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segunda-feira, 6 de maio de 2019 at 06:30
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osaka, usj & ielts

Toda vez que vim pro Japão a trabalho, tinha uma viagem ou passeio que sabia que faria, no matter what. A dessa vez era a prova do IELTS e visitar a Universal do Japão. E pra minha sorte (e do meu bolso também) eu consegui matar os 2 coelhos com uma cajadada só. Como onde eu moro é muito roça, eu sabia que teria que viajar de qualquer maneira pra prova, e escolhi Osaka exatamente por causa da USJ. #prioridades


Saí de Izumo na manhãzinha de uma quinta, viajando 5 horas e meia de ônibus até a estação central de Umeda. Ela não é tão grande quanto as estações de Tokyo, mas ainda assim dá pra se perder por lá. Deixei minhas coisas em um locker e fui logo pro Dotonbori porque já era hora do almoço.

DOTONBORI

Acho que tenho passado tempo demais em cidade pequena e confesso que fiquei meio atordoada com tanta gente e caos logo na chegada. O Dotonbori é a área mais turística da cidade, e é mega lotado! Dei uma voltinha rápida pelos arredores e decidi comer o okonomiyaki de Osaka, já que quando estive em Hiroshima pela primeira vez eu experimentei o okonomiyaki de lá! Peguei uma dica de um site de dicas de Japão e fui... Pra fila. Aparentemente o lugar já teve menção no guia Michelin e aparece em vários guias, além de ficar num lugar bem turístico.


O lugar é minúsculo, o serviço é num balcão com chapa onde o okonomiyaki é montado na sua frente, ou seja, a pessoa sai defumada do local. Mas o prato é gostoso e tem opção mega pra quem tem mais fome. Confesso que o tamanho "normal" é pequeno pra padrões ocidentais, mas também tem a questão de que ovo enche bastante e eu não sei se aguentaria um mega onokomiyaki...

De lá saí pra comer um gyoza de rua. Sei que a atração são os takoyakis, mas apesar de adorar tako, não me apetece takoyaki... Ainda dei mais uma volta, fui atrás do Glico Man, tomei meu starbucks, vi coisas bizarras (como uma menina vestida de cheerleader sexy no balcão de uma farmácia dançando com as promoções do dia) e resolvi ir até a Universal pra comprar meu ingresso.


Eu poderia ter comprado o ticket online ou no kombini, mas... Sem cartão (sem vontade de faer o corre de pegar o do meu irmão) e sem habilidades linguisticas em japonês (já que no kombini a máquina só tem opção em 1 língua #fail). E eu já tinha visto que nem era difícil chegar na Universal mesmo. Não era época de pico, e no meio da tarde já não tem mais fila pra nada. Ainda tive tempo de dar uma volta pra reconhecer o City Walk antes de ficar muito cansada e voltar pra Umeda.

HOTEL

De lá eu tinha visto que dava pra ir a pé para o hotel Peguei minha mala e segui o GPS. É uma pernada, e depois eu aprendi que a estação de Fukushima era mais perto e tinha uns caminhos melhores. Escolhi ficar nessa área porque quando questionei a organização do IELTS, eles recomendaram ficar perto da estação central.

No omeço eu queria ficar no Daiwa Royal D City Umeda, que era perto também. Só que quando fi finalizar a reserva, já não tinha mais quarto disponível. Minha segunda opção era o S Training Center Hotel, que parecia mais antigo e mais "de velho". O preço era bem parecido, ainda mais que já não tinha mais o quarto mais básico para reserva quando efetuei a minha. Uns dias depois, por desencargo, fui ver os hotéis de novo e achei o quarto mais barato no meu hotel. Também achei vaga no Daiwa Royal D City Umeda, mas já estava dando uma diferença de 5000 ienes que eu preferi usar pra passear. Com uma certa dor no coração, mas pobre tem que fazer esse tipo de escolha! Dessa vez não fiquei em Air b'n'b porque não achei nada com preço bom na região que eu achasse que valesse a pena. E não achei nenhum hostel também com suite, mesmo em quartos privativos os banheiros eram compartilhados!

Mas chegando no S Training Center Hotel, que surpresa ao achar o quarto aconchegante, novo, limpo, do jeito que eu queria! As fotos não fazem jus ao hotel, super recomendo pra quem quer um hotel funcional na região central de Osaka!


DIA NA USJ

No dia seguinte acordei cedinho (no mesmo horário que costumo acordar pra ir trabalhar) pra ir pro parque, porque já tinha lido que era melhor ir cedo pra conseguir ir nos brinquedos e eu resolvi não comprar o passe expresso deles (não serve pra qualquer atração, são atrações específicas e os que eu queria eram do pacote mais caro), então tinha que fazer o dia render ao máximo. Cheguei no parque uns 40 minutos antes de abrir e já tinha uma mega fila, muitos adolescentes, apesar de ser sexta ainda. Já tinha pego o mapa no diaanterior, então quando o parque abriu pra geral eu já sabia onde ia direto: The Wizarding World of Harry Potter, claro! Eu e todo mundo, inclusive, porque a galera enlouquecida sai correndo mesmo pelo parque!


Cheguei cedo o suficiente pra pegar no máximo meia hora de fila. Fui primeiro no Flight of the Hipogrif, porque esse não tinha em Orlando quando fui. 15 minutos de fila e uns 30 segunos de ride. Sério! Foi o brinquedo mais rápido que já fui na vida! Vale a pena pra criança pequena, não tem nada demais.

Depois fui no simulador do Harry Potter no castelo. A entrada é pelas estufas da aula de herbologia. Depois de entrar no castelo, tem uma área de armários com chave pra deixar os pertences e continuar a caminhada pelos corredorres e algumas salas. É a parte mais legal! E pode ficar com o celular na mão, mas eu fiquei com medo e deixei no armário =(. Mas pra minha sorte, tem um "tour" do castelo em que dá pra só dar a volta pela fila, sem ter que ir no brinquedo ;). O simulador é incrível e parque que você está voando atrás do Harry mesmo, pelos campos de Hogwarts <3


Depois eu fui explorara a área do parque. Fiquei algumas HORAS andando por cada canto, vendo cada loja, cada item de merchandise. Eu sou esse tipo de pessoa que pode não comprar nada, mas quer ver TUDO! E pra mim só de estar ali já era a alegria definitiva <3


Depois fui andar pelo resto do parque, que não é muito grande. Não sei se é o Japão, mas achei que o serviço da Universal está muito bom, melhor do que eu me lembrava, com mais gente nas "ruas". Na Disney a gente tropeça em cast member pra tudo, na Uniersal sempre foi mais "vazio"de staff, mas dessa vez achei que tinha mais gente.



A parte gastronômica também não deixou a desejar. Comi um churritos que estava bem bom (apesar de não ser recheado) e um cachorro quente por alores bem honestos. No almoço volti pro Three Broomsticks, que é um restaurante tipo fast food, com um preço ok (preço de parque) e um prato bem servido, com ótima comida! Além das porções individuais, existe uma poção de grupo para até 6 pessoas que é GIGANTE! E atrás desse restaurante tem uma parte aberta com vista pro castelo <3.

Perambulei mais pelas outras áreas e cogitei em ir em mais brinquedos, mas os que me interessavam estavam com filas gigantes, e como estava sozinha, fiquei com preguiça...

Voltei uma última vez pra área do HP pra comprar uma lembrança pra mim. Na verdade verdadeira, eu queria uma cap de estudante, mas custa 14 MIL ienes e achei super vagabunda =( Os suéteres são melhores, mas são muito caros também! Resolvi que queria uma caneca, e pra minha sorte, resvolvi passar num carrinho de butterbeer antes pra ver quanto que era a caneca lá, de repente compensava comprar com bebida. Na loja a caneca custava o dobro!!! Achei bem estranho, e quando fui ver, as canecas são diferentes, mas igualmente de plástico. A maior diferença é que a caneca da loja vem comum líquido nas paredes que imita butterbeer e a do carrinho é só transparente.


Eu nunca tinha experimentado butterbeer antes, mas já tinha muito ouvido falar que era doce demais e enjoativa. Pedi a versão gelada porque achei que seria menos pior, mas acho que a versão quente é que é menos pior. A parte da espuma é um creme super doce, e a parte líquida é uma soda sem nenhuma graça. Guaraná Antártica tá perdendo mercado não fornecendo o líquido pra Universal! Eu só beberiquei, tirei muitas fotos e depois joguei o líquido fora. O que eu queria era a caneca mesmo =P

Assim como na Disney, os personagens, quando saem em público, ficam livre entre as pessoas. Acho um pouco estranho, apesar do público aqui ser mais civilizad, mas não tem muita ordem pra tirar foto, e os personagens ficam um tempão com o público sem descanso, mas são bem simpáticos (fiquei observando os personagens da Vila Sésamo interagindo e eles foram muito fofos com todo mundo!). Não tirei foto com nenhum, nem na área da Hello Kitty (mas eu já tenho foto com ela em Tokyo mesmo).


Das coisas mais legais que achei no parque é o banheiro na área do HP, porque tem uma murta que geme... EM JAPONÊS!!!! Alias, ver qualquer um dos personagens de Harry Potter falando em  japonês é bizarro!!!

O povo vai pro parque como quem vai pra um encontro, praticamente. Muita gente vai fanstasiada, principalmente de aluno de Hogwarts, o parque faz fortuna vendendo adereços pra cabeça (esse ai do tubarão? vi muitos andando pelo parque!) então tentei me arrumar minimamente, mas ainda assim, confortável. Errei na quantidade de camadas, mas deu pra tirar e guardar na bolsa durante o dia, e a noite deu pra vestir de volta uma parte. O sapato foi o único que levei e descobri que ele fica pequeno quando meu pé incha! Mas ainda bem que tem um ziper do lado e dá pra andar com ele aberto bem de boas.

IELTS

Voltei cedo do parque (antes de fechar) porque no dia seguinte tinha prova do IELTS e eu tinha que estar descansada. Saí com antecedência do hotel e tomei café no kombini do lado da onde a prova foi realizada. Não tinha idéia do esquema de segurança que era (e me disseram que no Brasil é pior ainda)!!!

Só pode entrar na sala de prova com passaporte, lápis grafite (quantos quiser), borracha (sem embalagem) e garrafa de água (sem rótulo - como aqui os rótulos são destacáveis, é fácil de tirar). O resto tem que deixar num gaurda volumes, que é uma sala vazia, onde você deixa os pertences numa sacola transparente com um número, que você leva pra identificar na saída. Depois tem o check in, que é a confirmação dos dados, do documento e coleta de impressão digital. Uma vez feito isso, tem que entrar direto na sala. Pra sair da sala, mesmo antes da prova começar, tem que pedir pra um inspetor, que pega seu passaporte, te leva pra fora, e depois tem que passar pela impressão digital de novo!

Na sala, cada um já tem o lugar dermarcado. Se precisar apontar o lápis, tem que levantar a mão e um inspetor ver apontar pra você. Por isso é bom levar vários lápis (no Brasil a organização providencia lápis pros candidatos). Só pode ir no banheiro nas partes de leitura e escrita, e nunca depois dos 50 minutos de prova de cada parte.

Pelo que vi, agora mudou a ordem da prova, mas no meu dia, começamos com a parte de audição, que era a que eu mais temia porque nunca fui boa nisso. Até hoje eu não entendo letra de música (mas isso é global, eu também não entendo 100% de músicas em português)! Mas achei muito fácil, estranhamente fácil demais #desconfiada

Na parte de leitura, eu tinha lido dicas que diziam pra ler só o comeó de cada paragrafo pra não perder tempo. Até entendo que tem gente que é devagar pra ler, mas acho que vale mais a pena ler mais corridinho tudo do que pular coisa que pode ser importante pras questões e perder tempo caçando de volta aquilo que você nem viu! Assim, a parte de leitura teve um tempo um pouco apertado, mas deu pra fazer tudo sem correr. Fiquei um pouco em dúvida na parte de relacionar "títulos" com parágrafos, mas o resto, como eles falam, estava tudo ali no texto. Não tem o que inventar, é só buscar que está ali na sua frente.

Na parte escrita, no módulo acadêmico, que foi o que fiz, teve 2 redações: interpretar um gráfico e dissertação. Assim que pude, fui ao banheiro, pra poder escrever com serenidade! Fui rapidinho, e ainda assim usei todo o tempo pra escrever (ok, talvez tenha baixado o lápis uns 3 minutos antes do término!) e usei uma folha extra para a dissertação (no gráfico tive que puxar pra escrever o mínimo de palavras!).

A parte oral foi em outro prédio ali perto. Ainda assim consegui me perder descendo no andar errado *face palm* Acho que eles marcam todo mundo que é de fora pra fazer a prova logo depois da parte escrita, porque pra mim não deu tempo nem de pegar um chá no Starbucks! Mas melhor assim, a prova demora só 15 minutos (contados!). Meu examinador foi um inglês simpático que deve ter achado que sou doida, mas achei essa parte muito simples. Ele fez umas perguntas pessoais, tipo quem eu sou, o que faço no Japão e depois entra em algum tema, que no meu caso era personalidade. Viajei um monte, fui falando toda doideira que me veio a mente, o cara fez umas caras de espanto umas horas, mas foi pela complexidade dos pensamentos (doidos!) e não porque eu não conseguia me expressar. Inclusive até achei a prova curta, porque ele teve que falar pra parar de falar, porque já tinha dado o tempo, hahaha!

Como fazia muito tempo na vida que eu não sentava pra fazer uma prova, saí moída de lá! Parecia que um caminhão tinha me atropelado! Fiquei um tempão com meu chá na mão no Starbucks pra me recuperar.

Apesar de Kit Kat ser uma invenção inglesa, o Japão é que é conhecido pelos chocolates, de sabores variados e exóticos que criam com a marca. Em Osaka abriu recentemente uma loja só de Kit Kat onde dá pra customizar a barra, mas foi difícil de achar porque eu não entendo explicações de direção no Japão >.< Mas o que me deixou bem frustrada (pra dizer o mínimo) é que não dá nem pra você sair da loja com sua barrinha customizada, eles não deixam!!! Achei essa regra mega bizarra. Cada barrinha custa uns 700 ienes e você monta num iPad (um alívio pra quem não fala japonês) e paga antes de eles motarem pra você na sua frente. Eu queria levar pro meu irmão e pra minha cunhada, mas tive que comprar outra coisa pra eles. Tinha um casal estrangeiro logo atrás de mim que também ficou surpreso com a regra!

Depois fui fazer umas comprinhas em Shinsaibashi, uma rua coberta de comércio que cruza o Dotonbori, já me sentindo local, HAHAHA! Apesar do atordoamento inicial, cidades grandes ainda são o meu lugar e onde eu me sinto mais a vontade. Fora que Osaka é bastante internacional também, tem muito estrangeiro, é mais fácil de navegar por isso.

Quando traba;hava com turismo, a gente nunca incluia Osaka no roteiro, e eu continuo corroborando essa idéia. Osaka é bem legal, mas se você já foi ou vai pra Tokyo, ela não acrescenta muita coisa diferente. É uma cidade grande, mas diferente de Tokyo, não é tão espalhada, é mais concentrada. E não tem tantos atrativos ao ar livre como os parques e templos de Tokyo. Eu moraria em Osaka, claro, mas Tokyo ainda é mais interessante. Pra quem vem passear no Japão, vale mais a pena ficar em Kyoto, que é muito mais interessante, e pegar o trem bala pra ir até a USJ (ou ficar na cidade nos últimos dias pra ir no parque e pegar um vôo de retorno do aeroporto de Knsai - aquele que tem a pista no mar).

Até achava que ia relaxar mais depois dessa viagem, mas a verdade é que quanto mais eu retorno pro estilo de vida que eu tinha e gosto, mais deprimida eu fico de estar nessa roça. Não vejo a hora de voltar a ser um membro pensante da sociedade, indo embora desse buraco logo!

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Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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