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Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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vaca pensativa, de saco cheio de mais um dia molhado na inglaterra.

so cute

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017 at 10:30

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Descobri a So Cute por acaso nas sugestões do instagram. A primeira vista, achei bem parecida com a proposta da Antix: vestidos delicados com estampas super fofas.

A So Cute é uma loja de Brasília que abriu loja física em SP recentemente. Tem um e-commerce bem simples e as coleções não são super vastas. O que está no site e no instagram é o que eles tem para oferecer.

Sempre achei a Antix fofa demais, mas tão cara quanto. Com o tempo eles cresceram, e as lojas físicas deles são uma graça. Mas das vezes que fui lá, sentia um certo distanciamento, ou a loja estava sempre cheia (em época de promoção) ou então eu era simplesmente ignorada. E os tamanhos também achava sempre muito pequenos. Talvez eu tenha relegado a Antix ao pano de fundo porque quando conheci a marca eu não tinha muito dinheiro para comprar, tendo sempre essa impressão de que era uma marca cara demais pra mim.

A So Cute não é uma marca barata, mas como conheci num momento financeiro melhor, resolvi pelo menos dar uma chance.

Minha primeira visita na loja foi no fim de semana da Black Friday. Como fui num sábado de manhã, a loja estava sem ninguém, só com a vendedora ao telefone. Aparentemente as pessoas ligam muito lá atrás de produtos. A loja é super romântica e bem pequena. Tem araras de 2 lados com tudo o que tem disponível de modelo (algumas numerações estão no estoque) e um provador bem fofo.

Mas não foi dessa vez que comprei algo lá. Com a aproximação do ano novo, resolvi procurar um vestido para a virada, mas o que eu tinha em mente, um muito lindo da Zara Kids, já não tinha mais.

Então resolvi voltar na So Cute porque eles estavam com uma coleção nova que era ainda mais fofa do que tudo o que eu já tinha acompanhado nas redes.

O atendimento das vendedoras é sempre muito atencioso, mesmo quando elas tem que ficar no telefone ou estão atendendo outros clientes. E não importa se você está levando algo, elas sempre são bem simpáticas e não ignoram a sua presença na loja.

Eu fui com o intuito de comprar só um vestido, já que eu sabia pelo site os valores e não achei que estaria no pique de gastar muito dinheiro. Mas chegando na loja, escolhi vários vestidos para experimentar.

O material deles é muito bom e o acabamento é impecável. Não é só um forrinho mixuruca por baixo. Para quem gosta de peças estruturadas, vários vestidos deles seguem essa linha. A modelagem varia um pouco, experimentei tanto coisas P como M, e teve coisa que não ficou boa no busto (ou muito pequeno ou muito grande).

Em geral os modelos tem aquela cintura um pouco mais alta, que marca a parte mais estreita do abdomem e dá a impressão de emagrecimento. Pra mim é o modelo perfeito e fica bem em todo mundo, embora pareça um pouco jovial demais. Para mim, com 1,60m, fica como os vestidos da Zara Kids (tamanho 13/14) que eu gosto tanto (compro também porque os vestidos infantis são bem mais baratos do que os adultos, e tem umas estampas mais interessantes e felizes).

Incapaz de decidir quais queria, resolvi levar um da coleção mais nova e outro da coleção anterior, que estava com desconto. Barato não foi, mas para mim foi um bom investimento, um produto de qualidade, com bom acabamento, em modelos que eu adoro!


Usei o claro de mangas no natal e o rosa estampado no ano novo, quando comi bem, e não fiquei me sentido apertada nem inchada. Boas compras, cm gente simpática. Gosto muito!

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#gordasafada: coxinharia prime taste

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017 at 10:30

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Eu tô velha e já não aturo mais muvuca, nem nos meus lugares favoritos. Sofri bastante com o fato de fim de semana passado ter sido comemoração do ano novo chinês na Liberdade, porque ai os restaurantes do bairro não seriam opções pra mim nesses dias=(

Como sempre fui pra Paulista e contemplando o Google Maps achei a Coxinharia bem do lado do Jo Jo lamen. Eu já tinha visto das outras vezes que fui comer lamen e resolvi experimentar.

Apesar de ser horário de almoço, o lugar estava vazio. Ele fica mesmo bem do lado do Jo Jo, que estava lotado, mas isso talvez se deva porque achamos que coxinha é lanche, e não refeição, né?

O lugar é fofo, tem 4 mesas na parte debaixo e um bar. O interessante é que, por causa das coxinhas, eles tem uma carta de bom tamanho de cervejas (pra quem gosta).

Eu queria experimentar vários sabores, claro, mas as coxinhas são de tamanho "normal" e achei que não ia dar conta. Infelizmente eles não tem um "menu degustação" de mini coxinhas, só porções de sabores únicos =(

Como queria comer algo diferente, pedi uma coxinha de palmito e outra de camarão. As coxinhas são fritas na hora, então demoram um pouquinho para serem servidas.

Eu sou a maior fã da coxinha do Veloso, acho que tem a consistência ideal e o melhor recheio. A coxinha da Coxinharia é diferente, a começar pela "casquinha" que é daquele tipo durinha. Eu particularmente não gosto muito, mas a massa por dentro é bem coxinha, mas sem ser "dura". O recheio de palmito lembra pastel, o que achei bem gostoso, e vem com pedações de palmito mesmo. Fica uma delícia com pimenta ;). A de camarão também tem uns mini camarões no meio do recheio, é bem gostosa, mas não foi a minha favorita. Quando voltar, não vou repetir, mas não é de todo ruim.


Tinha umas meninas numa mesa perto e elas pediram vários sabores para dividir e experimentar. Inclusive no cardápio tem o Coxiburguer, que é uma coxinha, de qualquer sabor, cortada no meio e com um hamburguer entre as metades e elas pediram pra provar, mas fui embora antes. Achei meio extremo.


Tem também opção doce, de chocolate, com recheio de morango e talz, mas pra mim coxinha é salgada, eu nem chegaria perto dessas outras.

Gostei do passeio, achei interessante, é uma opção pra um dia mais relax ou um fim de tarde. Cada coxinha custa em torno de R$ 5 a uns R$ 8 e tem as opções vegetarianas pra quem não come carne.

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#euvi: la la land

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017 at 10:30

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Um dia na vida eu achei que estudaria Audio Visual na ECA e seria uma cineasta bem sucedida. Acompanhava tudo sobre cinema, assinava até revista sobre isso.

Isso foi na minha adolescência. Continuo gostando de um "red carpet season", mas deixei de acompanhar ferrenhamente o mundo do cinema. Então quando decidi assistir "La la land" no cinema foi mais pelo fato de não ter mais nada pra fazer do que pra preencher qualquer "lista de indicados assistidos". E escolhi ele porque se falou tanto, tá indicado pra tantos prêmios, que eu achei que ia ser bom, né?

O problema começa quando ninguém consegue definir sobre o que é o filme. Várias pessoas que eu vi que gostaram disseram que era difícil de definir. Então eu vou contar: é um musical que acompanha o relacionamento da personagem da Emma Stone, a Mia, com o personagem do Ryan Goslin, o Sebastian, e suas vidas de aspirantes a estrelas em Los Angeles (LA la land, ahn, ahn?). Mostra como eles se conhecem e como o relacionamento deles se desenvolve, com vários números musicais ilustrando.

A partir daqui não me responsabilizo por spoilers!!!

Começa que eu não gostei do primeiríssimo número musical do filme. Tanto espaço, tanta gente, com uma música que não empolgou.

Ver o Ryan Goslin tentar cantar e dançar também me deu AQUELE alívio de ele ter recusado o convite do AJ pra fazer parte dos Backstreet Boys.

Mas a Emma Stone faz seu trabalho direitinho, e tem as partes mais divertidas, principalmente nos números com as roomies. Quem amamos aquele figurino color block delas???

A história é ok, o problema é que eu não gostei da forma como isso foi transportado pra tela. Como filme, achei ele bem mediocre. Não entendo de verdade qual o hype da academia entorno dele. Tanto filme por ai com história melhor, que tenho certeza que como filme também é mais interessante que La la land, e que não ganhou tanta atenção. Sério que como filme até o filme da Bridget Jones é melhor.

Pra não dizer que odiei tudo, achei bem legal o desenvolvimento do personagem do Ryan Goslin, embora o ator mesmo não faça muito esforço durante o filme todo pra atuar con muita convicção. Fiquei com um pouco de dó do final dado pro Sebastian, embora entenda que nem tudo é "happily ever after", mas gostei de ver ele se transformando do idealista imatura para o romantico incuravel e o homem de negócios que ele precisava ser pra atingir seus objetivos. Gostei que ele resolve assinar contrato com a banda pra dar segurança pra Mia, mas que ele nunca deixou de ser o maior cheerleader da vida dela. E amo como ele vai atrás dela pra fazer ela reaizar seu sonho. E a cena no exterior do observatório. Nossa, de cortar o coração! Mas é tão linda! E por mim se o filme tivesse acabado ali, já estaria de bom tamanho.

Agora aquele fim dela, com um cara X, toda bem sucedida com a vida perfeita, BLERGH GRANDÃO! De verdade, precisava de TANTO açucar nesse tipo de filme? Meu deus, só faltou aquela criança sair santando e sapateando no final! NÃO gostei, nada vai me convencer de que aquilo era necessário, ainda mais em contrapartida ao final do Sebastian. Que eles não ficassem juntos, ok, mas não precisava pirar tanto na batatinha assim com o final dela.

Eu fiquei com aquela sensação de que La la land leva aquele hype de 500 dias com ela, em que um cara apaixonado tem uma história de coração partido contada pra gente ficar com dózinha dele. Exceto que eu gosto mais do Sebastian do que do cara dos 500 dias (que eu não lembro o nome sem ter que pesquisar).

Eu sei que vai ter muita gente que vai querer me xingar por causa dessa resenha, mas eu não consegui gostar desse filme e ainda sai mega deprimida do cinema. Não vou torcer pra ganhar Oscar não, não gostei, acho que é tão nada a ver ganhar quanto quando Crash ganhou.

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alô, alô! planeta terra chamando!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017 at 16:52

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O blog anda meio parado porque tô tentando mudar a hospedagem dele. Por isso ele tá aqui no blogspot por enquanto. Alias, quem conhecer uma boa hospedagem com preço bacana e bom suporte, pode indicar nos comentários.

Por enquanto tô por ai me divertindo de outras formas. Uma delas tomou corpo com um vlog que eu fiz no aniversário de São Paulo (pra quem não é daqui, no dia 25 de janeiro) que compartilho com o mundo abaixo.



Minha inspiração foi a Gesiane, que também começou a vlogar a pouco tempo. Ela sempre teve um blog super fofo, mas desde que se mudou pro Japão não tem escrito mais, então é uma forma de estar perto e acompanhar como é a vida de uma estrangeira em Tokyo (spoiler: muito legal).

Se eu vou continuar vlogando? Eu queria viajar o suficiente pra poder fazer uns vídeos mais interessantes, mas vou tentar fazer outros vídeos quando tiver uma programação diferente aqui em SP.

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óleo de coco e rotina de cuidados com a pele

terça-feira, 17 de janeiro de 2017 at 10:30

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Em casa, quando era mais nova, apesar de pais vaidosos com a pele, a gente não tinha essa cultura de comprar produtos pra ficar passando na cara. Também não tinha dinheiro. E por um longo período, jamais achei que seria a pessoa que passa vários produtos na cara para ficar mais bonita.

Mas a gente cresce e aparece. E tudo mudou quando descobri o mundo da maquiagem. Porque esse mundo não é só sobre a maquiagem em si, é sobre todo o mundo da pele perfeita. De como lavar e hidratar e tratar a pele de uma forma geral. Tudo o que você faz, seja comendo, bebendo ou passando na cara influencia na aparência da sua pele.

Pesquisando sobre produtos japoneses quando estava pra viajar, descobri que os orientais faziam o double cleansing, que é retirar a maquiagem com um produto e depois lavar o rosto com outro. Ou eu descobri como as vezes eu sou japonesa sem saber, porque eu nunca consegui só passar um lencinho demaquilante e ir dormir. Na época da faculdade inclusive eu chegava bebassa do open bar, tirava a maquiagem, tomava um banho completo antes de ir pra cama! E aqui eu mostrei o que trouxe de lá (não foi só isso, mas foi uma revelação descobrir esses óleos demaquilantes que dissolvem na água!).

Mas meus óleos estão acabando =( *música trágica* Porém, em tempo, descobri o hype do óleo de coco. Aparentemente o óleo de coco pode fazer de tudo emais um pouco. Dá pra usar por fora e por dentro do corpo. Mas vamos focar no bem que ele pode fazer na pele.


Como eu já conhecia a máxima de que "semelhante dissolve semelhante" e que os óleos do demaquilante é que dissolvem a maquiagem, nem duvidei quando li sobre as vantagens de usar o óleo de coco para remover maquiagem e limpar o rosto. Também li sobre como ele é um ótimo limpante em si (até demais, alguns dizem) e ajuda na hidratação. Realmente, tem algo que o óleo de coco não faça? Talvez a única coisa não muito boa que ouço sobre ele é que realmente, um potinho não é nada barato. Porém, pode durar bastante.

Resolvi testar como demaquilante depois que achei um pote dando mole na casa da minha mãe. Ela também ouviu falar das propriedades miraculosas do óleo de coco e comprou pra testar. Exceto que ela acabou nunca usando. Melhor pra mim!

Não é sempre que uso primer, mas uso várias bases liquidas, blush bem pigmentado e delineador e principalmente, rimel a prova d'água. Desses mesmo da Maybelline. Que só sai com demaquilante muito bom (ou o Creme de Corps da Khiel's).

O óleo de coco se liquefaz a temperaturas altas, tipo uns 25 graus celsius, então aqui no sudeste é comum acha-lo no pote esbranquiçado, parecendo uma geléia (tipo vaselina). Eu uso o meu pote de termometro. Começou a ficar liquido, sei que tá fazendo um calor da porra. Mas quando ele está geleioso não tem problema, em contato com o calor do nosso corpo ele derrete fácil.

No começo achava a textura do óleo de coco muito grossa, mas com o tempo acostuma. Ele passa bem na pele e forma uma camada mais espessa do que qualquer óleo que eu já tenha passado. É mais espessa do que o da geléia da Biore. Mas você espalha bem (na pele seca) e faz a massagem e até se perde porque é bem gostoso ficar passando a mão na cara com o óleo, haha! Ele não fica escorrendo, então não dá nenhum nervoso de passar demais ou de menos por disperdício ou algo parecido.

Acho que os óleos propriamente demaquilantes tiram o rimel a prova d'água mais facilmente, mas não é que eu precise esfregar muito mais. Como óleo de coco sai tão bem quanto, só exige uma nova forma de passar o produto.

Li que para retirar todo o produto da pele é recomendado usar água morna. Mas não a água morna que você aguenta no banho. Uma morna bem quente. BEM quente. Então é mais fácil tentar esse método de retirar o produto na pia do banheiro, com um algodão ou uma toalha que você possa lavar depois. Tentei esse método e realmente foi o que retirou TODO o óleo de coco da pele rapidamente.

O que eu faço é lavar o rosto como sempre no banho. Passo o óleo com a pele seca, faço a massagem, perco a hora, sinto a maquiagem ir derretendo e enxáguo com a água do banho morninha aturável mesmo. O óleo sai todo da pele? NÃO, eu sinto a água batendo no óleo sem penetrar, mas sinto ele escorrer aos pouqunhos. Tomo meu banho normal e no fim lavo o rosto com meu sabonete facial escolhido pro dia. Não passo nem mais nem menos do que passaria se não tivesse passado o óleo de coco.

Quando seco o rosto, a sensação é de que há uma película protetora e a texturado meu rosto está mais lisinha. No dia seguinte, num dia de médio para muito calor, meu rosto acorda mais oleoso do que nos outros dias, mas nada que uma lavagem não resolva. E NÃO me causa espinhas!

Já adotei o óleo de coco como demaquilante pra vida, isso é certo. Os outros óleos que tenho são ótimos, mas não moro no Japão nem viajo pra lá sempre pra reestoca-los, então o óleo de coco é um substituto bem a altura. Por enquanto uso uma vez por semana (também estou diminuindo o uso de base durante a semana), mas acho que logo vou começar a usar 2x (no fim da semana já dá pra sentir que tá "perdendo o efeito") e acho que é uma boa frequência pra minha pele. Tem quem use até mais vezes, mas vai de cada um. Um potinho dura bastante porque não é necessário muito para lavar o rosto todo, ele vai se espalhando com facilidade e se você passa demais você sente que exagerou, que o excesso não vai servir de nada, sabe?

Acho muito legal quando consigo achar que um produto totalmente natural realmente cumpra o papel de outro todo industraliazado e eu realmente sinta que posso substituir um pelo outro sem prejuizo de qualidade de vida <3 Alguém mais usa?

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#euvi: moana

terça-feira, 10 de janeiro de 2017 at 10:30

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Apesar de ser meio Disney freak, eu não sou muito de me ligar em filmes só porque eles são da Disney. O que não quer dizer que não gosto dos filmes, só que não me empolgo com eles só porque são Disney, sabe?

O primeiro filme que vi no cinema na vida foi o desenho da "Bela e a Fera". Pra esse filme live action estou bem empolgada, alias. Meu filme favorito na infância era o desenho dos "101 dalmatas". Como a gente não tinha video cassete em casa, assistia toda vez que ia na casa da minha vó. E a gente ia quase que toda semana. E assistia muitas vezes. Minha princesa favorita é a Ariel e eu AMO de paixão o filme da "Pequena sereia". Mas de verdade, nunca tive esse entusiasmo de querer ir no cinema só porque era filme da Disney. Na maior parte das vezes, inclusive, eu bem cago pra eles. Me empolgo mais com Pixar (principalmente antes de ser comprada pela Disney) e Dreamworks. Acho que Disney sempre vai ter essa aura de infância pra mim (só vi "Rei Leão" uns 10 anos depois em uma aula de francês, "Mulan" só vi porque o ex-crush quis me mostrar, não lembro porque acabei vendo "Lilo & Stitch" - acho que foi falta do que fazer num intercâmbio - e até hoje não vi coisas como "Pocahontas" e "Frozen" - e nem faço questão). Então ir ver Moana nem estava nos meus mais remotos sonhos. Só fui ver porque estava na rua com uns amigos e eles queriam ver. E eu não tinha o que fazer mesmo. E eles iam numa sessão legendada, porque se fosse dublada eu não ia não.


Fomos no Playarte do Center 3, meu cinema preferido, só porque é o de mais fácil acesso pra mim. Foi reformado ano passado, finalmente, mas as salas não estão boas. Estão melhoras, mais modernas, mas a sala que tá passando "Moana" é pequena, o ar condicionado tava bombando (piorou minha sinusite e tive que ir no hospital no dia seguinte) e o som é alto demais pro tamanho da sala. Mas tá melhor do que as salas velhas de antes.

A história é sobre uma menina polinésia que luta contra as forças da natureza para restaurar o bem estar da sua ilha. Ela não está atrás de um par romântico, nem existe um par romântico pra ela, porque Moana é muito jovem (na wikipedia diz que ela tem 16 anos, no filme Maui insinua que ela não pode ter mais do que 8, mas a impressão é de que ela não pode ter mais do que 13...). O que Moana quer é aventurar-se no mar, e encontra na sobrevivência da ilha que nasceu pra comandar uma grande razão para desafiar as ordens do pai, o chefe da ilha, que não quer que ninguém cruze o recife de corais que protege a lagoa.

Então, a princípio, Moana sequer é uma princesa, pelo menos não da forma como conhecemos até "A Pequena Sereia" e vimos em "Frozen". E depois de ler esse artigo do Buzzfeed fica claro que é intencional que as "princesas" sejam cada vez mais independentes, fortes e desconectadas de um príncipe.

Moana é uma boa aventura e é óbvio que esse mote foi escolhido para abranger a parte do público que torce o nariz para histórias de pricnesas - os homens heteros cuja masculinidade tão frágil não os permite apreciar "coisa de menina". Na história não importa que ela seja uma menina, ela é uma adolescente procurando seu lugar no mundo, com suas vonatdes próprias e que embarca em uma grande aventura que poderia ser empreendida por qualquer um, independente de genero. E a aventura é boa. A aventura é o mar, esse que intriga a todos nós, de um jeito ou de outro.

Moana também foi desenhada para ser mais realista. Ela não tem corpo de boneca Barbie, sequer tem pele clara. Ela é ainda assim magra, morena, com cabelos cacheados. Sua maior encorajadora, aquela que acredita no potencial dentro dela, é sua avó. Que admite que a idade a permite ser "a maluca da ilha", e faz uso disso pra ser quem ela quer ser, sem as amarras sociais que uma vila pequena impõe, principalmente às mulheres.


Seu side kick é um semi deus orgulhoso e vaidoso. Homem, claro. Ele a ajuda nessa empreitada, mas não sem antes recuperar seu acessório, um anzol com super poderes, e fazer umas prezepadas no caminho. E claro, diminuir Moana por ser mulher jovem sem experiência no mar.

Mas Moana não desiste. Ela tem que devolver o coração de Te Fiti para restaurar a paz na Terra. Fizeram-na acreditar que ela deveria levar Maui, que ele deveria fazer isso, uma vez que foi ele que roubou e perdeu o coração, até entender que se é ela que quer restaurar a paz na Terra, ela que tem que arregaçar as mangas e fazer isso, com ou sem a ajuda de Maui.

Seguindo a tradição, não poderiam faltar os números musicais ao longo da trama, mas dentro de todos os musicais da Disney, esse é o que tem as músicas mais fracas. As músicas não são ruins, mas em comparação com "Frozen", que faz qualquer um cantar "Let it go" quando começa a esfriar, em qualquer parte do mundo, eu não consigo imaginar ninguém cantando o tema da Moana, até porque achei o ritmo dela meio difícil, e não tem um gancho tão marcante. É gostoso de ouvir, mas não é algo que vai grudar pra sempre na mente, nem que vai ser fácil sair cantarolando por ai.

Como eu não esperava nada desse filme, acabei gostando bastante, foi uma diversão bem inócua, e fico pensando que essa geração já cresce com referências melhores do que as anteriores. Para essa geração, espero que o termo "princesa" signifique algo mais positivo, e que a Disney consiga perder esse estigma de criar no inconscente das meninas algo tão venenosos quanto a idéia de que devemos esperar um principe encantado para ns salvar.

Vale a pena separar parte do seu tempo para assistir, seja no cinema ou quando sair no dvd (ou Netflix, tv a cabo, etc). Os gráficos são lindos, e só dá mais vontade ainda de ir pra Polinésia.

E Heihei. Meu spirit animal, definitivamente XD


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o meme daquele site

terça-feira, 3 de janeiro de 2017 at 10:30

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Eu queria ter postado antes, mas afe, não deu. Ai resolvi postar aqui mesmo. Coomo já diisse, 2016 não foi ruim pessoalmente, mas quero que 2017 seja muito maravilindo - pra mim e pro resto do mundo ;)

Na minha primeira foto do ano de 2016 eu estava em Londres. Passei um certo frio (menos do que no ano novo na Times Square) e um certo perrengue (banheiro, where art tho?), mas valeu muito a pena!

Passei a virada em SJC mesmo, porque o que importa é estar com quem a gente ama! O ano se provou tão bom quanto eu esperava mesmo, aprendi muito e espero que 2017 seja um ano de colher amor!

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