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a viagem
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016 at 10:30
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Vamos começar o ano falando de coisa boa, né, vamos falar de VIAGEM!

Quem me acompanhar nas redes sociais viu que fui pra Amsterdã no final do ano pra passear um pouco. Eu e o Henrique decidimos de última hora, porque queriamos fazer algo mas não tinhamos planejado nada.

O resumo do roteiro era: ir para Amsterdã de ônibus e passar 4 dias por entre os canais, sem circuito fixo.

Mas então, né, a gente tá na Inglaterra, parte de uma ILHA! Ai que começa a aventura.

Compramos um bilhete combinado, com ônibus saindo de Ringwood e troca em Londres, saindo a noite no nosso último dia de trabalho (que eu folguei, yay!). Ainda tivemos umas 2h na capital pra dar uma voltinha. Para poder entrar na Europa continental, temos que fazer um check in quase igual de avião (mas não com muita antecedência) ainda na estação. O embarque em si foi meio tumultuado, as pessoas não sabiam em que ônibus entrar, onde deixar a mala, uma zona terceiro mundista que só. Brincadeira. Até no Tietê a coisa parece mais civilizada.



Escolhemos um lugar, infelizmente não rolou pegar 2 bancos pra cada pois o ônibus foi cheio, e partimos pra primeira parada: Dover. Dover é um porto, de onde saem balsas que atravessam o Canal da Mancha até a França. Mas não são balsas iguais as de Santos ou Ilha Bela, claro. São embarcações com vários níveis, tipo um grande estacionamento flutuante, com restaurantes e até duty free!

Até a chegada em Dover foi tudo tranquilo. Pegamos uma fila meio grande no pedágio, mas até ai, tudo normal. O problema foi passar na imigração. O processo estava muito lento e levamos umas 3h só para passar pela "fronteira"!!! Nossa, foi muito chato, porque estava frio lá fora, mas também não tinha nada pra fazer dentro do ônibus.

A imigração foi tranquila, não entendemos o que estava tão complicado. Como houve esse atraso, perdemos a balsa da meia noite e só pudemos embarcar as 4h da manhã!!! Passada a imigração, eu tomei meu Dramim e capotei. Não vi nem o ônibus subir na balsa.

O Henrique me acordou pra gente sair e dar uma volta pela balsa. Nós e todo mundo. O lugar estava super cheio! Parecia um navio clandestino cheio de refugiados. A maioria das pessoas estava se espalhando pelos sofás e pelas mesas pra DORMIR! Dei a volta com o Henrique, ele foi ver a balsa sair do porto e eu dormi numa mesinha. O Dramin tava batendo forte!!!

A estrutura da balsa é bem legal, e apesar do horário, os serviços estavam funcionando. O duty free era até de um bom tamanho, mas os valores não estavam tão atrativos assim.

Mas eu dormi a maior parte do trajeto. O Dramin me capotou. Eu tomei porque tinha medo de enjoar (como aconteceu no Equador), mas foi uma benção, porque ai consegui dormir bem, em qualquer situação!

Avisaram que estavamos para chegar, e ai foi o estouro da boiada de novo. Todo mundo levantando, de remela no olho e descabelado, pra descer pros seus respectivos veículos. Eu dormi de novo, sem nem ver o ônibus desembarcar...

Eu só fui acordar já na Holanda, na nossa única parada, para a troca de motoristas. Foi uma chegada e tanto, um posto enorme, com um Mc Donald's impecável e banheiros limpíssimos. Que eu sem querer usei sem pagar. Ops! Ah, o legal mesmo foi ver aqueles geradores de eletricidade heólicos. Nunca tinha visto de perto e não sabia que eram tão enormes!!!


Dali estavamos a menos de 2h de Amsterdã. Mal esperava pra chegar! Mas o sono tava forte, e consegui dormir nesse meio tempo também, HAHAHA!

O serviço que usamos foi o Eurolines, uma rede de ônibus que opera por toda a Europa e é parte da National Express, que é um serviço de coach aqui na Inglaterra (coach é menos confortável do que bus). O ônibus não era horrível, mas não era nada demais - os ônibus no Brasil são mais confortáveis. Tinha um banheiro ok, mas que não tinha água para lavar a mão (porém super limpo). Já o público era um bando de bárbaros, ou talvez a gente tenha dado azar demais. No embarque em Londres tentavam furar fila, não entendiam como tinham que despachar as malas, fizeram uma algazarra no embarque e no geral, pareciam bárbaros. Se eu estivesse sozinha, teria medo. Eu não recomendo mulheres viajarem sozinhas não (embora não tenha visto nada demais além de muito homem e muita desorganização).

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Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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