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#gordasafada: pho 366
segunda-feira, 20 de novembro de 2017 at 10:30
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Como fã e discípula de Anthony Bourdain, sempre tive muita vontade de experimentar o tal do pho, uma sopa de noodles vietnamita que ele dizia ser uma das coisas mais gostosas que ele já comeu. Em Washington eu tentei comer, mas não acertei, e em Berlim o pho veio cheio de coentro.

Já queria experimentar pho em São Paulo há um bom tempo, mas por anos a cidade não tinha um restaurante vietnamita. Então fiquei bem feliz quando abriu o Pho 366, no meio do Bom Retiro.

O pho é um ensopado de noodles, mas de um macarrão mais fino do que o de lamen, feito de arroz, com um caldo mais leve e mais herbal. No Pho 366, o caldo tem bastante canela (ou talvez eu ache que tenha muito porque não estou acostumada e porque não gosto muito - pra mim canela é coisa de doce, não de salgado, e eu não gosto de misturar doce com salgado) e anis (mas esse eu não senti, eu só li que tinha). Além do macarrão, vem algum tipo de carne, cebola cozida fatiada e cebolinha. A parte, tem moyashi, coentro e picles de cebola (meio adocicado). 


Cheguei ainda com a luz do dia lá fora, mas o bairro fica completamente deserto com as lojas fechadas. Achei que teria fila, mas ainda bem que não. O lugar, apesar de pequeno, é bem arejado e claro, com boas mesas. O atendimento foi super atencioso, a garçonete atendeu a todas as nossas perguntas e explicou como comer cada coisa.

O caldo é bem menos encorpado e gorduroso do que o do lamen, apesar de ser feito de carne. É bem perfumado. Pedimos a porção média, e a tigela é super bem servida. A grande dá pra dividir em 2 pessoas facilmente. Além dos phos (carnes, porco, frutos do mar), eles também tem pad thai e uns pratos de arroz com mistura e salada que são enormes! Mesmo que alguém do grupo não curta noodles, tem pra todo gosto!

Os preços não são maus, mas o problema é ter que pagar com dinheiro só. Ou transferência bancária, mas a gente nem tentou esse método!

A parte ruim de ir a noite é sair de lá no escuro. Não tem muito lugar na rua, mesmo depois do comércio fechar, e os estacionamentos não são muito perto. Não dá pra sair a pé sozinha por ali não, algumas ruas são meio escuras e você nunca sabe quem vai encontrar =(

Mas é uma excelente pedida pra reunir os amigos <3


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that would be me. bye!

#gordasafada: meats no burgerfest sp
sexta-feira, 17 de novembro de 2017 at 10:30
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O Meats é uma das hamburguerias mais gostosa de São Paulo. Só não é minha favorita porque não fica tão perto de casa quanto o Zé, hahaha!

Mas o namorado da minha amiga é aficcionado no hamburger de lá, e com o Burgerfest tem sanduíche novo pra experimentar. Eles postaram foto no feice e a gente babou na beleza do ovo que vem em uma das opções, o Zoiudin.

Sexta resolvemos ir lá experimentar, aguados e sonhando com um hamburger gostoso de verdade.


Além da carne e do ovo, vem esse verdinho ai, um bacon super crocante e uma maionese bem gostosa. O ponto da carne vem perfeito conforme o pedido. Eu e o namorado da minha amiga pedimos ao ponto, veio super suculento, no ponto certo, e o da minha amiga, apesar de vir bem passado, não perdeu tanto o sabor e a umidade.

Ficamos apaixonados por esse hamburger, a mistura da carne é perfeita, muito gostosa, mesmo pra mim, que não gosto de maionese, estava bom nesse quesito e esse ovo... Que sonho! É pra quem gosta de ovo de gema mole, e é perfeito! Não achei o maior sanduiche ever, mas é de um tamanho muito bom, diria que é a porção exata pra não sair rolando.

De acompanhamento comemos batata frita e eu tomei a Coca Cola "perfeita" (de casco). O namorado da minha amiga falou que o chopp Heinekein também estava ótimo.

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#eufui: coldplay, a head full of dreams - são paulo 08/11/2017
quinta-feira, 16 de novembro de 2017 at 10:30
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Coldplay é uma daquelas bandas que eu gosto de ouvir no rádio, mas nunca nem baixei um cd inteiro deles no computador. Ainda assim, em 2010 fui no show deles no Morumbi... E fiquei decepcionada que a produção local foi uma bosta e o som não chegava na arquibancada. Fiquei frustradíssima com a falta de respeito que o estádio demonstrou (em tempo, no show dos Foo Fighters em 2015 na pista o som também tava uma merda na parte onde estávamos, só melhorou quando achamos uma torre de som) e sabia que um dia voltaria a vê-los.

Mas esse dia parecia que não ia chegar... Eles vieram pro Rock in Rio, mas não vieram a SP, depois anunciaram turnê pra no dia seguinte desmentir e ai quando finalmente voltaram a fazer tour de estádio... Eu não estava no Brasil!!! Sério que cheguei a ver ingresso pra vê-los em Londres, mas foi ai que descobri que Wembley fica na pqp e eu certamente me perderia (fora que o valor em libras era exorbitante).

Então fiquei mais do que feliz quando eles anunciaram que voltariam à América do Sul esse ano, do ladinho de casa <3 Comprar o ingresso não foi fácil, nem barato, mas acabou valendo muito a pena!


No dia, combinei de encontrar com minha amiga no shopping do lado do Allianz quando os portões abrissem. Claro que era a amiga mais atrasona da vida, no fim outra amiga que vinha de muito mais longe, mas tarde, acabou chegando antes, hahaha! Jantamos ali e fomos pro estádio. Compramos cadeira inferior, porque mesmo na pré venda foi o que nos sobrou. Já tinha lido que na noite anterior teve distribuição de pulseiras de led e estava curiosa pra ver como isso seria. Cada um ganhou 2, um pra cada pulso.

Lá pelas 19h e pouco o show de abertura da Dua Lipa começou. Só conheço aquela música mais famosa dela, mas a galera parecia bem empolgada. Tanto boiei nessa parte que foi ai que fui no banheiro pela última vez. Fila quilométrica, mas ao menos tava limpinho.

Com poucos minutos de atraso, o show das 21h começou. As luzes apagaram e começou uma ópera suave. Nada de luzinhas ainda. A banda apareceu no palco, o estádio veio abaixo em gritaria. Coldplay é uma puta banda de show de estádio, não tem como negar! Animaram o público desde o primeiro acorde.

Na primeira vez que as pulseiras ascenderam, todo mundo ficou surpreso de como o estádio ficou lindo... Foi emocionante!!! Parece uma coisa besta, mas é se sentir parte do espetáculo, com todo mundo.

Claro que em Yellow elas ficaram amarelinhas, e nas outras músicas elas brilharam e piscaram, fazendo o estádio parecer uma enorme rave! Mas também fiquei pensando que não tinha nenhum aviso pra gente com epilepsia... Sério, é lindo quando a gente tem saúde perfeita, mas conheço bastante gente que não gosta de luzes piscantes e se sentem mal!

No dia anterior anunciaram que eles gravariam os show do Brasil e da Argentina para um possível dvd, então a banda estava impecável e animadíssima. E a gente também! Só tocou hit a noite toda, e foi um show de mais de 2h! Eu gosto muito das músicas novas e me senti numa grande balada, num momento único.

Na segunda metade do show, "brota" um palquinho no meio da pista comum e eles tocam algumas coisas mais acústicas. É ali que eles tocam "In my place", e nesse dia, tocaram uma nova composição com um brasileiro que eles batizaram de "Paulistano". Uma música bobinha mesclando português e inglês, feita claramente para vender dvd. Mas o mais engraçado é que a galera da pista vip ficou no pior lugar nessa hora, hahaha! Eles ficaram muito longe e sequer podiam correr pra perto do palco, por causa das barreiras =P

Voltaram ainda para tocar mais músicas no palco principal, rolou aquele pedido de casamento da platéia, agradecimentos mil do Chris Martin o show todo, ele tentando falar em português várias vezes, uma vibe super pra cima, super alto astral e feliz =)

Com certeza me senti muito sortuda de poder ter ido nesse show e fazer parte dessa gravação, valeu super a pena, mesmo com o ingresso caríssimo, foi um show espetacular que valeu todo o perrengue e cada centavinho! E o melhor? Voltei a pé pra casa, em 20 minutos estava no meu sofá <3

SETLIST
O mio babbino caro (Maria Callas song)
A Head Full of Dreams
Yellow
Every Teardrop Is a Waterfall
The Scientist
Birds
Paradise (with Tiësto Remix)

Always in My Head
Magic
Everglow

Clocks (with "Army of One" excerpt in intro)
Midnight
Charlie Brown
Hymn for the Weekend
Fix You (with "Midnight" excerpt in intro)
Viva la Vida
Adventure of a Lifetime
Amazing Day

Us Against the World
In My Place (acoustic; Will on lead vocals)
São Paulo Song (Paulistano with Jon Hopkins)

Life Is Beautiful
Something Just Like This (The Chainsmokers)
A Sky Full of Stars
Up&Up

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Puberdade tardia
terça-feira, 14 de novembro de 2017 at 10:30
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Eu nunca tinha tido problemas com acne, nem no auge da adolescência, sem tomar ac ou usar produtos específicos. Não quer dizer que nunca tinha tido espinha na vida, mas foram tão poucas que nunca me incomodaram.

Até esse fatídico ano de 2017. Do nada minha pele começou a dar uma espinha atrás da outra e nada do que eu passava no rosto adiantava. 

Foi ai que fui em um dermatologista atrás de tratar a situação, mas também de entender o que estava causando isso. Infelizmente hoje em dia os médicos cagam pros pacientes e se acham deuses. Ai de você, reles ignorante pessoa que nunca estudou medicina pedir qualquer informação! Sem pedir um exame sequer e mal me ouvir, o médico me receitou um monte de produtos e falou pra voltar dali um mês.

Confesso que não tenho paciência e aperto todas as espinhas mesmo, até sangrar, não importa a dor. Fica marca por um tempo, mas passa. Como minha pele tava nesse estado crítico, fui receitada a usar Vitacid Acne, um ácido conhecido, mas com uma fórmula com antibióticos. Além de combater a acne com o antibiótico, ele ameniza manchas e marcas de expressão.


Minha pele é muito oleosa e ficou pior depois de tomar tanto remédio pras 3 sinusites que tive em 6 meses desde janeiro, mas também é relativamente sensível. A indicação era usar o ácido em dias alternados, a noite. Tinha um outro produto que me recusei a comprar porque era perfumaria de drogaria, e lendo mais a fundo sobre, achei um desperdício porque era caro e também era para clarear manchas (que o Vitacid já faz).

Por ser um ácido, sabia que poderia sentir ardência com o tempo de uso. Na faculdade  cheguei a usar um produto que dava ardência só de encostar, então fiquei meio receosa, mas a situação das espinhas não me deixou muita opção.

Na primeira aplicação, na hora a pele parece que fica mais lisa imediatamente. O produto é um gel que seca super rápido, e apesar de parecer contraditório, quanto menos conseguir passar, melhor o resultado.

Mas já na manhã seguinte comecei a sentir um pouco de ardência só de passar água pra lavar o rosto. A pele parece que começa a ficar mais lisa e fina. Mas continua normal. Como tinha que intercalar, achei que a parte da ardência ia ser pelo menos amena.

No final da primeira semana, minha pele parecia mais sensível e começava a descamar. Apesar do aviso, confesso que essa é a pior parte do tratamento. Minha pele ficou um papel, descamava de um jeito que nunca vi e nada que eu passava melhorava o aspecto. Passar maquiagem, que já era proibido, só piorava a aparência do descamado.

Confesso que não segui o tratamento muito bem, mas porque achei que não estava bom pra mim. Apesar da pele ressecada e sensível, parecia que as espinhas pioraram. E na volta do médico ele foi tão babaca que resolvi fazer da minha maneira.

Uma amiga comentou que havia passado por um tratamento parecido, mas que a médica dela aconselhou a passar o ácido antes de dormir e tirar depois de um tempo, progressivamente, até a pele acostumar a passar a noite toda, então tentei esse approach também. Mas acho que ainda não tinha adequado a quantidade que deveria passar e achei que não tava ajudando muito.

Larguei esse tratamento uns meses e até que as espinhas deram uma diminuída. Mas aí fui passar uns dias na casa da minha mãe, e não sei se foi a água ou os produtos de limpeza, mas minha pele ficou super ressecada e lotada de espinhas internas! A aparência não era tão ruim, mas aquilo me incomodou muito! 

Quando voltei pra SP, tratei de logo achar meu tubo de Vitacid Acne pra ver se dava uma melhorada. Tomei o cuidado de passar o mínimo possível de produto, por causa da reação na minha pele, e dessa vez está dando muito mais certo! Já na primeira semana as espinhas sumiram e a pele não ficou tão sensível nem ressecada. A descamação é inevitável, mas até isso melhora com um tratamento mais adequado. Ouvi do médico que não deveria usar hidratante, mas caguei pra essa regra e estou usando o Neutrogena Water Gel, com ácido hialurônico depois de lavar o rosto de manhã e a noite nos dias alternados e isso melhorou muito a sensação de ardência é o aspecto da pele. Inclusive recomendo esse hidratante pra quem tem pele oleosa, ele absorve bem e seca rápido, e mesmo em dias mais quentes não fica oleoso escorrendo.


Essa é a minha experiência com o Vitacid, mas ainda vou passar no meu medico de confiança e pedir uns exames pra ver o que fazer com essa puberdade tardia na minha cara! Já li sobre gente usando isso por períodos muito longos, porque quando deixa de usar as espinhas voltam e não acho isso normal!

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#euli: sapiens, uma breve história da humanidade
segunda-feira, 30 de outubro de 2017 at 10:30
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Eu gosto muito de ler, mas sempre que escolhia livros, preferia comprar ficção. Acho que nem era uma escolha consciente, acho que a gente tende a achar que livros tem essa coisa do fantástico, do fora da realidade, desde a escola. Mas esse ano comecei lendo 800 lindas páginas sobre identidades horizontais entre pais e filhos e isso começou a mudar. Acho que eu ligava não ficção com auto ajuda, mas tem muita coisa bacana a ser lida sobre um mundo de assuntos que eu estava perdendo, achando que eu podia suprir só com artigos jornalísticos...

Foi então que decidi ler Sapiens, depois de ver o Cris Dias falar muito bem dele em vários tuites. Achei em promoção no +Cultura, no site deles, mais barato do que estava na loja (e na versão em inglês - que não é original, mas que tem ajuda do autor na tradução do hebraico).

Para quem ainda não ouviu falar sobre, o livro trata sobre a história da humanidade de uma forma diferente do que a gente aprende na escola. Faz a gente repensar a nossa existência e nossa relação com o mundo, desde o espaço até os animais.

Eu sei que não era exatamente uma estudante muito esperta. Não estava tão interessada em aprender de verdade, eu queria era passar de ano e acabar com aquela chatisse, ano após ano, e as vezes eu fico me sentindo meio burra de nunca ter pensando em certas coisas, que uma vez que me são mostradas, parecem tão óbvias. Para mim, é isso que esse livro é, não é a descoberta do ano, mas é um livro muito interessante.

Ele começa explicando como o homem eram vários juntos no começo. Não sei vocês, mas a minha escola sempre me fez acreditar que o homo sapiens era o último "modelo" na linhagem dos homens, e não mais um no meio de outros. O sapiens foi aquele que "sobreviveu" no meio de tantos (ou o mais esperto e que acabou extinguindo os outros...). Vemos então como passamos de só mais uma espécie de animal no meio de tantos outros, até o mais poderoso entre todos. Como evoluímos de nômades caçadores e coletores, a revolução agricultora até a expansão por todos os territórios e a construção de sociedades complexas.

Não é um livro para explicar minuciosamente a nossa evolução e tentar achar uma resposta para as nossas mazelas, mas é um livro para entender como chegamos aqui.


O livro é muito bem escrito e fácil de seguir, e uma vez que engatei a leitura, não conseguia deixar ele de lado! Como disse, houve muitos momentos "wow", de me dar conta como a gente não dá a devida atenção as informações que temos acesso e acho que todo mundo deveria ler esse livro, inclusive, deveria ser leitura obrigatória na vida!

Apesar de não ter uma carga emocional, afinal, é um livro objetivo, fiquei pesada com tanta coisa a pensar. Quero muito ler Homo Deus, uma análise sobre o futuro, mas tenho que dar um tempo pra me recuperar!

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#gordasafada: hm food & cafe
quinta-feira, 26 de outubro de 2017 at 10:30
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Tem um tempão que quero ir no HM, sempre via a Tany postando foto das coisas gostosas de lá, mas nunca calhava.

Ai que agora eu tô desempregada e com tempo e resolvi ir lá conferir.

O lugar é um híbrido de estúdio com restaurante descolado, no meio de Pinheiros, pertinho do SESC. Uma ilha hipster numa parte do bairro que eu não acho exatamente bonita...

O brunch de lá, aos sábados, parece muito bom, mas ainda vou ficar com vontade. Quando fui, era meio da semana, na hora do almoço. Achei que estaria lotado, mas ainda bem que não.

O cardápio tem lanches e 1 prato do dia, sempre acompanhado de salada, que você pode pegar a vontade.


Eu gosto de salada sem muito tempero, então pra mim o gergelim misturado com sal e azeite estava de muito bom tamanho. Salada fresquinha.

O prato do dia que eu fui era peixe com legumes e farofa de banana da terra. Como sabem, não curto mistura de doce com salgado, e abomino bananas. Então pedi para meu prato vir sem a farofa.



Talvez a farofa ajudasse a "secar" um pouco o prato, mas não achei que essa "aguinha" tenha afetado o sabor. Não é muito bonito de ver, mas não altera mais nada além da estética. Ah, e vem esses 2 mexilhões, que estavam muito bons!

Eu ando bem fã de pratos de proteína animal com legumes assados/grelhados e para mim o prato estava ótimo, no tamanho ideal.

O atendimento também foi super simpático e correto, fiquei mais animada ainda pra conseguir voltar lá para o brunch!

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#eufui: john mayer, the search for everything tour
sábado, 21 de outubro de 2017 at 09:46
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Quando eu era adolescente, morando no interior, quase não tinha oportunidade de ver nem meus artistas nacionais favoritos ao vivo, quem diria os internacionais. Além de não morar numa capital, shows internacionais eram bem raros no Brasil. 

As coisas mudaram nos últimos 10 anos. É verdade que os ingressos continuam caros, mas além de eu ter mudado pra São Paulo, shows internacionais se tornaram uma rotina no Brasil.

Conheço a música do John Mayer desde o começo da faculdade, pelo menos, e sempre tive vontade de vê-lo ao vivo, numa daquelas apresentações bem intimistas. Quem conhece as coisas mais antigas dele sabe que é o tipo de mudança pra ver numa casa de show fechada, bem pertinho do palco, pra apreciar cada nota que ele tira da guitarra. Mas como isso é pedir demais, já me contento de vê-lo ao vivo, mesmo num estádio enorme.

A primeira vez que ele veio foi em 2013, pra tocar no Rock in Rio. E aqui em SP, no Anhembi. Podem falar que a acústica é ruim, mas ao menos o som chega lá no fundo, ao contrário do Morumbi, com acústica ruim e som péssimo, além de ser longe pra porra. Enfim, foi um show lindo, 3h de todas as melhores músicas dele.

Desde então, não curti muito os últimos álbuns, mas contínuo achando o cara muito bom e não quis perder a oportunidade de vê-lo novamente ao vivo, ainda mais no Allianz, que é pertinho de casa. Posso ir a pé e do lado tem o shopping pra matar um pouco do tempo antes de entrar no estádio (muito chato ficar esperando sentada num gramado). Fui sozinha mesmo, porque se quero fazer algo, vou e faço mesmo.

Nunca tinha ido num show lá, mas já haviam me dito que depois da reforma, o estádio do Palmeiras tinha ficado ótimo pra shows. Só acho que quem mora ali nos quarteirões diretamente em volta é que não deve curtir muito, porque todas as ruas ao redor são bloqueadas e viram uma bagunça.


A sinalização do lado de fora não é ruim, mas lá dentro faltam umas placas, toda hora tem que parar pra pedir direção.

Fiquei na pista, e logo entrando já dá pra sentir a vibe do show. Acho que é porque é um estádio médio e feito pra acolher, dá essa sensação de estar entrando em um templo.

Minha tática é sempre ver o show do fundo, então sempre chego em cima da hora. O estádio não estava lotado, mas estava cheio. Dei uma volta pelo campo e fiquei meio de lado do palco, fugindo da obstrução de torres e barracas de som.

Com uns minutinhos de atraso, as luzes se apagaram e a galera começou a gritar. A banda entrou no palco e não perdeu tempo em tocar.

Confesso que nem conheço as músicas mais novas, mas elas não são ruins. No primeiro break que ele deu, a pista vip puxou coro de parabéns (o aniversário dele foi 2 dias antes do show) e depois ele comentou como era ótimo fazer 40 anos aqui.

Finalmente eles tocaram coisas mais antigas e logo partiram para o "ato" (o show é dividido como uma peça) acústico, que pra mim foi o melhor. Teve também o ato do trio, que acho uma ideia bem divertida, e depois voltam com a banda, antes de encerrar.

John Mayer é um guitarrista maravilhoso, e o ponto de vê-lo ao vivo é poder apreciar essa arte, que não pode ser contida em um cd de estúdio. E a altura da maestria dele, o estádio se acendeu em lanternas de celular para acompanhar o gran finale com Gravity.

Achei esse show bem mais curto e morno que o de 2013, mas John continua impecável no palco. Pra mim sempre vai ser um show que vale a pena ser visto!


SETLIST
Chapter 1: Full Band
Helpless
Moving On and Getting Over
Something Like Olivia
Changing
Why Georgia / No Such Thing
Chapter 2: Acoustic
Emoji of a Wave
Daughters
Free Fallin' (Tom Petty cover) (First time played since Tom Petty's death)
Chapter 3: Trio
Every Day I Have the Blues (Pine Top cover)
Cross Road Blues (Robert Johnson cover)
Who Did You Think I Was (John Mayer Trio song)
Vultures
Chapter 4: Full Band (Reprise)
Queen of California
In the Blood
Slow Dancing in a Burning Room (With Prince's "The Beautiful Ones" sung by David Ryan Harris in the intro)
Who Says
Dear Marie
Encore:
Waiting on the World to Change
Gravity

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Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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