home | sotmb | vy.com.br


quarta-feira, 20 de julho de 2022 at 14:38
0 comments
end of an era

 


E aquilo que o fandom temia aconteceu: Yuzuru Hanyu anunciou aposentadoria das competições.

Praticando e treinando desde seus 4 anos, nascido em 1994, o patinador artístico de Sendai foi campeão da final do Grand Prix Junior e campeão mundial junior antes de debutar no circuito senior na temporada 2010-2011.

Na mesma temporada, às vésperas do mundial que seria sediado no Japão, o país sofreu o terremoto/maremoto mais devastador da história, que deixou Yuzu sem base de treino. Ainda competiu mais uma temporada baseado no Japão, e no fim da temporada 2011-2012, decidiu se mudar para o Canada a fim de treinar em Toronto, no mesmo clube em que seu rival e ídolo, o espanhol Javier Fernades, treinava e aperfeiçoava os poderosos saltos quádruplos.

Batendo o favorito, o canadense Patrick Chan, Yuzu vence sua primeira olimpíada em Sochi em 2014, e logo após vence seu primeiro mundial como senior. Seu segundo mundial vem na pré temporada olímpica seguinte, em 2017, com o que o próprio atleta descreve como "a apresentação que mais lhe representa". Após um programa curto desastroso, que o classifica em quinto lugar, dá tudo de si em um programa livre excepcional e emocionante para levar o título daquele ano.


Na temporada seguinte ia tudo bem, quando em um treino para sua segunda etapa no GP Yuzu se machuca e rompe um ligamento, que o tiraria do gelo por 2 meses, em plena temporada olímpica. Ainda assim, devido aos seus resultados a federação japonesa o nomeia para a competição, para a qual só volta a treinar 2 semanas antes de embarcar. Até o momento da apresentação do programa curto da competição individual, o público não sabe qual a sua real condição física, mas ele não desaponta. Com apresentações emocionantes, leva seu segundo ouro, um sonho realizado. Após a competição, revela que esteve treinando e competindo a base de analgésicos pois sua contusão ainda não estava completamente curada.

Tanto após seu primeiro ouro quanto o seu segundo, Yuzu faz questão de voltar as suas origens e comemora em carreata a conquista do ouro olímpico na sua cidade natal. Durante toda a carreira ele faz questão de doar parte de seus ganhos à reconstrução da região atingida pelo grande terremoto e participar de eventos que arrecadem dinheiro para apoiar as vítimas.

Yuzu também acumula 4 vitórias em finais de grand prix e uma vitória no campeonato dos 4 continentes, o que o torna o único atleta de sua geração com um super slam (vitória em todos os campeonatos internacionais entre júnior e senior), além de ser hexa campeão nacional, uma lenda do esporte, reverenciado não somente por seus pares, como por seus ídolos e todos aqueles envolvidos no esporte.

Yuzuru Hanyu rompeu barreiras técnicas e artísticas durante sua carreira competitiva, sempre buscando não somente vencer, mas ser capaz de apresentar elementos técnicos da maneira mais bonita possível, independente de como isso se comparasse ao que os demais competidores estivessem fazendo.

Após sua segunda vitória olímpica, Yuzu então busca "a apresentação de Yuzuru Hanyu", aquela que ele julga ser a epítome do que é o Yuzuru patinador artístico. Volta seu foco então para se encontrar e encontrar uma razão para continuar competindo. Decide conquistar o elusivo salto quadruplo axel, considerado o mais difícil dos saltos pois exige meia rotação a mais do que os demais saltos quádruplos. Quando se encontra próximo de estar pronto para apresenta-lo ao público em competição, tem que de afastar novamente por conta de uma contusão no mesmo tornozelo que machucou em 2017. Se retrai até o fim do grand prix e retorna às competições para o nacional japonês, que é o evento a decidir as vagas olímpicas. Apesar de cair na sua tentativa, podemos finalmente testemunhar a evolução de seu axel quádruplo. Como campeão, é automaticamente selecionado para competir em Beijing, onde chega poucos dias antes da competição individual.

Apesar de intensa e dedicada preparação, Yuzu fica fora do pódio após um buraco no gelo atrapalha-lo durante o programa curto e uma nova contusão em seu tornozelo durante o treino na véspera do programa livre. Convidado a se apresentar na gala ao final das olimpíadas, passa seus dias no gelo repassando todos os seus programas competitivos. Não sabíamos, mas aquilo já era uma despedida.

Mesmo sem contas em redes sociais, Yuzuru é um fenômeno nelas. Foi um dos atletas mais comentados durante os jogos em Beijing e rendeu momentos adoráveis compartilhados por muitos, como seu amor por mascotes ou o famoso "princess lift" com o patinador chinês Xinyu Liu, além de fotos com vários de seus competidores no gelo. Mesmo sem ter subido ao pódio, foram tantas solicitações de entrevista após as competições que a federação teve que organizar uma coletiva de imprensa somente para Yuzu, para que os jornalistas pudesses conversar com ele!


O anúncio da coletiva de imprensa agora, em que ele daria uma "declaração importante", mexeu com toda a comunidade. É comum que muitos patinadores artísticos anunciem sua aposentadoria das competições logo após um ciclo olímpico. Yuzu ganhou seu primeiro ouro muito jovem, mas após 2018, muito se especulou se ele sequer chegaria a Beijing. Afinal, aos 27 anos, Yuzuru já é considerado "tiozão" no esporte.

Yuzu se despede das competições com a serenidade de quem provou que é capaz, que é o melhor e o maior vencedor que o esporte já viu.

A notícia foi tão impactante que diversos de seus pares, ídolos, parceiros, postaram e deram declarações a respeito ao longo do dia, e eu gostaria de ressaltar duas delas:

Shoma Uno e Nathan Chen são poucos anos mais novos que Yuzu. Shoma, como seu compatriota, competiu diretamente com Yuzu desde muito jovens e subiram juntos em muitos pódios, inclusive o olímpico. Nathan sempre foi anunciado como uma potencia de uma nova geração que apontava como uma revolução atlética num esporte que sempre foi conhecido por sua delicadeza balética. Dentro e fora do Japão eles sempre foram grandes rivais de Yuzu no gelo e nenhuma reportagem e entrevista que fizessem passava sem a menção a Yuzu de uma forma ou outra. E ainda assim, em nenhum momento de uma carreira tão extensa, eles jamais foram menos do que graciosos e gratos a Yuzu.

Nathan desejou o melhor para Yuzu em sua nova fase e agradeceu pelo privilégio de ter competido na mesma era. Em todas as coletivas que participaram juntos, Nathan sempre foi só elogios a Yuzu, numa demonstração de espírito esportivo visto poucas vezes na história.

Já Shoma divulgou uma nota carinhosa agradecendo não só pelos anos compartilhados no gelo, mas por todo o apoio e mentoria que Yuzu ofereceu estando dois ciclos olímpicos com Shoma no time Japão. Desejou não só sorte em sua nova fase, mas que a partir de agora eles possam se encontrar como "dois caras normais de 20 e poucos anos".

Esse não é o fim da carreira de Yuzu. Como ele mesmo diz, agora ele será capaz de perseguir novos limites, novas formas, sem as restrições de regras e avaliações de juizes em uma competição. Esperamos que ele participe de muitos shows de gelo daqui para a frente e que continue levando a palavra da patinação artística por onde quer que passe.

Marcadores: , ,

that would be me. bye!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022 at 23:21
2 comments
vitima da falta de carater da claro

Essa é a única voz que eu tenho, e vou usar para lutar contra a falta de carater desta empresa que tem me causado danos financeiros e emocionais. Alguns devem lembrar que não fosse a insistência, A CLARO TERIA ME ROUBADO UM TELEFONE SAMSUNG S21 há menos de 1 ano. Pois bem, agora ela passa novamente a agir de má fé se recusando a resolver um problema que ela mesmo criou, me deixando sem internet há vários dias, mentindo que envia técnicos em casa e que não me acham, sendo que moro em prédio com guarita 24h e eu não saio de casa por causa da pandemia há pelo menos 1 mês. Ditos "supervisores" desligam o telefone na minha cara sem resolver o meu problema. Até quando eu vou ter que ser refém dessa situação? Só porque tem uma central dessa porcaria de empresa do lado de casa (a empresa é vizinha de muro do meu prédio) nós não podemos ter Vivo fibra aqui. E toda a vez que eu EXIJO O MEU DIREITO DE CLIENTE PAGANTE, essa empresa ladra se recusa a me atender. 

Pois bem. Consegui um bom contato e o processo vem. Só quero deixar isso registrado para outras vítimas como eu: você, consumidor, não faz favor nenhum pagando seus boletos em dia. É OBRIGAÇÃO DA EMPRESA PRESTAR O SERVIÇO QUE ELA CONCORDOU EM ATENDER. 

Agora eu quero ver o circo pegar fogo.

that would be me. bye!

sexta-feira, 20 de agosto de 2021 at 10:28
1 comments
to be or not to be...

Desde que eu voltei a "fazer agenda" em 2016, eu tenho achado difícil conciliar o blog. Porque eu ficava me perguntando como eu ia escrever a mesma coisa de formas diferentes. De onde ia sair a motivação.

Até que uns dias atrás eu parei e olhei e pensei que o blog não tinha que ser uma "agenda" onde eu conto o meu dia. Minha agenda física é onde eu coloco as minhas memórias, e o blog tem que servir pra outro tipo de texto.

E então caiu a ficha. O blog é o meu "diário". Pra quem não passou por essa fase dos anos 90, diário não é a mesma coisa que agenda. Na agenda a gente conta o dia. No diário a gente contava os segredos do nosso coração. Eu sempre tive os 2, e minha mãe sempre me incentivou a ter os 2, me dando cadernos com cadeados, sabendo que eu tinha a agenda também. Na agenda, a gente conta o que aconteceu. No diário, a gente conversa.

Não é que eu vá fazer do blog um muro de lamentações, mas eu acho que, definindo pra que serve cada coisa, fica mais fácil achar o que escrever, ter motivação.

Mas falando em agendas, esse mês começam os previews da Hobonichi. E depois de um ano longe, eu resolvi que, com um emprego fixo, eu vou me dar uma agenda deles de presente. Vai custar uma fortuna, ainda mais com a super desvalorização do Real, mas eu mereço. Inclusive entrei em alguns grupos pra ter mais inspiração e a galera é muito maluca. Eu sou bem tranquilinha, hahaha, não vou à falência não.

Marcadores: , ,

that would be me. bye!

quinta-feira, 22 de julho de 2021 at 14:31
2 comments
ROUBADA: Claro loja online

Queria voltar a escrever no blog com textos mais felizes. Mas a sociedade capitalista, ela não deixa.


Quando os celulares começaram a ficar mais acessíveis, minha mãe relutou muito em adota-los. Eu e meu irmão, estudantes ainda, juntávamos nossas moedinhas de estagiários para comprar os modelos mais baratinhos para dar um pra ela. Porque embora minha mãe só vivesse entre a casa e o trabalho, o trabalho dela era num lugar gigante, onde ela vivia zanzando, e nunca estava na sua mesa...

Então, mesmo com o invento do smartphone, ela nunca ligou muito de ter o último modelo. Tinha que funcionar o aplicativo de mensagens no máximo. Minha mãe ainda tem medo de vírus e hacker, e nunca gostou muito de ter outros aplicativos no celular. Instagram ela só tem pra poder ver as contas dos filhos (ela era super adepta de espiar o fotolog, haha). A reclamação dela sempre foi a bateria. Afinal, lá há mais de 15 anos ela só tinha que carregar o aparelho 1x na semana, se muito!

Mas nessa nova era não é mais assim, e pior, as baterias, que novas já duram um só dia, com o tempo, começam a durar menos ainda! O que se torna um problema pra minha mãe, que não se liga muito em ficar olhando a bateria toda a hora e já acha um estorvo ter que carregar todo dia.

Com isso, o último aparelho dela precisava de um upgrade. E eu sou do tipo que acha que se vai comprar um celular novo, já compra o topo de linha (se você tiver dinheiro, claro). Ainda mais Android que para de atualizar logo. Então, eu fiz uma boa pesquisa e resolvi comprar na loja online da Claro. O que é que podia dar errado, não é mesmo?

(Narrador) TUDO ia dar errado.

Antes do celular atual, ela tinha tido uns modelos intermediários de outras marcas. Não eram ruins, mas ela acabava trocando com mais frequência. Então enquanto estávamos no Japão, ela acabou comprando um Galaxy S9, na época do lançamento do Galaxy S10, pra aproveitar a queda de preços (mas não que tenha sido exatamente barato). E já que ela queria atualizar esse celular, eu falei pra trocar logo por um mais atual, sendo o último lançamento o Galaxy S21. E também aproveitei pra procurar uma atualização para o plano de dados. Minha mãe não tem redes sociais, só WhatsApp, e quase não sai de casa, mesmo fora da pandemia. Então eu achei essa promoção de desconto no aparelho com portabilidade para um plano similar ao que ela tinha na VIvo, e de quebra, com compra até 11 de Julho de 2021 (guardem bem esta data) ela teria direito a um "brinde" pela Samsung (um Galaxy Buds Pro). 

Dia 29 de junho eu fiz a compra. Minha mãe tem alerta de uso do cartão, e apitou na hora. Confirmação do pedido no dia 1 de julho. Atualização na loja online. E então a saga começa.

Até o dia 7 de julho não houve mais atualização. Eu liguei na central e disseram que em 48h a nota fiscal eletrônica seria enviada por e-mail. No dia 9 de julho, nada, então liguei lá mais uma vez. E liguei. E liguei. E falei no chat online. E absolutamente ninguém sabia me informar o que estava acontecendo. Depois de muita insistência, disseram que houve erro no sistema. E EU COM ISSO? Aliás, só me informaram porque eu INSISTI MUITO. Foram inúmeras ligações e outros contatos. Pra ficarem MENTINDO sobre o que estava acontecendo internamente. E o pior? PASSARAM A ME INFORMAR NÚMEROS DE PROTOCOLO ERRADOS em cada ligação. Eu sei porque tentei fazer reclamação na ouvidoria (que é outra inutilidade) e não consegui porque os números informados eram MENTIROSOS. Inclusive uma tal de supervisora Amanda me mandou um e-mail com um print prometendo entrega no dia 12 de julho. OUTRA MENTIRA.

Eu perdi meu feriado inteiro brigando com a Claro. E o PROBLEMA não foi resolvido.

Então eu entrei com reclamação na Anatel. Que também não ajudou muito. Porque me passaram um e-mail que não resolveu nada. Mas sabe o que resolveu? XINGAR MUITO NO TWITTER. Sério, eu perdi minha paciência, porque era pra ser uma coisa simples, e no fim eu fiquei mega estressada. Então eu fui expôr a babaquice no twitter. E foi o que começou a dar resultado. MAS SÓ A PARTIR DO DIA 13 DE JULHO, 2 SEMANAS DEPOIS DA COMPRA!!!! 2 semanas de limite sendo tirado do cartão, 2 semanas sem saber se sequer ia ter o produto! E enquanto eu estava cheia de raiva, também abri reclamação no Procon, porque eu não sou obrigada a esperar mais ainda!

Ah, e sabe o que é pior ainda? Como a compra foi feita com portabilidade, COMEÇARAM A LIGAR COBRANDO PORQUE É QUE A PORTABILIDADE NÃO TINHA SIDO FEITA!!! E pra todos que ligaram eu nem deixei terminar a frase antes de cair matando e acusar a Claro de não ter sequer enviado o chip para a portabilidade. E foi só na base de AMEAÇA que eles pararam de encher o saco e o o meu caso foi indo pra frente.

Com toda a reclamação via redes, eu acabei descobrindo outras pessoas que estavam sendo LESADAS e não conseguiam resolver seu problema. Então fica aqui a dica: insista muito, por todos os meios que você tiver, porque senão eles vão ROUBAR O SEU DINHEIRO mesmo.

Ah, e nesse meio tempo teve até um dos atendentes que ligou aqui que falou, NO MEIO DE UMA PANDEMIA DE UM VIRUS QUE PODE MATAR NUM PAÍS GOVERNADO POR UM GENOCIDA, que era pra eu ir até uma loja física pedir o meu produto!!!

Com ajuda das redes, a Claro finalmente se prontificou a dar prioridade para o caso, mas ainda assim, a nota fiscal, que deveria ter a data da compra, só chegou no dia 19 de julho. COM A DATA ERRADA, ÓBVIO. A data era um detalhe muito importante, pois a Samsung exige que a compra tenha sido feita dentro de um prazo específico. Então foi importante guardar toda a documentação para provar a compra dentro do prazo (ainda aguardo finalização da análise).

O produto chegou somente no dia 21 de julho, TRÊS SEMANAS depois da compra em uma loja em território nacional, no estado de São Paulo. E só porque eu insisti muito.

Então, fica o aviso: NÃO COMPREM NA LOJA ONLINE DA CLARO!!! Eles não dão prazo de entrega, e se você não pedir, eles ficam com seu dinheiro e não te mandam o que você comprou!!!

Com a nota em mãos, vi que a empresa que cuida disso chama Allied, e tem várias reclamações no Reclame Aqui. Então, JAMAIS COMPRE QUALQUER COISA DELES! Nem que seja o mais barato que você encontrar. Simplesmente não vale a pena.

that would be me. bye!

quinta-feira, 22 de abril de 2021 at 14:45
0 comments
try another day

Acho que pela enésima vez eu estou voltando com o blog que comecei na época do meu sabático na Inglaterra. Eu achei que tinha salvo o backup, mas não salvei, e também nem ia adiantar, porque acabei trazendo o blog pro blogger (porque era mais fácil pra utilizar o domínio e de graça). Mas o Way Back Machine tá ai pra isso e tô recauchutando os posts que fiz por lá. Dá uma forcinha, visit lá: http://blog.virginiayoshikawa.com.br/

that would be me. bye!

segunda-feira, 29 de março de 2021 at 10:30
1 comments
mundial de patinação artística 2021 - estocolmo, suécia

A semana do mundial acabou de passar e há MUITO  ser dito. principalmente: WHAT. THE. ACTUAL. FUCK?

Vou deixar os comentários sobre os protocolos de segurança pro final. Vamos começar pelas amenidades.

Dança no gelo: sem Papadakis e Cizeron, depois da aposentadoria do Virtue e Moir, não tem muita graça. Vimos o free porque passou ao vivo de tarde. Não sei nem opinar o quão bem o mal eles foram. Pódio liderado por russos, seguidos dos americanos e canadenses. Foi o pódio mais diversificado do evento.

Pares: confesso que assisto pares só por causa de Sui e Han. Eles aproveitaram a pandemia para descansarem e "fazerem a manutenção". Han operou o quadril, o que os deixou de fora das competições no começo da temporada. Mas mundial é mundial, e com 8 semanas de treinamento, eles apareceram na Suécia. Sinceramente, nem parecia que eles estavam parados há quase 1 ano. Não levaram o ouro porque cometeram alguns erros, mas levaram prata. A Rússia ficou com as outras 2 medalhas. Porém devo deixa o meu comentário sobre o par campeão: Mishina e Galiamov tiveram o free mais emocionante de toda a competição! Fora impecáveis, e a apresentação incluiu muitas transições maravilhosas! Vale a pena assistir:



Feminino: sabíamos que teríamos um reinado russo, mas esperávamos que a Rika conseguisse se infiltrar. E fomos iludidos! No short ela ficou em segundo, com seu "Fire Within" e a estrela de 1 mão só!



E também a russinha, a Alexandra Trusova, foi bem mal na sua apresentação e ficou lá atrás. E acho que por isso, como ela já não tinha mais o que perder, ela voltou com tudo no free. Ela pode não ser a patinadora mais esmerada, mas eu gosto do elemento caótico que ela trás. Você nunca sabe o que esperar. Ela reclama que existe limitação no short feminino (não pode saltar quadruplo), mas ela mesma não consegue acertar todos os saltos sempre. Mas ela tenta, e é isso que faz a diferença. E fez. Num dia inspirado, ela fez a melhor pontuação do free.

Minha Rika Kihira queridinha tem UM quadruplo, que ela apresentou no nacional japonês, e eu tinha muita esperança de que ela pudesse tentar de novo. Mas não tentou T.T e também não teve uma apresentação, o que acabou culminando no pódio russo. Trusova conseguiu subir muitas posições, e Anna e Elizaveta tiveram ótimas apresentações. Elizaveta foi a campeã de 2015, mas com a profundidade da categoria na Rússia, ela foi soterrada pelas meninas mais novas. Porem desde o início da temporada ela tem demonstrado que a maturidade é sua maior arma. Ela tem se colocado bem em todas as competições e não foi diferente aqui. Depois de 6 anos, ela conseguiu uma medalha (de prata) novamente.



Anna Scherbakova foi a a campeã, mas só porque ela consegue ser muito consistente. Minha mãe passou a semana reclamando que a Elizaveta merecia mais, HAHAHA! Eu concordo, as apresentações dela não me passam emoção nenhuma.

E ai chegamos ao masculino... Ah! A categoria mais esperada! E também a mais tensa.

O short até que foi bem tranquilo. Tirando nossas crianças caóticas, claro. Jin Boyang, querido, GET YOUR ACT TOGETHER!!! O time de Toronto está listado como seus treinadores, então esperamos que ele se concentre melhor de agora em diante. E Shominha, meu amor, NÃO MATA A GENTE DO CORAÇÃO!!! Ambos não foram muito bem. Embora ainda tenham ido muito melhor do que o Vincent Zhou, que de tão mal nem se qualificou pro free! E Keegan Messing trouxe esperança aos corações canadenses, com seu "Perfect" colocando ele no primeiro (último) grupo.



Yuzuru teve um ótimo short, aquecendo nossos corações! Assim como Yuma Kagiyama, que conseguiu um lugarzinho no top 3!



Nathan, depois de 3 anos, teve um mal short e ficou em terceiro. Isso que dá se apresentar com roupa tosca!!! (Vou sempre implicar que as roupas dele são péssimas)

Mas o free era um novo dia, cheio de surpresas. O gelo devia estar muito ruim, os 2 primeiros grupos foi uma festa de tombo. Brezina saiu com um saco de gelo no quadril <o> Mas ai passou o zamboni pra alisar o gelo e tudo melhorou. Han Yan veio com o único "La La Land" possível. É uma pena que ele não tenha quádruplos! E também, como Jin Boyang foi mal de novo, ele não conseguiu pontos suficientes para garantirem os dois lugares para a China nas Olimpíadas! E agora a federação deles terá uma tarefa muito difícil para escolher quem mandar ano que vem: um atleta consistente mas que não consegue pontuar o suficiente para subir ao pódio ou o outro que pode conseguir a pontuação... SE tiver um bom dia? Yikes!

Outro que teve um bom dia foi o labrador humano Jason Brown. É sempre um prazer assistir suas apresentações, ele é tão longilíneo e flexível, além de super artístico! E no free ele trouxe seu primeiro quádruplo! Não foi o mais perfeito, mas ele conseguiu saltar sem cair um quad salchow muito bom!

E Shoma conseguiu se redimir e teve um ótimo "Dancing on my Own", talvez o melhor desde que ele apresentou esse programa em 2019! E ao final ele olhou, ainda no gelo, para o seu treinador, Stephane Lambiel, procurando aprovação antes de comemorar! A gente shippa sim essa parceria!

A Rússia levou, além do MIkhail Kolyada, um atleta novo, que fez muito bonito e também ficou no top 10. Kolyada não teve a apresentação mais inspirada da vida, mas foi muito bem. Mais um retorno russo dando certo!

Ai vem o top 3. Que continuou top 3, mas com algumas mudanças. Nathan Chen se redimiu dos seus erros no short. E o free foi bem melhor mesmo. Até arrisco a dizer que sua apresentação tem melhorado, tem mais transições, está menos "vazia". PORÉM, não a ponto de pontuar tão alto! O favorecimento dele foi tão gritante que foi VERGONHOSO! E ele nem precisava, sabe?

Yuma também teve um bom dia e foi a coisa mais fofa a comemoração dele ao perceber que estava no pódio. 



Yuzuru por outro lado estava visivelmente afetado. Simplesmente não parecia o Yuzu de sempre. E isso transpareceu no gelo. Os saltos não estavam saindo do jeito que deveriam, e até seu perfeito Axel triplo não deu certo =( Foi de cortar o coração. Ainda assim conseguiu subir ao pódio, mas atrás de Yuma, e não da forma como ele desejou. (e depois saiu uma notícia de que ele teria tido um ataque de asma ao final da apresentação)

Essas competições grandes são sempre uma caixinha de surpresas, e tivemos muitas essa semana. Canada reconquistou seu segundo lugar no masculino para as olimpíadas, mas a China perdeu (as Olimpiadas de inverno serão em 2022, em Pequim). EUA conquistaram um terceiro lugar no feminino, a Rússia provou como será competir sem bandeira e nem hino (em 2018 eles competiram como "atetlas olímpicos da Rússia" e a partir das Olimpíadas de Tóqui estão proibidos de terem qualquer menção e vão competir sob a mesma "bandeira" que os apátridas/refugiados, como punição pelos escândalos do doping).

Mas no fim, tem sempre a gala pra gente relaxar e apreciar o que o esporte tem de mais atraente: a arte da dança.


Marcadores: , , , , , , , , , ,

that would be me. bye!

sábado, 5 de dezembro de 2020 at 17:01
2 comments
o passado

Vira e mexe eu fico nostálgica. Não é algo atual, não é da idade. Acho que sempre fui assim. Sou meio acumuladora até de memórias. Eu guardo absolutamente todas as agendas e diários (de papel) que tive até hoje (todo ano, quando começava uma nova, tirava os bilhetes e outras coisas de dentro pra me desfazer, mas acabou que nunca o fiz).

Só que eu nunca fiz o mesmo com meus blogs. Eu blogo desde 2000. Quando o blogger era só uma startup. Quando a home era aquela página preta onde dava pra descobrir outros blogs da plataforma. Quando pra ter um domínio .br tinha que ter cnpj. Quando era caro e a maioria das pessoas não tinham como bancar. E quem tinha, oferecia espaço, dava abrigo pras hostees. Eu nunca fiz backup dessas coisas. Ia de um lado pro outro instalando blogs novos. Como se fosse começar um caderno novo.

Tive muitas fases. Quando eu comecei, tudo era tão mato que eu blogava em inglês. Porque todo mundo que eu conhecia era de outros países (não só Canadá e EUA, mas do mundo todo, um monte de adolescente que usava o inglês pra falar umas com as outras). Só no segundo ano da faculdade passei a escrever em português, porque encontrei outras alunas blogueiras. Passei por diversos domínios. Gente que tá ai até hoje. Eu vi a ascensão das influencers, vi gente começando com uns mínimos jabás e hoje vivendo disso que um dia foi um hobby. Eu lembro como era raro blog com foto! Uma, porque camera digital não era popular/acessível. Outra, porque a conexão não permitia a gente ver as fotos, demorava horrores pra baixar qualquer página um pouco mais pesada!

Hoje me arrependo de não der dado back up nas minhas coisas, porque tem memória que só tinha registro online. Como eu reagi a virada do milênio? A me formar da escola? A entrar na faculdade? Ao 11 de setembro (de 2001)?

Vira a mexe eu acesso o Wayback Machine, que é um arquivo de "fotos" de sites. Não é perfeito, não é exatamente tudo que tem por ali, mas dá pra achar bastante coisa. Se você lembrar o endereço do site. Infelizmente eu não lembro de tudo, e como disse, não tenho essas informações guardadas. Mas de vez em quando eu lembro de algo, faço uma varredura nos meus arquivos, e encontro pistas. E vou testando. E vou achando fragmentos do meu passado.

É tão estranho ver como não só eu, mas de uma maneira geral, todo mundo escrevia diferente. A comunicação era diferente. Não vou dizer que era melhor ou pior, mas era bem diferente. O que eu mais sinto falta é da minha escrita. Realmente redação é algo que a gente tem que exercitar sempre, ou senão enferruja mesmo (e também culpo o Twitter - que eu amo - por me tirar o costume de escrever textos grandes). As vezes eu passava dias "cozinhando" uma ideia na minha cabeça para escrever. As vezes eu escrevia o que dava na lata. A gente fazia dos blogs um bloco de anotações. E isso era bem interessante. Também sinto falta dos designs do passado. De como eu me esforçava. Como tinha referência. Cada um inventava a sua moda. Hoje o Wordpress engessa muito, todo layout tem a mesma estrutura. 

But I digress... Sinto falta de me comprometer com o blog, de ter essa motivação, e de escrever. Não prometo nada, blog pra mim sempre foi hobby. Eu só quero ter a inspiração de volta.

Marcadores: , ,

that would be me. bye!

about the girl

Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

good reads

@ nati n.
@ nicas
@ lari
@ fernanda n.
@ paula b.
@ maria t.
@ gesiane
@ thais h.
@ aline a.
@ chat-feminino
@ viviane
@ lorraine

the past



extras

splash! of colour