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#euvi: kedi - gatos
sexta-feira, 21 de julho de 2017 at 10:30
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Quando eu era criança minha mãe não nos deixava ter bicho de estimação e a gente tinha que se contentar com os dos parentes que a gente visitava. Minha vó sempre teve vários animais de estimação, e uma época ela teve muitos gatos. Sempre gostei muito deles. Ao contrário dos cachorros, os gatos não latiam e não pulavam em cima da gente, além de serem bem menores.

Mas minha vida toda foi um tal de "gato é traiçoeiro", "gato não tem graça como animal de estimação", gato isso de ruim, aquilo de mau...

Com a ascensão das redes sociais, porém, uma nova onda de adoração aos gatos surgiu. É como se voltássemos ao antigo Egito, ilustrando gatos em todos os lugares, mas agora de uma forma virtual e mais viral.

Claro que foi no Twitter que eu vi alguém comentando sobre um documentário sobre gatos, e tratei de comentar logo com o crush, que também curte gato. E, até então, eu não imaginava que ele curtia tanto assim! Quis assistir na hora e então arranjei uma companhia pra curtir meus gostos peculiares <3

"Gatos", ou "Kedi", é um pequeno documentários sobre a cultura dos gatos de rua em Istambul. Crush, muito viajado que é, disse que Istambul é mesmo cheio de gatos (e que tem sua fotinho com gatos de lá, claro).

O documentário segue alguns desses gatos, a maioria com dono, mas que vive perambulando pelas ruas. Em se tratando de uma área portuária, é normal que a cidade tenha muitos gatos, mas Istambul sobe o nível. Eles tratam os gatos como um patrimônio da cidade, e no fim das contas, meio que todo mundo toma conta dos gatos. Os "gatos principais" tem uma história contada e acompanhada, e algumas pessoas tem suas relações com os gatos das ruas mostradas.

O que achei muito legal é que o documentário trata cada animal como um ser tão importante para a sociedade quanto um humano. Mostram várias fêmeas como mulheres fortes que lutam pelos seus filhos e seu território. E mostram a relação de amor que os humanos de Istambul tem com os gatos, uma ode aos felinos.

O filme é curtinho, 90 minutos, e vale bem a pena, o ingresso e o tempo, não só pra quem já ama gatos, mas pra todo mundo entender que gatos são animais amorosos e importantes.

O crush gostou muito e disse que a cinematografia é fantástica e a trilha sonora é ótima ;). Recomendamos!

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that would be me. bye!

depressão sazonal
terça-feira, 11 de julho de 2017 at 10:30
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Depressão sazonal é real. É quando algumas coisas como ansiedade e depressão são intensificadas em certas épocas do ano. No inverno, com menor incidência de luz solar, hormônios como cortisol e melatonina sofrem um desequilíbrio que pode afetar o nosso humor.

A primeira vez que ouvi falar sobe isso foi no intercâmbio do Quebec. Não foi com esse nome, mas era isso, era a depressão que alguns dos alunos sentiam porque no inverno no Quebec os dias eram bem mais curtos.

Uns anos depois comecei a me sentir meio estranha nessa época do ano também, mas achei que estava ligado ao cansaço, de dormir mal, trabalhar muito, stress, etc.

Mas esse ano a coisa tá pegando. Claro que teve outras coisas, mas que só exacerbaram esse desequilíbrio. O frio anda bem intenso e eu já não durmo como dormia antigamente. Outro dia fiquei com vontade de chorar vendo um clipe da Sandy. E isso é o suficiente para reconhecer que a depressão tá batendo mais intensamente esse ano.

Ok, não é um caso grave, é algo passageiro e eu tenho plena consciência disso, mas isso não quer dizer que é mais fácil lidar com essa sensação. Pra minha sorte, porém, tenho amigos incríveis que tem ajudado pacas <3


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that would be me. bye!

uma mente pronta pro crime?
sexta-feira, 7 de julho de 2017 at 10:30
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Quando fui pro Japão da última vez, fiquei reparando como a segurança dos lugares é bem fraca. Quer dizer, não existe uma preocupação em dificultar as coisas, muito pelo contrário. A bilheteria para entrar no Kinkaku-ji, por exemplo, fica do lado do portão de entrada, que tem só um segurança. Não tem catraca e a verificação é só mostrar ao longe que está com um papel que eles te dão depois de pagar a entrada (e pelo que entendi, é tipo um "papel da sorte", nem é uma entrada).

Na época lembro que acabava sempre imaginando mil maneiras de burlar o sistema deles, em tudo quanto era lugar que eu visitava. Comecei a achar que era por causa da minha criação o meio do jeitinho brasileiro. Cresci sabendo que existem regras a serem seguidas, mas que se elas não funcionam pra você, você pode "criar" o seu jeito, e sempre existe um jeito mais fácil de fazer as coisas no Brasil.

Mas ai comecei a ler mais sobre INTJ e descobri que antever cenários, e criar alternativas, é algo bem comum de quem passa a vida analisando tudo a sua volta. Não é que eu sempre fique tentando me safar da burocracia, porque no fim eu sempre acabo fazendo o certo, mas é natural do meu cérebro criar essas alternativas just in case.

Tô falando tudo isso porque eu cai numa situação que no fim eu fiquei pensando como homem é trouxa. E depois fiquei pensando se não era eu que tenho essa mente muito louca e neurótica...

Cai no clássico "não falei que tinha namorada porque ela está longe e estamos brigados" e "terminamos, mas ela ainda acha que vamos nos encontrar".

Vamos combinar que a internet é livre e brasileiro, desde a época do orkut, sabe do valor de um perfil fake. Como é que alguém que tem high stakes me faz um perfil num app de relacionamento com seu perfil oficial, me diz? Tava lá, pra qualquer um ver, onde ele trabalha e as conexões, com fotos bem nítidas. Sério, não dava nem pra mentir que não era ele, que fizeram uma conta pra sacanear. ERA ele.

Na verdade, agora que me dou conta, já dei de cara até com conhecido, comprometido, nesses apps, com perfis mais do que reais oficiais... Sério, a homarada se acha mesmo tão invencível? Que tem essa lábia toda? Ou só são muito ingênuos, noobs e afins?

Só sei que fiquei me perguntando por que é que antes de tudo, a pessoa não criou uma conta fake? Como é que em pleno 2017 as pessoas não se dão conta desses pequenos detalhes? Literalmente NÃO CUSTA NADA criar um e-mail fake pra abrir uma conta fake!!!

O pior mesmo é que depois de descobrir a história da namorada, vi que ele criou outra conta, agora fake (mas as fotos tão lá, até melhores). FINALMENTE uma decisão mais esperta, né?

Tá precisando se livrar de uma situação? Acho que vou cobrar consultoria pra essas coisas. Garanto sigilo ;)


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that would be me. bye!

oh, canada
sábado, 1 de julho de 2017 at 10:30
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HAPPEE BIRFDAEE, CANADA!!!

Obrigada por ser minha segunda casa,e que venham muitos mais anos de exemplo pro resto do mundo!


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that would be me. bye!

parada do orgulho lgbt
segunda-feira, 19 de junho de 2017 at 12:16
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Um dos motivos pelos quais eu sempre odiei morar no interior é que lá nunca acontece nada. Quando mudei pra SP vi a oportunidade de participar de todos aqueles eventos que eu só via na tv.

A parada do orgulho lgbt era um desses eventos que eu só via do outro lado da tela, e que parecia ser algo muito divertido, sem contar ser de um valor culturas e social sem tamanho. Em 2004 eu finalmente fui numa parada, que acontece sempre no domingo do feriado prolongado de Corpus Christi. E por acontecer sempre no feriado, acabei nunca mais estando na cidade pra participar. Até esse ano.

Claro que por ter tido tanto feriado prolongado já, eu pude me dar ao luxo de não voltar pra casa durante o feriado e ter ficado com certa preguiça de pegar a estrada cheia e na verdade é só por isso que fiquei, ser bem o feriado da parada foi um bônus.


O dia acordou ótimo, com sol mas sem estar muito quente, então fui almoçar na Liberdade. Resolvi ir pela Barra Funda porque a região da Paulista e da Consolação estavam interditadas já, e depois pra ir pra Paulista seria mais fácil. A Liberdade estava bem calminha, talvez por ser feriado. O metrô estava bombando em todas as direções. Eu resolvi que decidiria onde descer pelo fluxo. Desceria onde a minoria resolvesse descer.

Com isso, desci na Consolação, perto das 14h, acreditando que a maioria estivesse no MASP. ledo engano. A saída do metrô estava abarrotada, e em certo momento as pessoas começaram a se movimentar em bloco. Uma galera que já estava lá há um tempão, debaixo do sol, dançando e bebendo loucamente, todo mundo esmagado parecendo lata de sardinha. Até achei que ia dar bosta, que pessoas seriam pisoteadas e uma tragédia daria lugar a alegria, mas não sei o que houve, em dado momento, sincronizadamente, as correntes de gente indo e vindo convergiram e escoaram pela Augusta e todos pudemos nos salvar e respirar. Ficar na Paulista estava impossível!


Resolvi andar pelas ruas paralelas e fui parar na Frei Caneca. Resolvi testar, na verdade, porque achei que pudesse estar ainda mais cheia do que a Augusta. Mas que surpresa! A esquina estava bem agradável, dava pra ficar de boa na calçada vendo os trios passarem!

Fiquei ali um bom tempo, vendo todo tipo de gente passar. Acho tão legal ver a expressão dos indivíduos em manifestações como esta! E todo mundo parecia estar super tranquilo, certo de que seus direitos poderiam ser respeitados nem que fossem por aquelas horinhas.

Dali eu vi a maioria dos trios passarem, numa grande cacofonia entusiasmada. O que mais gostei foi de ver a Daniela Mercury passar e celebrar a diversidade, super animada, cantando e pulando loucamente. Claro que aquilo não é sambódromo e não havia muita ordem, e tudo era meio rápido, mas é uma ótima oportunidade para conhecer o que é essa celebração de amor.

A única coisa ruim que aconteceu foi fora da parada. Peguei o metrô pras Clínicas e de lá ia pedir um taxi por aplicativo, mas um mendigo veio importunar, não dei atenção e ele resolveu me perseguir. Não sei as outras pessoas, mas eu tenho um radar que é bem bom pra distinguir se os outros tem boas intenções ou não, e aquele ali não tinha boa intenção nenhuma. Voltei correndo pra barreira e pedi ajuda prum metroviário e fui embora pra Vila Madalena, porque eu não ia dar sorte pro azar.

Mas o saldo foi muito positivo e se eu ficar na cidade nos próximos anos, vou sempre tentar participar. Mas nunca mais descer no metrô Consolação, haha!


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#gratidão
sexta-feira, 16 de junho de 2017 at 12:01
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Eu não sou uma pessoa de drama, de verdade. Eu sempre tento amenizar as situações porque eu não suporto gerar stress emocional. Mas nos últimos dias, quem me acompanhou mais de perto sobe que eu estava sofrendo muito. E em situações extremas a gente acaba transbordando. Quero agradecer as pessoas que me emprestaram os ouvidos para aguentar todas as minhas lamentações nos últimos dias. Vocês me ajudaram a manter minha sanidade.

Como ntrovertida eu tenho tendência de guardar tudo e analisar minusciosamente cada detalhe e cada sentimento, mas ultimamente tudo ficou demais pra mim e começou a me fazer mal fisiologicamente. Eu quando fico ansiosa e deprimida perco a vontade de comer, mas preciso me movimentar, o que acaba atacando meu sistema digestivo. A única parte boa é que pelo menos o exercício me faz dormir um pouco melhor, mas quando não dá pra fazer, nem dormir eu consigo.

Mas agora passou. Ou eu espero que comece a passar e que eu tenha minha paz mental de volta. É muito difícil pra alguém tão equilibrada quanto eu ter esses momentos de turbulência, porque eu não sei lidar.

Eu sei que preciso começar a trabalhar essa questão dos sentimentos. Acho que nunca vou deixar de ser INTJ, mas, teimosamente como uma, eu vou tentar, porque não faz bem mesmo passar por toda essa gastura.

Porém tudo fica um pouco melhor quando se tem amigos, né? Aqueles que nem sabem direito o que houve mas ainda assim tentaram me confortar e aqueles que tiveram que aguentar minha diarréia verbal, meu muito obrigada. A gente não é nada mesmo sem amigos <3


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heartbreak warfare
segunda-feira, 12 de junho de 2017 at 10:07
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É incrível o que a mente humana é capaz de fazer a gente sentir.

Nunca fui fã dessa data, ainda mais porque ela é uma invenção comercial para alavancar vendas numa época fraca. Invenção, diga-se de passagem, do pai do nosso nada ilustre prefake.

Em geral eu tento evitar sequer pensar nisso.  Nos últimos anos tive várias distrações, tipo a Copa e o show dos Backstreet Boys, mas esse ano parece que eu não tinha mesmo como escapar.

Minha mãe sempre fala que o ser humano é um bicho muito estranho, que parece que não sabe viver sem problemas. Em nações desenvolvidas, com um sistema muito mais igualitário e justo, as pessoas não parecem muito mais felizes do que em lugares como o Brasil, cheio de corrupção, desigualdade e violência.

As vezes eu penso se não estou nesse mesmo barco. Cresci numa vida de privilégios que me proporcionam levar uma vida confortável hoje. Não é uma vida de luxo, mas é uma vida sem muitos problemas. Tenho um emprego que paga as contas, e agora estou em um lugar que gosto muito. Tenho uma família muito boa, que enfrenta alguns problemas, mas nenhum deles desesperador. Meus amigos são ótimos e estão de prontidão pro que der e vier. A única coisa que me falta pra completar o quadro da vida perfeita mesmo é um namorado.

E até um tempo atrás, isso não era exatamente um problema. Sendo INTJ eu consigo saber que eu sou sim mais feliz sozinha do que mal acompanhada, que eu preciso de grandes momentos de solidão para funcionar, então mudar esse status quo não é do meu interesse. E ainda assim, aqui eu me encontro querendo um namorado para romper essa calmaria.

O pior de tudo é que eu consigo racionalizar até essa vontade, mas eu não consigo me livrar dela. Eu sei que o que meu ego quer é algo que ele não precisa. Validação externa dificilmente é algo realmente valioso, e ainda assim é a única coisa que parece que pode apaziguar esse diabinho no meu ombro.

É fácil sofrer por amor. Dói, mas existe uma razão. Sofrer por um não amor é muito mais complicado, é algo que é difícil de explicar e que, literalmente, não tem razão.

Hoje não é um dia bom, e eu já sofri bastante antes e sei que vou sofrer ainda por um tempo, mas espero que vá passar. Espero que seja uma fase. Se tem algo que aprendi na vida, é que nem adianta não sofrer quando o coração dói. Deixa acontecer, que uma hora passa, e talvez passe mais rápido quando a gente se permite sofrer. Não é bom, mas é o que tem pra hoje.

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that would be me. bye!

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Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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