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sexta-feira, 13 de setembro de 2019 at 15:07
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#evi: um crush a altura (tall girl)

Eu sempre vou começar o post falando que eu sou a rainha das comédias romanticas, ainda que as vezes eu chegue meio atrasada no rolê. Mas dessa vez, estou aqui do futuro, falando de um filme que acabou de estrear na nossa amada Netflix: Tall Girl (que tem uma tradução incrivelmente muito melhor em português como "Um crush a altura"!).



A premissa desse filme é que a protagonista, Jodi, é uma garota MUITO alta. Tipo, a pessoa mais alta do colégio. E ela sofre um leve-pesado bullying com isso, além de ter suas chances no amor diminuídas (não foi um trocadilho intencional!). Óbvio que ela tem uma bestie ponta firme que tenta fazer a menina enxergar o melhor de si e um amigo de infância muito apaixonado por ela (do tipo irritantemente apaixonado). Ela já nem tinha lá muitas esperanças de encontrar alguém pra namorar na high school quando um unicórnio aparece na escola. Não um unicórnio literal, claro, mas um cara muito alto, e também muito lindo, na forma de um intercambista sueco. Que claro, vai parar na casa do amigo que tem aquele crushzão na protag. Só que não é só a Jodi que nota o cara, todo mundo nota ele!

Não preciso mais descrever o filme, porque é uma comédia romantica adlescente e vocês podem intuir o resto.

Então sim, spoiler alert (!!!), o filme é um clichezão. Mas não perca as esperanças! O filme é fofo!

Se você está para assistir esse filme e não quer estragar as supresas, não leia o resto desse post!

É um filme adolescente bobo, muito óbvio, mas que te faz querer esperar mais. A história não é ruim, muito pelo contrário. Jodi não é loser, mas a altura dela a deixa insegura com muitas coisas. O amigo que tem crush nela é um tampinha meio nerd, que não para de dar em cima dela em todas as cenas e é bem chato. O intercambista é um unicórnio. Óbvio que apesar de todas as garotas populares darem em cima dele, ele fica interessado na protag. Mas a queen bee residente já laça o bonitão logo de cara. E o amigo crushado nela também não exatamente ajuda, ele dá uns conselhos bem egoístas por causa de ciumes, o que complica um pouco a vida da Jodi. Rola um momento desentendimento em que ela tenta fazer ciumes no intercambista e até dá um pouco certo. Até as inseguranças do próprio unicórniozinho, que não é tão perfeitinho assim, também lambuzam a história. E como isso é um filme contemporaneo, rola aquele momento Gossip Girl em que Jodi descobre como nenhum adolescente é tão santo quanto parece através de um vídeo e "percebe" que seu amor de escola é aquele nerd tampinha que enche o saco dela toda hora. Argh! Eu odiei esse fim!!!

A bem da verdade, qualquer fim seria meio besta, mas achei bem forçada a história do vídeo que desmascara nosso até então principe encantado. E diferentemente de "Vestida para Casar" em que a mocinha gradativamente se apaixona pelo cara chato da história, eu não vi nada que demosntrasse sequer uma química entre os dois!!! Na verdade, eu ainda tô com ranço dele, porque patcha menino chato do cacete! Aliás, eu teria ficado muito feliz se ela tivesse mandado tudo as favas e ficasse feliz solteira com a bestie dela, porque tudo que a gente precisa na vida, no fim das contas, é uma amiga que esteja do nosso lado, mesmo que seja pra dar uns puxões de orelha de vez em quando.

Mas ainda assim, não desista desse filme! Ele é fofo, apesar de tudo, e com 100 minutinhos te faz mais leve!

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that would be me. bye!

quinta-feira, 12 de setembro de 2019 at 10:30
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Desenhos animados para crianças pequenas

MAOEEEEEEEE! Quem é que invadiu esse bloguitcho???

Não temam, meus caros! Estou sumida, mas não enlouqueci (ainda)! Porém acho que passei tempo demais com uma criança vidrada em televisão e já tô me sentindo quase expert em entretenimento infantil, HAHA!

Uma vez eu li no twitter um cara falando sobre como hoje existe uma oferta infindável de desenhos para crianças, mas como os pais tem que estar muito atentos ao que seus filhos consomem. Na minha época a gente só tinha a tv e uns poucos canais, e a não ser que os pais pudessem sentar com seus filhos para ditar o que podia ser ou não vista, a gente era exposto a coisas boas e ruins ao mesmo tempo. E os desenhos, eles influenciam muito no comportamento das crianças! Não é um exagero a "curadoria" que alguns pais fazem na programação de suas crianças.

E eu já vinha sentindo isso no meu sobrinho. Quando ele chegou no Japão, não sei porque carga d'água ele via muito a tal da "Masha e o Urso". Ele gostava muito! Desde o primeiro episódio que eu vi, achava a Masha uma chata! Que criancinha ensandecida! Mas com o tempo, fui "conhecendo" melhor e percebendo que meu sobrinho estava agindo como ela. Não, ele não entrou na floresta e ficou amigo de um urso, esse seria o menor dos nossos problemas. Ele começou a ter aquele comportamento errático da Masha! De correr e fazer o que desse na teclha, sempre correndo e gritando e dando aquela risadinha diabólica! Até que chamei a atenção do meu irmão e da minha conhada e eles pararam de deixar ele assistir aquela peste.

Não vou dizer que é fácil ditar regras para os desenhos que crianças podem ver. Elas gostam do que elas gostam. Mas não dá pra deixar elas assistirem qualquer coisa que as prejudique, principalmente quando afeta seu comportamento!

Mas resolvi trazer 2 desenhos que tem prendindo a atenção do eu sobrinho de 3 anos e que são educativos, fofos e bem neutros.

Super Monstros


Os Super Monstros são filhotes de monstros na pré escola. Durante o dia são crianças "normais", porém "quando o sol se põe... Os monstros aparecem!". Na escolhinha eles aprendem a domar seus super poderes, enquanto aprendem a lidar com ciúmes, egoísmo, falta de apciência, etc. Sempre de uma maneira paciente, divertida, lúdica e simples. Igor e sua neta Esmie os guiam durante as noites na escolinha.

O desenho é muito fofinho, e tem personagem pra todos os gostos! Além disso, eles são bastante diversos: o dragãozinho é chinês, o lobinho e a "vida/morte" tem origem hispanica, a zumbizinha é afro descendente... E nada disso parece importar entre eles, porque se tratam de igual para igual! De verdade, meu sobrinho provavelmente não nota nenhuma diferença porque ele é muito pequeno, mas jaá é importante introduzir esses conceitos, ainda mais porque ele é um estrangeiro na sua residência e logo vai para uma escola japonesa...

Também gosto que ele ensina coisas importantes como ajudar os amigos, ajudar nos deveres de casa, ajudar a solucionar problemas... E a não se sentir mal pelos percanços da vida. Além do que, é um desenho que prende a atenção dele (não vou dizer que é 100%, mas por exemplo ele sempre senta pra ver a abertura, com as crianças se transformando, pra poder falar quem é cada um!), o que é um milagre com as crianças de hoje em dia...

A série é da Netflix, tem 2 temporadas e volta a ter episódios novos em outubro. Além dos episódios lineares, tem os "filminhos" temáticos.

Vera e o Reino do Arco Iris


Vera é uma menininha cheia de energia e muito solicita que adora ajudar todos no Reino do Arco Iris. Porém, como toda criança, ela as vezes se mete em algumas consfusões, mas para sorte dela, ela é a única no reino capaz de ativar os poderes dos desejos mágicos! Para ter seus desejos concedidos, ela tem que pedir permissão para o guardião da árvore dos desejos, seu amigo Zee, descrevendo seu problema e pensando numa solução para ele. Ela tem a companhia do seu melhor amigo, o gato Bartleby, e sua nuvem Fofuxo. O Reino do Arco Iris é governado pelo Rei Arco Iris, organizado pelos Pequenos Ajudantes, habitado por todo o tipo de seres, inclusive adorávei Pés Grandes e a Princesa Grizelda, com seu cachorrinho Frookie.

Esse é um desenho que deve ser visto em português! A dublagem é maravilhosa! As vozes são uma delícia de ouvir e não deixam nada a desejar ao original!

Pelo o que eu entedni, o design do desenho em si foi feito para uma linha de brinquedos, e depois do sucesso, resolveram transformar isso em um desenho animado. Esse é daqueles desenhos com uma estrutura bem marcada, que depois do segundo episódio você já sabe como funciona. A vida vai bem no reino, Vera está ajudando seus amigos, quando alguma coisa sai fora de controle, ela tenta resolver mas não consegue e precisa pedir ajuda aos desejos. Mas os desejos não são uma magia sem explicação, cada desejo tem uma função, como ferramentas. Ela procura Zee que a ajuda a pensar qual a melhor maneira de resolver uma situação e só então a árvore concede os desejos necessários para a tarefa. E durante a resolução dos probelmas, Vera tem que pensar em como melhor utilizar seus desejos, ou seja não são respostas prontas! Assim como em Super MOnstros, ninguém é culpado dos prooblemas e todos se ajudam. É um desenho que ensina que suas ações tem consequencias, mas que mesmo os problemas são contornáveis. E a Vera é uma criança adorável, muito prestativa, pra quem não tem tempo ruim e está sempre de bom humor!

No início meu sobrinho não queria saber desse desenho, acho que porque a chamada era muito fofinha demais, até que um dia acho que começou a passar sozinho e ele começou a prestar atenção e gostar muito! As vezes ele canta junto e aponta os personagens, do tipo que considera eles "amigos". E o importante é que ele presta atenção na maioria dos episódios e sabe o que está acontecendo, mesmo sendo uma história de elementos "absurdos" (ou talvez exatamente por causa dos elementos fantásticos).

Se você é "tio" ou "tia", esse é um guia pra sua sanidade. Porque a gente acaba tendo que assistir programa infantil com os sobrinhos, então que sejam programas que os acalmem e que nos sejam minimamente interessantes (eu já tô esperando os novos episódios de SM e triste que não tem previsão de mais nada novo da Vera!).

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that would be me. bye!

sexta-feira, 2 de agosto de 2019 at 10:30
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tokyo em 12h

Na reta final desse período no Japão, muitas coisas aconteceram. Inclusive essa viagem kamikaze para Tokyo.

No geral, eu sou boa de planejamento, mas confesso que fiquei exausta dessa vida de fábrica e no fim estava fazendo tudo on demand, conforme elas iam se interpelando. Eu sei, nada ideal.

Nisso, surgiu essa necessidade de ir pra Tokyo. O quanto antes. Da forma que desse. E então eu tive que fazer um bate e volta para resolver as coisas do visto para o Canadá.

Só que eu não moro exatamente perto de Tokyo. Bem pelo contrário. Como ficou em cima da hora para resolver a viagem, as passagens de avião estavam caras, assim como o trem (o trem bala é caríssimo!) e então eu tive que ir de ônibus. Uma viagem que leva 13h, cada trecho!!!

Pois bem, pelo menos pra minha "sorte" a fábrica está enfrentando uma baixa de produção e até o fim do ano todo mês vai ter um recesso, e eu peguei um desses, em junho, para fazer essa loucura de viagem. Não obstante, eu também resolvi que ia usar essas 12h na cidade pra fazer tudo o que tinha que fazer, inclusive aquelas não necessidades, haha!




Eu até pensei em pegar o tal do trem noturno, o Sunrise Izumo, um dos últimos no país a fazer esse tipo de viagem. Mas como é um treco RARO, tem que reservar com muita antecedência pra conseguir os lugares mais baratos, aí não rolu. Online, achei uma empresa de ônibus que faz a viagem noturna, com site em inglês, a Willer Express. No site tem umas promos exclusivas, vale bem a pena. Comprei com uns 10 dias de antecedência e a passagem de ida e volta saiu super em conta. E dei sorte de pegar o último assento leito. Ao contrário do ônibus para Osaka, parte do ônibus para Tokyo é de assentos "normais" (fileira de 2 cadeiras de cada lado) e outra parte de assentos leito (1 em cada janela e um no meio do corredor, sem assentos colados lado a lado). Além disso, cada assento tem sua cortininha para manter a privacidade do sono! Mas o ônibus também não tinha banheiro <o> E por isso a cada 2h ele faz uma parada no caminho (15 minutinhos). O bom é que você não tem que se equilibrar numa privada balançando. O ruim é que se der dor de barriga tem que segurar, HAHAHA! Ou, no meu caso, eu mal conseguia cair no sono e já acordava com o ônibus  parando (durmo que é uma beleza no ônibus em movimento. Ele diminui a velocidade e eu acordo -.-). Ou, como eu falei no stories do insta, fui fazer um passeio pelos banheiros de paradas de estrada mais limpos do mundo! Sério, cada parada de dar gosto! A melhor é a de Suzuka, muito tecnológica, além de ampla e limpíssima!

Ah, fiz aquele bentô esperto porque não sabia se teria parada em lugar de comer. Até teve, mas nem dava tempo de comer. E as comidas que tinham disponíveis era só salgadinho. Fiz uns ovos, uns onigiris e levei umas bebidinhas. E sobrevivi!

A chegada é na parte nova da estação de Shinjuku. Tive a brilhante idéia de viajar bem na semana da reunião do G20, que apesar de ter sido em Osaka, fez com que todos os lixos e porta volumes públicos estivessem fechados!!! Tudo bem que só fui passar 12h na cidade, mas sempre carrego aquela bagagenzinha de emergência, né. Pra minha sorte, tinha guarda volumes no ponto de informações turísticas da estação. Glória!

De lá já fui direto para o hospital fazer o exame médico upfront para a solicitação do Study Permit pro Canadá. Eu agendei por telefone, pesquisei no site da imigração onde tinha lugar credenciado e escolhi o lugar baseado no critério: a médica é mulher. Fui atendida no Seibu Catholic Hospital, e chegando lá, tinha uma madre na recepção. Uma madre japa falando inglês!!!   Depois desse mini choque inicial pra alguém que não tinha dormido tão maravilhosamente bem assim logo de manhã, fiz os exames, que consistem em exames físicos (visão, raio x, etc), exame de urina e exame de sangue. Elas não me disseram por telefone se ia ter exame de sangue, e olha que perguntei se tinha que ficar de jejum! Inclusive disseram que eu podia tomar "um café da manhã reforçado" antes do exame! Eu sei lá qual é a dessa terra quando se trata de medicina... A consulta e os exames custam mais de 36mil ienes, mas como já disse, é mais caro não fazer e ter que voltar mais tarde (e só tem médico credenciado longe de onde eu moro!).

Eu tinha agendamento para as 8h30 e as 10h já estava na rua. Aproveitei que já tinha que fazer essa viagem e marquei um cabelereiro. Cortei no fim do ano com uma brasileira e não gostei, e não queria repetir a experiência com outra brasileira. Só que eu não falo japonês e nos salões da cidade não tem quem fale pelo menos inglês. Mas como Tokyo é uma mega cidade cheia de estrangeiros, achar um salão com experiência em atender estrangeiros é muito mais fácil. Procurei uma lista em um blog confiável, entrei nos sites pra ter uma idéia do que ia encontrar, e escolhi um salão meio a esmo, meio que pela descrição do site.

O Sozo é uma sociedade de 2 cabelereiros, em Harajuku. Um salão num porão, mas bem bonitinho, bem hipsterzinho. Além dos donos, tem mais alguns cabelereiros com diferentes níveis de experiência. No site deles dá pra ver quem são e ler mais sobre, além de fazer a reserva. Na reserva você já pode escolher seu cabelereiro ou então optar por deixar que a agenda deles escolha por você. Como eu nunca tinha ido lá, escokhi essa opção. Tem também a tabela de preços. Apesar de ser caro, essa é a média dos salões que eu pesquisei.

Como estava um pouco adiantada, ainda dei uma volta por Takeshita. É muito estranho, porque a rua ainda estava bem vazia! Nunca tinha ido lá assim, mas é bem mais agradável, hahaha!

Ainda assim, cheguei adiantada, mas fui atendida prontamente. Preenchi uma ficha e o cabelereiro que ia me atender já me chamou para lavar o cabelo. Sabe essa moda de fazer massagem no couro cabeludo? Esqueçam todas as massagens que já fizeram em você, nada jamais vai se comparar a massagem no Japão!!! Bom, já começa que paa evitar que a água molhe a sua cara, eles dão um paninho pra proteger o rosto. Eles passam 3 produtos, que eu não sei o que são porque: paninho no rosto, mas imagino que além do shampoo e do condicionador, tem algum outro creme. Tudo com a melhor massagem capilar do mundo!

Já pronta pra dormir, fomos pra cadeira, onde eu expliquei o que eu tinha em mente e mostrei até uma foto, do próprio site deles, hahaha! Disse que tinha cortado na minha cidade e não tinha gostado, ele falou o que ia fazer, e antes de começar a cortar, ainda passou mais um produto no meu couro, um tipo de spray, mas com o bocal apoiado na minha cabeça! Não sei nem explicar, não era algo congelante, mas era bem geladinho. E mais uma massagem. Além de uma massagem nos ombros, que deve ter dado a impressão que eu sou a pessoa mais estressada no mundo! Mas juro que ali era só o mal jeito da viagem =P.

Durante o corte a gente conversou um pouco, sobre de onde éramos, como aprendemos inglês, essas coisas. Diferente do meu último cabelereiro em São Paulo, esse moço corta com muita calma e precisão e cuidado. Dá vontade mesmo de dormir, hahaha! Quando eu achei que ele tinha acabado, ele secou o cabelo, deixou beeeeeeeeeem retinho... E começou a desfiar. E eu nunca tinha visto um desfiado como esse, contra o chão (ou seja, pra cima!) e suuuuuuuuuper fininho!Teve uma hora que eu achei que aquilo era só firula, mas no fim, dá pra sentir total a diferença! E claro que não ia sair do salão sem um toque final de oleozinho finalizante. Nunca senti meu cabelo tão reto e liso na minha vida!!! E o perfuminho também era mara <3


De lá, já era hora do almoço e eu fui pra mais uma missão: conhecer o maior  Starbucks do mundo! Esse era um passeio que eu sabia que teria que fazer quando estivesse me Tokyo, estava louca pra ir desde a inauguração no começo do ano!

O lugar é enrme, são 4 andares de Starbucks, mas não é um Starbucks comum. É um Starbucks Roastery, com bebidas diferentes e comida do Princi de Milano. Agora que já passou um pouco o hype, não tem mais fila pra entrar, mas continua bem cheio. Lá dentro tem fila pra tudo: pra café simples, pra bebida especial e pra comida.


A bem da verdade eu achei que o lugar seria muito maior, mas sei lá o que eu tinha na cabeça. Jä é bem grande do jeito que é, ainda mais se levar em conta que é no Japão, que não tem espaço pra nada! Além do almoço, também comprei um sanduiche de salame maravilhoso pra levar pra viagem de voltar e uma baguete pro meu irmão.

Dica de ouro: suba até o terceiro andar e peça comida sem filas!

No meio da tarde tinha que ir pro VAC fazer a biometria pra solicitação do SP, mas esse era fácil porque era numa região que eu conhecia. Por conta do perrengue, fiquei mais tempo do que eu imaginava, e saí meio correndo de lá porque ainda queria passar em Ueno ra ver se tinha malas boas e baratas. A Gesiane me levou lá em 2015, onde comprei uma malona vermelha muito boa por um preço bem bom. Só que é aquela coisa: ela conhece a cidade e fala japonês. Tudo o que eu lembrava desse lugar é que era em Ueno e ficava debaixo da linha do trem! Não sei como eu consegui sair pelo lado certo daquela estação enorme e dar de cara com a tal loja! Infelizmente não achei mala pequena, mas achei um malão lindo, verde, pra não perder na esteira do aeroporto, hahaha!

Voltei correndo pra Shinjuku, porque ainda tinha a última missão do dia: achar umlugar pra tomar banho antes de embarcar de volta pra roça. Claro que já tinha pesquisado, mas perguntei nas informações turísticas e descobri uma lan house com banho muito em conta, e bem mais perto da estação! Fui no tal Mamboo e apesar da recepção não falar inglês, consegui usar o banheiro e alugar uma toalha, haha! 30 minutos dá e sobra (se não for lavar o cabelo) e o lugar é bem ok. É só pedir informação que é fácil de achar. Eu resolv tomar banho na volta porque aqui já tá bem quente. Não tá como ano passado, mas tá super úmido, o ar em si está quente, não sei explicar!

Voltei pra estação bem na hora do embarque e de lá, a mesma coisa da volta. Com a diferença que dormi mais porque estava cansadíssima!

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that would be me. bye!

segunda-feira, 1 de julho de 2019 at 10:30
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misson: accomplished!

Ufa! Depois de um ano ralando muito e também me preocupando muito, finalmente estou começando a relaxar. Para aqueles que não sabem, eu fui aceita para estudar numa universidade canadense!

Em setembro de 2017 encontrei com a Nani que me contou como tinha feito para conseguir ficar no Canadá. Foi ela que me contou sobre o post graduation work permit que os formados nas instituições canadenses podem solicitar no fim do curso para trabalhar na área em que se formaram. Ela também me motivou bastante, além de dar muita dica, a experiência dela, alguém da minha idade conseguindo realizar o sonho de morar no Canadá, me animou muito e me fez ver que não era tarde para correr atrás do que eu quero.

Em outubro de 2017 fui mandada embora do emprego em que eu estava, com todos os direitos pagos direitinho. Não era uma montanha de dinheiro, mas já era alguma coisa. Desde agosto de 2017 meu irmão já estava no Japão e eu passei quase 1 mês criando coragem pra ir. Quem me conhece há mais tempo sabe que as experiências passadas de morar e trabalhar no Japão não tinham sido das melhores, não foi uma decisão fácil de tomar. Mas em novembro bati o martelo, fui atrás de uma agência e resolvi seguir o meu irmão. (Uma outra hora falo melhor sobre essa decisão e conto tudo aquilo que não tive tempo de contar sobre esse ano por aqui.)

Passei meses, enquanto esperava a aprovação do visto, pesquisando sobre o processo de imigração e as universidades em que poderia estudar. Considerei brevemente ir para Toronto, mas como tenho ligações com Manitoba, resolvi que seguiria para uma instituição em Winnipeg mesmo. O maior critéio foi ela estar na lista de DLI's e dar oportunidade de tirar o pgwp no fim do curso. E ter uma tuition pagável, claro. Obviamente instituições muito conhecidas preenchem muitos requisitos, mas costumam ser mais caras e concorridas. Resolvi não ser óbvia e escolhi a Canadian Mennonite University, que tem só 20 anos de existência, mas parece ter um programa legal e uma comunidade diversa. Como eu já tenho a experiência de ter passado por instituições maiores e reconhecidas, eu não tenho problema em ir para uma outra menor. Não é isso que vai me fazer melhor ou pior aluna, nesse estágio da vida.

Desde de junho de 2018 estou aqui no interior do Japão ralando muito para juntar o dinheiro da tuition. 2018 foi um ano de preparação, e 2019 tem sido um ano mais prático, de pôr a mão na massa.

Em fevereiro fiz minha inscrição pro IELTS, em abril fui pra Osaka fazer a prova, o resultado chegou em 2 semanas, e em maio enviei minha inscrição pro Canadá.

Como sei que muita gente tem dúvida sobre esse processo, vou explicar um pouco melhor.

Para ser elegível para um pgwp, o curso tem que ter duração mínima de 6 meses. O pgwp terá validade pelo mesmo tanto de tempo que seu curso teve. Vale também para pós, que não necessariamente precisa ser stritcu sensu. Eu não escolhi pós porque era bem mais caro e porque eu não quero mais trabalhar na área em que me formei no Brasil. Assim, escolhi um curso que me atrai com duração mínima de 3 anos.

Para essa faculdade que escolhi, o processo seletivo requer inscrição pelo site, por e-mail e por papel. Sim, as 3 coisas! Pelo site você preenche um formulário virtual. Pelo e-mail envia os documentos de apoio e por correio você envia o original desses documentos. O formulário virtual é sobre o candidato, informações básicas, não tem nenhum segredo. Como documentos de apoio, para brasileiros eles exigem um exame de proficiência, que pode ser o IELTS (e acho que o TOEFL) com nota mínima global 7, sem que nenhum dos itens individuais fiquem abaixo de 6, e o histórico escolar (traduzido e juramentado) ou o seu resultado recente do ENEM. Eu enviei meu histórico porque eu prestei o ENEM quando ele foi implantado no país, no ínicio do milênio, HAHAHAHA!

Minha nota no IELTS global foi 8. E eu nem estudei direito! Li algumas dicas, fiz alguns simulados na página oficial, mas perto do que alguns amigos falaram que estudaram, eu não estudei quase nada! Porém tenho fluência na língua desde os 17 anos, trabalhei nos EUA e na Inglaterra, fiz uma parte da minha graduação no Canadá e mesmo no Brasil, meu trabalho exigia que eu usasse muito o inglês, inclusive para resolver problemas! Além do que eu leio muito em inglês, sempre assisto vídeos sem legenda, pratico o ,áximo que posso. Ainda assim, fui muito mal na redação e tirei 5,5. Para pedir reavaliação da nota teria que pagar e enviar de volta a carta com o resultado que eles enviam pelo correio e eu não tinha tempo hábil para isso. Resolvi mandar o resultado mesmo com um item fora dos requisitos e tentar a sorte. Uma vez li que mulheres deixavam de se candidatar a vagas de emprego quando nao preenchiam 100% dos requisitos, enquanto homens tentavam a sorte só com alguns desses requisitos preenchidos e acabavam ficando com as vagas mesmo sendo teoricamente menos capacitados.

Junto com os documentos de apoio, também enviei uma carta de apresentação, a tal da cover letter, que serve para contar um pouco do candidato, suas motivações e planos. Nessa carta eu expliquei que sabia que minha nota da redação estava abaixo dos requisitos, mas que ela não refletia o meu potencial, ainda mais em comparação as outras notas, que foram muito boas, e que eu acreditava que a prática mostraria que eu tenho domínio da lingua para acompanhar o programa. E deu certo! O prazo para a resposta era de 3 a 4 semanas. Antes do fim de maio eu recebi o e-mail de aceitação com os documentos de apoio para solicitação da permissão de estudo junto da embaixada.

Eu ainda tive que renovar meu passaporte, o que atrasou a minha solicitação do visto. Quase todo mundo agora, mesmo com o eta, precisa fornecer a biometria. Fiz a solicitação online, com agendamento de biometria, paguei as taxas e fui (no fim de junho). O exame médico não é obrigatório e só é solicitado, quando for necessário, depois da entrega da biometria. Mas é possível realizar upfront, ou seja, sem a embaixada solicitar. O exame deve ser realizado por um médico credenciado (tem no site da imigração) e o consultório/hospital envia o resultado direto para a embaixada. Para quem mora longe de um consulado ou da embaixada, é uma solução. Claro que custa caro, mas custa mais caro ainda ter que viajar 2 vezes pra realizar todos os passos da inscrição e ainda atrasar a análise do seu caso.

Os consuladdos e embaixadas não atendem mais solicitação de visto diretamente, os centros de visto são responsáveis por recolher os documentos e biometria. No caso do Japão, a embaixada daqui não analisa mais as solicitações, quem o faz é a embaixada das Filipinas.

Uma coisa que não ficou nada claro e que me deu uma dor de cabeça quando cheguei pra biometria é que no site da imigração tem um campo para verificar se você precisa fornecer a biometria, e quando dá que sim, eles dão o link para agendamento. Depois do agendamento, sai um docuemnto confirmando o agendamento, mas além isso, a imigração também tem que fornecer uma carta para entregar no centro, e sem essa carta eles não fazem a biometria por nada! Só que não está claro em momento algum que você tem que esperar essa carta! Eu queria bater na pessoa que me atendeu porque ela não sabia explicar que carta era essa e porque um documento que diz que seu agendamento está confirmado não é suficiente para fazer a biometria. (Em 2013 meu problema com o centro de São Paulo é que eu perguntei sobre prazos, expliquei que precisava do meu passaporte antes da data da chegada no Canadá porque ia viajar pros EUA antes e o passaporte só foi liberado depois que eu entrei em contato com a embaixada em Brasília e fiquei no pé do centro até o dia do meu embarque!!!)

Agora é esperar, rezar, cruzar os dedos, para que tudo corra dentro do prazo que me deram no centro, que é de aproximadamente 4 semanas. A embaixada geralmente dá um parecer em 2 semanas, solicitando o envio do passaporte para que o visto seja dado fisicamente (o centro não fica com o passaporte na biometria), ai enviamos o passaporte e em 2 semanas ele deve retornar. Ou pelo menos é o que me disseram e eu tenho que pensar positivo sobre isso ou eu explodo de ansiedade!

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segunda-feira, 17 de junho de 2019 at 10:30
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#euvi: meu eterno talvez (always be my maybe)

Dando continuidade ao revival de comédias românticas com a visibilidade asiática americana, óbvio que eu não poderia deixar de ver esse filme da Netflix.


Marcus e Sasha são vizinhos e amigos de infância. Os pais imigrantes de Sacha trabalham muito duro para dar uma vida confortável a filha, mas ela passa muito tempo em casa sozinha. Pra sua sorte, seus vizinhs também são imigrantes e sempre a acolhem na sua casa, ondeela aprende com a mãe de Marcus o apreço pela cozinha. Até que um terrível acidente muda o curso da vida do amigo e algumas decisões não muito acertadas e reações pra lá de inapropriadas afastam os amigos pro mais de uma década. Sacha vira uma chef de renome internacional e volta a terra natal para abrir um restaurante, reencontrando Marcus e seu pai que trabalham juntos na empresa de instalação de sistemas de ar condicionados.

Confesso que queria ver o filme pelo hype nas minhas redes. Eu sequer tive tempo de ver o trailer e saber que minha mente estava certa em relacionar esse título com a música da Mariah Carey, "Always be my baby", hahaha!



Como toda boa comédia romântica levinha, esse filme é previsível sim. E que mal tem em ver um filme fofo que te deixa feliz depois, né?

Uma das coisas que tem se falado muito desse filme (e de outros mais recentes) é como ele mostra que uma mulher pode ser muito bem sucedida sem ameaçar a masculinidade do seu parceiro e ser perfeitamente contente com o fato do cara ser um cara mais "normal". Numa cultura (asiática) em que a submissão feminina é uma premissa da nossa existência, ver que a mulher pode ser quem ela quiser, com o poder que ela bem entender, e não ser alvo de escrutínio do seu parceiro e das pessoas a sua volta é muito libertador. Eu sempre fico muito satisfeita de ver esse tipo de personagem feminina tomando o centro das atenções porque eu me vejo bem ali, me vejo representada. Passei uma vida sendo julgada por ter "personalidade forte", como se lutar pelo que se quer fosse um pecado para a mulher. Eu sou obstinada e nada me para, mas é frustrante se sentir tão isolada por algo que no fim das contas não é ruim, não é desabonador e é visto com bons olhos quando a pessoa tem um pinto frouxo no meio das pernas. Também é bom ver que as pessoas, homens principalmente, podem ser completamente satisfeitos em ter uma vida mais simples, sem muitas ambições, sem que isso afete seu senso de valor, ainda mais diante de outras pessoas de seu convívio que são o seu oposto.

E como se não fosse suficiente, o filme ainda conta com a participação do Keanu Reeves fazendo uma versão exagerada de si mesmo, ou do que a internet acha que ele é.


Sem esquecer do resgate do seu lado asiático, porque ele tem um pouco de chinês (por parte do pai sumido)!

Enfim, vão assistir esse filme porque vale a pena como entretenimento, pra fazer a gente um pouco mais feliz nesse mundo tão duro em que vivemos <3

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segunda-feira, 6 de maio de 2019 at 06:30
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osaka, usj & ielts

Toda vez que vim pro Japão a trabalho, tinha uma viagem ou passeio que sabia que faria, no matter what. A dessa vez era a prova do IELTS e visitar a Universal do Japão. E pra minha sorte (e do meu bolso também) eu consegui matar os 2 coelhos com uma cajadada só. Como onde eu moro é muito roça, eu sabia que teria que viajar de qualquer maneira pra prova, e escolhi Osaka exatamente por causa da USJ. #prioridades


Saí de Izumo na manhãzinha de uma quinta, viajando 5 horas e meia de ônibus até a estação central de Umeda. Ela não é tão grande quanto as estações de Tokyo, mas ainda assim dá pra se perder por lá. Deixei minhas coisas em um locker e fui logo pro Dotonbori porque já era hora do almoço.

DOTONBORI

Acho que tenho passado tempo demais em cidade pequena e confesso que fiquei meio atordoada com tanta gente e caos logo na chegada. O Dotonbori é a área mais turística da cidade, e é mega lotado! Dei uma voltinha rápida pelos arredores e decidi comer o okonomiyaki de Osaka, já que quando estive em Hiroshima pela primeira vez eu experimentei o okonomiyaki de lá! Peguei uma dica de um site de dicas de Japão e fui... Pra fila. Aparentemente o lugar já teve menção no guia Michelin e aparece em vários guias, além de ficar num lugar bem turístico.


O lugar é minúsculo, o serviço é num balcão com chapa onde o okonomiyaki é montado na sua frente, ou seja, a pessoa sai defumada do local. Mas o prato é gostoso e tem opção mega pra quem tem mais fome. Confesso que o tamanho "normal" é pequeno pra padrões ocidentais, mas também tem a questão de que ovo enche bastante e eu não sei se aguentaria um mega onokomiyaki...

De lá saí pra comer um gyoza de rua. Sei que a atração são os takoyakis, mas apesar de adorar tako, não me apetece takoyaki... Ainda dei mais uma volta, fui atrás do Glico Man, tomei meu starbucks, vi coisas bizarras (como uma menina vestida de cheerleader sexy no balcão de uma farmácia dançando com as promoções do dia) e resolvi ir até a Universal pra comprar meu ingresso.


Eu poderia ter comprado o ticket online ou no kombini, mas... Sem cartão (sem vontade de faer o corre de pegar o do meu irmão) e sem habilidades linguisticas em japonês (já que no kombini a máquina só tem opção em 1 língua #fail). E eu já tinha visto que nem era difícil chegar na Universal mesmo. Não era época de pico, e no meio da tarde já não tem mais fila pra nada. Ainda tive tempo de dar uma volta pra reconhecer o City Walk antes de ficar muito cansada e voltar pra Umeda.

HOTEL

De lá eu tinha visto que dava pra ir a pé para o hotel Peguei minha mala e segui o GPS. É uma pernada, e depois eu aprendi que a estação de Fukushima era mais perto e tinha uns caminhos melhores. Escolhi ficar nessa área porque quando questionei a organização do IELTS, eles recomendaram ficar perto da estação central.

No omeço eu queria ficar no Daiwa Royal D City Umeda, que era perto também. Só que quando fi finalizar a reserva, já não tinha mais quarto disponível. Minha segunda opção era o S Training Center Hotel, que parecia mais antigo e mais "de velho". O preço era bem parecido, ainda mais que já não tinha mais o quarto mais básico para reserva quando efetuei a minha. Uns dias depois, por desencargo, fui ver os hotéis de novo e achei o quarto mais barato no meu hotel. Também achei vaga no Daiwa Royal D City Umeda, mas já estava dando uma diferença de 5000 ienes que eu preferi usar pra passear. Com uma certa dor no coração, mas pobre tem que fazer esse tipo de escolha! Dessa vez não fiquei em Air b'n'b porque não achei nada com preço bom na região que eu achasse que valesse a pena. E não achei nenhum hostel também com suite, mesmo em quartos privativos os banheiros eram compartilhados!

Mas chegando no S Training Center Hotel, que surpresa ao achar o quarto aconchegante, novo, limpo, do jeito que eu queria! As fotos não fazem jus ao hotel, super recomendo pra quem quer um hotel funcional na região central de Osaka!


DIA NA USJ

No dia seguinte acordei cedinho (no mesmo horário que costumo acordar pra ir trabalhar) pra ir pro parque, porque já tinha lido que era melhor ir cedo pra conseguir ir nos brinquedos e eu resolvi não comprar o passe expresso deles (não serve pra qualquer atração, são atrações específicas e os que eu queria eram do pacote mais caro), então tinha que fazer o dia render ao máximo. Cheguei no parque uns 40 minutos antes de abrir e já tinha uma mega fila, muitos adolescentes, apesar de ser sexta ainda. Já tinha pego o mapa no diaanterior, então quando o parque abriu pra geral eu já sabia onde ia direto: The Wizarding World of Harry Potter, claro! Eu e todo mundo, inclusive, porque a galera enlouquecida sai correndo mesmo pelo parque!


Cheguei cedo o suficiente pra pegar no máximo meia hora de fila. Fui primeiro no Flight of the Hipogrif, porque esse não tinha em Orlando quando fui. 15 minutos de fila e uns 30 segunos de ride. Sério! Foi o brinquedo mais rápido que já fui na vida! Vale a pena pra criança pequena, não tem nada demais.

Depois fui no simulador do Harry Potter no castelo. A entrada é pelas estufas da aula de herbologia. Depois de entrar no castelo, tem uma área de armários com chave pra deixar os pertences e continuar a caminhada pelos corredorres e algumas salas. É a parte mais legal! E pode ficar com o celular na mão, mas eu fiquei com medo e deixei no armário =(. Mas pra minha sorte, tem um "tour" do castelo em que dá pra só dar a volta pela fila, sem ter que ir no brinquedo ;). O simulador é incrível e parque que você está voando atrás do Harry mesmo, pelos campos de Hogwarts <3


Depois eu fui explorara a área do parque. Fiquei algumas HORAS andando por cada canto, vendo cada loja, cada item de merchandise. Eu sou esse tipo de pessoa que pode não comprar nada, mas quer ver TUDO! E pra mim só de estar ali já era a alegria definitiva <3


Depois fui andar pelo resto do parque, que não é muito grande. Não sei se é o Japão, mas achei que o serviço da Universal está muito bom, melhor do que eu me lembrava, com mais gente nas "ruas". Na Disney a gente tropeça em cast member pra tudo, na Uniersal sempre foi mais "vazio"de staff, mas dessa vez achei que tinha mais gente.



A parte gastronômica também não deixou a desejar. Comi um churritos que estava bem bom (apesar de não ser recheado) e um cachorro quente por alores bem honestos. No almoço volti pro Three Broomsticks, que é um restaurante tipo fast food, com um preço ok (preço de parque) e um prato bem servido, com ótima comida! Além das porções individuais, existe uma poção de grupo para até 6 pessoas que é GIGANTE! E atrás desse restaurante tem uma parte aberta com vista pro castelo <3.

Perambulei mais pelas outras áreas e cogitei em ir em mais brinquedos, mas os que me interessavam estavam com filas gigantes, e como estava sozinha, fiquei com preguiça...

Voltei uma última vez pra área do HP pra comprar uma lembrança pra mim. Na verdade verdadeira, eu queria uma cap de estudante, mas custa 14 MIL ienes e achei super vagabunda =( Os suéteres são melhores, mas são muito caros também! Resolvi que queria uma caneca, e pra minha sorte, resvolvi passar num carrinho de butterbeer antes pra ver quanto que era a caneca lá, de repente compensava comprar com bebida. Na loja a caneca custava o dobro!!! Achei bem estranho, e quando fui ver, as canecas são diferentes, mas igualmente de plástico. A maior diferença é que a caneca da loja vem comum líquido nas paredes que imita butterbeer e a do carrinho é só transparente.


Eu nunca tinha experimentado butterbeer antes, mas já tinha muito ouvido falar que era doce demais e enjoativa. Pedi a versão gelada porque achei que seria menos pior, mas acho que a versão quente é que é menos pior. A parte da espuma é um creme super doce, e a parte líquida é uma soda sem nenhuma graça. Guaraná Antártica tá perdendo mercado não fornecendo o líquido pra Universal! Eu só beberiquei, tirei muitas fotos e depois joguei o líquido fora. O que eu queria era a caneca mesmo =P

Assim como na Disney, os personagens, quando saem em público, ficam livre entre as pessoas. Acho um pouco estranho, apesar do público aqui ser mais civilizad, mas não tem muita ordem pra tirar foto, e os personagens ficam um tempão com o público sem descanso, mas são bem simpáticos (fiquei observando os personagens da Vila Sésamo interagindo e eles foram muito fofos com todo mundo!). Não tirei foto com nenhum, nem na área da Hello Kitty (mas eu já tenho foto com ela em Tokyo mesmo).


Das coisas mais legais que achei no parque é o banheiro na área do HP, porque tem uma murta que geme... EM JAPONÊS!!!! Alias, ver qualquer um dos personagens de Harry Potter falando em  japonês é bizarro!!!

O povo vai pro parque como quem vai pra um encontro, praticamente. Muita gente vai fanstasiada, principalmente de aluno de Hogwarts, o parque faz fortuna vendendo adereços pra cabeça (esse ai do tubarão? vi muitos andando pelo parque!) então tentei me arrumar minimamente, mas ainda assim, confortável. Errei na quantidade de camadas, mas deu pra tirar e guardar na bolsa durante o dia, e a noite deu pra vestir de volta uma parte. O sapato foi o único que levei e descobri que ele fica pequeno quando meu pé incha! Mas ainda bem que tem um ziper do lado e dá pra andar com ele aberto bem de boas.

IELTS

Voltei cedo do parque (antes de fechar) porque no dia seguinte tinha prova do IELTS e eu tinha que estar descansada. Saí com antecedência do hotel e tomei café no kombini do lado da onde a prova foi realizada. Não tinha idéia do esquema de segurança que era (e me disseram que no Brasil é pior ainda)!!!

Só pode entrar na sala de prova com passaporte, lápis grafite (quantos quiser), borracha (sem embalagem) e garrafa de água (sem rótulo - como aqui os rótulos são destacáveis, é fácil de tirar). O resto tem que deixar num gaurda volumes, que é uma sala vazia, onde você deixa os pertences numa sacola transparente com um número, que você leva pra identificar na saída. Depois tem o check in, que é a confirmação dos dados, do documento e coleta de impressão digital. Uma vez feito isso, tem que entrar direto na sala. Pra sair da sala, mesmo antes da prova começar, tem que pedir pra um inspetor, que pega seu passaporte, te leva pra fora, e depois tem que passar pela impressão digital de novo!

Na sala, cada um já tem o lugar dermarcado. Se precisar apontar o lápis, tem que levantar a mão e um inspetor ver apontar pra você. Por isso é bom levar vários lápis (no Brasil a organização providencia lápis pros candidatos). Só pode ir no banheiro nas partes de leitura e escrita, e nunca depois dos 50 minutos de prova de cada parte.

Pelo que vi, agora mudou a ordem da prova, mas no meu dia, começamos com a parte de audição, que era a que eu mais temia porque nunca fui boa nisso. Até hoje eu não entendo letra de música (mas isso é global, eu também não entendo 100% de músicas em português)! Mas achei muito fácil, estranhamente fácil demais #desconfiada

Na parte de leitura, eu tinha lido dicas que diziam pra ler só o comeó de cada paragrafo pra não perder tempo. Até entendo que tem gente que é devagar pra ler, mas acho que vale mais a pena ler mais corridinho tudo do que pular coisa que pode ser importante pras questões e perder tempo caçando de volta aquilo que você nem viu! Assim, a parte de leitura teve um tempo um pouco apertado, mas deu pra fazer tudo sem correr. Fiquei um pouco em dúvida na parte de relacionar "títulos" com parágrafos, mas o resto, como eles falam, estava tudo ali no texto. Não tem o que inventar, é só buscar que está ali na sua frente.

Na parte escrita, no módulo acadêmico, que foi o que fiz, teve 2 redações: interpretar um gráfico e dissertação. Assim que pude, fui ao banheiro, pra poder escrever com serenidade! Fui rapidinho, e ainda assim usei todo o tempo pra escrever (ok, talvez tenha baixado o lápis uns 3 minutos antes do término!) e usei uma folha extra para a dissertação (no gráfico tive que puxar pra escrever o mínimo de palavras!).

A parte oral foi em outro prédio ali perto. Ainda assim consegui me perder descendo no andar errado *face palm* Acho que eles marcam todo mundo que é de fora pra fazer a prova logo depois da parte escrita, porque pra mim não deu tempo nem de pegar um chá no Starbucks! Mas melhor assim, a prova demora só 15 minutos (contados!). Meu examinador foi um inglês simpático que deve ter achado que sou doida, mas achei essa parte muito simples. Ele fez umas perguntas pessoais, tipo quem eu sou, o que faço no Japão e depois entra em algum tema, que no meu caso era personalidade. Viajei um monte, fui falando toda doideira que me veio a mente, o cara fez umas caras de espanto umas horas, mas foi pela complexidade dos pensamentos (doidos!) e não porque eu não conseguia me expressar. Inclusive até achei a prova curta, porque ele teve que falar pra parar de falar, porque já tinha dado o tempo, hahaha!

Como fazia muito tempo na vida que eu não sentava pra fazer uma prova, saí moída de lá! Parecia que um caminhão tinha me atropelado! Fiquei um tempão com meu chá na mão no Starbucks pra me recuperar.

Apesar de Kit Kat ser uma invenção inglesa, o Japão é que é conhecido pelos chocolates, de sabores variados e exóticos que criam com a marca. Em Osaka abriu recentemente uma loja só de Kit Kat onde dá pra customizar a barra, mas foi difícil de achar porque eu não entendo explicações de direção no Japão >.< Mas o que me deixou bem frustrada (pra dizer o mínimo) é que não dá nem pra você sair da loja com sua barrinha customizada, eles não deixam!!! Achei essa regra mega bizarra. Cada barrinha custa uns 700 ienes e você monta num iPad (um alívio pra quem não fala japonês) e paga antes de eles motarem pra você na sua frente. Eu queria levar pro meu irmão e pra minha cunhada, mas tive que comprar outra coisa pra eles. Tinha um casal estrangeiro logo atrás de mim que também ficou surpreso com a regra!

Depois fui fazer umas comprinhas em Shinsaibashi, uma rua coberta de comércio que cruza o Dotonbori, já me sentindo local, HAHAHA! Apesar do atordoamento inicial, cidades grandes ainda são o meu lugar e onde eu me sinto mais a vontade. Fora que Osaka é bastante internacional também, tem muito estrangeiro, é mais fácil de navegar por isso.

Quando traba;hava com turismo, a gente nunca incluia Osaka no roteiro, e eu continuo corroborando essa idéia. Osaka é bem legal, mas se você já foi ou vai pra Tokyo, ela não acrescenta muita coisa diferente. É uma cidade grande, mas diferente de Tokyo, não é tão espalhada, é mais concentrada. E não tem tantos atrativos ao ar livre como os parques e templos de Tokyo. Eu moraria em Osaka, claro, mas Tokyo ainda é mais interessante. Pra quem vem passear no Japão, vale mais a pena ficar em Kyoto, que é muito mais interessante, e pegar o trem bala pra ir até a USJ (ou ficar na cidade nos últimos dias pra ir no parque e pegar um vôo de retorno do aeroporto de Knsai - aquele que tem a pista no mar).

Até achava que ia relaxar mais depois dessa viagem, mas a verdade é que quanto mais eu retorno pro estilo de vida que eu tinha e gosto, mais deprimida eu fico de estar nessa roça. Não vejo a hora de voltar a ser um membro pensante da sociedade, indo embora desse buraco logo!

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quarta-feira, 20 de março de 2019 at 10:30
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#euvi: crazy rich asians (asiáticos podres de ricos)

Finalmente. depois de muitos meses, eu vi esse filme!



Com todo o hype nos EUA, eu queria muito ver esse filme desde antes de ser lançado (inclusive comentei dele aqui!), mas confesso que sempre rola uma preguiça de fazer qualquer coisa que exija um mínimo de interação com japoneses, até comprar ingresso pro cinema, e eu acabei não indo ver quando saiu aqui (mais ou menos na época que saiu no Brasil). Daí aqui também não é um lugar muito propício pra baixar filmes ilegamente, além da minha preguiça notória de ter que procurar onde e como fazer isso, haha! Só que numa conversa com umas amigas elas falaram que dava pra ver no Google Play, e eu resolvi um dia deixar de preguiça e ver logo esse filme.

Antes de continuar, pra entender um pouco mais sobre a importância desse filme pra comunidade leste asiática americana (de Américas, e não só EUA), dá uma olhada no canal do Leo Hwan, que fala bastante sobre essa questão de ter ascêndencia leste asiática no ocidente, e fala sobre o filme também (e o quão decepcionante foi a distribuição do filme no Brasil)

Não sei se cabe um spoiler alert aqui depois de tanto tempo, mas vai que tem mais gente na minha vibe bicho preguiça, né? Hahaha!

O filme foi baseado em um livro escrito por um sino-americano, que ficou bastante famoso na época do lançamento. Ele então vendeu os direitos pra Hollywood, e a produção foi guerreira em manter o teor asitático americano da coisa. O livro tem continuação, e a Netflix queria produzir tudo em filme, mas eles escolheram partir pra grandes estúdios por causa da visibilidade. Além disso, não abriram mão de que a protagonista também fosse asiática americana (queriam que ela fosse branca)! Peitaram Hollywood, e deu certo!

CRA é uma comédia romântica, com todos os seus maiores clichês. Menina se apaixona por cara riquíssimo, e quando vai conhecer a família, a mãe super protetora não vai com a cara dela e faz de tudo pra que eles se separem. O cara ainda assim resolve ficar com ela, mas ela não quer separá-lo da família, não sem antes deixar bem claro pra mãe que isso não é uma vitória da mãe e sim uma escolha que ela própria está fazendo por si. No fim, o amor vence e a mãe dá a benção na forma de um anel de noivado maravilhoso. Tudo isso num cenário de muito luxo, glamur e sedução (numa incrível quantidade de homem semi nú por cena)!

Sério, o básico da história é o esqueleto da maioria das comédias românticas que tem por ai, mas contada de uma forma muito boa e encantadora. De qualquer forma, é um filme delicioso de ver, estando por dentro da cultura leste asiática ou não.

(Aliás, notem que tenho que me acostumar a chamar de leste asiático o que engloba chineses, japoneses e sul coreanos. Porque a Ásia é imensa e ainda tem a Tailândia, Vietnã, Filipinas, India, Paquistã, Uzbequistão, Emirados Árabes e tantos outros países onde as pessoas não tem ascêndencia mongol e tem culturas muito diferentes que a gente desconhece - ainda.)

Mas voltando lá na história da importância desse filme, repito o que já disse no outro post: esse é o primeiro filme grande, atual, em VINTE E CINCO ANOS, com elenco principal asiático americano, com uma história recheada de referências leste asiáticas. E que fez um baita sucesso lá nos EUA. Como também falei, a divulgação no Brasil foi pífia, infelizmente, principalmente pra um país com a maior comunidade nikkey no mundo! E elemerece ser assistido e debatido.

Temos a protagonista, Rachel Chu, filha de mãe solteira, professora na NYU. E a julgar pela sua sala, uma patcha professora! Ela é independente e segura de si e, a não ser pelo currículo acadêmico brilhante, não se encaixa em nenhum esteriótipo da mulher asiática quietinha, boazinha e subserviente. Ela tem coração bom, mas não é trouxona.

Temos também um belo desfile e torsos nus masculinos em mais da metade do filme, subvertendo o padrão de só mostrar mulher gostosa semi nua. Uma das roteirista é mulher e ela disse em entrevista que isso foi uma escolha intencional, principalmente para mostrar também que o homem leste asiático não é um nerd pelancudo atrás de um computador num porão. Um dos personagens homens é inclusive apresentado na narrativa só pelo torso molhado no banho!

O filme é bom em mostrar a importância da família e da hierarquia na cultura leste asiática, o respeito pelos mais velhos e as ligações intensas entre pais e filhos. Muita gente acha que leste asiático é frio e calculista, mas não conhece o que é a família na China ou no Japão, por exemplo. A forma de demonstração de amor é diferente, mas ele está lá, principalmente nas famílias imigrantes, numa intensidade que não tem comparativo.

E também tem a lealdade entre os amigos, que fazem de tudo uns pelos outros. Do amigo que arranca o noivo de uma festa locaça de despedida de solteiro até a amiga que empresta um vestido de marca de luxo pra amiga ir no casamento (depois de uma senhora consultoria de imagem com mais assistente que muita celebridade por ai)!

Pra quem nasceu pra ser uma banana (tá lá no trailer!), é muito importante ter um filme que mostra que a gente pode ser aquilo que a gente quiser, independente da nossa cara. É importante ver isso no cinema, ter referência! Eu cresci numa sociedade que ainda se choca quando eu mostro independência, perseverança, e personalidade forte (tô começando a odiar muito essa expressão), e eu queia que tivesse alguém de fora que tivesse me mostrado, desde nova, que isso não era problema e que eu deveria viver como eu bem entendesse, cultivando aquilo que me faz bem e me faz ser quem eu sou, que eu também tenho esse direito!

Chorei nesse filme? Claro, e muito! Principalmente nas cenas com família! Quando a mãe dela chega em Cinapura, nossa! Que saudades da minha T.T. E quando ela dá a vitória no Mah Jong pra mãe do namorado? E quando ele mostra aquele anel ridiculamente maravilhoso no avião? Inclusive nesse momento chorei de soluçar de ver que era aquele anel, mesmo prevendo que poderia acontecer, foi tão importante!

Enfim, assistam esse filme, e reassistam se vocês não viram esses detalhes todos e outros mais! O filme é muito incrível!

Ah, e sobre tocar Yellow, do Coldplay, no fim? O diretor fez questão de que fosse essa música, porque simboliza toda essa questão de ser asiático americano e se aceitar. Foi a cor do vestido da atriz principal no Oscar por causa disso <3

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