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domingo, 4 de dezembro de 2016 at 13:30
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meus natais mundo afora

Natal pra mim sempre foi data pra comemorar em família. Quando éramos pequenos, minha vó ainda tinha dinheiro e dava festões de natal, com árvore enorme e muitos presentes debaixo dela. Os melhores presentes que ganhei quando criança, até uns 11 ou 12 anos, foram nos natais na casa da minha vó.

Depois de grande, e depois que minha vó ficou sem dinheiro, a gente passou a comemorar o natal na casa de um tio aqui na roça mesmo (e ela vinha todo ano, claro), e eu passei a dar mais importância pra comida da ceia, hehe #gordasafada

E depois que entrei na faculdade, passei alguns natais fora do Brasil.

Aqui a tradição é ter uma ceia grande no dia 24, com troca de presentes logo depois (não dá sempre pra ser a meia noite porque as crianças tem que dormir!) e no dia 25 a gente come o restodontê, geralmente na mesma casa. E quem tem conjuge tem que se dividir entre as 2 famílias nesses dias.

Lá fora, meu primeiro natal foi nos EUA, quando trabalhava na Disney. Cheguei quando o parque já estava todo enfeitado, o clima de natal era pesado. Mas a gente também estava em uma galera enooooorme de brasileiros, e a gente fez a festa da nossa maneira. Lá, o costume é dormir cedo no dia 24, pra acordar com os presentes debaixo da árvore e fazer uma refeição de festa no dia 25. A gente, claro, festou muito na noite do dia 24. Muita gente, como eu, trabalhou durante o dia (parques lotaaaados!) e foi pra casa dos amigos a noite. Eu passei na casa de uma menina que trabalhava comigo pra comer, já que ela e as roommates fizeram um peruzão assado, e depois fui pra casa de uns meninos no prédio do lado do meu, onde tava uma galera enorme (e minha bestie da facul).

Uma foto muito boa #sqn

Dois anos depois, me vi passando um dos natais mais deprimentes da minha vida, no Japão. Como eles não são cristãos, o natal pra eles é meramente comercial. Rola enfeite de natal e umas músicas americanas, mas não é essa coisa enlouquecida dos EUA, por exemplo. A noite de natal lá é um date night, as pessoas se encontram com os amigos, vão pro karaoke e comem Christmas cake. A data mais importante por lá é o ano novo, oshogatsu, quando eles tem de fato um feriadão (dos poucos que tem no Japão) pra visitar familiares e amigos. Quando eu era criança, no ano novo na casa dos parentes, eu ganhava dinheiro dos adultos e dava pra fazer uma micareta do natal na loja de brinquedos, hehe. Mas anyway, no natal que passei no Japão, além de não ter ninguém próximo, passei chorando as pitangas porque cortaram a nossa linha na noite anterior e a gente ficou meio puto de ficar sem trabalho (e sem dinheiro das horas que trabalharíamos) sem nenhum aviso prévio. A gente foi comer batata frita num restaurante perto da fábrica, e essa parte foi divertida, mas eu não recomendo muito não. Pra compensar, 2 meses depois quando estava no Canadá visitando minha família de intercâmbio em um dos feriados da faculdade, eles fizeram uma mini noite de natal pra mim, cheia de presentes <3

Óbvio que a idéia de ir comer batata frita no Gusto foi minha #gordasafada

E ai, ano passado, passei o natal na Inglaterra. Os ingleses curtem natal e enfeites, eles gostam muito de artesanato, mas como morávamos na escola (camp hill), a celebração era meio diferente, a época era mais sobre o solstício, e por causa dos níveis de ansiedade dos alunos, a gente não tinha decoração de natal nas casas =( Mas o meu dis 24 de dezembro de 2015 eu passei viajando, voltando da viagem pra Amsterdã, de ônibus. Das vantagens desse dia: comemos um café reforçado, com pão francês (que não tem na Inglaterra), no hostel, fizemos uma marmita (que não podia) com o buffet, pegamos a travessia do canal da mancha pelo túnel (que vai muito mais rápido) e conseguimos chegar em Londres em tempo de fazer umas compras antes de voltarmos pra Ringwood. Chegando na cidade, um frio congelante, a gente andou de mala e sacolas até o camp hill e preparamos nossas comidas de madrugada pra comemorar. Eu e o Henrique T. E no dia seguinte convidamos os outros brasileiros da fazenda pra comer pizza e conhecer a escola.

Ceia de voluntários.

Particularmente eu gosto de passar o natal em casa mesmo e gosto das tradições brasileiras. Gosto da abundância de comida e do clima de cordialidade. E curto até as músicas, existe algo de pacificador em ouvir a Simone cantando que "então é natal". No Brasil a gente meio que entra em clima de "café com leite" nessa época, até o carnaval, e eu acho bom relaxar e não levar a vida tão a sério, mesmo que seja por umas semanas só.

Essa idéia foi trazida pro grupo (bem como esse banner lindão) pela Beatriz do avesso da coisa. O Blogmas é um projeto de postagem diária durante o mês de dezembro, com temas natalinos (ou que lembrem dezembro). Esse grupo é só amor!

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that would be me. bye!

sábado, 3 de dezembro de 2016 at 19:27
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então é natal (?)

Já é dezembro e a gente pode começar a falar de natal, é?

Eu nunca fui super ligada a músicas de natal, mas quando ouço, acho divertido. E lá pelos anos 2000, eu, super fã de boys bands que era, ouvia qualquer coisa que qualquer uma lançasse. E também assistia o que eles gravassem pra tv. Eu sempre fui #teambsb, mas ouvia N'Sync numa boa. E foi num desses programas que o SBT comprava velho já, que eu descobri a música de natal deles.



E por causa disso, quando essa época do ano chega, me lembra dessa música, e me lembra dos verões que eu passava sem nenhuma preocupação na vida <3



Consigo até sentir o colchão dos meus pais de onde eu ficava revendo o vhs com essa apresentação <3



Essa idéia foi trazida pro grupo (bem como esse banner lindão) pela Beatriz do avesso da coisa. O Blogmas é um projeto de postagem diária durante o mês de dezembro, com temas natalinos (ou que lembrem dezembro). Esse grupo é só amor!

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016 at 09:00
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once upon a time

Essa idéia foi trazida pro grupo (bem como esse banner lindão) pela Beatriz do avesso da coisa. O Blogmas é um projeto de postagem diária durante o mês de dezembro, com temas natalinos (ou que lembrem dezembro). Esse grupo é só amor!

Dia 1 de dezembro é pra sempre, pra mim, o dia que comecei a realizar um dos meus sonhos mais fantásticos. Acho que faço um post sobre isso todo ano em alguma rede social, mas é inesquecível mesmo. Dia 1 de dezembro de 2003 eu estava pisando na Florida pela primeira vez, pra vender a minha alma pro rato e virar oficialmente uma "cast member". Foi naquele verão/inverno que eu realizei o sonho de trabalhar na Disney <3

Tem dias que a gente não lembra nem se colocou a camiseta do lado certo, mas tem dias que nunca se apagam da memória. Lembro direitinho de desembarcar, com muito sono, super cedo de manhã em Miami, e lá na fila da imigração ver um pessoal correndo pra não perder a conexão pra Orlando. A minha conexão só aconteceria de tarde, então nem me preocupei.

Já desembarcada, encontrei com o resto do pessoal que ficou na mesma situação que eu e decidimos que, já que tínhamos tempo, mas era muito cedo, que a gente ia pegar um ônibus pra Miami Beach!

Foto da foto - porque naquela época longinqua a gente não tinha nem câmera digital ainda!

Lembro de chegar lá, de ir no mercadinho, de percebermos que a gente também não tinha nada pra fazer ali e que a gente deveria verificar como voltar logo, porque o ônibus da ida era a coisa mais lerda que a gente já viu na vida!

Lembro da senhorinha doida do ônibus que não deixou mais ninguém sentar, num lugar lotado, porque ela queria picotar jornal (?)!!! E de chegar de volta no aeroporto e resolver almoçar Burger King, porque afinal, também não tinha isso no Brasil naquela época #idosafeelings

Depois fomos nos trocar, porque as recomendações era de que deveriamos chegar em Orlando parecendo o mais profissionais possível (e todo mundo tinha chegado ali de calça jeans e camiseta, haha).

Chegamos, e como combinado, tinha alguém da Disney pra nos buscar. Minha mala chegou aberta =( Mas não senti falta de nada, então embarquei no ônibus e fomos fazer nosso check in pra descobrir onde iriamos morar.

Não vou esquecer de chegar no Vista Way e encontrar minha amiga, que tinha ido 1 semana antes. Um rosto conhecido! Passei rapidinho pelo check in e pelo exame médico (mais fuleiro que aqueles da escola) e peguei o primeiro ônibus pro Chatham Square. Pra minha sorte, parou na frente do meu prédio e meu apartamento era no térreo. Nunca que conseguiria subir com aquelas malas, haha!

Ao contrário de todo mundo, não fui pro super mercado. Fui é me arrumar, tomar uum bom banho, e filar bóia na casa de outro amigo nosso #gordasafada

Primeira foto na "propriedade"

Os meninos faziam uma comida bem da boa! E depois fomos pra balada, meu primeiro contato com a balada americana. Foi bem bizarro e eu acabei voltando cedo porque tinha que levantar cedo no dia seguinte, mas nunca vou esquecer como foi realizar esse sonho. Vão se passar muitas décadas ainda, e esse vai ser um dos momentos mais marcantes da minha vida até o fim!

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Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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