora que é um bairro bem residencial, francês, com muitas facilidades.
Paris, assim como Londres, Nova York e Tokyo, sofre de falta de espaço, então as acomodações são bem menores do que estamos acostumados. É bom ter isso em mente na hora de fazer as malas, porque senão você não vai conseguir nem se mover dentro do seu quarto de hotel!
Pra chegar lá eu fui de trem Eurostar. Achei uma alternativa super confortáve pra quem pretende conhecer Londres junto com Paris. Não gosto de aeroportos porque são longe da cidade e o que você economiza na tarifa acaba gastando com o deslocamento até a cidade, além do limite de bagagem.
- Estação St Pancras / Kings Cross em Londres: tem um tamanho ok e é bem sinalizada. O check in é meio cheio, mas não demora muito. A imigração é super rápida. Tem que passar pela segurança que nem em aeroporto, mas é bem sossegado;
- Estação Gare du Nord em Paris: a maior estação de trem do universo!!! Como andei naquele lugar! E como tudo na França, péssima sinalização. Parei umas 3 vezes pra perguntar onde era o check in do Eurostar. Mas uma vez lá, foi tão tranquilo quanto em Londres.
A passagem de ida e volta saiu por volta de £ 100, mas pode ser menos ainda dependendo dos dias e horários que você escolher. O trem é moderno e confortável e tem um bar com coisas meio caras, mas que pode te salvar se você não tiver tempo de comer antes ou depois da viagem.
A viagem é bem rápida, a porção na Inglaterra passa num piscar de olhos! Eu tirei um cochilo na Inglaterra e acordei na França, haha! Isso é bom saber pra quem acha que vai passar mal no túnel. É bem rápido mesmo ;).
Pra me locomover em Paris usei muito o metrô. Achei que seria bem caro, mas no final era € 1,80 cada bilhete, mas também tem o bilhete de dia inteiro (Moblis) que é € 7,00 pras zonas 1 e 2. Só pra alguns poucos lugares peguei o trem, que é bem grande, mas confortável e um pouco mais caro (depende de onde você quer ir). O bom é que o metrô te leva pra todo lugar mesmo, é bem completto, mas as vezes é um pouco complexo...
Eu tinha uma "guia", mas a cidade não é difícil de entender. Parece grande, mas andando nem é tanto assim. E você anda MUITO! Tudo que tem pra ver é na rua mesmo, então com as pequenas distâncias você acaba aproveitando mais se estiver a pé.
As atrações tem um preço médio de € 15 - 20 e a comida varia de onde você quiser comer, mas diria que em torno de uns € 30 dá pra comer muito bem. Mas assim... Todo lugar tem comida boa, todo croissant é delicioso, em todo lugar tem baguete crocante por fora e macia por dentro! E o vinho, ai que delícia! Aliás, mais barato pedir taça de vinho do que refrigerante nos restaurantes, haha!
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segunda-feira, 11 de abril de 2016 at 08:06
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#diáriodeviagem: paris, impressões
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| O Arco o Triunfo ali no fundo <3 |
Antes de fazer o diário da viagem propriamente dito, queria deixar minhas impressões de Paris aqui.
Fui passar 1 semana na cidade luz e tenho a sorte de ter uma amiga morando por lá, ou seja, acomodação de graça! Mas além disso, também ganhei uma guia maravilhosa, que conhece a cidade muito bem e que se tornou uma ótima companhia de viagem, mesmo tendo que trabalhar de manhã.
Eu fui sem muitas espectativas, talvez porque depois de Londres eu estava meio receosa de não gostar tanto assim de Paris, e no fim isso foi ótimo, porque acabei me apaixonando de verdade pela cidade!
A arquitetura é maravilhosa e o urbanismo é feito pra gente se sentir muito bem por onde passa. Em geral eu gosto de prédios altos e diferentes porque isso facilita eu me achar pela cidade (desnorteada master!), mas em Paris, apesar de me sentir meio perdida, isso não teve importância. É refrescante estar numa cidade onde você vê o céu (lindo!) e onde as ruas são amplas. Fora a sensação de estar sempre num filme!
Eu também achei Paris mais parecida com Nova York d que Londres. Não sei o que é, mas só de estar lá senti essa familiaridade que me faltava tanto aqui na Inglaterra.
Fora a real sensação de ser turista.
Economizei bastante pra essa viagem achando que Paris seria caríssima, mas nem foi. No fim até trouxe um pouco do dinheiro de volta! Mas acho que Paris é pra você gastar com passeio e comida, e nem tanto com compras.
E de todas as cidades que já visitei, achei a mais turistica de todas. Os turistas estão em todos os lugares! Muito brasileiro (apesar da crise...) e muito, mas muito chinês mesmo! Nem no Japão senti que tinha tanto chinês quanto em Paris! E eles andam em grupos, as vezes é meio assustador.
Apesar da fama, nem achei os franceses tão anti páticos assim. Talvez porque eu aprendi quando cheguei que pra tudo você diz "bonjour!" e só então pergunta se eles falam inglês. E porque eu tenha uma base (bem básica mesmo!) da língua e no meio da semana já estava entendendo quase tudo e me arriscando a fazer pedidos simples sozinha. Os franceses falam sim inglês, e acho que no fim, com os turistas, eles até prefiram falar em inglês pra deixar a mensagem mais clara. Pelo menos foi o que senti, porque muitas pessoas acabavam falando inglês comigo mesmo quando eu perguntava em francês (tudo bem que meu francês é meio capenga...). E em pelo menos 3 ocasiões, tive um atendimento super simpático, pra qualquer padrão!
Eu super voltaria pra Paris, mesmo já tendo visitado quase tudo. Eu realmente gostei da cidade e entendo a fascinação que ela exerce!
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016 at 10:30
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#diáriodeviagem: londres pela QUINTA vez!
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Será que um dia vou enjoar de ir pra Londres? Como agora estou perto, toda a oportunidade de ir pra capital é bem vinda!
Já é half term de novo, mas dessa vez tive que trabalhar (até o fim da semana eu publico mais sobre isso aqui). Porém, tive meus 2 dias de folga e aproveitei pra ir na casa do Junior, que já havia me convidado várias vezes.
Cheguei na quarta a tarde e encontrei com ele em Canary Wharf, a região mais nova e comercial da cidade. É lá que estão prédios modernos como o do HSBC, é uma região cheia de novas construções também e uma zona comercial incrível.
Deixamos minhas malas na casa dele, que é ali perto (uma das poucas casas antigas que sobreviveram a guerra) e fomos pra Greenwich.
Greenwich é onde passa a linha imaginária que separa o mundo entre ocidente e oriente. Ali tem um parque muito bonito, a Universidade de Greenwich e o museu que conta a história do lugar.
O parque é lindo e o campus da universidade é aberto. Mesmo com o dia nublado e ameaçando chover, tinha bastante gente visitando. Da universidade até o museu é uma subida, mas é uma caminhada ok. E lá de cima dá pra ver a cidade toda <3
Eu não quis entrar no museu pois ele é pago e eu já tinha outros planos pro meu dinheiro, mas do lado de fora tem a marca do meridiano pra gente tirar foto. Como o dia não estava muito bonito, não tinha fila nem nada, mas o Junior disse que no verão aquilo ali faz uma fila bem grande!
Voltamos pra casa meio congelados e esperamos o marido do Junior terminar o trabalho que ele estava fazendo pra sairmos pra jantar. Fomos até o West India Quay comer um hamburguer muito gostoso no pub Whetherspoons. E o melhor, eles pagaram o meu lanche! Hehehe...
No dia seguinte eu estava por conta. Sai de casa na hora do almoço e fui pro Towergate Station pra razão dessa viagem: visitar, finalmente, a Torre de Londres!
Claro que antes rolou uma parada estratégica no Starbucks da Tower Bridge <3
A Torre de Londres é um complexo que um dia foi um forte de proteção e entrada oficial da cidade. A monarquia habitou o que é de fato a "torre".
O que me interessava muito nessa visita é que é possível acompanhar um tour com um Yeoman. Os Yeomen Warders são guardas que tomam conta das jóias da rainha. Pra ser um Yeoman, você tem que ter servido as forças armadas e ter atingido um certo ranking, além de ter algumas condecorações e outros treinamentos. Na atualidade, os Yeomen que estão na torre são guias que contam a história do forte.
Eu tinha esse interesse principalmente porque acho mais proveitoso conhecer um lugar com um guia que vai passeando com você e te contando a história de cada pedaço. Os tours guiados da torre com os Yeomen começam na entrada, a cada meia hora, e sempre tem muita gente, claro. Eles tem um uniforme e são muitos bons guias. É uma coisa meio disneyficada, mas não deixa de ter seu valor.
Eles fazem piadinhas, mas acho que isso faz a história, que é meio sanguinária, ficar mais fácil de ser entendida. A gente caminha com o Yeoman até pontos específicos e eles explicam porque cada parte é importante, quando foi construída e o que aconteceu de mais notório em cada canto. A visita é toda por fora, só a parte final, na capela, é interna, mas em dia de sol, como o que peguei, é bem gostoso. Depois dá pra continuar por conta e ver as jóias da coroa, que são impressionantes.
O passeio me custou £ 24,50, que eu entendo que é bem caro mesmo, mas pra mim valeu a pena porque eu queria muito fazer a visita e não me decepcionou.
Ah, tem wifi lá dentro e é bem bom, então mais um ponto positivo, haha!
Além das jóias, dá pra andar pelo muro do forte e entrar nas torres de vigilia. Dá pra entrar na White Tower, que é a torre em si. Lá dentro, além dos aposentos reais, também viviam os servos e eles guardavam de artilharia a comida. Tem tudo isso explicado lá dentro, e a parte mais interessante é que tem "troféus" de guerra também, de lugares bem longe como o extremo oriente!
Depois de lá, liguei pro Junior e nos encontramos no metro pra ir até o Parque Olimpico. O parque fica do extremo leste da cidade e é uma área que foi revitalizada para os jogos, com a construção não só do parque olimpico em si, como de um dos maiores shoppings da Europa, o Westfield Stratford City.
A estação de Stratford é um hub com outros modais, então é uma região bem movimentada. Assim como Canary Wharf, vive um boom de empreendimentos imobiliários. Fomos até perto do estádio e voltamos. O parque que tinha ali está fechado e deve receber algum condomínio enorme, comercial.
Aproveitamos para ir no shopping, que realmente é enorme e lotado, para fazer compras na Primark. Passei na frente da Pandora e só suspirei, ainda não tô monetizada pra comprar nenhum charm... Na Primark, claro, comprei uma camiseta do Harry Potter pra mim e um presentinho pro meu sobrinho que está por vir <3 Se fosse menina, teria estourando o cartão de crédito da minha mãe, porque tinha muita coisa linda! Será que minha cunhada fica muito brava se eu raptar o sobrinho pra traveti-lo? Hehehe...
Voltamos pra casa de ônibus, que é bem mais barato. No horário de pico o metro fica mais caro. Apesar de demorar bem mais, não importa muito pra quem tá a passeio, né? Fora que do ônibus dá pra ver mais da cidade <3
A noite, o marido do Junior fez bacalhau fresco pra gente. É bem gostoso, mas acho que gosto mais de bacalhau seco porque o gosto fica mais forte.
E não esqueçamos do delicioso vinho português <3
Dia seguinte, acordei cedinho e peguei o rumo de volta pra Ringwood... See you soon, London!
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016 at 10:00
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2015 sendo 2015 até os últimos instantes!
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Quando minha irmã canadense foi me visitar no Brasil fomos comprar um charm pra pulseira Pandora dela e eu comentei que era bem caro, por isso eu nunca tinha cogitado comprar uma. Claro que no natal, minha família resolveu me mandar uma (minha mãe canadense trabalha numa joalheria)... Em cima da hora pro Natal. O correio passou aqui antes do natal e deixou uma notificação, porque, alfandega que se preze taxa pacote aleatoriamente em qualquer lugar do mundo. Mas a vantagem é que aqui a gente pode pagar online e agendar a entrega. Mais ou menos.
Como não tinha ninguém por aqui na semana do natal, esperei até a segunda pra passar na recepção pra pegar a carta pra pagar. Paguei, agendei a entrega pro dia seguinte... E claro que a pessoa que disse que estaria na recepção na hora não estava ¬¬. Tive que ligar lá e perguntar se fariam e entrega no dia seguinte e que horas.
O dia seguinte foi dia 31 de dezembro. Segundo a companhia que faria a entrega, até a metade do dia tudo estaria funcionando normalmente e eu poderia esperar a entrega tranquilinha. Pero no mucho. Não confiei que teria ninguém na recepção, claro, e acordei cedo pra epserar na janela o carro passar. Esperei um tempão, mais de hora. Pro carro da Royal Mail (o correio "oficial") passar direto sem parar aqui nem tentar tocar a campainha!!! Nossa, fiquei muito puta, liguei lá, fiz o maior escarcéu, pedi ajuda em todas as redes sociais, o maior escandalo mesmo! Ai descobri que como era uma encomenda internacional, deveria ser entregue pela Parcel Force e que, aparentemente, as 10h da manhã, o carro ainda nem tinha saído da distribuição. Mas que também não tinha horário pra passar aqui, mas que o pacote ia sim ser entregue. E eu na maior gastura porque ainda tinha que me arrumar pra ir pra Londres!!! Mas no final das contas, o carro passou com a entrega as 11h30 e eu conesgui receber meu presente.

Claro que eu muito loka já fiz até wishlist no site, haha! Não que eu vá realmente enlouquecer de gastar todo meu dinheiro em charms, mas como eu gosto de ter lembrancinhas das viagens, pelo menos posso concentrar na pulseira, que ocupa muito menos espaço que todos os copos e canecas que eu geralmente gosto de comprar, hahaha! Já sei que é assim que vou lembrar de Paris e daqui <3
Bom, depois fui comer e me arrumar pra ir pra Londres, encarar multidões e frio pra ver os fogos de artifício. A #braziliansquad claro que se atrasou, o que foi bom pra eu me arrumar com mais calma, depois da correria da manhã.
Saimos no meio da tarde, que já estava escura, sem nem idéia de como chegariamos ao centro de Londres que deveria estar fechada. Tudo o que sabiamos era só que tinhamos o plano perfeito de estacionamento gratuito, haha! Deixamos o carro perto do Crystal Palace e de lá pegamos um ônibus pro centro - iriamos descer o mais perto possível.
De fato o centro estava fechado para veículos, então descemos um pouco longe e tivemos que andar. No frio. Devia estar tipo uns 2 graus. E nessa terra venta.
Eu estava super encapotada, aprendi muito passando 7h30 no frio da Times Square há 10 anos. A única parte ruim é que ir no banheiro era uma missão com tantas camadas. Me recusei a ir no meio da rua. Perto do centro tinha banheiro químico, mas também não usei. No fim, resolvi simplesmente não tomar nada e consegui não ter que usar banheiro no meio da muvuca. Fizemos uma parada antes de chegar em Londres e depois entrei em um hotel e usei o banheiro bem confortavelmente. E depois da muvuca, fui no banheiro da estação de trem.
O show de fogos acontece na London Eye e a região imediatamente em torno dela fica fechada. Pra assistir a queima ali de pertinho tem que comprar ingresso online com antecedência. Ou então assistir de outros pontos da cidade.
A gente acabou chegando cedo e ficou dando voltas pela região. Passamos por uma igreja que estava dando banheiro limpo, café, chá e sopa a vontade pra quem passasse pela rua. Achei bem fofo, e os voluntários que estavam trabalhando nessa ação foram muito simpáticos.
Lá pelas 23h resolvemos buscar um ponto pra ver os fogos da ponte seguinte a ponte do Big Ben. Não estava muito lotada, mas logo começou a chegar mais e mais gente. E os brasileiros reclamando de ficar 1h de pé esperando pra ver fogos... Pfff, sabem de nada!!!
A parte estranha é que não tinha nenhum som, os fogos não faziam muito barulho de onde estavamos e não tinha nenhuma trilha. As pessoas nem pareciam muito empolgadas, então é claro que a brasileirada se sobressaía e foi quando descobrimos alguns grupos perto de nós gritando "feliz ano novo!", hahaha!
Esperamos dar uma esvaziada e tentamos ir pro So-Ho.
Só tentamos. Paramos na Ponte de Westminster, não conseguimos atravessar porque estava fechada, ficamos dando volta e só tipo lá pelas 2h da manhã conseguimos chegar num metro!!! Sério, não sei de onde apareceu tanta gente!!! Tá certo que as estações mais próximas de verdade estavam fechadas e caminhamos até Waterloo pelo menos, mas não era pra demorar tanto!!!
Chegamos exaustos na estação e decidimos abortar a balada e voltar pro carro. Só o Gui pode dirigir o carro da fazenda, então resolvemos deixar ele descansar antes de pegar a estrada de volta. Por sorte o metrô e o trem stavam de graça a noite e não gastamos nada pra voltar pro carro, hehe.
E nossa, eu estava EXAUSTAAAAAA! Entrei no carro e simplesmente apaguei!!! Cheguei em casa e morri na minha cama, de roupa e tudo, nem apaguei as luzes nem nada (achei que ia chegar em casa, ar uma encostada antes de tomar banho e então dormir, hahaha)! Acordei de manhã pra tomar banho, ainda morta de cansaço e voltei a dormir até o meio da tarde! Sério, eu precisava daquele sono todo!
Marcadores: diário de viagem, fogos de artifício, london eye, londres, reveillon

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Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação.
Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.
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