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#diáriodeviagem: puroland e shibuya
segunda-feira, 13 de julho de 2015 at 10:30
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De tudo o que lembro das outras vezes que fui ao Japão é de que se tinha um lugar que eu gostava no arquipélago é Tokyo. É uma cidade grande, cosmopolita e ocidentalizada o suficiente para me trazer conforto mas ao mesmo tempo não tanto que não me fizesse sentir em outra cultura.

O primeiro desafio do dia foi achar a saída certa para a estação. Óbvio que não prestei atenção no caminho do táxi na noite anterior, mas com as informações enviadas pelo meu host eu ia tentar me nortear. Na verdade vi um casal na rua e fui seguindo, haha! Mas dessa vez prestei atenção no caminho, hehe...

Tomei café da manhã na estação, em uma cópia japa do Starbucks. No Japão tudo é "sêto" (do inglês "set"), ou combo. Pedi o de café da manhã apontando no cardápio, claro, e ainda consegui pedir com chá gelado, haha! Sentei e aproveitei para tirar dúvidas de como chegar ao passeio do dia: Puroland, o parque temático da Sanrio!

Eu já tinha lido que não era o parque mais divertido do mundo, mas como boa fã de Hello Kitty eu tinha que ir.

Chegar não foi muito difícil uma vez que entendi por onde tinha que ir. O difícil foi vencer a má vontade do tiozinho da estação. Sério, homem japonês as vezes é um porre. Males de uma cultura machista.

Chegando na estação, o espírito Sanrio já toma conta. É a terra da HK! Todas as placas tem personagens! E é bem fácil de achar o parque. Em uma das transversais dá pra vê-lo grandão ao fundo. E chegando mais perto, a fila.

Até então foi o maior gasto único da viagem. A entrada foi 3300 ienes. A fila já era pra entrada. Se eu já acho Disney freak estranho, Sanrio freak não fica atrás. Montes de gentes, mesmo homens, com camisetas da HK!


Pelo mapa já dava pra sacar que o lugar era pequeno. Entramos e damos de cara com uma escadaria e um "túnel". Deixei a boiada passar, fui no banheiro e dei uma olhada em umas barraquinhas. A maior loja ainda não estava aberta.

Desci no túnel e encontrei a personagem mais famosa, e claro que fui tirar uma foto, hehe...

Lá em baixo as coisas rolam ao redor de uma árvore. Tem uns salões decorados com personagens em situações inusitadas como "fábrica de doces". Como não tinha mais o que fazer, dei uma volta pra olhar tudo. E observar as pessoas. Elas faziam filas pros outros personagens muito antes de eles aparecerem!

Fui dar uma olhada no que tinha no alto da escadaria, mas também estava fechado, só uns quartos temáticos estavam abertos pra fotos.

Desci e encontrei a praça de alimentação. Tudo temático, mas majoritariamente pra crianças. Comi uma fritas com refri só pela fofura.

A essa hora a lojona já havia aberto e eu fui espiar. Foi onde passei mais tempo, olhando cada tipo de merchandise e escolhendo bem o que levar. Montes de tranqueiras, claro!

Dei uma volta num brinquedo de barquinho pra dizer que andei em alguma coisa lá. Pra que? Fez o "It's a small world" da Disney parecer algo normal. Aquilo era Sanrio on steroids! Confesso que fiquei meio perturbada, fora o barulho que fazia ali dentro.

Dei ainda uma volta nas outras lojinhas que não tinha visto até resolver ir embora daquela esquizofrenia toda.

Sério, só fui porque era um dever de fã, tá aí um passeio que não recomendo!

Na volta, achei uma Daiso e fui me divertir de verdade, hehe... Também passei em umas depatos antes de ir almoçar. Pra isso escolhi uma steakhouse. Japa. Just for the fun of it!

Cheia de sacolas, voltei pra  casa e dei uma descansada. Resolvi terminar o dia por Shibuya mesmo.

Atravessei a estação toda e fui parar na famosa saída do Hachiko. Pra quem não sabe, Hachiko é um símbolo muito importante do país pois representa a lealdade. É o cachorro que esperava seu dono voltar todo dia do trabalho ali, mesmo depois que ele morreu. Os japoneses colocaram uma escultura em sua homenagem ali e isso atrai muitos turistas. Além de ser uma região bastante movimentada.

Mas antes que chegasse ao Hachiko, outra coisa me chamou muito a atenção ali: o logo da Shu Uemura na depato da estação. Não pensei 2x e entrei ali. Se tinha uma única coisa que eu queria muito nessa viagem eram os curvex da marca. O único lugar que vende agora é no Japão e é ridiculamente barato! Tão barato que pedi de cara 3 e agora tô arrependida de não ter comprado logo uns 10! Sério, 10 obamas cada, é de chorar de felicidade!

Sai mó feliz e fui me encontrar com Hachiko, que estava cercado de gente. Mas deu pra fazer uma selfie de boa com ele, aparentemente não tinha muito turista naquela hora.


O entorno estava um caos. Junta muito japonês e dá nisso. Não sei como mantém uma ordem, mas eles conseguem. Ou seria impossível viver no país.

Isso se exemplifica no famoso cruzamento. É um caos e ainda não sei como sobrevivi, mas tenho certeza que só achei uó porque não conheço as regras, certeza que existe um código velado de como você deve atravessar aqueles sinais todos de forma a não se sentir ameaçado.

Fui logo tentar subir no Starbucks do Tsutaya pra tirar a famosa foto do cruzamento, mas... Ele tá fechado pra reforma! Que morte horrível =(

Me restou fazer o passeio que mais esperava ali: compras no 109!!! O Shibuya 109 é um shopping super famoso com marcas japas da moda. Sempre vi fotos dali em revistas e vira e mexe algum programa faz matérias ali sobre moda japa. Queria ver todas essas marcas ao vivo!


Já na entrada vi umas lojas muito fofas... E um barulho enlouquecedor!!! Cada loja toca sua música muito alto e as vendedoras ficam gritando ensandecidamente na porta! Sério, é barulho demais, estímulo demais pra minha fisiologia sensível!

Ainda assim desbravei todos os andares para ver o que era a moda do momento. Embora eu ame design japa, verão é das estações menos convidativas pra mim e apesar de ver muita coisa fofa, não me animei a comprar nada =/

Na volta resolvi testar minha memória e ver se eu sabia chegar num restaurante de máquina em que jantamos no ano novo que passei lá. O Pepper Lunch continua no mesmo lugar! Tive o impulso de entrar porque a memória que tinha da comida é das melhores, mas me contive pra comer algo diferente. E bem do lado tinha um lamen-ya de máquina. Foi ali mesmo que terminei meu dia <3


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Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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