#bedadaquarentena: quando entretenimento é conhecimento
Embora para mim eu enxergue o uso da internet no meu tempo não trabalhado como entretenimento, de vez em quando eu me deparo com uns conteúdos muito bons que me fazem pensar e crescer como pessoa. Acho que é o mesmo sentiment de entrar no cinema e sair transformado depois de um filme.
Eu sou inscrita do canal do Leo Hwan e gosto muito dos videos dele sobre questões leste asiáticas e sobre masculinidades, sempre me fazem pensar, mas o ultimo video dele foi um tapa n acara dos “amarelos” brasileiros. Vale a pena assistir:
Pra quem não sabe: prazer, sou Virginia, descendente de japoneses. Mas muito brasileira, obrigada.
Eu sei que essa história de quarentena sanitária tá mexendo com os neurônios gerais da nação. Até eu que não sou muito de ansiedades estou ficando meio maluca. Minha mãe é idosa e fumante, e em SP eu moro com outra pessoa idosa, então claro que fico muito preocupada com elas. Não só de elas ficarem doentes, mas de como elas vão enfrentar isso. Infelizmente não posso cuidar das 2 ao mesmo tempo, e escolhi voltar pra casa pra ficar perto da minha mãe. Eu sabia que ela relutar em entrar em isolamento, e foi bom que eu tenha vindo pra cá pra pelo menos ajudar no dia a dia, porque inevitavelmente a gente sempre tem que sair uma hora ou outra, e é melhor que essa pessoa seja eu.
Todos os memes sobre millenials x boomers são muito reais. Todos os meus amigos estão enfrentando os mesmos desafios com seus pais que insistem em ir em feiras, farmácias, coversar com os vizinhos ou até ir na missa! Até eu voltar pra casa (alguns dias antes do isolamento decretado pelo governo estadual) minha mãe ainda achava muito normal ir para a feira, a missa ou sair de vez em quando pra comprar pão fresco. Juro, no começo foi meio enlouquecedor, e pela primeira vez na vida vi que uma hora ou outra, todo mundo vai trocar de papel com os pais. Minha mãe é uma criança muito teimosa!!! O que finalmente fez a chavinha virar e a ficha cair foi a famigerada live do Atila Iamarino do dia 20 de março (busquem no YouTube se tiverem estômago ou precisarem converncer alguém de que distanciamento social é vital nesse momento), que eu não fiz ela ver não, ela viu de curiosa, haha! É que ela tem uma tv smart na sala que só eu se usar (ela não tem o menor interesse de aprender a mexer) e de vez em quando eu boto uns videos do YouTube pra gente ver. Esse não era pra ela ver, mas quando ela passou na sala e viu que o assunto era covid 19, ela resolveu parar pra assistir. E finalmente entendeu que a parada é séria, não uma histeria minha.
Ainda assim, a gente não consegue se isolar 100%, principalmente por morar em prédio. Por sorte minha mãe sempre foi hiper maniaca por limpeza e tem tomado recauções extras para tirar o lixo de casa, por exemplo (por causa dos bombeiros o prédio não pode permitir latões nos andares para o recolhimento, nem nas portas, dos apartamentos - e também acho que o zelador e a mulher já estão no grupo de risco), e quando eu saio para comprar alguma coisa para a casa, tomo tanta precaução na volta que eu já tive que decretar que saídas agora só quando estritamente necessárias porque eu não aguento o stress que eu passo de me preocupar de ter pego algo na rua.
O que claro, não me impede de continuar me preocupando. E se eu for assintomática? E se eu estiver doente? E essa tosse que não passa há 1 mês e meio? E essa dor de cabeça? Dor no peito? Sério, quanto mais sintomas incluem na lista da covid 19, mais doente eu me sinto. Eu não sou hipocondriaca nem nada parecido, mas as vezes eu acho que eu tô tendo covid 19 psicológica! (De verdade, racionalmente eu sei que não tenho nada fisiológico, mas vai que...)
Eu sei que nosso modo de vida foi transformado para sempre, que não voltaremos para a vida que tinhamos antes, que muita coisa vai mudar mesmo quando tiverem uma cura e uma vacina, mas eu juro que de tudo, o que mais quero é voltar a ter paz de espírito. E essa é uma das coisas que eu acho que a gente vai valorizar muito quando essa loucura passar. Além, claro, de ver o que é que realmente importa na vida.
Enquanto isso não passa, vou tentar retomar algumas leituras (em tempos incertos eu sempre acabo voltando para "Felicidade desesperadamente", que já pulei na frente de outras leituras - oops!) e aproveitar a movimentação dos meus grupos de whatsapp - de verdade, tenho poucos, sempre entre meus amigos mais chegados, então se tem alguma coisa boa dessa história de ficar todo mundo em casa o tempo todo é que agora todo mundo tem mais tempo de responder as mensagens, engajar em conversas, compartilhar memes e informações e se snetir mais unido <3
Quem me conhece sabe que sou bem teimosa. Que quando boto uma coisa na cabeça, vou lá e faço. E se duvidarem de mim, vou e faço duas vezes, pra esfregar na cara e deixar bem claro que não é pra duvidarem de mim.
O que não quer dizer que nem tudo que eu quero fazer é algo assim, legal. Ou que eu faria em outras circunstancias. Tem aquelas coisas que a gente simplesmente tem que fazer, não adianta ficar discutindo. A girl's gotta do what a girl's gotta do.
Então, quando a data limite se aproxima, aquele misto de animação por finalmente por a mão na massa e o terror das coisas acontecerem se encontram no meu estomago e eu acho que eu queria só acordar daqui uns muitos meses, quando tudo passasse.
Hoje em dia tenho noção da dificuldade que é simplesmente ser mulher. Nascer com cromossomos XX implica em muito mais dificuldades de ascender e vencer na vida do que ter nascido XY.
Mas obviamente quando eu era criança eu não entendia isso. Sempre digo que, embora meus pais tentassem ser o mais igualitários possível em casa, era eu que sempre tive que lutar pelo o que eu queria. Não sei se era porque eu sou a mais velha ou porque sou mulher e meu pai tinha muito machismo imbuído na criação e cultura dele, ou os dois junto, mas fato é que quem saia brigando e lutando por tudo o que queria fazer era eu. Desde ir dormir na casa das amigas até começar a sair de balada. Tudo eu tinha que pedir, ouvir não, argumentar e convencer.
Eu sei que não posso reclamar muito da minha posição de privilégio, sei que muitas coisas são mais fáceis pra mim simplesmente por ter nascido na classe social "certa", mas hoje sei que eu não tenho acesso a todas as oportunidades que existem porque sou mulher, ou que o caminho é muito mais difícil só por causa dos meus cromossomos. Porém, ter que ter lutado tanto dentro de casa me preparou para a vida real, e me ensinou que se eu acredito que posso fazer algo, eu posso brigar pra fazer acontecer. E também talvez contar com um pouquinho de sorte, porque sorte nunca é demais e nesse quesito eu não posso reclamar muito não. Talvez eu sempre tenha estado no lugar certo, na hora certa.
Ultimamente tenho comparado minha situação com a do meu irmão, que é uma história que eu conheço de perto, praticamente todos os detalhes, e posso comparar com a minha sem medo. Quando éramos crianças, sempre tive ciúmes de ver que o machsimo do meu pai facilitava as coisas pra ele. Ou então meu irmão simplesmente aprendia com as minhas dificuldades e fazia o que queria, como queria, e depois aguentava as consequências, que pra ele valiam a pena. Não estou dizendo que a vida foi simplesmente fácil para ele, mas em comparação com a minha, com certeza só o fato de ser caçula e homem, os caminhos eram menos tortuosos e com menos obstáculos. Como é a vida de um homem branco típico.
E eu entendo porque as pessoas ficam chocadas de saber que ele está desempregado há tanto tempo. Enquanto eu fiz Turismo, meu irmão é Engenheiro, e não é por qualquer faculdade. Assim como eu fiz USP, ele fez Unesp e teve todo o apoio para se dedicar aos estudos e não sofrer para escolher os estágios que teve que fazer. Nossos caminhos sempre foram parecidos, mas eu sei que os dele sempre foram mais fáceis só porque ele era homem. E é de se esperar que se eu consigo emprego fácil quando procuro, ele deveria nadar em propostas enviadas a ele. Mas por algum motivo, não é bem assim que acontece. Desde que perdeu o emprego, pouco tempo depois que eu fui mandada embora (no ano que tirei meu sabático), eu cansei de ver meu irmão mandando currículo, refazendo currículo e participando de inúmeros processos seletivos, sem uma oferta final.
Minha mãe diz que eu tenho toda a sorte e que meu irmão ficou sem, além de ele não ser tão confiante nas entrevistas quanto eu. Entendo que depois de tanto tempo, é frustrante mesmo não conseguir convencer o entrevistador de que ele é a melhor escolha para a empresa, mesmo sabendo que é capacitado para as vagas. Eu mesma não consigo entender como é que, tendo tudo a seu favor, a vida dele não é mais fácil.
Depois de dar muito murro em ponta de faca, ele está indo para o Japão, porque as contas não se pagam sozinhas, e hoje temos que pensar no futuro do meu sobrinho. Mas não é o que ninguém imaginou pro meu irmão, mesmo nos momentos de birra entre irmãos. Sabemos que a vida na fábrica não é fácil, e que ele terá muito pouco tempo para o filho, que é o que a gente viveu com nosso pai, que embora não tenha ido paa o Japão, sempre trabalhou demais e não teve tempo de aproveitar a vida. A vida tem que ser mais do que trabalho e contas pra pagar, a vida é feita dos momentos de alegria compartilhados com quem a gente ama. E trabalhar em fábrica não foi o que ele escolheu pra vida. A vocação dele é a engenharia, e ele deveria ter tido a oportunidade de conseguir trabalhar na área, para ser feliz no trabalho, ao invés do ressentimento de tger que ter um emprego porque a vida impôs.
Antes que alguém critique, eu não estou diminuindo a vida do dekassegi, para quem escolhe essa vida, ela é boa, mas não é a escolha que ele quis fazer, nem para que meus pais nos prepararam. A gente não foi forçado a fazer faculdade, nem a fazer os cursos que fizemos. Então nossa escolha sempre esteve longe do chão de fábrica, mesmo que fosse para "pagar em dólar". NOssa realização tem mais a ver com a natureza do trabalho do que ganhar dinheiro. Cada um com seu cada qual.
Nunca na vida imaginei dizer algo como isso, mas estou bem chateada que meu irmão está indo embora e não vou vê-lo por tanto tempo =/
Na minha vida inteira eu fui a criança mais quieta. Por um tempo eu tive sim muita timidez, mas depois de um tempo passou e foram muitos anos até eu descobrir o que era a introversão. Passei uma vida sendo julgada por algo que sequer é ruim, só é um pouco diferente.
Meu pai era um dos meus maiores críticos, apesar de ser tão introvertido quanto eu. Acho que ele não aceitava muito bem que tinha passado pra filha algo que ele não gostava muito em si mesmo. Minha mãe sempre disse que eu fui pra escolinha cedo (pra época e pra nossa situação 3 anos era bem cedo) porque eu "tinha que interagir com outras crianças" e era "um bicho do mato". Meu pai não viveu pra descobrir o que era introversão, e que isso não era ruim, mas minha mãe inclusive foi na livraria comigo e comprou o livro que desvendou tudo isso pra mim, "O poder dos quietos".
Mas minha mãe nunca aceitou ou compreendeu muito bem o que é a introversão. Pra ela as vezes é só uma forma de eu justificar ser anti social. Ela não entende que não é preguiça, é falta de forças.
Pra quem não sabe, introversão não é só uma "preferência" por uma vida mais tranquila e menos cheia de gente. A introversão tem a ver com a sensibilidade a estímulos externos e a energia gasta com atividades como socializar. Introvertidos são hiper sensíveis e se cansam de ter que dar atenção para tanta coisa ao mesmo tempo. A gente não escolhe ser assim, a gente simplesmente é. Então, pra mim, todo ida ter que interagir com pelo menos umas 15 pessoas diferentes, os meus colegas de trabalho, todo dia, é bastante cansativo por si só. Adicione a essa conta o relacionamento, mesmo que por e-mail, que eu tenho que ter com fornecedores do mundo inteiro. E todas as mensagens, ainda que divertidas, dos meus amigos e familiares pelos mensageiros instantâneos.
Eu ainda acho que sou uma introvertida com uma alta tolerância para interações sociais, porque tenho bastante amigos, consigo manter um relacionamento bom com meus colegas de trabalho e saio bastante em SP. Mas quando volto pra roça, é meu momento de descanso. Quero ter o menor esforço possível pra viver. Interagir com minha família nuclear é o máximo que tolero e se for ter mais do que isso, quero um aviso prévio para poder me preparar psicologicamente a essa maratona social. Claro que imprevistos acontecem, mas gostaria que minha mãe entendesse melhor quando eu digo que não quero participar de alguma coisa, principalmente quando eu digo que estou de mau humor só de pensar na ideia proposta. Não é má vontade, mas eu posso ser sincera com ela e digo que não vou ser uma boa companhia, e muitas vezes ela acha que é só má vontade minha.
Pra quem tem um amigo ou um familiar introvertido, por favor, entenda: se o introvertido está declinando o convite com educação, não insista. É a partir dai que começa a tortura para nós. Na verdade, negar algo para quem gostamos não é uma tarefa fácil e a maioria só o faz em último caso, sofrendo o suficiente internamente, e não precisamos ter nossa vida dificultada ainda mais com a insistência pra que mudemos de ideia. Vocês só nos forçarão a pensar em como fazer a nossa vontade ser respeitada, o que gera ainda mais ansiedade, e nos frustra, porque não queremos gerar inconvenientes mas não queremos ter inconvenientes também. Se a gente se nega a participar de algo, acredite, a gente sabe que não vai aproveitar a oportunidade, por melhor que pareça.
Eu tenho minhas maneiras de aproveitar meu tempo com as pessoas, e quando eu não estou de bom humor, eu prefiro simplesmente não me forçar a interagir. Prefiro que o momento seja bem aproveitado, por mais breve que pareça, do que forçar algo que no fim não vai gerar uma memória significante.
Eu não sou exatamente a pessoa mais efusiva sobre meus sentimentos, mas outro dia li um relato que me deixou bem pensativa.
Há uns tempos tenho tentado ser o mais honesta e sincera possível nos meus relacionamentos, com todo mundo, mas sempre tive esse jeito bem quieto que requer um certo empurrãozinho pra se abrir.
Já estava pensando há muito tempo, desde que reli "Orgulho e Preconceito" da última vez, sobre como para Jane Bennet e a família dela era óbvio que ela estava apaixonada por Mr Bingley, mas como o Mr Darcy (ah <3) achava que seu amigo estava desperdiçando seu tempo com uma garota que não lhe retribuía os sentimentos, porque ele não a conhecia e não entendia que mesmo timidamente, essa era a forma de Jane demonstrar afeto. As vezes fico me perguntando se é isso que acontece, porque as vezes eu acho que estou fazendo muito esforço, porque eu me conheço muit bem, mas não sei o que as pessoas de fora acham.
Foi então que li essa experiência que uma moça teve, contratando um terapeuta para analisar um encontro que ela teve com um cara do aplicativo. Para ela, ao final, o encontro parecia ter ido muito bem, mas sem muita conexão, e isso a desencorajava a demonstrar a atração que sentia pelo date. Ela achava que a falta de um encorajamento da parte dele era uma forma de ele dizer que não estava interessado, mas foi ai que o terapeuta questionou: e se o moço também estivesse esperando uma brecha dela para demonstrar atração? Porque o terapeuta também concluiu que o encontro tinha ido muito bem, e enxergou uma atração que ela não viu, só porque ele não foi mais claro com suas intenções, não o quanto ela gostaria que ele tivesse sido.
A gente vive numa era muito maluca, em que demonstrar interesse parece uma heresia, que o mundo dos relacionamentos é um jogo para ver quem demonstra menos interesse, em que quem é honesto com seus sentimentos é um perdedor. Quem cresceu no meio das "dicas" da Capricho e afins sabe que uma das regras era jamais ligar para o paquerinha muitas vezes, e sempre esperar uns dias para ligar para o ficante, ou até falar com ele, porque senão ele podia perder o interesse! A gente cresceu com essa noção muito errada que quem demonstra menos interesse tem mais "poder" e que os caras não estavam interessados em pessoas "fáceis".
Claro que ainda estou a milhões de anos luz de ser completamente aberta sobre tudo, mas vejo que cada vez mais me importo menos com esse tipo de regra, e se tem gente que ainda vive sob elas é até bom que elas sumam da minha vida se me acharem sincera demais.
O crush atual tem me ensinado dessas coisas, como é bom se sentir querida, e como não faz mal dizer o que sente. É tão gostoso quando alguém fala que está ansioso pra ir no cinema com você, ou simplesmente faz planos pra sair junto, diz que "temos que fazer algo na semana que vem" e demonstra que gosta da sua companhia. E eu acho que se isso é bom pra mim, também é bom pra ele.
Acho que no quesito amizade eu sou um pouco melhor, porque sempre falo com meus amigos, ou marco eles em publicações, mando links que me fazem lembrar deles, e acho que a natureza da amizade também facilita esse tipo de interação. E se as nossas amizades verdadeiras funcionam bem assim, acho que as demais podem se beneficiar dessas atitudes, que não precisam ser grandiosas, bastam ser sinceras <3
Eu sei que desconstrução e conhecimento não são coisas que acontecem de uma hora pra outra, mas vejo tanta gente inteligente e informada falando tanta baboseira que as vezes quero morrer.
Eu morei 8 meses com um vegetariano se tornando vegano, e embora eu mesma esteja bem longe de considerar ter sequer uma refeição durante a semana que não inclua nenhum tipo de carne, entendo e respeito quem seja ou considere ser. Mas ainda ouço muita gente dizer um monte de asneira por ai por pura vontade de ser ignorante sobre esse assunto. Para quem não entende muito bem, vegetarianos são aqueles que não comem carne, mas ainda consomem alguns produtos de origem animal, como ovo, queijo e objetos de couro, por exemplo. Veganos não consomem nada de origem animal, nem bala que tenha corante de inseto. Acho que acima de concordar com a escolha alheia, a gente tem que respeitar a decisão das outras pessoas que não impactam as nossas vidas. E estar aberto a ouvir as razões delas para tomarem as suas decisões. Eu também já fui meio intolerante com essa coisa do veganismo, mas admito que era uma reação a uma sensação de que os veganos militavam e tentavam me convencer de algo que eu não queria fazer. A partir do momento que convivi com uma pessoa que soube me explicar melhor sobre esse estilo de vida, passei a entender melhor não só o veganismo, mas também a olhar diferente para tantas outras coisas na vida.
Sempre fui muito simpática a causa LGBTQ porque nunca consegui entender o que a orientação sexual ou de gênero implicava na vida alheia para causar tanto ódio e sempre tentei me informar mais sobre os temas que são mais caros a essa parte da população. Não espero que todos entendam logo o que se trata transtorno de identidade de gênero, mas acho que ninguém em são consciência escolheria ficar a margem da sociedade por livre e espontânea vontade, e que o que essas pessoas passam não faz mal para a minha vida, que se eu tenho um privilégio (que é não sofrer por ser diferente em uma sociedade que é tão cruel com quem não se encaixa) eu deveria ser mais empática e usar disso para fazer a vida do próximo melhor. Eu tento educar quem está a minha volta, porque me fere ouvir outros seres humanos serem cruéis de graça com pessoas que elas nem conhecem, que não fazem mal nenhum.
O feminismo tem me aberto muito os olhos para as pequenas coisas do dia a dia, coisas que parecem insignificantes, mas que repetidas e ditas para as pessoas erradas, podem causar um sofrimento desnecessário.
Eu não acho que o mundo está "chato", as pessoas finalmente estão se dando conta das pequenas opressões vividas diariamente e pedindo para serem respeitadas, o que, realmente, não é pedir muito e não custa nada. Ser uma pessoa melhor só traz benefícios, né, e é um exercício que não cansa ;)
Eu não sei dizer porque ou como, mas sempre fui uma pessoa muito única. Não que eu necessariamente seja diferente de todos, mas me sinto muito individual, muito eu. Entendo a necessidade do grupo, do "a gente", mas no fim do dia, eu sempre fui só eu.
Sempre me incomodou essa coisa de acharem que "japa isso, japa aquilo" e me colocarem num balaio de gatos indiscriminadamente. E isso piorou quando vim pra São Paulo, que tem uma comunidade nipônica muito maior do que na roça.
Mas se na roça ninguém olhava pra mim porque eu era japa (e talvez diferente demais pra eles), em SP eu não precisava nem me mover pros caras me notarem, exatamente porque eu era japa.
Depois do estranhamento inicial, isso passou a me incomodar. Quantas vezes na balada não ouvi um "mas eu adoro japa" ou "meu sonho é beijar uma japinha"? Parece que bastava ter olho puxado pro cara dar valor, não precisava de mais nada. Antes de conseguir entender e colocar em palavras, lembro de uma vez me pegar pensando (e tenho certeza de que postei em algum lugar, na longínqua época da faculdade) que nada me garantia que meu (então) namorado não fosse me trocar por qualquer outra japa no universo, que ele achasse tão ou mais bonita, só pelo fato de ser japa.
Outro dia, inclusive, falávamos disso numa roda de amigas. Que ninguém de fora nunca entende isso, que quando as japas falam que essa coisa de "japa lovers" é ruim no nível individual, ninguém compreende como "reserva de mercado" pode ser algo negativo.
Mas é isso, essa coisa de "preferir" as japas faz com que a gente sinta que o cara não esteja nem ai pra personalidade da pessoa, somente para o físico. Que não importa todas as nossas conquistas, o que vale acima de tudo, é uma etnia. A gente não se sente valorizada por ser um indivíduo e parece que o que vale é exatamente aquilo que a gente sequer escolheu ser.
Nesse mundo de swipe left or right, baseado só em aparência, isso é elevado a uma potência absurda. Eu nem saberia dizer quando foi a última vez na vida que fiquei com alguém que não se importava com minha descendência! Até o crush atual já soltou que namorou uma cingaporeana (que tem descendência chinesa)...
Fora que outro dia foi levantada a questão da fetichização do oriental, essa coisa do esteriótipo do comportamento, que, em se tratando de mim, não tem nada a ver!
Quem me conhece sabe que sou muito mais do que essa cara de poucos amigos. Que aqui tem essa calma superficial, mas muita opinião e teimosia. E muita vontade de ser do contra também. Nem eu conseguiria me definir brevemente, que dirá uma ideia arcaica de um grupo étnico!
Talvez 2017 seja um ano de redescobertas. Um ano meu. Diz Susan Miller que em muitas décadas um ano não era tão generoso assim com os librianos. Ainda não ganhei na loteria, e não sei se estou no caminho certo do amor, mas até que tem sido um ano interessante, apesar dos trancos e barrancos que andei passando.
Quem me conhece a mais tempo sabe que eu sempre curti um som eletrônico. Technera, como a gente chamava no "meu tempo". Mas nunca tive muita companhia pra curtir comigo. Meus amigos diziam que a música tinha que ao menos ter uma letra pra cantar junto. Teve até uma vez que a gente foi parar numa balada que só tocava eletrônico e acabou indo embora porque azamigue não suportaram o som puts puts (e a gente foi parar num lugar hipster demais pro meu gosto, passei a noite encostada num canto odiando a troca).
Ai heis que esse ano comecei ele saindo com um cara que adora música eletrônica. Num nível meio too much, mas ok. Ele reascendeu esse meu gosto por batidão (e te contar que é muito mais confortável não ter letras nas músicas do que você estar lá naquele rala e rola e de repente se dar conta que está ouvindo uma música com letra muito errada, hahaha).
O crush passou, mas a música ficou. Nunca entendi muito de música, muito menos de eletrônica, mas eu curto ouvir, acho até bem relaxante. Na pista de dança é quase um transe!
E ai que agora tô saindo com um cara que já foi DJ e curte produzir música eletrônica. Esse ouve um pouco de tudo, mas a gente já ouviu uns puts puts juntos também.
Meu ex era uma pessoa um pouco obcecada demais com música, achava que só ele entendia da coisa e por muito tempo acho que tava com ranço da coisa. Mas é tão bom redescobrir essas coisas que a gente curtia e ficou esquecido na memória... E perceber que continua curtindo! Tava até vendo um pouco da Tomorrowland na Bélgica e bateu quase uma vontade de estar lá. Quase, porque eu não gosto de festivais gigantes e na hora também bateu a preguiça de estar naquele mundaréu de gente, HAHA!
Outro dia a Melissa Rauch, que faz a brilhante Bernadette em The Big Bang Theory, anunciou sua gravidez. Mas não foi um anúncio simples, foi um tratado sobre a vontade de engravidar e a dificuldade de manter uma gravidez. Você pode ler o texto aqui.
Obviamente todo mundo sabe que eu não quero ficar grávida. Mas o texto me chamou a atenção porque fala de um tema recorrente nas nossas vidas: querer muito algo, se esforçar pra que acontença, mas as circunstâncias da vida não deixarem.
Cada um sabe daquilo que lhe aflinge. Não adianta tentar relativizar os problemas alheios. Nossos problemas nos importam porque são nossos. Não importa se parecem mais ou menos sérios do que os dos outros; eles nos dóem porque dóem em nós e em ninguém mais.
Pra mim, ela resumiu aquilo que venho sentido há um tempo: eu quero o que eu quero e não importa o que os outros digam. E quando alguém tem aquilo que eu quero não dá pra não questionar porque os outros tem esse direito e eu não. Não é uma inveja pessoal, mas é uma revolta com o universo. O que é que estamos fazendo de errado que não conseguimos atingir o resultado que almejamos?
A Melissa está no caminho certo agora, depois de um aborto espontâneo a gravidez dela parece estar saudável e em vias de ter o melhor resultado possível. Eu continuo na busca da felicidade, mas confesso que me sinto como ela se sentiu antes, com uma certa raiva do universo por não conseguir atingir objetivos mesmo me esforçando muito, bem além da minha zona de conforto.
Eu não sou uma pessoa de drama, de verdade. Eu sempre tento amenizar as situações porque eu não suporto gerar stress emocional. Mas nos últimos dias, quem me acompanhou mais de perto sobe que eu estava sofrendo muito. E em situações extremas a gente acaba transbordando. Quero agradecer as pessoas que me emprestaram os ouvidos para aguentar todas as minhas lamentações nos últimos dias. Vocês me ajudaram a manter minha sanidade.
Como ntrovertida eu tenho tendência de guardar tudo e analisar minusciosamente cada detalhe e cada sentimento, mas ultimamente tudo ficou demais pra mim e começou a me fazer mal fisiologicamente. Eu quando fico ansiosa e deprimida perco a vontade de comer, mas preciso me movimentar, o que acaba atacando meu sistema digestivo. A única parte boa é que pelo menos o exercício me faz dormir um pouco melhor, mas quando não dá pra fazer, nem dormir eu consigo.
Mas agora passou. Ou eu espero que comece a passar e que eu tenha minha paz mental de volta. É muito difícil pra alguém tão equilibrada quanto eu ter esses momentos de turbulência, porque eu não sei lidar.
Eu sei que preciso começar a trabalhar essa questão dos sentimentos. Acho que nunca vou deixar de ser INTJ, mas, teimosamente como uma, eu vou tentar, porque não faz bem mesmo passar por toda essa gastura.
Porém tudo fica um pouco melhor quando se tem amigos, né? Aqueles que nem sabem direito o que houve mas ainda assim tentaram me confortar e aqueles que tiveram que aguentar minha diarréia verbal, meu muito obrigada. A gente não é nada mesmo sem amigos <3
É incrível o que a mente humana é capaz de fazer a gente sentir.
Nunca fui fã dessa data, ainda mais porque ela é uma invenção comercial para alavancar vendas numa época fraca. Invenção, diga-se de passagem, do pai do nosso nada ilustre prefake.
Em geral eu tento evitar sequer pensar nisso. Nos últimos anos tive várias distrações, tipo a Copa e o show dos Backstreet Boys, mas esse ano parece que eu não tinha mesmo como escapar.
Minha mãe sempre fala que o ser humano é um bicho muito estranho, que parece que não sabe viver sem problemas. Em nações desenvolvidas, com um sistema muito mais igualitário e justo, as pessoas não parecem muito mais felizes do que em lugares como o Brasil, cheio de corrupção, desigualdade e violência.
As vezes eu penso se não estou nesse mesmo barco. Cresci numa vida de privilégios que me proporcionam levar uma vida confortável hoje. Não é uma vida de luxo, mas é uma vida sem muitos problemas. Tenho um emprego que paga as contas, e agora estou em um lugar que gosto muito. Tenho uma família muito boa, que enfrenta alguns problemas, mas nenhum deles desesperador. Meus amigos são ótimos e estão de prontidão pro que der e vier. A única coisa que me falta pra completar o quadro da vida perfeita mesmo é um namorado.
E até um tempo atrás, isso não era exatamente um problema. Sendo INTJ eu consigo saber que eu sou sim mais feliz sozinha do que mal acompanhada, que eu preciso de grandes momentos de solidão para funcionar, então mudar esse status quo não é do meu interesse. E ainda assim, aqui eu me encontro querendo um namorado para romper essa calmaria.
O pior de tudo é que eu consigo racionalizar até essa vontade, mas eu não consigo me livrar dela. Eu sei que o que meu ego quer é algo que ele não precisa. Validação externa dificilmente é algo realmente valioso, e ainda assim é a única coisa que parece que pode apaziguar esse diabinho no meu ombro.
É fácil sofrer por amor. Dói, mas existe uma razão. Sofrer por um não amor é muito mais complicado, é algo que é difícil de explicar e que, literalmente, não tem razão.
Hoje não é um dia bom, e eu já sofri bastante antes e sei que vou sofrer ainda por um tempo, mas espero que vá passar. Espero que seja uma fase. Se tem algo que aprendi na vida, é que nem adianta não sofrer quando o coração dói. Deixa acontecer, que uma hora passa, e talvez passe mais rápido quando a gente se permite sofrer. Não é bom, mas é o que tem pra hoje.
Maio finalmente acabou, e ao mesmo tempo que sinto que durou mais do que deveria, que fiquei exausta do mês, parece que também não fiz nada.
Último dos moicanos feriados
Passei o último feriado prolongado em SP mesmo, sem minha side kick da hora. Vocês também tem dessas de ter fases com os amigos? No momento tô numa fase Andréia, que foi minha "bixete personalizada" na faculdade. Ela é da roça também e morou o 1º semestre dela lá na nossa rép. Sempre que ela fica aqui quando eu também estou, passamos o finde juntas, praticamente. Vamos almoçar, passeamos pela Paulista aberta, vamos pra balada... Mas nesse feriado ela foi pra roça e eu fiquei, left to my own devices...
1 ano do sobrinho-afilhado
Pois é, já faz 1 ano que voltei da Inglaterra, então faz 1 ano que meu sobrinho nasceu, me fazendo "ficar pra titia", literalmente. Comprei um jogo de encaixar pra ele, minha mãe achou que seria muito avançado. Chegou na festinha, e ele ganhou mais uns outros 2 ¬¬
O tema da festa foi o "Pequeno Príncipe". Quando eu era criança, amava o anime, ganhei o livro com uns 10 anos e... ODIEI! O começo do livro é mesmo muito chato, e o livro mesmo não é exatamente pra crianças. Reli com 18 anos e amei (menos a parte da cobra com o elefante que continuei achando chata). E desde que meu sobrinho nasceu a mãe dele o chama de príncipe, então resolveu fazer a festa com este tema. Porém, acho que ela não conhece a história direito?
Apesar de ele ter tido faringite no finde, a festa foi um sucesso, tudo ficou pronto a tempo, a decoração ficou linda, as comidas... Só que eu fiquei EXAUSTA de ter que passar tanto tempo com a família dela (que é legal, mas não é a minha) e da festa em si. Acho que ainda tô me recuperando, não tô 100% não.
Festa estranha, com gente esquisita
A Andreia, depois de muito ralar no Turismo e continuar pobre, decidiu que essa não era vida pra ela e resolveu virar universitária de novo. E desde que entrou na faculdade de Direito, tem convidado todas as amiguinhas pra acompanhá-la em alguma das festas da nova faculdade. Como ela já está no 4º ano, resolvi finalmente aceitar o convite.
Como já disse, essas coisas são no mínimo uma oportunidade de observação antropológica. Não foi de todo ruim porque no fim tivemos acesso ao camarote e a festa foi a tarde, além de ter 2 ambientes e em um deles tocar EDM o tempo todo. Apesar do open bar, me comportei exemplarmente e a bebida era só um pouco menos pior do que o que eu me lembrava das minhas festas da faculdade.
Mas não posso dizer o mesmo da minha amiga, que eu encontrei dormindo num canto. Por sorte eu resolvi procurá-la, e por sorte ela estava no camarote, senão eu teria ido embora sem ela, sem saber o que aconteceu. As amigas 9nhas dela não fizeram nada pra ajudar, encarreguei algumas de carregar minha amiga pra fora e levei ela de volta pra casa. Ela não estava passando mal, mas estava meio apagada, então fiquei preocupada. Deixei ela em casa, depois de dar um monte de água e algo doce para ela comer, voltei pra minha casa pra tomar um banho e ainda voltei pra passar a noite com ela, em caso de ela passar mais mal. Eu sei, eu mesma me achei a própria #friendshipgoals nesse dia
Dedo podre
Acho que, além de me faltar muita sorte nessa vida, eu ainda tenho dedo podre e não me ajudo mesmo. E em tempos de swipe left or right, essa é uma expressão bem literal! Um dia isso ainda vai virar uma anedota pra contar por aqui, mas vou comentar que a parte que eu disse que parecia que tinha e não tinha acontecido muita coisa no mês em grande parte se deve a isso. Acho que ainda não resolvi isso muito bem internamente (olha a INTJ gritando ai!), então melhor não comentar nada pra não falar besteira. Mas me desejem boa sorte, ou eu posso enlouquecer.
síndrome de impostor (sobre auto estima e auto confiança)
Esses dias descobri uma página no feices que é para mulheres INTJ (já falei um pouco sobre isso aqui) e eu super me identifico, até mais do que eu deveria. Se antes eu já achava fascinante ficar observando as interações sociais, hoje eu percebo o quanto eu fico analisando as minhas próprias experiências, as vezes mais do que vivendo elas.
Uma vez li sobre a tal síndrome do impostor, que é quando a pessoa, mais do que não se achar capaz de algo, acha que está escondendo do mundo o quão inábil é, fazendo o resto do mundo acreditar que el@ é capaz quando el@ mesm@ sabe que não é. Por exemplo, eu sempre me senti meio desconfortável com elogios, porque nunca me achei tão boa quanto as pessoas diziam que eu era. Mesmo quando eu tinha 7 anos e minha mãe achava minhas redações incríveis, eu achava que elas eram ok, não entendia muito bem como o que eu escrevia podia ser tão excelente assim e temia que uma hora ela descobrisse essa verdade. E isso se estendeu a minha vida acadêmica toda, até chegar na faculdade. Na faculdade eu vivi uma dualidade em que ninguém jogava confete pra mim dentro dela, mas todo mundo com quem eu cresci (e ficou na roça) achava o máximo eu fazer USP. Foi ai que eu entendi também que é fácil ser bom entre os medíocres e é difícil se diferenciar entre os bons.
Mas longe de mim achar que eu faço parte dos incríveis. Com o tempo eu só percebi o quanto na minha vida inteira eu sou privilegiada e isso facilita muitas coisas pra mim. Eu não faço parte dos incríveis, eu só soube aproveitar as oportunidades que a vida me deu de mão beijada.
Achei que essa coisa da auto estima fosse melhorar depois de me formar, mas acho que na vida profissional é que a síndrome do impostor pega mais ainda. Porque a gente passa a ser remunerado pra fazer algo, é mais responsabilidade, mas quando é que a gente amadurece e começa a achar que está fazendo a coisa certa? Parece, na maior parte do tempo, que a gente tá só fingindo que sabe fazer algo, mas que uma hora vão descobrir que a gente é só mais um incompetente no mundo. As vezes eu até acho que sei como as coisas tem que ser feitas, mas na hora de fazer, sai tudo errado!
Eu até tenho alguma boa auto estima na vida, mas auto confiança são outros quinhentos. Até acredito que possa dar certo, mas mais do que fazer a minha parte, eu torço pra que realmente dê certo, porque não sei se vou conseguir fazer o suficiente, sabe?
Isso também se aplica ao mundo dos relacionamentos, desde as amizades até os relacionamentos amorosos. Eu amo meus amigos de paixão e faria de tudo por eles, mas as vezes eu não sei se estou fazendo mesmo, sabe? Sei que eles se desdobram por mim quando preciso (e prefiro nem pedir pra não abusar), mas as vezes acho que sou muito passiva =(
Voltei a usar aplicativos de relacionamentos (mesmo depois do wtf do último moço), e depois de tanto tempo você começa a sentir só mais um rosto entre milhares, sem nada de especial. Eu acredito piamente que os homens, quando querem conquistar, falam aquilo que as mulheres querem ouvir. E a sociedade faz a gente acreditar que tudo o que mulher quer é ser bonita e magra, então eu nem acredito quando os caras elogiam beleza, porque acredito na tendência de aumentar o que eles acham de verdade. E isso tem sido bem difícil, porque tanto ceticismo tira o romantismo da vida.
Sendo INTJ eu disseco todo o processo e analiso cada letra de cada discurso, mas sendo libriana, eu fico pesando todos os prós e os contras e sou incapaz de decidir se eu devo acreditar, no que eu devo acreditar e se eu devo simplesmente deixar acontecer. Meu lado INTJ nunca deixa, principalmente meu emocional imaturo que tem medo de sofrer de novo, e ai eu já não sei se as coisas não dão certo porque elas não eram pra dar mesmo ou se fui eu que não deixei a coisa fluir =/
Ah, e isso no fim não ajuda nada na minha auto confiança, porque não adianta me dizer que sou incrível e depois simplesmente sumir. Melhor não falar nada, né...
Que se foda a beleza. Se quiser me ganhar, elogie a minha inteligência - Yang, rainha da porra toda
Eu sempre digo: manifestação tem sim que atrapalhar a vida da cidade toda. senão, não chama a atenção da sociedade e dos governantes.
Desde as manifestações de 2013 muito tem se falado de grandes eventos que param a cidade. No começo as pessoas apoiavam mais, e depois começaram a achar que estavam atrapalhando muito as suas vidas. Mas ninguém se dá conta que lutar pelos seus direitos é isso, é chamar a atenção de todos para um problema. Nenhum patrão, mesmo sendo o "Estado", é bonzinho e vai fazer só o melhor pro trabalhador, ou para o estudante, just because. Quando ninguém está olhando, cada um só se importa com o próprio umbigo.
Não foi sempre que eu tive o privilégio de morar perto do trabalho e já até deixei de ir trabalhar porque nenhuma linha de ônibus que passava perto de casa estava rodando. Ou então tive meu caminho atrapalhado por alguma manifestação, ainda mais morando perto de centros financeiros.
Em uma sociedade realmente livre e democrática, as pessoas devem se sentir no direito de reivindicar melhorias para sua qualidade de vida e questionar aquilo que acham que não está muito certo. Em uma sociedade realmente livre e democrática o cidadão de bem não deveria se sentir ameaçado e ão deveria ter medo de ter suas próprias opiniões, ainda que sejam divergentes de sua família, seus amigos e seus empregadores.
Eu sei que com a crise a situação do trabalhador não está fácil, mas isso não deveria ser usado como arma contra quem de fato produz riqueza no país. Não se enganem, quem produz algo é o proletariado, e depende da conscientização das massas a situação do trabalho no país melhorar.
Não acredito que a greve geral dessa semana vá sair da utopia, mas teria sido algo importante. As pessoas se dariam conta do desespero do patrão com suas máquinas paradas sem produzir nada, porque não é o patrão que produz, é o trabalhador. Mas em parte o patrão vai ameaçar o trabalhador e o trabalhador também não tem a consciência de que o poder do mercado é dele.
Enquanto a não vivermos uma sociedade justa e igualitária, sempre sofreremos e continuaremos a ouvir panelas batendo seletivamente, e bombas de efeito moral serão jogadas por pessoas tão vítimas quanto os atacados sem que nenhum dos lados se dê conta disso.
It's #beda time!!! Blog Every Day in April é uma proposta de blogagem pra agitar a blogosfera, onde a gente se propõe a tentar publicar pelo menos um post por dia o mês de abril inteiro. Se quiser saber mais, se juntar a galera ou só descobrir um monte de blog legal novo, clica no banner acima ;)
Eu sempre achei quem era uma pessoa de rotina. Eu vivi uma enorme rotina uns 18 anos da minha vida, era só o que eu conhecia. E é fato que o ser humano não gosta muito de mudanças, principalmente as repentinas. Existe um período para ajuste em que a gente fica meio desconfortável mesmo e eu achava que a rotina mantinha minha paz de espírito.
O que eu nunca percebi antes é que eu odiava rotina. Existe algo sobre a rotina que eu até curto, mas não por muito tempo, não do jeito "tempos modernos" (de Chaplin). O que e percebi é que a rotina me cansa e é ela que me faz desgostosa da vida.
Quando morava na roça, fazia sempre as mesmas coisas, com as mesmas pessoas, sempre igual, sem nada de novo. Tudo era sempre igual, formatado, sem chances de expandir. Não havia absolutamente nada de diferente, nunca, o que acabava cansativo e chato.
O que eu amo em SP é que existe grande variedade de tudo, principalmente de pensamentos e ideologias. Você é sempre forçado a ver as coisas de formas diferentes, de ângulos diversos. Não existe mesmice mesmo na rotina.
Exceto que o nosso cérebro é uma coisa louca e acaba encaixando a nossa falta de rotina num padrão que acaba nos chateando e logo nos vemos cansado da "mesmice" criada pela nossa cabeça maluca.
Ou pelo menos é o que andei notando que acontece comigo. Mudanças me deixam bem desconfortável, mas eu não sei se conseguiria viver uma vida previsível pra sempre.
Eu amo São Paulo e amo a vida que construí aqui. Gosto de saber que tenho opções de lazer e entretenimento na minha porta e companhia pra me divertir, mesmo sem planejamento pra isso. Mas vira e mexe me sinto cansada dessa imprevisibilidade previsível e sinto que preciso de coisas novas pra me impulsionar a crescer.
Em 7 anos e meio de faculdade fiz bastante coisa diferente. Foram vários estágios, cursos e viagens. E eu cheguei a reclamar de não ter uma certa rotina! Depois que me formei, em compensação, foram mais 7 anos de mesmice! Trabalhei em lugares diferentes, passei a levar uma vida "que eu sempre quis", mas ai comecei a ficar bem infeliz e não sabia o porquê. Achei que era uma crise existencial, que não sabia o que queria da vida...
Verdade que aprendi muito sobre mim e sobre a vida nesses últimos 2 anos e que isso não teria acontecido se tivesse ficado no mesmo lugar, mas andei refletindo e acabei percebendo que minha mola propulsora sempre foi a curiosidade. O novo sempre me fascinou, mesmo que também me deixe com muito receio. A curiosidade sempre leva a melhor, e acaba me levantar pra uma melhor.
Sabendo disso, não devo durar muito no mesmo lugar. Não digo que já penso em largar esse emprego, até porque tenho adorado, mas agora que me conheço melhor, sei identificar os sinais e posso planejar maneiras de lidar melhor com isso.
"Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito"
Eu nem sei por onde começar um post sobre uma das coisas mais importantes da minha vida: a amizade. Família é muito importante sim, mas amizade...
Família é aquela coisa, eles tem uma ligação de sangue com você e socialmente é imposto que você goste daquelas pessoas só porque vocês tem um pouco de DNA em comum. Não que eu ache isso ruim, quer dizer, sou muito grata pela família que tenho, mas é na amizade que o ser humano mostra aquilo que ele tem de melhor.
Nas amizades verdadeiras os laços de afeição existem simplesmente porque sim. Vocês podem até ter coisas em comum, claro que existe um interesse mútuo de companhia, mas numa amizade pura e verdadeira, você não espera nada em troca da outra pessoa. Você nem espera que ela te considere tão amiga quanto você a considera.
Vira e mexe eu vejo gente reclamando por ai que as pessoas as decepcionam e que não podem contar com os amigos que tem, ou que os amigos são falsos, que não ligam pros seus sentimentos, que não se interessam pelo seu bem estar, ou as vezes... Que as pessoas não advinham aquilo que sentem sem ao menor ter uma pista!!!
Vejamos bem, eu já fui essa pessoa que se decepcionava quando um amigo não correspondia às minhas espectativas. Não vou dizer que não me chateia mais quando alguém dá uma mancada ou prova ser uma pessoa pior do que eu imaginava, mas hoje em dia eu entendo melhor que a culpa de alguém não atingir as minhas espectativas é toda minha, eu que crio essa imagem perfeita e inatingível das pessoas que eu gosto, e bem, ninguém é tudo isso.
Eu tendo a achar meus amigos muito incríveis e quero pelo bem deles mesmos que eles sejam fantásticos. Na maior parte do tempo eles são, mas eles também são muito humanos e cometem erros. E eu acho que se eu aceitei tê-los na minha vida é porque eu também acredito que eles não me fariam mal de propósito.
Eu tento manter uma política de honestidade com meus amigos, do tipo que falo do que gosto ou não, me explico e tento deixar o mais claro possível que existem coisas que são minha culpa, meus gostos, que não serão mudados, mas que isso não significa que eles serem diferentes e terem outras opiniões me chateie. E que eles tem todo o direito e a liberdade de serem eles mesmos comigo, e serem abertos e honestos comigo também. É verdade que tem coisa que é fruto da maturidde, mas tenho descoberto que a vida é muito mais fácil quando a gente não se esconde.
O feminismo tem me ensinado a importância da sororidade e da amizade entre as mulheres e eu tenho valorizado muito os momentos que passo com minhas amigas e encorajado quando possível que as mulheres se enxerguem com mais compaixão. Acho muito triste quando mulheres reproduzem pensamentos machistas sobre amizade feminina.
Eu acho que o melhor que a gente pode fazer é ensinar por exemplos, e eu poderia só falar que mulheres tem que se uunir e blá blá blá, mas vou contar a minha história.
Sim, quando eu era adolescente eu fui aquela menina que achava que era importante ter amizades co muitos meninos, e ser um dos caras pra ter algum valor. Mas a verdade é que a vida mesmo foi me mostrando que as mulheres são incríveis e que a amizade delas era importante na minha vida.
Não que eu não tenha amigos homens. Tenho alguns sim, alguns dos meus melhores amigos da vida são homens, mas também, a gente cresceu junto numa cidade pequena... Porém, quando fui pra faculdade, fiz um curso predominantemente de mulher. 2/3 da sala eram mulheres. E não vou dizer que foi sempre fácil e que todas se davam bem, afinal a turma rachou antes do meio do curso. Mas eu tenho muitas amigas da faculdade. Quase todos os meus amigos de SP são dessa época. Não só da minha sala, mas como de outros anos. Quando a gente se reúne é sim um clube da luluzinha de tanta mulher, e como já disse, é um monte de mulher solteira. A gente já teve fase de sair pra caçar, mas hoje eu acredito que a gente esteja numa fase muito mais tranquila de vida, e pricipalmente, o fato de termos umas as outras, acho que a gente se aceita muito mais. Aceita que ser solteira não é estar sozinha, aceita que não é um homem que nos define, aceita que a gente não é obrigada. Que a gente tem umas as outras pra provar isso, que a gente tem que se valorizar, porque as nossas amigas nos valorizam por algum motivo e elas estão certas.
Além desse grupo, tenho a felicidade e o privilégio de fazer parte de um grupo lindo de migas virtuais que estão há um clique de distância pra discutirmos de tudo, das futilidades até política, gastronomia e, porque não, homens. Já disse e repito, a melhor coisa que a internet faz pela humanidade é encurtar distâncias entre pessoas e facilitar a comunicação. Não consigo nem imaginar o quão triste seria a minha existência sem essas meninas! Nossas vidas não são só flores, rola bad vibes, mas com a ajuda umas das outras, eu acredito sim que a vida fica um pouco melhor. De saber que tem alguém que quer o seu bem, que pensa no seu bem estar, que vibra com as suas vitórias... E que pode te dar um choque de realidade quando necessário também.
Não vou obrigar ninguém a ser amigo da galera, mas faça uma reflexão e veja se você está sendo tão compassivo com os outros quanto gostariam que fossem com você. Se as pessoas são realmente tão insensiveis com você como você imagina. E se está mesmo alocando suas energias para as pessoas certas. Ninguém é obrigado a ser amigo de ninguém, ninguém é obrigado a retribuir amizade na mesma intensidade, inclusive você. Mas veja bem, tem muita gente por ai disposto a ser amigo sim, não é tão difícil se você souber onde procurar ;)
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Acho que ninguém reparou, mas durante a semana gosto de publicar os posts às 10h30. Sei lá porque, é o horário que escolhi há muito tempo. Embora uma vez publicado o post fique lá pra ser lido a qualquer hora, é como se ele estivesse disponível o dia todo, sabe?
Pois bem, acho que hoje haverá um certo atraso. Mas isso é culpa inteiramente da minha desorganização e certa falta de criatividade. Eu queria ter escrito esse post ontem, aliás, um post para hoje, mas ai deixei pra depois e quando vi... Bem, só lembrei disso quando estava indo deitar e resolvi que com o sono que eu estava não ia sair nada...
Desde que eu descobri o verbo procastinar eu me identifiquei imediatamente com ele. Acho que nem precisei saber a definição pra saber o que era, de tão forte a conexão. Procastinar não é necessariamente ter preguiça, mas no meu caso a preguiça bem ajuda a minha procastinação. E se for levar em consideração, é incrível que eu tenha conseguido tanta coisa na vida tendo procastinado tanto.
Verdade que quando eu era mais jovem parece que eu tinha mais obstinação na vida. Eu me jogava em projetos, eu tinha todos esses objetivos enormes de vida que eu realmente perseguia e fazia acontecer. Acho que é um pouco natural que com o tempo a gente deixe de ter tantos objetivos, afinal, a gente vai checando a listinha mental e não sobra muita coisa.
O bom de estar nessa fase transitória é que eu tenho bastante tempo de fazer as coisas no meu ritmo. O que quer dizer resolver fazer um diário mas colocar um livro inteiro pra ler no meio da atividade. Ou começar a ler um livro e comprar outro, parar no meio da leitura do primeiro pra devorar o livro novo antes de continua-lo. Ou simplesmente parar uma atividade pra contemplar a vida pela janela.
Pena que essa fase vai ter que passar logo, porque minha mãe já tá dando sinais de que ela não tá mais aprovando tanto assim eu ficar em casa sem fazer nada e porque eu não nasci rica. Mas estamos ai apostando na loteria, porque, VAI QUE ;)
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Não sou uma pessoa particularmente organizada. Nunca serei a Nicas (quando crescer, quero ser que nem ela!), mas eu gosto de manter um certo padrão. E se essa semana eu comecei fazendo reflexões, vou tentar manter o tema! Por que? Porque é meu blog e eu mando nessa bagaça! Ou porque eu precise de um norte pra continuar sobrevivendo a esse beda XD
Das coisas que eu sinto falta de quando eu comecei a blogar é de ter tempo de pensar naquilo que escrevo. Infeizmente perdi os arquivos daqueles posts, mas lembro bem de escrever bastante sobre aquilo que passava a vida matutando.
Verdade que eu sinto falta de ter tempo de ficar matutando sobre a vida. Eu passava tardes olhando pela janela pensando na vida. Pegava os pensamentos e passava um tempão organizando na minha cachola, criando argumentos, estruturando os pensamentos.
Acho é que já fui muito melhor para dissertações. E os posts tinham uma estrutura melhor. E, bem, até meus pensamentos tinham uma ordem.
Inclusive, nesses dias que andei organizando minhas agendas antigas, achei vários rascunhos de posts e vi como eu pensava em tudo o que eu postava. Acho que escrever a mão tem essa vantagem, você é obrigada a reduzir a velocidade do pensamento e organizar o que se passa na sua cabeça melhor.
De verdade, é disso que eu sinto falta ao blogar e é isso que tô tentando resgatar com esse beda... Ou eu acho que é. Eu gosto de escrever, sempre gostei, e acho que tenho que voltar a redigir melhor. Bateu até aquela saudadezinha da aula de redação do colegial...
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Olha, eu queria muito fazer uma semana de posts sobre viajar, dicas e tudo o mais, porém: não rolou. Sabe quando a coisa fica entalada e não importa o esforço, não sai? Pois é, as vezes minha inspiração literária é tipo minha prisão de ventre crônica...
Mas as migas tão ai pra ajudar até quando nem sabem que tão ajudando. Essa segunda fui almoçar com uma amiga e da nossa conversa eu sai pensando num assunto.
Um amigo nosso começou a namorar um cara que conhecemos esses dias, e, sendo besties, ela me perguntou o que eu tinha achado. E sendo besties, fui sincera: achei o cara meio estranho. Uma boa definição seria de que ele ainda está sob estado probatório. Não sei se gosto dele ou não.
Comentamos o porque de acharmos ele estranho e chegamos às mesmas conclusões, e eu até falei que sei lá, talvez ele tenha se sentido meio deslocado no nosso grupo e tentou se mostrar. Sabe quando a pessoa fala umas coisas tentando mostrar que sabe de algo, mas nem ela sabe o que tá dizendo?
E ai eu fiquei pensando nisso. Meu grupo da faculdade é um grande clube da luluzinha. De vez em quando algumas de nós estão namorando, mas na maior parte do tempo a maioria tá solteira. E as vezes nem tá a procura não. E é muito raro um dos namorados se encaixar na turma. Claro que ele não tem que virar nosso bestie também, mas se uma amiga que tem tanto em comum com o resto se relaciona com outro alguém, você espera que essa nova pessoa se encaixe, né? E nem é questão de tempo, alguns namorados sobreviveram bravamente o passar dos anos, mas no final, cairam. E a gente ficou meio aliviado pela miga ter se livrado de um cara que o resto do grupo não achava que era o melhor pra ela (mas tomem nota, a gente jamais influenciou ninguém a terminar namoro, a gente super dá apoio se não tem um motivo real pra não gostar 100% da pessoa - a gente sabe que na maioria das vezes a gente é bem chata com o resto do mundo a nossa volta).
A conclusão que eu cheguei é que eu acho que o nosso círculo social influi muito no tipo de pessoa que a gente traz pra dentro dele. E o quanto a gente está disposto a lutar para que essa pessoa se encaixe. Nosso grupo não é imutável e no passar dos anos várias pessoas foram agregadas, o que é prova de que a gente não é um grupo fechado, mas é fato que os namorados que não vingaram eram pessoas que simplesmente não se encaixavam.
Tenho que registrar que não tem nada a ver com raça, credo, posição política ou educação. Mas é o jeito de pensar o mundo e de se aceitar no meio. Sei que não é fácil conviver com pessoas que as vezes tem mais experiência e privilégios que você, mas meu pai mesmo dizia que a gente só aprende de quem sabe mais que gente e devemos sempre aproveitar as oportunidades que a vida nos dá de nos aprimorarmos.
Quem já sentiu que seu grupo de amigos mais fiéis ditam as pessoas que passam nas vidas umas das outras (sem, claro, fazer isso de propósito)?
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Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação.
Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.