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terça-feira, 15 de maio de 2018 at 10:30
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minha festa de despedida

Nessa vida eu já fiz algumas festas de despedidas. Das pequenas (quando fui pra Disney por 3 meses) às grandes (quando não sabia quando voltaria da Inglaterra).

Agora a coisa tá mais séria. Eu tô indo, pela primeira vez na vida, com uma passagem só de ida, sem data pra voltar, literalmente!


Fui dizer au revoir pros meus amigos no "Quintal do Espeto", um lugar muito prático: rodízio de espeto com comanda individual. Tem todo tipo de espeto, agrada carnívoros e veganos, tem de suco a cerveja e outras bebidas misturadas e rola até uma música ao vivo. O couvert é bem amigo, só cincão. Os únicos contras é que é cheio de família, é enorme e as vezes o som é meio alto. E a menos que tenha um aniversariante no grupo, não dão VIP e nenhum agrado =(

Mas o que importa é que meus amigos foram e fizeram do meu último dia em São Paulo um dia especial, cheio de amor e carinho <3


Não tirei foto com todo mundo, infelizmente, o que só gera mais desculpa pra irem me visitar lá do outro lado do mundo ou pra onde quer eu vá!


Eu tenho amigos maravilhosos, mesmo os que não puderam ir me mandaram mensagens, me fizeram me sentir querida e me dão mais aperto no coração de ir embora... Mas viajar é preciso! E tenho certeza de que vou encontrar todo mundo mais vezes ainda nessa vida, porque nossos corações estão todos misturados e a gente precisa botar todo esse amor pra rodar!

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that would be me. bye!

domingo, 13 de maio de 2018 at 23:53
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happy mother's day

Eu sempre soube que tive muita sorte com a minha mãe. Claro que já tive fases de brigas e vira e mexe a gente discute, mas sempre achei minha mãe a melhor mãe do mundo. Pode não ser perfeita, mas além de ser minha, ela realmente é uma mãezona.

Ultimamente tenho percebido que tirei o ticket dourado da vida. Estou em grupos no ~outro site~ em que as pessoas contam atrocidades sobre as mães, as relações tóxicas que as mães cultivam, mesmo com filhos bem adultos.

Eu sou da opinião de que tem gente que simplesmente não nasceu pra ser pai ou mãe. Tem gente que parece quetem prazer de fazer o filho sofrer. Ou que não tem a mínima idéia do que tá fazendo e não faz nenhum esforço pra melhorar.

Parte da minha não vontade de ter filhos é que eu enxergo essa função como uma das maiores responsabilidades que um ser humano tem na vida e no planeta. Não é só gerar vida, é educar um ser humano pro mundo! E ser responsável por tudo o que ele vai passar e fazer uma vez fora do útero. Eu pelo menos reconheço a minha incapacidade e falta de vontade de fazer isso, mas vejo muita gente egoísta que só quer um boneco e um troféus pra chamar de seu, que não se importa com as consequências da educação que dará a esse filho e o que esse ser humano se tornará.

Meus pais fizeram um trabalho bem ok, devo dizer, sem grandes traumas, tilizando todo o privilégio de que eles sempre dispuseram pra criar gente independente e feliz pra fazer um mundo um tantinho melhor. 

E como hoje é dia das mães, tenho que falar da minha, que é um poço sem fundo de amor e adoração e carinho. Uma alma que transborda fofura e coisas boas, que só quer ver o bem no mundo, que nunca faria nada para gerar sofrimento de propósito. Minha mãe nem sempre sonhou em ser mãe, mas quando aconteceu, abraçou a causa e nunca mais largou. Fez tudo o que podia ou não pra dar amor e um lar pra gente, e só mais e mais razões pra gente se orlgulhar de ter nascido dela. Obrigada, universo, por ter jogado minhas poeiras cósmicas nesse lugarzinho!


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that would be me. bye!

quarta-feira, 9 de maio de 2018 at 16:52
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a vida é cíclica

Não tenho nem desculpa pra ter sumido daqui. Foi um misto de preguiça e outras coisas ou mais importantes, ou mais interessantes pra fazer fora da internet. Nem precisa dizer nada.

Mas vim avisar que logo logo terei muitas novidades pra contar. Não desistam de mim, por favor.


that would be me. bye!

segunda-feira, 23 de abril de 2018 at 10:30
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filmes favoritos x filmes da vida

Esses dias me peguei categorizando os filmes que mais gosto e percebi que tenho 2 listas: a dos filmes favoritos, e a dos filmes da vida. E nenhum filme aparece nas 2 ao mesmo tempo.

Meus filmes favoritos são aqueles que eu posso assistir a qualquer hora, que eu vou falar pra qualquer um que eu amo, que são os filmes que me fazem felizes quando eu os assisto.

Já os filmes da minha vida são filmes que mexeram comigo, que me fizeram sentir algo, que me fazem pensar sobre a vida (e que não necessariamente estou pronta para assistir a qualquer momento).

Meus filmes favoritos (ou a trilogia Richard Curtis / Hugh Grant)




Quatro casamentos e um funeral (1994) - Meu primeiro filme do Hugh Grant, que me fez me apaixonar pelo ator e por Londres <3. Conta a história de como Charles se apaixona por Carrie e tem então seu coração despedaçado por ela enquanto se encontram em 4 casamentos e 1 funeral. Peak Hugh Grant! Na época que foi lançado foi uma surpresa, porque os filmes ingleses estavam relegados a filmes de arte ou filmes de época, "Quatro casamentos" veio e mudou isso, colocou os atores ingleses no mapa de Hollywood e deu uma carreira incrível ao Hugh Grant.


Um lugar chamado Notting Hill (1999) - Eu esperei ANOS por esse filme, desde que foi anunciado que o roteirista de "Quatro casamentos" faria outro filme que estrelaria Hugh Grant! Anna Scott é a estrela mais famosa de Hollywood, e num acaso do destino, se envolve com William Thacker, um pacato dono de uma livraria em Notting Hill. Se tem um filme que me enche de esperança (não sei em que), é esse! Mais um pra minha obsessão londrina (sim, fui até a casa da porta azul em Notting Hill!). Também firmou Richard Curtis como o roteirista queridinho das comédias românticas. Notting Hill foi o segundo maior filme daquele verão, só perdeu pra Matrix (que era um filme feito para ser um blockbuster de verão)!



Simplesmente Amor (2003) - Mais uns anos se passaram e Richard Curtis tomou coragem pra escrever e dirigir a comédia romântica das comédias românticas (ele disse que queria escrever sobre todas as histórias de amor que ele tinha em mente). Nas semanas que antecipam o natal, o filme conta várias histórias de amor em Londres, entre dublês de corpo, entregadores de catering e até o premier inglês, que culminam na noite de natal. Um filme que nos deu muitas cenas icônicas, como a cena das plaquinhas, Hugh Grant dançando, uma criança arrasando cantando "All I want for Christmas" e um dos primeiros filmes grandes em que o Rodrigo Santoro tem falas! Sem contar no elenco estreladíssimo, que conta ainda com Colin Firth, uma Keira Kneightley novinha, Liam Neeson e até o Mr Bean! É um filme sobre o amor, sobre esperança, sobre coisas boas. Impossível assistir e não sentir o coração quentinho com o discurso do aeroporto <3

Filmes da vida (que me fazem sentir sentimentos!)


Encontros e Desencontros (2003) - Assisti esse filme pra faculdade uns meses antes de sequer imaginar que um dia pisaria no Japão. E então eu pisei, e tudo fez sentido. Bob é um ator meio esquecido de Hollywood que está em Tokyo para um trabalho e Charlotte é uma moça recém casada que acompanha o marido numa viagem de negócios. As vidas deles se cruzam no bar do Park Hyatt e durante algumas noites insones, eles acham conforto na companhia um do outro numa cidade que é tão estranha. Talvez esse tenha sido o primeiro filme "parado" do qual eu tenha gostado na vida. Um filme tão... Delicado. Talvez o primeiro com o qual eu tenha me identificado tanto, por falar da solidão de estar num lugar onde a gente não pertence e não consegue pertencer. Ainda assim, um dia ainda terei dinheiro para me hospedar no quarto em que eles passam tanto tempo no filme!



A árvore da vida (2011) - Fui ver no cinema apesar de todas as críticas que diziam que era um filme parado, arrastado, chato mesmo. Até hoje eu não sei explicar sobre o que é esse filme. Sobre a vida? Sobre uma família? Sobre o universo? Acompanhamos essa família ordinária, que passa pela guerra do Vietnã, e toda a evolução do universo, do Big Bang, aos dinossauros, ao momento atual. E ainda assim, poucos filmes me impactaram tanto quanto esse. Chorei muito quando vi no cinema, fiquei atordoada pensando nele por muitos dias e até hoje me emociono quando penso sobre ele.



O noivo da minha melhor amiga (2011) - Quando resolvi assistir esse filme achei que seria uma ótima comédia romântica, mas só. Rachel é a garota certinha e boazinha, mas que não se acha muita coisa. Deixa o crush da faculdade para a melhor amiga de infância, porque é isso que Darcy faz, Darcy sempre consegue o que quer, não importa o que os outros pensem. Mas ninguém contava é que Dex, esse crushão da porra, também fosse apaixonado por Rachel. E isso tudo acontece naquele momento de dúvida - a aproximação do casamento e os 30 anos de Rachel. Eu não estava preparada para ter o meu retorno de Saturno jogado com toda a força do créu 5 na minha cara numa história. No filme Rachel tem um momento "meus 30 anos", mas acho que no livro isso é mais explorado. Esse momento de dúvida sobre nós mesmas, sobre os nossos sonhos e nossa realidade. E bem, ajuda que no filme o Dex é essa maravilhosidade do Colin Egglesfield <3.


Me chame pelo seu nome (2017) - Quem me acompanha no Twitter sabe que estou obcecada por esse filme desde o lançamento aqui no Brasil. Num verão na década de 1980, Oliver passa um verão como pesquisador convidado na casa de veraneio dos Pearlman, na Itália, onde se torna a luz dos olhos de Elio, o filho adolescente do professor. Oliver é mais do que uma paixonite de Elio, ele é a epitome dos desejos do menino. Com atuações primorosas, um roteiro adaptado belíssimo, uma direção impecável, #cmbyn é um filme languido, pra ser saboreado a cada mordida. Fala sobre desejo, sobre antecipação, sobre paixão, e principalmente, sobre sofrimento. Não importa que seja um romance entre 2 caras, a história tem algo pra todo mundo que assista o filme. A primeira vez que vi no cinema, sai destruída, como se tivessem arrancado meu coração do peito e feito picadinho. O livro vai além, e consegue ser ainda mais triste. Mas seguindo o famoso discurso do Professor Pearlman, não devemos tentar apagar a dor, pois com ela apagamos a alegria que sentimos anteriormente, e então, apesar do coração partido do fim do filme, assisti outras vezes porque afinal a história de Oliver e Elio é uma linda história de amizade, desejo e amor. E, afinal, quem nunca teve um desses "amores de verão que não sobem a serra", né?

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that would be me. bye!

sexta-feira, 13 de abril de 2018 at 23:57
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#euvi: love, simon

Meses depois e ainda to apaixonada por #cmbyn. Acompanho sim a tag no Twitter, e como ainda tá em lançamento em várias partes do mundo, vira e mexe tem coisa novas (como fotos maravilindas dos bastidores ❤️).

Foi assim que descobri esse outro filme sobre o primeiro amor de um adolescente, "Com amor, Simon", baseado no livro "Simon e a agenda homo sapiens" (Simon and the homo sapiens agenda). Na verdade eu tava com um pouco de ranço porque muitas coisas que eu li era em comparação a "Call me", fãs contra fãs e isso geralmente me dá preguiça.

Mas ai esses dias eu não tava fazendo nada mesmo e resolvi ir ver no cinema.


Simon é um aluno do último ano na escola. Branco, não afetado, bom aluno, bom filho, bom irmão, família bem funcional, classe média, elite intelectual. Basicamente o retrato do privilégio americano. Mas ele é gay enrustido. 

Na comunidade deles, rola uma coisa meio "Gossip Girl", com um tumblr (blog é coisa de millenial, afs) com os segredos da escola revelados. Um belo dia, surge uma confidência anônima de outro garoto enrustido, com quem Simon começa uma relação com e-mails fakes. Tudo vai bem, até que claro, alguém descobre essa correspondência e começa a chantagea-lo.

O filme é bem adolescente, rola varias inseguranças e trapalhadas, mas nada grave.

Em comum com #cmbyn, só o fato do protagonista ter 17 anos. E realmente é só. Elio explora muito mais a sua sexualidade e o seu desejo, sua preocupação nunca foi sair do armário. Para Simon, isso é um grande PROBLEMA. Que só ta na cabeça dele. Simon se mete em um monte de confusão com essa coisa de não querer sair do armário, envolve os amigos e brinca com os sentimentos de gente que ele diz amar. Claro que nada e muito grave, porque e um simples filme adolescente, mas cria desentendimentos desnecessários.

Também falaram do discurso da mae, mas desculpem, que discursinho fajuto em comparação a obra literária que e o magnífico discurso final do Mr Pearlman! E até um insulto ao Andre Aciman essa comparação!

Guardadas as devidas proporções, não encare os filmes como iguais, porque um não tem nada a ver com o outro. "Call me by your name" e um filme de arte sobre a descoberta do desejo, o amor e um coração partido. "Simon" e um filme de high school que por acaso tem um protagonista gay.


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segunda-feira, 9 de abril de 2018 at 21:13
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a girl's gotta do what a girl's gotta do

Quem me conhece sabe que sou bem teimosa. Que quando boto uma coisa na cabeça, vou lá e faço. E se duvidarem de mim, vou e faço duas vezes, pra esfregar na cara e deixar bem claro que não é pra duvidarem de mim.

O que não quer dizer que nem tudo que eu quero fazer é algo assim, legal. Ou que eu faria em outras circunstancias. Tem aquelas coisas que a gente simplesmente tem que fazer, não adianta ficar discutindo. A girl's gotta do what a girl's gotta do.

Então, quando a data limite se aproxima, aquele misto de animação por finalmente por a mão na massa e o terror das coisas acontecerem se encontram no meu estomago e eu acho que eu queria só acordar daqui uns muitos meses, quando tudo passasse.

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quinta-feira, 5 de abril de 2018 at 23:14
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e se... ?

A gente não deve viver a vida em condicional, esperando que a vida dê uma virada mágica, mas eu gosto de parar as vezes e imaginar uns "e se".

Geralmente faço isso com a minha mãe, imaginando como a vida seria se meu pai ainda fosse vivo. Não de ficar imaginando o caminho que a vida poderia ter dado, mas as coisas cotidianas que ele faria se fosse vivo nessa era tecnologica.


Meu pai era uma pessoa curiosa e bem entusiasmada com avanços tecnológicos nos utensílios do nosso dia a dia. Como ele morreu em 2002, não viu muito das coisas que a gente usa hoje em dia e já não consegue se imaginar sem.

Um dos sonhos de consumo dele era ter um home theatre. Na época, como a gente estudava, não dava pra entreter certos luxos, mas tenham em mente que a gente sempre morou num apartamento de menos de 90 metros quadrados!!! Toda a vez que ele começava com essa ideia, a gente tinha que lembra-lo que o apartamento nem comportaria uma tv grande com um som potente. A gente correria o risco de ser despejado do prédio!

Mas se meu pai fosse vivo hoje, com certeza ele teria o tal home theatre. Testaria o som com todo o tipo de programa: de filmes a documentários do Nat Geo. Shows de rock, de edm, programas de culinária e arte francesa. Passaria horas configurando o som. E ai de quem mexesse!

Com um sistema tão bom, não perderia nenhuma novela. Infelizmente a novela da Band, por exemplo, passa na hora do JN, senão ele veria até as novelas turcas. Meu pai realmente prestava atenção nesse tipo de coisa, sabia comentar e analisar cada uma!

Também assistiria vários programas de culinária. Coitada da minha mãe, porque com certeza ele se acharia o mestre cuca e explodiria a cozinha. Meu pai as vezes não tinha a menor noção de como se comportar numa. Mas uma vantagem é que ele se empolgaria e compraria os melhores eletrodomésticos, panelas e acessórios.

Assistiria todos os programas de transformação de casas e derrubaria paredes, pintaria paredes, redecoraria a casa toda. Deixaria minha mãe louca.

Também teria os últimos eletrônicos. O melhor laptop. O último iPhone. Smart watch. E todos os aplicativos, inclusive os de joguinhos. Solicitação de Candy Crush é o que não faltaria no meu e-mail...

Meu pai também era um contabilista muito melhor do que minha mãe jamais será, então ele teria dinheiro pra viajar. E ficaria até emocionado de descobrir o preço das camisas polo que ele tanto gostava lá na gringa. Alias, preço de tudo, né, da bala até o tal do iPhone de última geração.

Ma eu também teria uma companhia pra tomar vinho tinto todas as noites. E jamais voltaria a morar em casa, porque a gente não foi feito pra conviver mais do que um fim de semana inteiro por vez.

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about the girl

Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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