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#sotmb - projeto de outubro: fotos e relatos de infância
sexta-feira, 14 de outubro de 2016 at 12:00
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Na semana do dia das crianças, vamos falar de infância! Aquele período mágico na vida quando a gente não tinha responsabilidades e podia dormir o quanto quisesse!

Vou começar com algumas fotinhos e depois faço os relatos de uns momentos bizonhos da infância, haha!

Eu era um bebê preguiçoso. Já tinha 1 ano e nem engatinhava ainda! E minha mãe bem gravidona do meu irmão. Foi ai que fui parar nesse andador. Isso é na casa da minha vó em Mogi das Cruzes. Não é a toa que sou desiquilibrada, não aprendi a ter equilibrio naturalmente...


Isso é em Santos, minha terra natal. Na mamadeira, chá mate com mel. Porque os anos 1980 eram hardcore e bebê tomava cafeína sim! E foi assim que adquiri esse vício XD

Aos 3 anos ganhei uma festa no sítio da minha vó, em Mogi. Não lembro de nada, claro, só tenho as fotos pra contar a história.

Ai aos 3 anos fui obrigada a ir pra escolinha. Odiei muito, fiz meus pais colocarem meu irmão de 2 anos na época na escola comigo ou a escola não ia deixar eu continuar, porque eu fazia tanto escândalo na porta da escola quando me deixavam pra "aula" que assustava os outro alunos, haha!

Com uns 7 anos já estava aqui na roça. E na escola onde passaria o resto da minha vida escolar. Fizeram essa palhaçada ai um ano, fizeram os pais comprarem várias cópias pra distribuir pros familiares. Sobrou essa em casa. Lembro que a harpa era de verdade e fazia barulho.

Eu sempre estudei em escola particular e foi muito tempo depois que eu fui entender o tamanho do mundo de privilégios em que eu cresci. Nunca faltou nada em casa, mesmo quando as coisas apertavam. Só meu pai trabalhava, ele perdeu o emprego algumas vezes, mas a gente nunca passou necessidade. Mas também não tinha luxo.

No primeiro post do projeto eu disse que tive quase todos os brinquedos que eu quis quando criança, mas foi graças a muitos parentes. Eu e meu irmão somos os caçulas dos 2 lados da família, então a gente tinha muita atenção. O que meus pais não podiam bancar de luxo pra gente, os tios e padrinhos nos mimavam.

Dos causos de infância, o que mais me lembro foi quando, aos 5 anos, levei uma balançaa na cabeça, no meio do recreio da escola. Fui parar do hospital pra levar 1 pontinho na testa, mas minha mãe falou que minha roupa ficou ensanguentada.

Também lembro dos primeiros dias de aula na escolinha aos 3 anos, porque era uma sensação de abandono muito grande, já que meus pais e meu irmão iam de carro me deixar na porta e iam embora. Não recomendo pra ninguém, viu?!

E pra "ajudar", eu mudei de escola nos 3 primeiros anos, ou seja, eu chorei muitos dias em todas as escolas. Só aos 6 anos fui um segundo ano pra mesma escola, mas minha mãe mudou a gente de preíodo, da manhã pra tarde, e eu não gostei muito de não conhecer quase ninguém naquele horário, mas não foi tão traumático quanto nos anos anteriores.

Na segunda escolinha tinha uma piscina na qual eu me recusava a entrar. Não sei até hoje porquê, porque eu amava a piscina do sítio da minha vó. Depois cheguei a fazer natação, mas bodiei quando aquilo virou "treino". Eu gostava de cair na água, sem pressões.

Sempre fui uma criança quieta e sempre me cobraram mais participação. Eu ficava feliz de ter 1 amiguinha só, era difícil quando mudava de escola ou de turma, me sentia totalmente sem apoio. Por um lado foi bom pra mim, ter estudado sempre no mesmo lugar, porque todo ano eu sabia quem eu encontraria e como seria. Por outro lado, lá pelos 12 anos eu já tinha muita opinião própria e passei a odiar estudar naquele lugar.

Cresci mais em prédio do que casa, porque a roça é muito perigosa e nossa casa foi assaltada várias vezes. Mas eu gosto de prédio, no último tinha uma galera grande, a gente sempre brincava no térreo, via filme na casa um do outro, dividia video-game. Quando morava em casa não podia nem pisar na rua, minha mãe desconfiava das crianças (que subiam da favela ali perto pra brincar na rua sem movimento).

Quando aprendi a ler, com 6 anos, lia de tudo, inclusive muita placa de trânsito. Passava mal quando viajava, o que fez meus pais me levarem no médico e descobrir que eu tinha hipermetropia fortíssima. Comecei a primeria série usando tampão, que eu odiava. Comia toda a haste do óculos, o primeiro mal durou 1 mês. Eu era meio ansiosa, porque também comia cabo de lápis.

Eu era meio nerd, porque a maior parte das coisas que lembrei aqui foram na escola, haha! Foi um período traumático, mas onde fiz muitos amigos, com quem compartilhei muitas memórias!

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that would be me. bye!

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Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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