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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016 at 10:30
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O mundo tem muito lugar. Ele não é tão grande quanto a gente acha que é, a gente é que tem muito pouco tempo nele pra conhecer tudo que a gente gostaria, do jeito que a gent gostaria.
Nesse ponto eu e o Henrique concordamos, gostamos de conhecer os lugares devagar, sem essa de acordar super cedo e fazer mil atividades com tempo contado.
No nosso segundo dia, acordamos para o providencial café da manhã (e dessa vez tinha ovos quentes!) e... Voltamos pra cama! Haha! Ele voltou tarde na noite anterior e eu... Bem, eu sempre posso dormir mais =P
Acordamos um pouco depois e decidimos ir até a zona dos museus. O Rijksmuseum é um super museusão que foi reformado e reaberto recentemente, e é onde está aquele que deve ser o letreiro do I Amsterdam mais famoso. Perto fica o museu do Van Gogh também, então a área é bem cheia de gente. O Rijksmuseum é tão grande que tem uma passagem de pedestres pública no meio, que dá no letreiro.
Uma pena que os museus em Amsterdã sejam tão caros!!! O do Van Gogh era algo em torno dos € 16... Mas tinha uma lojinha na parte de fora onde fiquei um bom tempo escolhendo presentinhos, hehe...
No Rijksmuseum tem uma área pública, dentro, quentinha, com uma lojinha e banheiros, então usamos o tempo pra descansar e ver mais cacarequinhos. De lá, resolvemos voltar pra área da Anne Frank Huis, depois de uma passada rápida no Hard Rock. Aquela região é bem legal, jovem, e não tão lotada.
Ai eu achei que seria fácil voltar pro Centrum (de onde eu pegari o tram pra casa da Anne Frank), afinal, o centro é o centro, né? Ledo engano! O Google Maps não ajudou muito, e depois de uma certa caminhada, consegui achar meu caminho. E me perder ao descer do tram pra baldeação =P. Por sorte a cidade não é tão grande, achei um ponto de wi-fi e me achei de novo.
Cheguei meio atrasada, mas consegui me comunicar com o Henrique através das wi-fi abertas pela cidade (inclusive na casa). A fila continuava grande, mas menor do que na manhã anterior e eu resolvi entrar. O Henrique preferiu ir passear e nos despedimos ali.
Dentro do museu não pode tirar foto. E também não tem muita coisa. Depois que acharam as 2 famílias no anexo, os nazistas tiraram todos os móveis. No fim da guerra, somente o pai da Anne havia sobrevivido e quando ele voltou ao anexo, e viu tudo vazio, resolveu abrir o museu sem nada pra mostrar o "espírito" da época. No fim dos anos 1990 eles resolveram "reformar" a casa, trazer os móveis para uma sessão de fotos para expôr nos comodos para se ter uma idéia de como eram, mas a casa redecorada nunca foi aberta ao público e podemos ver as fotos durante a visita. Pelos comodos também há passagens do diário da Anne Frank, alguns trechos e algumas páginas originais do diário. O diário que conhecemos é um apanhado dos textos da Anne durante o período de reclusão no anexo, e em parte eles foram reescritos pela autora com o intuito de publicação (que ela nunca pôde ver) porque o governo holandês encorajava que aqueles que escrevessem sobre a época guardassem essas recordações para futuras publicações pelo governo (e a Anne queria ser jornalista/escritora desde cedo).
O passeio não é comprido, mas tem um monte de escadas e o lugar é bem cheio, mesmo que a entrada de pessoas meio que seja condicionada a saida das pessoas que entraram antes. No final tem uma exibição com discursos de celebridades sobre o museu e o legado da Anne, uma lojinha e um café com vista para o canal, bem gostoso, apesar de super faturado. sentei ali até literalmente me expulsarem, haha!
De lá, peguei em tram de volta pro centro e dei uma voltinha, entrei em várias lojas de souvenir e resolvi experimentar a tal da batata número 1 do país.
Sinceramente, não achei nada demais nessa batata, inclusive a primeira que a gente comeu era mais gostosa, porém ela é mais barata - na verdade vem mais batata (bem mais) pelo mesmo preço. E a loja fica na boca da estação central.
Perto tinha um Mc Donald's com wi-fi, então parei lá na porta, terminei de comer, usar a internet e voltei pro hostel, hehe...Marcadores: amsterdã, amsterdam centraal, anne frank, anne frank huis, batata frita, diário de viagem, rijksmuseum, van gogh, viagem

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016 at 10:30
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A Eurolines tem um terminal de ônibus só deles em Amsterdã, ao lado da estação de trem e metrô de Duivendrencht. Eu tinha pesquisado a forma mais fácil de chegar ao nosso hostel, mas esqueci de pesquisar como o sistema de transporte funcionava.
A maneira mais fácil de chegar onde estavamos hospedados era de sprinter, um tipo de trem. Pra embarcar no trem, tem que comprar um cartão. Que custa € 7,50!!! E não tem reembolso igual o Oyster Card (de Londres)!!!
Eu tinha acabado de acordar e tinha que processar esse mundo de informações, deduzindo do holandês. Imagina meu bom humor... Inexistente!!! Por sorte, uma das alemãs tinha nos dado uns euros que ela tinha na carteira e com isso pagamos os cartões. E com o nome da estação que deveriamos descer, entramos na estação.
As estações em Amsterdã são bem modernas, e essa era bem legal, lembrava um pouco as estações mais modernas do Japão. Tinha até a "casinha" de vidro pra se proteger do frio igual! E wi-fi <3
Da estação de Muiderpoort até o nosso hostel era uma caminhada. Dei o print na tela do GPS e fomos. Como houve o atraso na balsa, nossa previsão de chegada que era de 8h da manhã ficou pra lá do meio dia.
Ficamos numa área chamada Timorplein (e depois percebi que as áreas ao redor tinham nomes das ilhas do sudeste asiático, como Java e Borneo), num hostel da cadeia Stayokay, o Zeeburg. O prédio com cara de escola do começo do século XX é enorme, mas bem cuidado e bem limpo. E pelo que notei, achei Amsterdã mais bem conservada e limpa do que Londres. E com pessoas muito simpáticas também! Chegamos umas horas antes do check in, mas a recepcionista foi simpaticíssima e nos arranjou um quarto, e ainda explicou toda a história de dar check in e check ou nos cartões do trem (não basta só passar na cancela, tem que passar no trem que você sobre também pra conseguir sair da estação - mas na estação tem posto de ajuda pra te liberar).
Reservamos camas em um quarto misto para 6 pessoas, e quando chegamos não tinha ninguém. Nesse hostel a única regra "estranha" é que o hóspede, quando chega, tem que fazer a sua cama (todas as camas desocupadas ficam "peladas"). E claro, a toalha de banho não está inclusa (mas levamos as nossas).
O quarto era espaçoso o suficiente para 6 pessoas e tinha banheiro (privada, pia e chuveiro separados) privativo. E 2 janelões incríveis, que davam pra praça na frente do hostel. A única coisa que tive que mudar foi pra uma cama embaixo (não quis dormir na parte de cima do beliche), mas a recepcionista foi super simpática e trocou na hora.
Nos arrumamos e saimos para dar uma volta. Não estavamos no centro, mas nada que uma caminhada não resolvesse. Com isso, pudemos fazer o reconhecimento da área. E de cara encontramos um moinho de vento <3
Depois de uns 40 minutos, chegamos no Centrum. A região da estação Amsterdam Centraal é super cheia de gente, com trânsito e muitas bicicletas. Até então tinhamos conseguido trafegar pelas ruas de Amsterdã com certa facilidade, mas ali o burburinho a coisa pega! É carro, tram e bicicleta vindo de todas as direções! E ai você descobre que nas ciclovias também passam motos! E que os sinais são bizarros, parecem que não mudam nunca, ou quando mudam, não parecem fazer sentido nenhum pro pedestre!!!
Logo entramos por alguma ruela paralela, mais cheia de pedestres, e fomos caçar as famosas batatas fritas holandesas. Que não passam de batatas fritas servidas em cones com os mais variados molhos. Pelos quais você também tem que pagar (até o ketchup!). scolhemos um que parecia limpo e tinha alguma clientela, mas não estava lotado. E ainda conseguimos um lugar pra sentar!
Depoi descobrimos que esse, apesar de mais caro, era um dos mais bem servidos. E eu achei a batata sensacional, no ponto. Mas sai na hora, então vem pelando de quente! O Henrique pediu molho de queijo e disse que era bem gostoso. Cada molho "simples" era € 0,50. A média da cidade. Eu pedi uma porção grande e quase não aguentei terminar!
Depois demos mais umas voltas, caimos no distrito da luz vermelha, vi algumas mulheres nas vitrines (todas usam "roupa" preta) e eu decidi voltar pro hstel mais cedo. Por conta da viagem, ainda estava podre de cansada. Cheguei, tirei um cochilo, tomei banho e dormi de novo XD.
Marcadores: amsterdã, amsterdam centraal, batata frita, diário de viagem, hostels, moinho de vento, red light district, stayokay, timorplein, tram, trem, viagem

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