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#beda: reflexões - amizades x namoros
terça-feira, 16 de agosto de 2016 at 10:30
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Olha, eu queria muito fazer uma semana de posts sobre viajar, dicas e tudo o mais, porém: não rolou. Sabe quando a coisa fica entalada e não importa o esforço, não sai? Pois é, as vezes minha inspiração literária é tipo minha prisão de ventre crônica...

Mas as migas tão ai pra ajudar até quando nem sabem que tão ajudando. Essa segunda fui almoçar com uma amiga e da nossa conversa eu sai pensando num assunto.

Um amigo nosso começou a namorar um cara que conhecemos esses dias, e, sendo besties, ela me perguntou o que eu tinha achado. E sendo besties, fui sincera: achei o cara meio estranho. Uma boa definição seria de que ele ainda está sob estado probatório. Não sei se gosto dele ou não.

Comentamos o porque de acharmos ele estranho e chegamos às mesmas conclusões, e eu até falei que sei lá, talvez ele tenha se sentido meio deslocado no nosso grupo e tentou se mostrar. Sabe quando a pessoa fala umas coisas tentando mostrar que sabe de algo, mas nem ela sabe o que tá dizendo?

E ai eu fiquei pensando nisso. Meu grupo da faculdade é um grande clube da luluzinha. De vez em quando algumas de nós estão namorando, mas na maior parte do tempo a maioria tá solteira. E as vezes nem tá a procura não. E é muito raro um dos namorados se encaixar na turma. Claro que ele não tem que virar nosso bestie também, mas se uma amiga que tem tanto em comum com o resto se relaciona com outro alguém, você espera que essa nova pessoa se encaixe, né? E nem é questão de tempo, alguns namorados sobreviveram bravamente o passar dos anos, mas no final, cairam. E a gente ficou meio aliviado pela miga ter se livrado de um cara que o resto do grupo não achava que era o melhor pra ela (mas tomem nota, a gente jamais influenciou ninguém a terminar namoro, a gente super dá apoio se não tem um motivo real pra não gostar 100% da pessoa - a gente sabe que na maioria das vezes a gente é bem chata com o resto do mundo a nossa volta).

A conclusão que eu cheguei é que eu acho que o nosso círculo social influi muito no tipo de pessoa que a gente traz pra dentro dele. E o quanto a gente está disposto a lutar para que essa pessoa se encaixe. Nosso grupo não é imutável e no passar dos anos várias pessoas foram agregadas, o que é prova de que a gente não é um grupo fechado, mas é fato que os namorados que não vingaram eram pessoas que simplesmente não se encaixavam.

Tenho que registrar que não tem nada a ver com raça, credo, posição política ou educação. Mas é o jeito de pensar o mundo e de se aceitar no meio. Sei que não é fácil conviver com pessoas que as vezes tem mais experiência e privilégios que você, mas meu pai mesmo dizia que a gente só aprende de quem sabe mais que  gente e devemos sempre aproveitar as oportunidades que a vida nos dá de nos aprimorarmos.

Quem já sentiu que seu grupo de amigos mais fiéis ditam as pessoas que passam nas vidas umas das outras (sem, claro, fazer isso de propósito)?

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