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quarta-feira, 20 de julho de 2022 at 14:38
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end of an era

 


E aquilo que o fandom temia aconteceu: Yuzuru Hanyu anunciou aposentadoria das competições.

Praticando e treinando desde seus 4 anos, nascido em 1994, o patinador artístico de Sendai foi campeão da final do Grand Prix Junior e campeão mundial junior antes de debutar no circuito senior na temporada 2010-2011.

Na mesma temporada, às vésperas do mundial que seria sediado no Japão, o país sofreu o terremoto/maremoto mais devastador da história, que deixou Yuzu sem base de treino. Ainda competiu mais uma temporada baseado no Japão, e no fim da temporada 2011-2012, decidiu se mudar para o Canada a fim de treinar em Toronto, no mesmo clube em que seu rival e ídolo, o espanhol Javier Fernades, treinava e aperfeiçoava os poderosos saltos quádruplos.

Batendo o favorito, o canadense Patrick Chan, Yuzu vence sua primeira olimpíada em Sochi em 2014, e logo após vence seu primeiro mundial como senior. Seu segundo mundial vem na pré temporada olímpica seguinte, em 2017, com o que o próprio atleta descreve como "a apresentação que mais lhe representa". Após um programa curto desastroso, que o classifica em quinto lugar, dá tudo de si em um programa livre excepcional e emocionante para levar o título daquele ano.


Na temporada seguinte ia tudo bem, quando em um treino para sua segunda etapa no GP Yuzu se machuca e rompe um ligamento, que o tiraria do gelo por 2 meses, em plena temporada olímpica. Ainda assim, devido aos seus resultados a federação japonesa o nomeia para a competição, para a qual só volta a treinar 2 semanas antes de embarcar. Até o momento da apresentação do programa curto da competição individual, o público não sabe qual a sua real condição física, mas ele não desaponta. Com apresentações emocionantes, leva seu segundo ouro, um sonho realizado. Após a competição, revela que esteve treinando e competindo a base de analgésicos pois sua contusão ainda não estava completamente curada.

Tanto após seu primeiro ouro quanto o seu segundo, Yuzu faz questão de voltar as suas origens e comemora em carreata a conquista do ouro olímpico na sua cidade natal. Durante toda a carreira ele faz questão de doar parte de seus ganhos à reconstrução da região atingida pelo grande terremoto e participar de eventos que arrecadem dinheiro para apoiar as vítimas.

Yuzu também acumula 4 vitórias em finais de grand prix e uma vitória no campeonato dos 4 continentes, o que o torna o único atleta de sua geração com um super slam (vitória em todos os campeonatos internacionais entre júnior e senior), além de ser hexa campeão nacional, uma lenda do esporte, reverenciado não somente por seus pares, como por seus ídolos e todos aqueles envolvidos no esporte.

Yuzuru Hanyu rompeu barreiras técnicas e artísticas durante sua carreira competitiva, sempre buscando não somente vencer, mas ser capaz de apresentar elementos técnicos da maneira mais bonita possível, independente de como isso se comparasse ao que os demais competidores estivessem fazendo.

Após sua segunda vitória olímpica, Yuzu então busca "a apresentação de Yuzuru Hanyu", aquela que ele julga ser a epítome do que é o Yuzuru patinador artístico. Volta seu foco então para se encontrar e encontrar uma razão para continuar competindo. Decide conquistar o elusivo salto quadruplo axel, considerado o mais difícil dos saltos pois exige meia rotação a mais do que os demais saltos quádruplos. Quando se encontra próximo de estar pronto para apresenta-lo ao público em competição, tem que de afastar novamente por conta de uma contusão no mesmo tornozelo que machucou em 2017. Se retrai até o fim do grand prix e retorna às competições para o nacional japonês, que é o evento a decidir as vagas olímpicas. Apesar de cair na sua tentativa, podemos finalmente testemunhar a evolução de seu axel quádruplo. Como campeão, é automaticamente selecionado para competir em Beijing, onde chega poucos dias antes da competição individual.

Apesar de intensa e dedicada preparação, Yuzu fica fora do pódio após um buraco no gelo atrapalha-lo durante o programa curto e uma nova contusão em seu tornozelo durante o treino na véspera do programa livre. Convidado a se apresentar na gala ao final das olimpíadas, passa seus dias no gelo repassando todos os seus programas competitivos. Não sabíamos, mas aquilo já era uma despedida.

Mesmo sem contas em redes sociais, Yuzuru é um fenômeno nelas. Foi um dos atletas mais comentados durante os jogos em Beijing e rendeu momentos adoráveis compartilhados por muitos, como seu amor por mascotes ou o famoso "princess lift" com o patinador chinês Xinyu Liu, além de fotos com vários de seus competidores no gelo. Mesmo sem ter subido ao pódio, foram tantas solicitações de entrevista após as competições que a federação teve que organizar uma coletiva de imprensa somente para Yuzu, para que os jornalistas pudesses conversar com ele!


O anúncio da coletiva de imprensa agora, em que ele daria uma "declaração importante", mexeu com toda a comunidade. É comum que muitos patinadores artísticos anunciem sua aposentadoria das competições logo após um ciclo olímpico. Yuzu ganhou seu primeiro ouro muito jovem, mas após 2018, muito se especulou se ele sequer chegaria a Beijing. Afinal, aos 27 anos, Yuzuru já é considerado "tiozão" no esporte.

Yuzu se despede das competições com a serenidade de quem provou que é capaz, que é o melhor e o maior vencedor que o esporte já viu.

A notícia foi tão impactante que diversos de seus pares, ídolos, parceiros, postaram e deram declarações a respeito ao longo do dia, e eu gostaria de ressaltar duas delas:

Shoma Uno e Nathan Chen são poucos anos mais novos que Yuzu. Shoma, como seu compatriota, competiu diretamente com Yuzu desde muito jovens e subiram juntos em muitos pódios, inclusive o olímpico. Nathan sempre foi anunciado como uma potencia de uma nova geração que apontava como uma revolução atlética num esporte que sempre foi conhecido por sua delicadeza balética. Dentro e fora do Japão eles sempre foram grandes rivais de Yuzu no gelo e nenhuma reportagem e entrevista que fizessem passava sem a menção a Yuzu de uma forma ou outra. E ainda assim, em nenhum momento de uma carreira tão extensa, eles jamais foram menos do que graciosos e gratos a Yuzu.

Nathan desejou o melhor para Yuzu em sua nova fase e agradeceu pelo privilégio de ter competido na mesma era. Em todas as coletivas que participaram juntos, Nathan sempre foi só elogios a Yuzu, numa demonstração de espírito esportivo visto poucas vezes na história.

Já Shoma divulgou uma nota carinhosa agradecendo não só pelos anos compartilhados no gelo, mas por todo o apoio e mentoria que Yuzu ofereceu estando dois ciclos olímpicos com Shoma no time Japão. Desejou não só sorte em sua nova fase, mas que a partir de agora eles possam se encontrar como "dois caras normais de 20 e poucos anos".

Esse não é o fim da carreira de Yuzu. Como ele mesmo diz, agora ele será capaz de perseguir novos limites, novas formas, sem as restrições de regras e avaliações de juizes em uma competição. Esperamos que ele participe de muitos shows de gelo daqui para a frente e que continue levando a palavra da patinação artística por onde quer que passe.

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segunda-feira, 29 de março de 2021 at 10:30
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mundial de patinação artística 2021 - estocolmo, suécia

A semana do mundial acabou de passar e há MUITO  ser dito. principalmente: WHAT. THE. ACTUAL. FUCK?

Vou deixar os comentários sobre os protocolos de segurança pro final. Vamos começar pelas amenidades.

Dança no gelo: sem Papadakis e Cizeron, depois da aposentadoria do Virtue e Moir, não tem muita graça. Vimos o free porque passou ao vivo de tarde. Não sei nem opinar o quão bem o mal eles foram. Pódio liderado por russos, seguidos dos americanos e canadenses. Foi o pódio mais diversificado do evento.

Pares: confesso que assisto pares só por causa de Sui e Han. Eles aproveitaram a pandemia para descansarem e "fazerem a manutenção". Han operou o quadril, o que os deixou de fora das competições no começo da temporada. Mas mundial é mundial, e com 8 semanas de treinamento, eles apareceram na Suécia. Sinceramente, nem parecia que eles estavam parados há quase 1 ano. Não levaram o ouro porque cometeram alguns erros, mas levaram prata. A Rússia ficou com as outras 2 medalhas. Porém devo deixa o meu comentário sobre o par campeão: Mishina e Galiamov tiveram o free mais emocionante de toda a competição! Fora impecáveis, e a apresentação incluiu muitas transições maravilhosas! Vale a pena assistir:



Feminino: sabíamos que teríamos um reinado russo, mas esperávamos que a Rika conseguisse se infiltrar. E fomos iludidos! No short ela ficou em segundo, com seu "Fire Within" e a estrela de 1 mão só!



E também a russinha, a Alexandra Trusova, foi bem mal na sua apresentação e ficou lá atrás. E acho que por isso, como ela já não tinha mais o que perder, ela voltou com tudo no free. Ela pode não ser a patinadora mais esmerada, mas eu gosto do elemento caótico que ela trás. Você nunca sabe o que esperar. Ela reclama que existe limitação no short feminino (não pode saltar quadruplo), mas ela mesma não consegue acertar todos os saltos sempre. Mas ela tenta, e é isso que faz a diferença. E fez. Num dia inspirado, ela fez a melhor pontuação do free.

Minha Rika Kihira queridinha tem UM quadruplo, que ela apresentou no nacional japonês, e eu tinha muita esperança de que ela pudesse tentar de novo. Mas não tentou T.T e também não teve uma apresentação, o que acabou culminando no pódio russo. Trusova conseguiu subir muitas posições, e Anna e Elizaveta tiveram ótimas apresentações. Elizaveta foi a campeã de 2015, mas com a profundidade da categoria na Rússia, ela foi soterrada pelas meninas mais novas. Porem desde o início da temporada ela tem demonstrado que a maturidade é sua maior arma. Ela tem se colocado bem em todas as competições e não foi diferente aqui. Depois de 6 anos, ela conseguiu uma medalha (de prata) novamente.



Anna Scherbakova foi a a campeã, mas só porque ela consegue ser muito consistente. Minha mãe passou a semana reclamando que a Elizaveta merecia mais, HAHAHA! Eu concordo, as apresentações dela não me passam emoção nenhuma.

E ai chegamos ao masculino... Ah! A categoria mais esperada! E também a mais tensa.

O short até que foi bem tranquilo. Tirando nossas crianças caóticas, claro. Jin Boyang, querido, GET YOUR ACT TOGETHER!!! O time de Toronto está listado como seus treinadores, então esperamos que ele se concentre melhor de agora em diante. E Shominha, meu amor, NÃO MATA A GENTE DO CORAÇÃO!!! Ambos não foram muito bem. Embora ainda tenham ido muito melhor do que o Vincent Zhou, que de tão mal nem se qualificou pro free! E Keegan Messing trouxe esperança aos corações canadenses, com seu "Perfect" colocando ele no primeiro (último) grupo.



Yuzuru teve um ótimo short, aquecendo nossos corações! Assim como Yuma Kagiyama, que conseguiu um lugarzinho no top 3!



Nathan, depois de 3 anos, teve um mal short e ficou em terceiro. Isso que dá se apresentar com roupa tosca!!! (Vou sempre implicar que as roupas dele são péssimas)

Mas o free era um novo dia, cheio de surpresas. O gelo devia estar muito ruim, os 2 primeiros grupos foi uma festa de tombo. Brezina saiu com um saco de gelo no quadril <o> Mas ai passou o zamboni pra alisar o gelo e tudo melhorou. Han Yan veio com o único "La La Land" possível. É uma pena que ele não tenha quádruplos! E também, como Jin Boyang foi mal de novo, ele não conseguiu pontos suficientes para garantirem os dois lugares para a China nas Olimpíadas! E agora a federação deles terá uma tarefa muito difícil para escolher quem mandar ano que vem: um atleta consistente mas que não consegue pontuar o suficiente para subir ao pódio ou o outro que pode conseguir a pontuação... SE tiver um bom dia? Yikes!

Outro que teve um bom dia foi o labrador humano Jason Brown. É sempre um prazer assistir suas apresentações, ele é tão longilíneo e flexível, além de super artístico! E no free ele trouxe seu primeiro quádruplo! Não foi o mais perfeito, mas ele conseguiu saltar sem cair um quad salchow muito bom!

E Shoma conseguiu se redimir e teve um ótimo "Dancing on my Own", talvez o melhor desde que ele apresentou esse programa em 2019! E ao final ele olhou, ainda no gelo, para o seu treinador, Stephane Lambiel, procurando aprovação antes de comemorar! A gente shippa sim essa parceria!

A Rússia levou, além do MIkhail Kolyada, um atleta novo, que fez muito bonito e também ficou no top 10. Kolyada não teve a apresentação mais inspirada da vida, mas foi muito bem. Mais um retorno russo dando certo!

Ai vem o top 3. Que continuou top 3, mas com algumas mudanças. Nathan Chen se redimiu dos seus erros no short. E o free foi bem melhor mesmo. Até arrisco a dizer que sua apresentação tem melhorado, tem mais transições, está menos "vazia". PORÉM, não a ponto de pontuar tão alto! O favorecimento dele foi tão gritante que foi VERGONHOSO! E ele nem precisava, sabe?

Yuma também teve um bom dia e foi a coisa mais fofa a comemoração dele ao perceber que estava no pódio. 



Yuzuru por outro lado estava visivelmente afetado. Simplesmente não parecia o Yuzu de sempre. E isso transpareceu no gelo. Os saltos não estavam saindo do jeito que deveriam, e até seu perfeito Axel triplo não deu certo =( Foi de cortar o coração. Ainda assim conseguiu subir ao pódio, mas atrás de Yuma, e não da forma como ele desejou. (e depois saiu uma notícia de que ele teria tido um ataque de asma ao final da apresentação)

Essas competições grandes são sempre uma caixinha de surpresas, e tivemos muitas essa semana. Canada reconquistou seu segundo lugar no masculino para as olimpíadas, mas a China perdeu (as Olimpiadas de inverno serão em 2022, em Pequim). EUA conquistaram um terceiro lugar no feminino, a Rússia provou como será competir sem bandeira e nem hino (em 2018 eles competiram como "atetlas olímpicos da Rússia" e a partir das Olimpíadas de Tóqui estão proibidos de terem qualquer menção e vão competir sob a mesma "bandeira" que os apátridas/refugiados, como punição pelos escândalos do doping).

Mas no fim, tem sempre a gala pra gente relaxar e apreciar o que o esporte tem de mais atraente: a arte da dança.


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domingo, 12 de abril de 2020 at 10:30
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#bedadaquarentena: apresentações na patinação artística para se apaixonar

Na patinação artística no gelo a gente chama de "programa" as apresentações que os atletas fazem em competições e galas. Cada dupla ou atleta individual troca seus programas toda temporada. Geralmente. Alguns repetem programas em 2 ou mais temporadas, alguns trazem apresentações passadas para temporadas específicas (tipo olimpíadas ou temporada de aposentadoria). Alguns programas se tornam lendários porque conseguem cativar o público ou representam tão bem os atletas. Aqui é minha humilde lista de quem acabou de começar a acompanhar o esporte:

1. Moulin Rouge - Scott Moir e Tessa Virtue (Olimpíadas de 2018)

Essa apresentação em particular é incrível porque é impecável e eles fazem esse elemento da Tessa nos ombros do Scott, que eles fizeram poucas vezes antes. É como se a gente assistisse a química do filme, no gelo. Eles nem podem nos culpar por shippa-los fortemente!



2. Seimei - Yuzuru Hanyu (Olimpíadas de 2018)

Já que a gente tá falando das últimas olimpíadas, vamos falar do momento histórico quando Yuzu se torna somente o segundo atleta a conseguir 2 medalhas de ouro consecutivas nas olimpíadas (em patinação artística - individual masculino). Não é o programa mais limpo (ele erra 2 saltos), mas esse programa em si é icônico, é a essência do Yuzu, guerreiro, que não desiste, mesmo tendo sofrido um machucado grave no tornozelo que o impediu de treinar por 3 meses antes das olimpíadas, fazendo com que só pudesse voltar a treinar poucas semanas antes dos jogos começarem e ainda assim ser o melhor. No fim da apresentação ele grita de extase, segurando o tornozelo, que não estava 100% (ele competiu na base de fortes analgésicos).


3. Question of You - Kevin Aymoz (Final do Grand Prix 2019)

Kevin foi o chaveirinho da temporada passada. Ficou com a última vaga da final (são só 6 atletas), de longe não era o favorito, mas fez os programas da vida nessa competição! Foi o primeiro homem a se apresentar - e de cara erram a sua música! É para desconcentrar qualquer um, mas ele tira de letra!




4. Mas que nada - Mae Berenice Meite (2019 - 2020)

Mais França, agora com um programa bem brasileiro! Acho Mae Berenice injustiçada, porque seus programas são lindos, cheios de força, muito criativos, suas roupas são maravilhosas e ela tem muito carisma!



5. Sailor Moon - Evgenia Medvedeva (Gala)

Não é um programa de competição, é um programa de gala - um evento que ocorre no fim das competições, com programas mais "artísticos" (não tem obrigação de nenhum elemento, pode fazer o que quiser). Pra mim Evgenia foi roubada nas olimpíadas, ela é uma das mulheres mais expressivas da patinação, com coreografias lindas e cheias de emoção. Nessa gala ela se mostra mais divertida. E a bicha ainda decorou as partes faladas EM JAPONÊS! Divirtam-se!



6. The battle of the swams - Kaitlin Hawayek & Jean Luc Baker (2019)

Outra gala, uma bem engraçadinha. Todo ano tem pelo menos 1 dupla que faz uma gala assim, essa temporada tinha essa dupla da dança gozando dos milhares cisnes que toda temporada traz. E pra quem é da "minha época", essa roupa ainda remete a Bjork no Oscar nos anos 1990!



7. Aerobics class - Javier Fernandez

Javi foi um dos melhores patinadores da época dele, medalhista olimpico e a razão para Yuzuru se mudar para o Canadá para treinar. Muito carismático, simpático, suas galas sempre eram divertidas, e a aula de aeróbica é um clássico!



8. Spirit (Beyonce - O Rei Leão) - Rika Kihira (Gala 2019)

Esse programa não é lendário ou icônico, mas eu adoro essa apresentação da Rika. Num esporte que está dominado pelas russas, a Rika é uma forte competidora, jovem, atingindo todo o potencial que uma patinadora deveria alcançar, com graça e leveza. Eu acho esse programa a cara dela. Sabe quando uma coisa combina? Pra mim é esse programa da Rika, acho a cara dela <3



9. Dancing on my own - Shoma Uno (2019)

Essa última temporada foi bem difícil pro Shoma. No fim da temporada 2018-2019 ele decidiu parar de treinar com as treinadoras com quem ele treinou a vida inteira, e acabou sem treinadores até quase o fim do ano. Com isso, seus resultados foram muito inconcistentes. No seu primeiro GP ele não acertou quase nenhum salto, o que o deixou longe do pódio e numa posição muito difícil de se classificar para a final. No fim do programa livre ele apareceu chorando ao esperar as notas, foi de cortar o coração! Mas depois daquilo ele resolveu buscar ajuda, começou a treinar informalmente na Suiça com Stephane Lambiel e aos poucos vimos os resultados aparecerem. Um mês depois, no nacional japonês, ele conseguiu vencer em cima de Yuzu, e durant as competições a gente podia ver a alegria voltando no rosto dele <3 Shoma e Stephane são uma dupla incrível! Infelizmente não tem o vídeo do nacional no YouTube, então a gente fica com essa apresentação na Holanda.

Ah, eu conheci essa música por causa desse programa, e pelo o que eu entendo, Shoma resolveu usar a versão do X Factor, que é super emotiva. Acho que o tema super combinou com asituação dessa temporada. Gosto quando ele escolhe músicas fortes (o curto dele também era bem carregado) porque combina com o estilo dele.



10. History Maker - Yuri!!! on Ice

Não é um programa, não é nem live action, mas eu adoro essa música e adoraria que alguém um dia montasse, nem que fosse uma gala, com essa música! Seria incrível, né?



And Imma cheat because I can e pôr esse outro videozinho de fã aqui porque tem tudo a ver <3



beda 2020

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that would be me. bye!

terça-feira, 7 de janeiro de 2020 at 17:15
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hello, 2020!

Feliz ano novo!!! Como foram de passagens???

Natal por aqui foi bem tranquilo. Minha mãe se negou a arrumar qualquer decoração de Natal pela casa, somente um enfeitinho na porta (pros vizinhos não acharem que a gente é o anti cristo, hahahahahaha). No ano novo a gente resolveu aceitar o convite da minha prima e ir passar com a família dela lá em Serra Negra. Foi até mais animado do que eu esperava, rolou até de ver uns fogos, haha!


Além disso, aproveitei todo o tempo livre que tenho para atualizar minhas agendas de 2018 e 2019! Eu sei, eu sei, parece que estou muito atrasada (e estou), mas minhas agendas não são como os planners fodões de hoje em dia, são mais como diários. Eu escrevo mais sobre experiências mais relevantes, para ter a lembrança. Aproveitei a impressora da minha mãe (que ela não usa) e imprimi umas fotos pra colar e aí dá mais animo de escrever. Passo horas cortanto e colando e escrevendo, acho uma terapia! Em 2018 escolhi um fichário B5 da Miniso, mas também resumi algumas coisas num Hobonichi Techo Original. Com tamanho A6, achei muito pequeno pra fazer de agenda, então pra 2019 escolhi o Hobonichi Techo Cousin, de tamanho A5, que achei ideal. O que mais gosto nessa agenda é o papel dele, bem fino, mas bem resistente, o Tomoegawa. Para colar papéis e afins uso cola de bastão, cola de fita e durex dupla face - ou seja, eu uso o que estiver a mão! Também uso várias washi tapes e figurinhas. Eu costumava "economizar" tanto as minhas na adolescência! Tanto que tenho algumas até hoje, hahaha!

Fora isso, obviamente tenho visto muito youtube também. 2 semanas após a final do GP, teve o campeonato nacional japonês de patinação artística. Yuzuru não pôde participar nos 3 anos anteriores por motivos de saúde, então o vencedor das últimas edições tinha sido o Shoma Uno. Mas esse ano Yuzu estava de volta, e Shominha não teve uma boa temporada. Pouco antes, ele anunciou que treinaria de agora em diante (até o fim da temporada pelo menos) com o Stehane Lambiel, que o apoiou na copa Rostelecom na Rússia. Todo mundo esperava uma boa batalha, um retorno a boa forma de Shominha e um retorno à casa do Yuzu.


O programa curto foi muito emocionante. Shoma conseguiu realizar a maioria dos seus elementos e sorriu muito no gelo! Ah, foi tão fofo!


Inclusive com roupa nova! Amo as roupas dos patinadores japoneses, são sempre elaboradas.

Yuzuru saiu na frente, mas não pontuou tanto a mais do que o Shoma. A diferença foi de uns 5 pontos só.


E os dois treinadores dele estavam lá dessa vez pra dar apoio. E a chuva de ursinhos Pooh no gelo, claro!

No programa curto, Shoma deu o seu melhor. Deu pra ver a diferença que ter um treinador faz!

Já Yuzu, que veio de outras 2 competições em menos de 30 dias, estava exausto. Simplesmente não conseguiu completar nenhum salto direito! E terminou o programa morto!


Na entrevista no final, Yuzu parabenizou Shoma, disse que ele conquistou o título com seus próprios méritos (disse que ambos poderiam ser os grandes campeões do Japão a liderar o time todo - cada um agora tem 4 títulos consecutivos) e o próprio Shoma disse que não se sentia campeão de verdade já que os títulos anteriores foram conquistados sem uma competição direta com Yuzuru. Ah, esses dois são tão fofos!!!

Em terceiro lugar ficou com Yuma Kagiyama, que ainda é júnior. Ele é filho de patinadores e muitos consideram que é o próximo grande patinador do país. Ainda tem que comer muito onigiri com kaarage pra chegar lá, hahaha!

Na gala, Yuzu trouxe de volta o Seimei, que foi seu programa campeão nas olimpíadas e que ele não tinha apresentado de novo desde então. A galera foi ao delírio! Shoma apresentou La Vie en Rose como campeão.



E aí, o que vocês tem feito nesse calor infernal do verão tupiniquim?

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that would be me. bye!

about the girl

Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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