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segunda-feira, 6 de maio de 2019 at 06:30
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osaka, usj & ielts

Toda vez que vim pro Japão a trabalho, tinha uma viagem ou passeio que sabia que faria, no matter what. A dessa vez era a prova do IELTS e visitar a Universal do Japão. E pra minha sorte (e do meu bolso também) eu consegui matar os 2 coelhos com uma cajadada só. Como onde eu moro é muito roça, eu sabia que teria que viajar de qualquer maneira pra prova, e escolhi Osaka exatamente por causa da USJ. #prioridades


Saí de Izumo na manhãzinha de uma quinta, viajando 5 horas e meia de ônibus até a estação central de Umeda. Ela não é tão grande quanto as estações de Tokyo, mas ainda assim dá pra se perder por lá. Deixei minhas coisas em um locker e fui logo pro Dotonbori porque já era hora do almoço.

DOTONBORI

Acho que tenho passado tempo demais em cidade pequena e confesso que fiquei meio atordoada com tanta gente e caos logo na chegada. O Dotonbori é a área mais turística da cidade, e é mega lotado! Dei uma voltinha rápida pelos arredores e decidi comer o okonomiyaki de Osaka, já que quando estive em Hiroshima pela primeira vez eu experimentei o okonomiyaki de lá! Peguei uma dica de um site de dicas de Japão e fui... Pra fila. Aparentemente o lugar já teve menção no guia Michelin e aparece em vários guias, além de ficar num lugar bem turístico.


O lugar é minúsculo, o serviço é num balcão com chapa onde o okonomiyaki é montado na sua frente, ou seja, a pessoa sai defumada do local. Mas o prato é gostoso e tem opção mega pra quem tem mais fome. Confesso que o tamanho "normal" é pequeno pra padrões ocidentais, mas também tem a questão de que ovo enche bastante e eu não sei se aguentaria um mega onokomiyaki...

De lá saí pra comer um gyoza de rua. Sei que a atração são os takoyakis, mas apesar de adorar tako, não me apetece takoyaki... Ainda dei mais uma volta, fui atrás do Glico Man, tomei meu starbucks, vi coisas bizarras (como uma menina vestida de cheerleader sexy no balcão de uma farmácia dançando com as promoções do dia) e resolvi ir até a Universal pra comprar meu ingresso.


Eu poderia ter comprado o ticket online ou no kombini, mas... Sem cartão (sem vontade de faer o corre de pegar o do meu irmão) e sem habilidades linguisticas em japonês (já que no kombini a máquina só tem opção em 1 língua #fail). E eu já tinha visto que nem era difícil chegar na Universal mesmo. Não era época de pico, e no meio da tarde já não tem mais fila pra nada. Ainda tive tempo de dar uma volta pra reconhecer o City Walk antes de ficar muito cansada e voltar pra Umeda.

HOTEL

De lá eu tinha visto que dava pra ir a pé para o hotel Peguei minha mala e segui o GPS. É uma pernada, e depois eu aprendi que a estação de Fukushima era mais perto e tinha uns caminhos melhores. Escolhi ficar nessa área porque quando questionei a organização do IELTS, eles recomendaram ficar perto da estação central.

No omeço eu queria ficar no Daiwa Royal D City Umeda, que era perto também. Só que quando fi finalizar a reserva, já não tinha mais quarto disponível. Minha segunda opção era o S Training Center Hotel, que parecia mais antigo e mais "de velho". O preço era bem parecido, ainda mais que já não tinha mais o quarto mais básico para reserva quando efetuei a minha. Uns dias depois, por desencargo, fui ver os hotéis de novo e achei o quarto mais barato no meu hotel. Também achei vaga no Daiwa Royal D City Umeda, mas já estava dando uma diferença de 5000 ienes que eu preferi usar pra passear. Com uma certa dor no coração, mas pobre tem que fazer esse tipo de escolha! Dessa vez não fiquei em Air b'n'b porque não achei nada com preço bom na região que eu achasse que valesse a pena. E não achei nenhum hostel também com suite, mesmo em quartos privativos os banheiros eram compartilhados!

Mas chegando no S Training Center Hotel, que surpresa ao achar o quarto aconchegante, novo, limpo, do jeito que eu queria! As fotos não fazem jus ao hotel, super recomendo pra quem quer um hotel funcional na região central de Osaka!


DIA NA USJ

No dia seguinte acordei cedinho (no mesmo horário que costumo acordar pra ir trabalhar) pra ir pro parque, porque já tinha lido que era melhor ir cedo pra conseguir ir nos brinquedos e eu resolvi não comprar o passe expresso deles (não serve pra qualquer atração, são atrações específicas e os que eu queria eram do pacote mais caro), então tinha que fazer o dia render ao máximo. Cheguei no parque uns 40 minutos antes de abrir e já tinha uma mega fila, muitos adolescentes, apesar de ser sexta ainda. Já tinha pego o mapa no diaanterior, então quando o parque abriu pra geral eu já sabia onde ia direto: The Wizarding World of Harry Potter, claro! Eu e todo mundo, inclusive, porque a galera enlouquecida sai correndo mesmo pelo parque!


Cheguei cedo o suficiente pra pegar no máximo meia hora de fila. Fui primeiro no Flight of the Hipogrif, porque esse não tinha em Orlando quando fui. 15 minutos de fila e uns 30 segunos de ride. Sério! Foi o brinquedo mais rápido que já fui na vida! Vale a pena pra criança pequena, não tem nada demais.

Depois fui no simulador do Harry Potter no castelo. A entrada é pelas estufas da aula de herbologia. Depois de entrar no castelo, tem uma área de armários com chave pra deixar os pertences e continuar a caminhada pelos corredorres e algumas salas. É a parte mais legal! E pode ficar com o celular na mão, mas eu fiquei com medo e deixei no armário =(. Mas pra minha sorte, tem um "tour" do castelo em que dá pra só dar a volta pela fila, sem ter que ir no brinquedo ;). O simulador é incrível e parque que você está voando atrás do Harry mesmo, pelos campos de Hogwarts <3


Depois eu fui explorara a área do parque. Fiquei algumas HORAS andando por cada canto, vendo cada loja, cada item de merchandise. Eu sou esse tipo de pessoa que pode não comprar nada, mas quer ver TUDO! E pra mim só de estar ali já era a alegria definitiva <3


Depois fui andar pelo resto do parque, que não é muito grande. Não sei se é o Japão, mas achei que o serviço da Universal está muito bom, melhor do que eu me lembrava, com mais gente nas "ruas". Na Disney a gente tropeça em cast member pra tudo, na Uniersal sempre foi mais "vazio"de staff, mas dessa vez achei que tinha mais gente.



A parte gastronômica também não deixou a desejar. Comi um churritos que estava bem bom (apesar de não ser recheado) e um cachorro quente por alores bem honestos. No almoço volti pro Three Broomsticks, que é um restaurante tipo fast food, com um preço ok (preço de parque) e um prato bem servido, com ótima comida! Além das porções individuais, existe uma poção de grupo para até 6 pessoas que é GIGANTE! E atrás desse restaurante tem uma parte aberta com vista pro castelo <3.

Perambulei mais pelas outras áreas e cogitei em ir em mais brinquedos, mas os que me interessavam estavam com filas gigantes, e como estava sozinha, fiquei com preguiça...

Voltei uma última vez pra área do HP pra comprar uma lembrança pra mim. Na verdade verdadeira, eu queria uma cap de estudante, mas custa 14 MIL ienes e achei super vagabunda =( Os suéteres são melhores, mas são muito caros também! Resolvi que queria uma caneca, e pra minha sorte, resvolvi passar num carrinho de butterbeer antes pra ver quanto que era a caneca lá, de repente compensava comprar com bebida. Na loja a caneca custava o dobro!!! Achei bem estranho, e quando fui ver, as canecas são diferentes, mas igualmente de plástico. A maior diferença é que a caneca da loja vem comum líquido nas paredes que imita butterbeer e a do carrinho é só transparente.


Eu nunca tinha experimentado butterbeer antes, mas já tinha muito ouvido falar que era doce demais e enjoativa. Pedi a versão gelada porque achei que seria menos pior, mas acho que a versão quente é que é menos pior. A parte da espuma é um creme super doce, e a parte líquida é uma soda sem nenhuma graça. Guaraná Antártica tá perdendo mercado não fornecendo o líquido pra Universal! Eu só beberiquei, tirei muitas fotos e depois joguei o líquido fora. O que eu queria era a caneca mesmo =P

Assim como na Disney, os personagens, quando saem em público, ficam livre entre as pessoas. Acho um pouco estranho, apesar do público aqui ser mais civilizad, mas não tem muita ordem pra tirar foto, e os personagens ficam um tempão com o público sem descanso, mas são bem simpáticos (fiquei observando os personagens da Vila Sésamo interagindo e eles foram muito fofos com todo mundo!). Não tirei foto com nenhum, nem na área da Hello Kitty (mas eu já tenho foto com ela em Tokyo mesmo).


Das coisas mais legais que achei no parque é o banheiro na área do HP, porque tem uma murta que geme... EM JAPONÊS!!!! Alias, ver qualquer um dos personagens de Harry Potter falando em  japonês é bizarro!!!

O povo vai pro parque como quem vai pra um encontro, praticamente. Muita gente vai fanstasiada, principalmente de aluno de Hogwarts, o parque faz fortuna vendendo adereços pra cabeça (esse ai do tubarão? vi muitos andando pelo parque!) então tentei me arrumar minimamente, mas ainda assim, confortável. Errei na quantidade de camadas, mas deu pra tirar e guardar na bolsa durante o dia, e a noite deu pra vestir de volta uma parte. O sapato foi o único que levei e descobri que ele fica pequeno quando meu pé incha! Mas ainda bem que tem um ziper do lado e dá pra andar com ele aberto bem de boas.

IELTS

Voltei cedo do parque (antes de fechar) porque no dia seguinte tinha prova do IELTS e eu tinha que estar descansada. Saí com antecedência do hotel e tomei café no kombini do lado da onde a prova foi realizada. Não tinha idéia do esquema de segurança que era (e me disseram que no Brasil é pior ainda)!!!

Só pode entrar na sala de prova com passaporte, lápis grafite (quantos quiser), borracha (sem embalagem) e garrafa de água (sem rótulo - como aqui os rótulos são destacáveis, é fácil de tirar). O resto tem que deixar num gaurda volumes, que é uma sala vazia, onde você deixa os pertences numa sacola transparente com um número, que você leva pra identificar na saída. Depois tem o check in, que é a confirmação dos dados, do documento e coleta de impressão digital. Uma vez feito isso, tem que entrar direto na sala. Pra sair da sala, mesmo antes da prova começar, tem que pedir pra um inspetor, que pega seu passaporte, te leva pra fora, e depois tem que passar pela impressão digital de novo!

Na sala, cada um já tem o lugar dermarcado. Se precisar apontar o lápis, tem que levantar a mão e um inspetor ver apontar pra você. Por isso é bom levar vários lápis (no Brasil a organização providencia lápis pros candidatos). Só pode ir no banheiro nas partes de leitura e escrita, e nunca depois dos 50 minutos de prova de cada parte.

Pelo que vi, agora mudou a ordem da prova, mas no meu dia, começamos com a parte de audição, que era a que eu mais temia porque nunca fui boa nisso. Até hoje eu não entendo letra de música (mas isso é global, eu também não entendo 100% de músicas em português)! Mas achei muito fácil, estranhamente fácil demais #desconfiada

Na parte de leitura, eu tinha lido dicas que diziam pra ler só o comeó de cada paragrafo pra não perder tempo. Até entendo que tem gente que é devagar pra ler, mas acho que vale mais a pena ler mais corridinho tudo do que pular coisa que pode ser importante pras questões e perder tempo caçando de volta aquilo que você nem viu! Assim, a parte de leitura teve um tempo um pouco apertado, mas deu pra fazer tudo sem correr. Fiquei um pouco em dúvida na parte de relacionar "títulos" com parágrafos, mas o resto, como eles falam, estava tudo ali no texto. Não tem o que inventar, é só buscar que está ali na sua frente.

Na parte escrita, no módulo acadêmico, que foi o que fiz, teve 2 redações: interpretar um gráfico e dissertação. Assim que pude, fui ao banheiro, pra poder escrever com serenidade! Fui rapidinho, e ainda assim usei todo o tempo pra escrever (ok, talvez tenha baixado o lápis uns 3 minutos antes do término!) e usei uma folha extra para a dissertação (no gráfico tive que puxar pra escrever o mínimo de palavras!).

A parte oral foi em outro prédio ali perto. Ainda assim consegui me perder descendo no andar errado *face palm* Acho que eles marcam todo mundo que é de fora pra fazer a prova logo depois da parte escrita, porque pra mim não deu tempo nem de pegar um chá no Starbucks! Mas melhor assim, a prova demora só 15 minutos (contados!). Meu examinador foi um inglês simpático que deve ter achado que sou doida, mas achei essa parte muito simples. Ele fez umas perguntas pessoais, tipo quem eu sou, o que faço no Japão e depois entra em algum tema, que no meu caso era personalidade. Viajei um monte, fui falando toda doideira que me veio a mente, o cara fez umas caras de espanto umas horas, mas foi pela complexidade dos pensamentos (doidos!) e não porque eu não conseguia me expressar. Inclusive até achei a prova curta, porque ele teve que falar pra parar de falar, porque já tinha dado o tempo, hahaha!

Como fazia muito tempo na vida que eu não sentava pra fazer uma prova, saí moída de lá! Parecia que um caminhão tinha me atropelado! Fiquei um tempão com meu chá na mão no Starbucks pra me recuperar.

Apesar de Kit Kat ser uma invenção inglesa, o Japão é que é conhecido pelos chocolates, de sabores variados e exóticos que criam com a marca. Em Osaka abriu recentemente uma loja só de Kit Kat onde dá pra customizar a barra, mas foi difícil de achar porque eu não entendo explicações de direção no Japão >.< Mas o que me deixou bem frustrada (pra dizer o mínimo) é que não dá nem pra você sair da loja com sua barrinha customizada, eles não deixam!!! Achei essa regra mega bizarra. Cada barrinha custa uns 700 ienes e você monta num iPad (um alívio pra quem não fala japonês) e paga antes de eles motarem pra você na sua frente. Eu queria levar pro meu irmão e pra minha cunhada, mas tive que comprar outra coisa pra eles. Tinha um casal estrangeiro logo atrás de mim que também ficou surpreso com a regra!

Depois fui fazer umas comprinhas em Shinsaibashi, uma rua coberta de comércio que cruza o Dotonbori, já me sentindo local, HAHAHA! Apesar do atordoamento inicial, cidades grandes ainda são o meu lugar e onde eu me sinto mais a vontade. Fora que Osaka é bastante internacional também, tem muito estrangeiro, é mais fácil de navegar por isso.

Quando traba;hava com turismo, a gente nunca incluia Osaka no roteiro, e eu continuo corroborando essa idéia. Osaka é bem legal, mas se você já foi ou vai pra Tokyo, ela não acrescenta muita coisa diferente. É uma cidade grande, mas diferente de Tokyo, não é tão espalhada, é mais concentrada. E não tem tantos atrativos ao ar livre como os parques e templos de Tokyo. Eu moraria em Osaka, claro, mas Tokyo ainda é mais interessante. Pra quem vem passear no Japão, vale mais a pena ficar em Kyoto, que é muito mais interessante, e pegar o trem bala pra ir até a USJ (ou ficar na cidade nos últimos dias pra ir no parque e pegar um vôo de retorno do aeroporto de Knsai - aquele que tem a pista no mar).

Até achava que ia relaxar mais depois dessa viagem, mas a verdade é que quanto mais eu retorno pro estilo de vida que eu tinha e gosto, mais deprimida eu fico de estar nessa roça. Não vejo a hora de voltar a ser um membro pensante da sociedade, indo embora desse buraco logo!

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016 at 14:47
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#euvi: animais fantásticos e onde habitam

Como potterhead de carteirinha, não poderia deixar de assistir a mais um filme com selo da JK Rowling de enredo mágico, né? Afinal, eu me senti órfã, em 2011, quando saiu o último Relíquias, e poder ouvir de novo, no cinema, o tema da Edwiges acompanhando o logo da Warner, era um sonho...

Confesso que fiquei meio cética quanto a história, ainda mais depois de Cursed Child, e apesar de demorar 1 semana pra decidir ver no cinema, finalmente sucumbi e fui. Sozinha.

Se eu deixei de ver algumas animações porque não consegui achar sessão legendada, pra Animais Fantásticos tava difícil achar sessão 2D. No fim fui ver 3D mesmo por causa do horário, mas já começo dizendo que foi totalmente desnecessário. Se você puder, economize seu dinheiro e vá numa sessão 2D.

Bom, se ainda existe alguém que não sabe, Animais Fantásticos e Onde Habitam é um filme sobre o mundo bruxo da JK Rowling. Nele, acompanhamos a viagem de Newt Scamander, um magizoologista (estudioso de animais mágicos) inglês, a Nova York, onde, numa confusão, sua maleta mágica que abriga os animais fantásticos é extraviada e aberta, causando uma pequena confusão na cidade.



SPOILER ALERT!!! Não passe dessa linha se não quiser saber mais sobre o filme!!!

Eu consegui fugir por 1 semana inteira sobre qualquer spoiler do filme, eu realmente não sabia o que esperar, além do que eu contei ali em cima, quando entrei no cinema.

E já no começo o espectador é bombardeado com menções a Grindewald, aquele ex-amigo do Dumbledore que o Voldemort vai interrogar pra saber mais sobre a varinha das varinhas. É tipo uma contextualização sobre a época em que o filme se passa.

É 1926, entre guerras, e NYC está sendo aterrorizada por “vândalos” que estão destruindo várias propriedades pela cidade. Logo descobrimos que o Congresso Americano de Magia, a MACUSA, está investigando os casos, junto (ou em paralelo) com a polícia “trouxa” local.

E quem viu os traillers já sabe que os americanos não chamam os não bruxos de “trouxas”, e sim de “no-maj” (não mágicos), o que é bem estranho, mas eu entendo, afinal, a própria língua inglesa “trouxa” tem tantas diferenças de cada lado do oceano...

É no meio dessa confusão que Newt se encontra, e todo o imbróglio sobre a sua maleta não ajuda a facilitar a sua vida e a vida dos nova-iorquinos (trouxas ou bruxos). Pra piorar a história, tem uma mini seita, fundada por uma mulher (que poderia ser a versão extrema do tio Walter) que odeia bruxos e quer que eles sejam banidos da terra (trazendo de volta a história os julgamentos de Salém, em que pessoas foram queimadas vivas), e pra isso, tenta recrutar crianças carentes, além de adotar crianças “problemáticas”.

A maleta do Newt não é exatamente a coisa mais segura do mundo, já que os animais mais espertinhos conseguem abri-la pra fugir, e é claro que isso acontece. Mas pra piorar a situação, ele PERDE a maleta. E uma ex-aurora acaba percebendo toda a situação e fica no encalço de Newt, tentando fazer com que seja julgado, já que, dentro dos EUA, ele está cometendo um crime (nessa época os bruxos deveriam se esconder ao máximo dos trouxas e qualquer um que deixasse escapar qualquer traço de magia deveria ser punido).

Mas claro que Newt, sendo o personagem principal da história da JK, não é um seguidor de regras. E vai se esquivar de sua algoz, principalmente porque está preocupado com seus animais fugitivos. E já que nada é fácil pra nenhum herói, ele tem que carregar junto o Jacob, o cara que levou sua maleta embora por engano e deixou os animais escaparem, e que é um pouco atrapalhado com a VIDA (além de ser um trouxa meio sem noção de absolutamente nada – mas baum coração, tá?).

Tudo isso por si só já dá um bom filme, principalmente no que concerne os animais fantásticos, e eu teria ficado bem feliz se o filme fosse só sobre a viagem do Newt e sua maleta, mas como eu falei ali em cima, ainda tem a “coisa” que anda tocando o terror em NYC e a ameaça de Grindewald (na linha do tempo, ele já brigou com Dumbledore e está tentando dominar o mundo).

Você não precisa ser um gênio pra deduzir que a maluca da mini seita adota crianças que ela acha que são bruxas pra tentar “exorciza-las” e “endireitá-las”, e que isso, claro, não pode dar certo. E daí pra deduzir que quem anda tocando o terror em NYC é um de seus filhos não é difícil. Lá na MACUSA a ex-aurora esbarra não só na presidenta, mas em um de seus braços direito, o Mr Graves, que logo é revelado como meio que um agente duplo, com uns motivos bem obscuros, e pra descobrir a real identidade dele também não é difícil.

Essas coisas não estragam a história, mas fico pensando que elas tem um peso bem importante já nessa narrativa, o que pode eclipsar a participação do Newt na saga... Ou que pode levar a saga a tomar uma curva que fuja da temática original. A JK já disse que, no termo original, os “animais (monstros) fantásticos” podem ser não só animais, mas os nossos monstros internos, mas mesmo assim...

Quanto aos animais do título, pelo menos nesse primeiro filme, eu adorei conhecer um pouco mais da fauna bruxa, tem cada coisa incrível e linda, ou mesmo fofa, e me senti meio Jacob quando eles entram na maleta, bem maravilhada, e gostaria que aparecessem mais animais diferentes ao longo dos próximos 4 filmes, além do retorno de alguns que já apareceram em Harry Potter.

Eddie Redmayne já é um dos meus atores “novos” queridinhos e ele está ótimo nesse filme, tem uma coisa de “desabrochar” do personagem ao longo da história (no sentido de conhecermos ele melhor e ele se mostrar mais “aberto” com o tempo) e eu espero vê-lo muito na tela!

Jacob a principio parece só ser um alívio cômico, mas o personagem é genuinamente doce, sensível e fofo. Ele é atrapalhado e um serumaninho sem noção, mas não achei nada caricato, e no fim, você torce por ele e fica com vontade de ter uma pessoa coração baum assim na sua vida. Espero que o personagem volte, nem que seja pra fazer uma pontinha, nos próximos filmes, e que ele fique mesmo com a Queenie #otp

A única coisa mesmo que me incomodou é a participação do Johnny Depp na história, porque eu imaginava o personagem dele totalmente diferente. Já vi gente pedindo pra trocar por Tom Hiddleston, e eu não me oporia a isso. Afinal, se a gente teve que engolir Michael Gambon que não se deu ao trabalho de procurar saber mais do seu personagem e fez um Dumbledore totalmente fora de si, acho que a história não sofreria com essa transfiguração (aliás, JK anda abusando dessa história de pessoas se transfigurarem em outra sem poção polissuco – já basta o próprio Harry em Cursed Child!!!). Mas eu sei que, a menos que ele MORRA, Johnny Depp continua na saga até o fim...


A gente reclama muito, mas no fim, acaba lá que nem trouxa no cinema pagando o que for pra continuar acompanhando esse mundo mágico.

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sexta-feira, 30 de setembro de 2016 at 12:00
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#sotmb - projeto fotográfioco de setembro: lar


E chegamos ao último dia do projeto fotográfico desse grupo lindo ai do banner <3

O tema é: lar. E pra mim, "home is where the heart is".

Minha família canadense + minha irmã norueguesa. Porque família não é só compartilhar dna <3

A gente briga e discorda, mas no fim a gente se ama!

Disney Orlando, sempre!

Hogwarts <3

Last, but not least, meus amigos. Não estão todos nessa foto, claro, mas eu posso encarar qualquer desafio com eles do meu lado <3

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segunda-feira, 8 de agosto de 2016 at 10:30
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#beda: resumo da semana

As segundas por aqui são o espaço dos posts #diarinho que ando tentando manter no blog, já que foi assim que ele nasceu e essa é a sua essência. Só espero sempre conseguir lembrar do que fiz na semana, hahaha #velha

Essa semana resolvi tirar do alto do armário uma caixa na qual não mexia há muito tempo. Nela estão guardadas todas as minhas agendas e meus diários. É, antes da gente escrever sobre as nossas vidas na Internet pra todo mundo ler, a gente escrevia a mão em agendas e diários que eram super bem guardados AND codificados!


Comecei a fazer agenda com 10 anos. Uma amiga me deu uma semi nova - que ela não queria mais e eu fui contando dos meus dias e colando coisa aleatórias. No ano seguinte convenci meus pais a comprar uma mais bacaninha, fiz até umas colagens melhores! Naquela época a gente assinava revista de papel e recortava as artes pra enfeitar os dias de acordo. A que mais lembro de ter gostado foi a de 1997, que tinha uma capa com tema de surf - porque na época eu era surfer wannabe, hahaha! Parei de fazer agenda em 2003, já na faculdade. Um ano antes, muito adulta, minha agenda tinha sido das Meninas Superpoderosas =P Inclusive nela eu escrevi em parte em inglês e desconfio (porque obviamente não lembro) que era porque eu já blogava em inglês.



O mais engraçado e ~interessante~ foi perceber a ~evolução~ do texto e dos assuntos. Nem consegui ler as primeiras agendas de tanta vergonha alheia de mim mesma! Eu não lembrava de ser tão besta assim, mas tudo é uma questão de perspectiva, né? E que bom que a gente evolui!


Além das agendas, eu também mantinha diários. A diferença é que os diários eram mais sobre ~sentimentos~ - ou no meu caso, muita raiva mesmo. Neles eu usava vários códigos e não deixava nem minhas melhores amigas lerem!


Depois desenterrar tanta nostalgia, deu até vontade de fazer agenda de novo. Será que ainda existem agendas legais por ai? Uma coisa que as agendas tinham em comum com os blogs é que a gente sempre tinha o maior gás pra começar, mas no meio do caminho meio que largava a mão, haha!

Essa semana também comecei a reler Harry Potter, em vista da estréia da peça de teatro em Londres e subsequente lançamento dela em livro, devidamente comprado, obviamente! Fazia muito tempo que não relia os livros e estou me maravilhando novamente  <3 O livro novo já chegou e foi devidamente devorado em uma sentada, mas estou proibida de comentar sobre até as amiguinhas conseguirem uma cópia em português. Por favor, se alguém ai leu, vem comentar comigo pra me tirar dessa angústia!!!!


No fim de semana fui fazer uma das coisas de adulto que mais gosto: compras de supermercado. Gosto tanto que quando viajo adoro entrar em supermercados gringos e passear <3 De vez em quando minha mãe gosta de ir no Sam's Club pra comprar aquelas coisas que a gente usa sempre e demora mais pra expirar... E as vezes umas coisas diferentes também, hehe. Resolvi voltar pra dieta (falo mais qualquer dia desses) então não sai comprando comida loucamente, mas aproveitei pra comprar sutiã, que sai bem menos caro do que na loja da Hope (lá eles tem a linha do push up mais básico, que é a que eu uso diariamente).

Também fui buscar meu par de patins na casa da Paula. Estava com ela há quase 2 anos, desde que a gente trabalhava junto. Como ela tem carro, deixava lá pra não ter que ficar carregando aquele trambolho no ônibus. Eu já tinha que ter buscado faz tempo, eu sei, mas sei lá porque não rolou. Mas agora que não tô fazendo nada, resolvi buscar pra poder andar no playground abandonado do meu prédio. Espero que o pique continue! É das poucas atividades que eu curto (também gosto de "nadar", mas não tem piscina aqui).

A semana que começa promete!

Este post faz parte do BEDA - blog everyday august. Se quiser conhecer mais gente que está  se aventurando nesta loucura ou precisar de um grupo de apoio pra continuar firme e forte na ~blogueragi~ clica no banner!

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segunda-feira, 23 de maio de 2016 at 16:12
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london, london

Bom, como eu falei no post anterior, fui-me embora pra Passargada... Deu no saco de morar na comunidade (porém saudades trabalho já), o sobrinho vindo ai e no dia cinco de mayo (ops, país anglofono errado!) peguei minhas trouxinhas e deixei Ringwood com destino a Londres. O marido do Junior mora e trabalha lá e eu fui ficar uns dias com eles. O Junior também foi embora, 01 semana depois de mim, e como eu não queria passar 01 semana sem ele, organizei minhas moedinhas pra ir pra Berlim também. Mas isso eu conto depois.

Eu gostaria de ter me organizado melhor nesse tempo todo pra ter ido mais vezes pra Londres. 08 meses e eu fui 04 vezes pra lá, sendo que numa delas passei só algumas horinhas (no ano novo). Já tinha visto boa parte da cidade, mas ainda tinha algumas coisas que queria fazer mais. Pena que o dinheiro também não colaborou.

Fui até a Harrod's, porque, né, além de ser uma loja de departamentos enorme, é um ícone da cidade e da história do país. Gente, o último namô da Lady Di era dono da bagaça!

Inocente eu de achar que as coisas iam ser mais nível Galeries Lafayettes. Sei lá, quando fui  pra Paris (1 - 2 - 3) não achei as coisas tão caras, mas acho que esqueci que na terra da rainha as coisas são diferentes.

A Harrod's é enorme, tem uma seleção incrível de luxo, mas é até meio opressivo de tão caro que é! Claro que também é um destino turístico e tem vários pés rapados iguais a mim, mas né, me senti ainda mais pobre!

Tô me desviando do assunto, porque queria falar de outra coisa, ainda da Harrod's. Como eu disse ali no começo do texto, o Dodi Al Fayed (ou a família dele) é dona desse prédio humilde, e tem uma parte, no subsolo, em homenagem a eles e ao amor deles. É um treco brega pra cacete (aparentemente fiquei com tanta vergonha que não tenho nenhuma foto disso), mas... Pensando bem, é uma ode ao amor (ok, sei que também é um caça níquel), e eu entendo o apelo. Porque, olha, o lugar é disputado, cheio de gente (vai ver é por isso que tem tanto pé rapado que nem eu).

Pra não dizer que o passeio foi todo perdido, tem sim uma sessão de coisas da marca própria que é menos ofensiva aos bolsos de plebeus. Tem coisas do tipo louça com a cara da família real (tipo, a face deles mesmo) e souvenires. Encontrei uma tigela linda pra cachorra do meu irmão! Mas foi a coisa mais útil que consegui comprar.

O entorno é mais interessante, tem Top Shop e Zara, por exemplo. Até comprei uma calça lá. Depois fui é pra Primark da Oxford Street porque é tudo que meu bolso me permitia.

Não sei se já falei aqui, mas a Primark é tipo uma Pernambucanas de lá. Tem de tudo muito barato, mas não exija qualidade. Comprei uma calça de pijama lá que não aguentou nem esperar eu voltar pro Brasil...

Essa de Oxford é uma das maiores que conheci. São 4 andares lotados de produtos. E pessoas. Mas tudo que você precisar, é lá que vai encontrar. Menos dignidade, porque, né, nada digno enfrentar as filas quilométricas dos caixas.

Nesse dia especificamente fui atrás de uma mala extra. Minhas malas estavam estourando de tão cheias, então resolvi que era melhor pagar uma mala extra do que ter o check in me fuzilando pela mala acima do peso (aliás, mais sobre a volta em um próximo post). Claro que dei uma voltinha pela loja e achei uma camiseta da Coca-Cola pra comprar e no caixa, uma ecobag do Harry Potter. Alias, melhor lugar pra comprar merchan de Harry Potter é lá, pelo menos de vestuário, porque tem opção e é muito mais barato!

Falando em Harry Potter, claro que não podia deixar de visitar o estúdio da Warner onde os filmes da saga foram filmados. Na verdade não fica em Londres, fica em Watford, a cerca de 01 hora de ônibus de Londres. Existe a opção de você ir por conta, ou então o próprio site redireciona para uma empresa que organiza o traslado do centro de Londres com ingresso. è muito mais caro, mas também é muito mais comodo. Os ingressos tem horário, e em dia de alta procura, você não pode entrar antes do horário marcado.

Nesse dia quase que não chego no ponto de enconro. Sai num horário que achei que seria tranquilo, até com margem pra passar no Starbucks, mas claro que o DLR ia dar pau e o trem ia parar depois de eu trocar de linha!

O ônibus parte de Victoria, daqueles de 02 andares e é envelopado com o logo dos filmes e a cara do Daniel Radcliffe. Não tem guia, mas dentro toca o tema da Hedwig e passa o primeiro filme, hehe.

Não sei se dei sorte, mas nesse dia não tava muito lotado. Tava cheio, mas não insuportável. Eles indicam 03 horas pra ver tudo, e acho que é o correto. Mas se você for um obcecado, pode colocar muito mais horas na conta! Em 03 horas eu vi o básico, não fiquei estudando minusciosamente cada canto não!

Já na fila <3
Primeira Parada: Great Hall!
Eu queria provar o Sorting Hat, mas não podia =/
Os professores
O quarto dos meninos na Grifinória
Sala Comunal da Grifinória
A Sala do Diretor
Snape, always <3
Expresso Hogwarts - dá pra entrar!
A casa dos Dursley!
Muitas maquetes brancas de tudo da história
O filé - a maquete de Hogwarts, perfeitinha!
Claro que tem muito mais coisa, tem cenários como a casa do Hagrid, outras salas de professores, o Beco Diagonal e até a porta da Camara Secreta! Eu dei a sorte de pegar a casa dos Dursley, mas ela ainda não estava aberta (deve ficar aberta super pouco tempo). Tem o Knight Bus, o carro voador e até a moto do Hagrid (dá pra tirar foto nesses!), além da ponte que o Neville destrói.

Claro que no fim tem uma loja com todo o tipo de souvenir, mas é bem caro. Não é nível Disney de caro não, é bem mais! Tem algumas coisas exclusivas, mas de vestuário, quase tudo dá pra achar fora e mais barato. Eu tenho uma malha da Grifinória da Primakr que era umas 4x mais barata!!! Comprei mesmo só o Funko do Harry e olhe lá!

Tem lugar pra comer lá dentro e na saída, é caro mas até que não era ruim. O truque na Inglaterra é comer hamburguer, porque de resto a comida não vale nem seu tempo sentado comendo...

Claro que eu adorei muito ver o cenário dos filmes, mas quem é potterhead mesmo vai pra materializar aquilo que leu nos livros. Não é só "ah, naquela cena do filme" e sim um "ah, aquela sequência da história no livro!" Tem mais a ver com JK Rowling do que com a Warner.

Ah, lá dentro tem wi-fi e é super bom! Dá pra fazer snap e tudo, hehe.

O meu passeio deu 03 certinho. Chegamos um pouco antes do horário, mas pudemos entrar porque não era dia de pico. Como comprei pacote, tinha horário pra voltar, então foi bem tranquilo (os ônibus são de acordo com essa estimativa de 03h de passeio). Cansa andar tanto tempo, mas vale bem a pena!

Eu ia sair mais nos outros dias em Londres, mas confesso que bateu uma preguicite enorme. Sai ainda pra fazer um bar hopping com os portugueses amigos do marido do Junior e foi bem legal, comemos no Honest Burger perto do Savoy (o hotel de Notting Hill) e foi muito bom, preço honesto mesmo, hamburguer saboroso e ainda dividimos uma garrafa de vinho tinto! Londres é uma cidade densa, tem muita coisa pra fazer, mas dá pra fazer muita coisa a pé. Além de ser bem segura, apesar de andar pelas ruas a noite, de grupo, não nos sentimos incomodados.

Minha última noite foi vendo o tal do Eurovision, uma competição musical anual entre todos os países europeus, que acontece há muitas décadas. Todo mundo assiste, é tipo final de campeonato mesmo. Eles fizeram um jantar e ficamos avaliando os finalistas (mais de 20!), até sair o resultado. A Europa toda vota nos seus candidatos, e tem também uma equipe técnica, mas é o voto do povo que conta mais. Desde o ano passado a Austrália participa também, e esse ano, por um triz, eles não venceram! Dura umas 03 ou 04 horas, mas é divertido, e fica melhor ainda com alcool e a narração do Graham Norton (na Inglaterra)!

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that would be me. bye!

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Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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