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segunda-feira, 4 de junho de 2018 at 10:30
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chegando em tokyo, shibuya

Acho que quanto mais eu me preocupo com jetlag, mais eu sofro. Fiz todo um esquema na minha cabeça de quando eu devia dormir e tal pra ver se não sofria, mas sofri.

Como contei anteriormente, cheguei bem rápido do aeroporto pro meu Air b'n'b. Dos que já fiquei, esse foi o mais simples, mas está ok. Deu pra tomar um banho e cair pra rua de novo.


Como era fim da tarde, resolvi ir pra Shibuya. Estava cansada, e essa é uma área que eu conheço, então sabia que não ia ficar tão perdida e não ia precisar me esforçar pra fazer nada. 


Cheguei, e como era sábado a noite, estava lotado. Fui direto pra Loft, uma rede de papelarias enorme, com tudo o qe se possa imaginar, porque queria comprar um Hobonichi, um planner famosinho pra quem curte bullet journal mas não quer ter que fazer as páginas na mão. Como sou meio tosca (e não falo nada de japonês) quase comprei coisa a mais que não deveria, mas como aqui as pessoas são muito honestas mesmo que não te entendam, me explicaram que a capinha que eu estava comprando já vinha com a agenda que eu queria comprar, hehe...

Dei uma volta muito rápida. chechei umas 20h e a loja fechava 20h30. Masé enlouquecedora, tem umas washi tapes maravilhosas, e nem vou contar dos adesivos, que a criança em mim quer voltar lá agora e se banhar de adesivos!


De lá, sabia que estava perto de um lamen-ya de uma rede famosa, o Ichiran. Muita gente já deve ter visto, é um restaurante onde se senta em balcão fechado, tem uma janelinha na frente onde a comida é servida e você não tem que interagir com ninguém! É bem fomoso, tem muito gringo, mas vale a pena, não é caro e é bem gostoso.


Antes de ir embora, tentei subri finalmente no Starbucks do Tsutaya, que fica bem de frente pro famoso cruzamento. Em 2015 ele estava fechado e fiquei frustrada. Dessa vez subi, mas não tinha onde sentar, mas tudo bem, cumpri esse item da lista das coisas que queria fazer!


Na volta entendi porque a estação estava tão muvuca. Estão mudando um dos trilhos e a conexão pra muitas outras linhas está sendo por ali, como é uma linha que se liga a muitas outras e está servindo como ponto final.

Shibuya é sempre um pouco enlouquecedor por causa do barulho, saí meio desorientada, mas é sempre um prazer voltar <3

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that would be me. bye!

segunda-feira, 13 de julho de 2015 at 10:30
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#diáriodeviagem: puroland e shibuya

De tudo o que lembro das outras vezes que fui ao Japão é de que se tinha um lugar que eu gostava no arquipélago é Tokyo. É uma cidade grande, cosmopolita e ocidentalizada o suficiente para me trazer conforto mas ao mesmo tempo não tanto que não me fizesse sentir em outra cultura.

O primeiro desafio do dia foi achar a saída certa para a estação. Óbvio que não prestei atenção no caminho do táxi na noite anterior, mas com as informações enviadas pelo meu host eu ia tentar me nortear. Na verdade vi um casal na rua e fui seguindo, haha! Mas dessa vez prestei atenção no caminho, hehe...

Tomei café da manhã na estação, em uma cópia japa do Starbucks. No Japão tudo é "sêto" (do inglês "set"), ou combo. Pedi o de café da manhã apontando no cardápio, claro, e ainda consegui pedir com chá gelado, haha! Sentei e aproveitei para tirar dúvidas de como chegar ao passeio do dia: Puroland, o parque temático da Sanrio!

Eu já tinha lido que não era o parque mais divertido do mundo, mas como boa fã de Hello Kitty eu tinha que ir.

Chegar não foi muito difícil uma vez que entendi por onde tinha que ir. O difícil foi vencer a má vontade do tiozinho da estação. Sério, homem japonês as vezes é um porre. Males de uma cultura machista.

Chegando na estação, o espírito Sanrio já toma conta. É a terra da HK! Todas as placas tem personagens! E é bem fácil de achar o parque. Em uma das transversais dá pra vê-lo grandão ao fundo. E chegando mais perto, a fila.

Até então foi o maior gasto único da viagem. A entrada foi 3300 ienes. A fila já era pra entrada. Se eu já acho Disney freak estranho, Sanrio freak não fica atrás. Montes de gentes, mesmo homens, com camisetas da HK!


Pelo mapa já dava pra sacar que o lugar era pequeno. Entramos e damos de cara com uma escadaria e um "túnel". Deixei a boiada passar, fui no banheiro e dei uma olhada em umas barraquinhas. A maior loja ainda não estava aberta.

Desci no túnel e encontrei a personagem mais famosa, e claro que fui tirar uma foto, hehe...

Lá em baixo as coisas rolam ao redor de uma árvore. Tem uns salões decorados com personagens em situações inusitadas como "fábrica de doces". Como não tinha mais o que fazer, dei uma volta pra olhar tudo. E observar as pessoas. Elas faziam filas pros outros personagens muito antes de eles aparecerem!

Fui dar uma olhada no que tinha no alto da escadaria, mas também estava fechado, só uns quartos temáticos estavam abertos pra fotos.

Desci e encontrei a praça de alimentação. Tudo temático, mas majoritariamente pra crianças. Comi uma fritas com refri só pela fofura.

A essa hora a lojona já havia aberto e eu fui espiar. Foi onde passei mais tempo, olhando cada tipo de merchandise e escolhendo bem o que levar. Montes de tranqueiras, claro!

Dei uma volta num brinquedo de barquinho pra dizer que andei em alguma coisa lá. Pra que? Fez o "It's a small world" da Disney parecer algo normal. Aquilo era Sanrio on steroids! Confesso que fiquei meio perturbada, fora o barulho que fazia ali dentro.

Dei ainda uma volta nas outras lojinhas que não tinha visto até resolver ir embora daquela esquizofrenia toda.

Sério, só fui porque era um dever de fã, tá aí um passeio que não recomendo!

Na volta, achei uma Daiso e fui me divertir de verdade, hehe... Também passei em umas depatos antes de ir almoçar. Pra isso escolhi uma steakhouse. Japa. Just for the fun of it!

Cheia de sacolas, voltei pra  casa e dei uma descansada. Resolvi terminar o dia por Shibuya mesmo.

Atravessei a estação toda e fui parar na famosa saída do Hachiko. Pra quem não sabe, Hachiko é um símbolo muito importante do país pois representa a lealdade. É o cachorro que esperava seu dono voltar todo dia do trabalho ali, mesmo depois que ele morreu. Os japoneses colocaram uma escultura em sua homenagem ali e isso atrai muitos turistas. Além de ser uma região bastante movimentada.

Mas antes que chegasse ao Hachiko, outra coisa me chamou muito a atenção ali: o logo da Shu Uemura na depato da estação. Não pensei 2x e entrei ali. Se tinha uma única coisa que eu queria muito nessa viagem eram os curvex da marca. O único lugar que vende agora é no Japão e é ridiculamente barato! Tão barato que pedi de cara 3 e agora tô arrependida de não ter comprado logo uns 10! Sério, 10 obamas cada, é de chorar de felicidade!

Sai mó feliz e fui me encontrar com Hachiko, que estava cercado de gente. Mas deu pra fazer uma selfie de boa com ele, aparentemente não tinha muito turista naquela hora.


O entorno estava um caos. Junta muito japonês e dá nisso. Não sei como mantém uma ordem, mas eles conseguem. Ou seria impossível viver no país.

Isso se exemplifica no famoso cruzamento. É um caos e ainda não sei como sobrevivi, mas tenho certeza que só achei uó porque não conheço as regras, certeza que existe um código velado de como você deve atravessar aqueles sinais todos de forma a não se sentir ameaçado.

Fui logo tentar subir no Starbucks do Tsutaya pra tirar a famosa foto do cruzamento, mas... Ele tá fechado pra reforma! Que morte horrível =(

Me restou fazer o passeio que mais esperava ali: compras no 109!!! O Shibuya 109 é um shopping super famoso com marcas japas da moda. Sempre vi fotos dali em revistas e vira e mexe algum programa faz matérias ali sobre moda japa. Queria ver todas essas marcas ao vivo!


Já na entrada vi umas lojas muito fofas... E um barulho enlouquecedor!!! Cada loja toca sua música muito alto e as vendedoras ficam gritando ensandecidamente na porta! Sério, é barulho demais, estímulo demais pra minha fisiologia sensível!

Ainda assim desbravei todos os andares para ver o que era a moda do momento. Embora eu ame design japa, verão é das estações menos convidativas pra mim e apesar de ver muita coisa fofa, não me animei a comprar nada =/

Na volta resolvi testar minha memória e ver se eu sabia chegar num restaurante de máquina em que jantamos no ano novo que passei lá. O Pepper Lunch continua no mesmo lugar! Tive o impulso de entrar porque a memória que tinha da comida é das melhores, mas me contive pra comer algo diferente. E bem do lado tinha um lamen-ya de máquina. Foi ali mesmo que terminei meu dia <3


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that would be me. bye!

terça-feira, 7 de julho de 2015 at 10:30
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#diáriodeviagem: hiroshima

Viajar pro outro lado do mundo deixa o fuso bem zuado, mas poderia ser pior. Acordei bem cedo, mas no fim foi bom. Me aprontei e fui pra estação. O bom no Japão é que parece que sempre tem um trem saindo pra onde você quer. Marquei meu assento e fui pegar meu Shinkansen pra Hiroshima de mala e cuia.

Eu já sabia que o trem passava pela província do meu avô materno, então fiquei esperta pra quando passássemos por Okayama. Esperava algo mais rural, mas foi interessante. Algumas excursões fazem parada ali para visitar o castelo da cidade. E onde no Japão não tem monumento, né?

Cheguei em Hiroshima e a primeira coisa que fui ver foi o locker pras malas. Lá do outro lado, claro. Depois fui ver como chegar ao Parque Memorial da Paz, o motivo da visita a cidade. Pra quem tem o JR pass, é possível pegar o ônibus turístico de graça, só apresentando o passe! E ainda me deram o mapinha das 2 linhas e o que ver no meio do caminho. Organização é outra coisa, né?


Entrei no ônibus e fui pro parque. Antes dele fica o domo, a única estrutura que ficou (meio) de pé depois do ataque da bomba atômica. Resolvi descer nele porque pela rota o ônibus parava lá antes. E no fim, vi que o mapa parecia muito maior do que as reais distâncias das coisas.


Chegando no domo, percebi como essa seria um passeio triste. A cidade em si é lindíssima, afinal, teve que ser reconstruída depois da segunda guerra e é muito mais palatável ao gosto ocidental: grandes áreas, ruas amplas, prédios... Não existe uma bad vibe na cidade, pelo contrário, mas é impossível estar lá e não lembrar dos horrores que a cidade sofreu com a bomba atômica.

O domo é uma lembrança viva da crueldade do homem. Não se trata de uma guerra e sim de destruir milhares de vidas e famílias a troco de imperialismo. É submeter vidas inocentes a dor e sofrimento.

O domo fica ao lado da ponte em formato de T, que era o alvo do ataque (acho que porque dava pra ver bem de cima e porque era o centro da cidade). O parque que foi construído para celebrar a paz fica do outro lado do rio. Nesse dia tinha várias excursões de crianças bem pequenas, cada grupo com um chapeuzinho de uma cor diferente. E elas não estavam gritando! Educação é outra coisa, né?

Atravessei a ponte. Não fiz nenhuma selfie no domo, não tem como. É muito impressionante e triste pra isso.

Entrei pelo parque por trás. O parque meio que "desce" até uma avenida principal, onde está o museu. Por onde entrei uma das primeiras coisas que vi foi o monumento em homenagem às crianças, que é o memorial da Sadako. Ela era um bebê na época do ataque, foi exposta a radiação mas sobreviveu aparentemente sem nenhuma sequela. 10 anos mais tarde, desenvolveu leucemia e depois de mais de 1 ano lutando, não resistiu a doença. O ponto mais marcante dessa história é que ela nunca perdeu a esperança, e enquanto se tratava no hospital, confeccionava tsurus, os origamis de passarinho tão típicos do Japão. Ela fez tsurus muito minúsculos!


Sabendo dessa história, esse monumento me parece muito triste! Em volta tem caixas onde os visitantes podem deixar suas homenagens, em geral, esculturas de tsuru de todas as formas.

Seguindo, lá ao fundo, está a chama da paz e o cenotáfo, o monumento com os nomes das vítimas da bomba. Ao final de 1945, cerca de 140.000 pessoas morreram por causa da bomba, além de milhares que sofreram danos na sua saúde pra sempre.

Atrás ainda está o Museu Memorial da Paz, um prédio super moderno e imponente. Uma parte está em reforma e só deve reabrir em 2016.


A entrada é bem baratinha, fiquei surpresa. Como em todo lugar no Japão, eles te dão um papelzinho, você só mostra na entrada e é só. Tipo, muito fácil entrar a qualquer hora, não tem um controle rígido! Bem, talvez porque lá as pessoas respeitem as regras...

A parte que está aberta é sobre o ataque em si, maquete da explosão, como a cidade ficou logo após, o que aconteceu com as pessoas e coisas, o tipo de informação que aparece nos documentários sobre o evento. Pelo museu todo tem voluntários que falam inglês explicando as exposições. Claro que eu comecei a chorar logo ali na entrada. Não tem nada horroroso nas exposições, mas a história em si é tão triste!!!

Depois da maquete, vem as reliquias. São objetos doados pelas famílias que tem alguma coisa a ver com o ataque e suas histórias. A grande maioria dessas coisas são lembranças de jovens que estavam na cidade em uma força tarefa para limpar a região e mantê-la segura em caso de ataque (evitar riscos de incêndio na maioria). As histórias são terríveis!!! Gente que andou muitos quilômetros pra morrer em casa, gente que nunca mais viu seus filhos, pais, mães, irmãos, amigos. Levem lenços, muitos lenços quando visitarem. Não é gráfico, é bem respeitoso, mas as histórias são muito tristes. Uma outra parte que está aberta conta um pouco dos efeitos da bomba e da radiação, mas mesmo assim é bem leve. Essa é a parte menos triste da exposição. Na saída há ainda videos de sobrevive. ntes. Preferi não assistir, fiquei cansada da exposição...

Descansei um pouco no bar e ainda fui ver o Memorial de Hiroshima às Vítimas da Bomba Atômica. A entrada é no subsolo e ainda tem que descer até uma parte onde tem uma foto 360 graus da cidade. Dá pra subir de novo e ir pra biblioteca e uma parte com videos sobre o livro "Children of the atomic bomb" (Filhos da bomba atômica), um livro com relatos de crianças sobre o ataque da bomba atômica. Foi um dos primeiros relatos que veio ao mundo sobre o que aconteceu naquele dia (até então os EUA censuravam quaisquer informações sobre os horrores que eles provocaram em Hiroshima e Nagasaki). É tristíssimo! São relatos inocentes e tão sofridos sobre os horrores daquele dia... Não vi muita coisa, não aguentava mais chorar...

Apesar do peso emocional, é um dos lugares mais lindos que já visitei na vida. É organizado, é limpo, é esteticamente bonito mesmo. Hiroshima em geral é emocionantemente bela e o parque é a cereja do bolo. Mas é triste, por carregar essa história tão horrorosa.

Já na hora do almoço resolvi seguir a dica de um amigo e procurar o lugar onde tem vários restaurantes de Okonomiyaki. Com a internet do museu, descobri que chamava Okonomimura e nem era tão longe. Mas o melhor mesmo foi perceber no mapa turístico que o ônibus passava por lá. win! O dia estava ensolarado demais pra caminhada, hehe...

O Okonomimura é um prédio com 3 andares com restaurantes que servem só Okonomiyaki. Okonomiyaki é tipo uma panqueca japa, feita numa chapa no balcão.

Sim, eu que pedi mais cebolinha! Nada que um pouco de mimica não ajude XD

Depois resolvi ir atrás do presente da minha mãe. Sim, foi a única coisa que ela pediu. Lá fui eu atrás dos tais noris de Hiroshima. Eu sei o que é um nori, claro, mas como eu ia saber qual era de lá??? Fui numa depato chique pois achei que seria um lugar onde as pessoas me entenderiam e onde eu acharia esse tipo de coisa. Mas que engano. Pelo menos na parte de me entenderem. Tentei pedir de diversas maneiras qual o nori de lá e ainda acho que a mulher não me entendeu. Comprei um pacote lá, mas não me convenci que era o tal que minha mãe queria.

Antes do fim da tarde tinha que voltar pra estação pra pegar o trem para Tokyo. umas 4 ou 5 horas de viagem ainda me esperavam! Porém tive um tempo pra correr na depato da estação e ver se tinha mais sucesso por lá e tive! A moça me entendeu e me mostrou qual o nori certo, até me vendeu um molho de ostras pra comer junto. E essas coisas nem são absurdamente caras. Na verdade, são bem baratas!

Peguei meu rumo pra Tokyo e acho que fiz uma coisa errada. Peguei o primeiro Shinkansen que passou, mas eu acho que eu não podia. Eu deveria descer em Osaka, aparentemente era onde o trem teria que parar, mas não parou. Quer dizer, parou, mas continuou, então não sai do trem, né? Cheguei mais cedo em Tokyo. Desci em Shinagawa e peguei o rumo pra Shibuya. Percebi que tava meio chovendo, mas aparentemente deve ter chovido muto mais antes pois havia avisos por toda a parte de que os trens estavam todos atrasados.

O negócio é que Tokyo é cheia. Tem gente pra todo o lado a toda a hora. Principalmente nessas estações principais. E eu e minhas malas...

Cheguei naquela estação gigante de Shibuya e mal sabia pra onde olhar. Por força do destino, sai pelo lado certo. E andei. E andei. O lugar que aluguei era do lado oposto aos trens, tem uma entrada direto, mas tem que andar pelo shopping todo praticamente!

Cheguei moída e resolvi pegar um taxi. Meu host de Tokyo enviou o endereço já em japonês e deixei o motorista se virar. O que no começo não pareceu uma boa idéia, ele não me entendia, eu não entendia ele e aparentemente ele não sabia chegar no endereço. E estava chovendo.

Depois de dar umas voltas, chegamos ao destino. Ridiculamente perto, mas o motorista não pareceu chateado, pelo contrário! Estava com vergonha de ter errado o caminho. Mas nem por isso paguei a mais. Honestidade...

Cheguei e dessa vez consegui abrir o correio e pegar a chave. Subi e não via a hora de entrar no apato e me jogar na cama.

Se eu já havia amado meu apato em Kyoto, esse de Tokyo tinha que ser excepcional. E era! Lindo!!! Me ganhou nas cores, tons de roxo e lilás, e super organizado. Era bem menor que o de Kyoto, mas era igualmente funcional e o host também foi super organizado.


Me jogeui na cama e... Jishin!!! Primeiro (e único) terremoto da viagem. Do 10º andar deu pra sentir bem, mas não foi nada sério.

Estava morta, só consegui ir até o combini, comprar um lamen (delícia) e me arrumar pra dormir. Tokyo, here I am!!!

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Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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