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segunda-feira, 6 de abril de 2020 at 14:00
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#bedadaquarentena: if i was the man

Quando eu era mais nova, tipo adolescente de uns 15 anos, eu muitas vezes pensava que eu queria ser homem. Porque eu achava que a vida seria bem menos complicada. De uma forma machista, eu queria só não ter que ser julgada por tudo. Hoje em dia eu entendo que na verdade, de uma forma ignorante, eu queria na verdade é parar de ser vítima de machsimos diários.

Quando saiu esse último cd da Taylor Swift, confesso que não gostei de quase nenhuma música. Exceto talvez "Me" e "Cornelia Street". A medida que as músicas se tornam singles, eu tomo mais gosto por elas. "Lover" até passou a ser aceitável, vejam só! O mesmo acabou acontecendo com "The Man", mesmo sabendo desde o início que o tema da música era exatamente o que eu sempre achei sobre a vida (sendo mulher): se eu fosse homem, não seria criticada, muito pelo contrário, o mundo lamberia minhas bolas e me acharia o máximo!

Eu tive sorte de ser igual meu pai em muitos aspectos, principalmente a personalidade "forte". Quem me conhece bem não pode criticar muit minha personalidade sem ofender meu pai, e como ofender um homem é sempre algo muito mais sensível do que insensível com uma mulher, mesmo quando diziam que eu tinha a "personalidade forte" do meu pai, acabava por ai e eu bem podia levar isso como elogio. Mas eu não sou cega e via que muitas coisas que eu admirava em mulheres fortes, que eu queria ser, eram sempre criticadas, mas quando um homem fazia igual, ele era elogiado. Tem uma cena excelente em "O diabo veste Prada" onde a Andy diz exatamente isso: "se Miranda fosse homem, ninguém diria nada (das atitudes "arrogantes" dela)"

Hoje eu tento parar e analisar o que eu digo, o que eu transmito, o que eu propago e o que eu recebo para mitigar ao máximo o machismo ao meu redor. Não posso exigir que todos tenham o mesmo nível de "desconstrução", mas se eu não fizer a minha parte, isso nunca vai mudar.

E antes que eu esqueça, longe de mim ser swiftie, mas achei bem feito pro Kanye West que finalmente o aúdio completo do fatídico telefonema vazou. Achei beeeeeem suspeito aqueles clipes cortados que a Kim Kardashian vazou pro mundo. Ninguém é perfeito, nenhum dos 3, mas dessa vez tenho que ficar do lado da verdade, que é Taylor Swift nunca mentiu sobre não ter aprovado ser chamada de vadia porque nem sabia que essa frase era parte da música! Não interessa que a música não estivesse terminada ainda, que ele tivesse ligado para ela de novo, oras.

beda 2020

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segunda-feira, 24 de abril de 2017 at 10:30
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prevenir suicídio é prevenir as suas causas

Desde a estréia de "13 reasons why", muito tem se falado sobre o suicídio e sobre como evita-lo, mas será que só eu acho que a gente não tem que tratar um sintoma, mas sim a causa de um problema?

Longe de mim achar que suicídio é uma boa resolução para um problema, você não resolve nada fugindo dele, mas mais do que evitar que alguém se mate, a gente tem que evitar que a pessoa chegue a ter vontade de fazer isso.

"13 reasons why" é a história do suicídio da Hannah, mas não é sobre ela fazê-lo, e sim sobre como a vida dela era cheia de problemas que ela acabou não aguentando. E por que ela tinha tanto problema? Que problemas um adolescente pode ter pra achar que o suicídio é o melhor caminho?

Não é diminuindo a dor do outro que a gente vai evitar nada, é tentando entender como isso afeta a vida de cada um que a gente começa a tentar resolver os problemas.

Já li que os adolescentes não são desenvolvidos emocionalmente o suficiente para lidar com muitas das coisas que acontecem ao seu redor, e isso não é culpa de ninguém, é o curso da natureza. Assim como a gente não nasce sabendo andar e falar, a gente desenvolve as emoções e como processamos isso ao longo da vida. Até fiquei pensando sobre isso, tentando lembrar como era a minha adolescência e voltei até o tempo em que comecei a pensar mais no tema da morte e do suicídio. Depois de 2 décadas eu sei que eu nunca tive problemas tão grandes que justificassem uma saída tão drástica, mas até eu que tive uma vida relativamente fácil já flertei com a ideia (quem me conhece sabe que eu imagino muita coisa na vida, e eu tenho o "plano perfeito" pra certas ocasiões). Eu já senti na vida que as coisas que estavam acontecendo eram muito "overwhelming" pra mim e que eu queria simplesmente não existir porque era demais lidar com aquelas coisas naquela hora. E não adianta a gente dizer que vai melhorar. Vai sim, mas na hora não é assim que a gente se sente.

No caso do seriado, acho que temos que ver que mais do que culpar um único indivíduo, temos que entender o efeito cumulativo das experiências na vida das pessoas. Uma única coisa que fazemos pro outro, boa ou ruim, pode ser a gota d'água que transborda o copo cheio, que já é um copo cheio de outras gotas que vem de outros lugares, de outras pessoas. A gente nunca sabe as batalhas que o outro está enfrentando, então além de não julgar, a gente tem que ter mais compaixão e pensar em não descontar o nosso lado ruim nos outros.

Pra mim "13 reasons why" alerta sobre os perigos de uma sociedade que não perdoa, que não ajuda e que ataca principalmente mulheres. Mostra como as pessoas podem ser ruins de graça (Courtney), que abusam das outras porque acham que podem (Bryce), que usam dos outros pra saírem por cima da carne seca (Justin e Alex) ou que não entendem limites (Tyler), além de tantos outros tipos de abusos físicos e principalmente, psicológicos.

Mais do que prevenir suicídios, a gente tem que prevenir suas causas. Temos que admitir nossas fraquezas e começar a trabalhar pra sermos pessoas melhores, para criarmos uma sociedade melhor pra nós mesmos.



It's #beda time!!! Blog Every Day in April é uma proposta de blogagem pra agitar a blogosfera, onde a gente se propõe a tentar publicar pelo menos um post por dia o mês de abril inteiro. Se quiser saber mais, se juntar a galera ou só descobrir um monte de blog legal novo, clica no banner acima ;)

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sexta-feira, 19 de agosto de 2016 at 10:30
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#beda: das amizades

"Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito"

Eu nem sei por onde começar um post sobre uma das coisas mais importantes da minha vida: a amizade. Família é muito importante sim, mas amizade...

Família é aquela coisa, eles tem uma ligação de sangue com você e socialmente é imposto que você goste daquelas pessoas só porque vocês tem um pouco de DNA em comum. Não que eu ache isso ruim, quer dizer, sou muito grata pela família que tenho, mas é na amizade que o ser humano mostra aquilo que ele tem de melhor.

Nas amizades verdadeiras os laços de afeição existem simplesmente porque sim. Vocês podem até ter coisas em comum, claro que existe um interesse mútuo de companhia, mas numa amizade pura e verdadeira, você não espera nada em troca da outra pessoa. Você nem espera que ela te considere tão amiga quanto você a considera.

Vira e mexe eu vejo gente reclamando por ai que as pessoas as decepcionam e que não podem contar com os amigos que tem, ou que os amigos são falsos, que não ligam pros seus sentimentos, que não se interessam pelo seu bem estar, ou as vezes... Que as pessoas não advinham aquilo que sentem sem ao menor ter uma pista!!!

Vejamos bem, eu já fui essa pessoa que se decepcionava quando um amigo não correspondia às minhas espectativas. Não vou dizer que não me chateia mais quando alguém dá uma mancada ou prova ser uma pessoa pior do que eu imaginava, mas hoje em dia eu entendo melhor que a culpa de alguém não atingir as minhas espectativas é toda minha, eu que crio essa imagem perfeita e inatingível das pessoas que eu gosto, e bem, ninguém é tudo isso. 

Eu tendo a achar meus amigos muito incríveis e quero pelo bem deles mesmos que eles sejam fantásticos. Na maior parte do tempo eles são, mas eles também são muito humanos e cometem erros. E eu acho que se eu aceitei tê-los na minha vida é porque eu também acredito que eles não me fariam mal de propósito.

Eu tento manter uma política de honestidade com meus amigos, do tipo que falo do que gosto ou não, me explico e tento deixar o mais claro possível que existem coisas que são minha culpa, meus gostos, que não serão mudados, mas que isso não significa que eles serem diferentes e terem outras opiniões me chateie. E que eles tem todo o direito e a liberdade de serem eles mesmos comigo, e serem abertos e honestos comigo também. É verdade que tem coisa que é fruto da maturidde, mas tenho descoberto que a vida é muito mais fácil quando a gente não se esconde.

O feminismo tem me ensinado a importância da sororidade e da amizade entre as mulheres e eu tenho valorizado muito os momentos que passo com minhas amigas e encorajado quando possível que as mulheres se enxerguem com mais compaixão. Acho muito triste quando mulheres reproduzem pensamentos machistas sobre amizade feminina.

Eu acho que o melhor que a gente pode fazer é ensinar por exemplos, e eu poderia só falar que mulheres tem que se uunir e blá blá blá, mas vou contar a minha história.

Sim, quando eu era adolescente eu fui aquela menina que achava que era importante ter amizades co muitos meninos, e ser um dos caras pra ter algum valor. Mas a verdade é que a vida mesmo foi me mostrando que as mulheres são incríveis e que a amizade delas era importante na minha vida.

Não que eu não tenha amigos homens. Tenho alguns sim, alguns dos meus melhores amigos da vida são homens, mas também, a gente cresceu junto numa cidade pequena... Porém, quando fui pra faculdade, fiz um curso predominantemente de mulher. 2/3 da sala eram mulheres. E não vou dizer que foi sempre fácil e que todas se davam bem, afinal a turma rachou antes do meio do curso. Mas eu tenho muitas amigas da faculdade. Quase todos os meus amigos de SP são dessa época. Não só da minha sala, mas como de outros anos. Quando a gente se reúne é sim um clube da luluzinha de tanta mulher, e como já disse, é um monte de mulher solteira. A gente já teve fase de sair pra caçar, mas hoje eu acredito que a gente esteja numa fase muito mais tranquila de vida, e pricipalmente, o fato de termos umas as outras, acho que a gente se aceita muito mais. Aceita que ser solteira não é estar sozinha, aceita que não é um homem que nos define, aceita que a gente não é obrigada. Que a gente tem umas as outras pra provar isso, que a gente tem que se valorizar, porque as nossas amigas nos valorizam por algum motivo e elas estão certas.

Além desse grupo, tenho a felicidade e o privilégio de fazer parte de um grupo lindo de migas virtuais que estão há um clique de distância pra discutirmos de tudo, das futilidades até política, gastronomia e, porque não, homens. Já disse e repito, a melhor coisa que a internet faz pela humanidade é encurtar distâncias entre pessoas e facilitar a comunicação. Não consigo nem imaginar o quão triste seria a minha existência sem essas meninas! Nossas vidas não são só flores, rola bad vibes, mas com a ajuda umas das outras, eu acredito sim que a vida fica um pouco melhor. De saber que tem alguém que quer o seu bem, que pensa no seu bem estar, que vibra com as suas vitórias... E que pode te dar um choque de realidade quando necessário também.

Não vou obrigar ninguém a ser amigo da galera, mas faça uma reflexão e veja se você está sendo tão compassivo com os outros quanto gostariam que fossem com você. Se as pessoas são realmente tão insensiveis com você como você imagina. E se está mesmo alocando suas energias para as pessoas certas. Ninguém é obrigado a ser amigo de ninguém, ninguém é obrigado a retribuir amizade na mesma intensidade, inclusive você. Mas veja bem, tem muita gente por ai disposto a ser amigo sim, não é tão difícil se você souber onde procurar ;)

Este post faz parte do BEDA - blog everyday august. Se quiser conhecer mais gente que está  se aventurando nesta loucura ou precisar de um grupo de apoio pra continuar firme e forte na ~blogueragi~ clica no banner!

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terça-feira, 11 de agosto de 2015 at 10:30
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o problema do feminismo

Esses dias estava lendo a Cosmo americana com a Sarah Jessica Parker na capa. Pra muita gente ela é um ícone não só de estilo, mas de vida. Ela ajudoua dar vida a uma das séries mais importantes da cultura ocidental desse último século. Sex and the City não era só uma série sobre a vida de 4 amigas. SatC é sobre a liberdade da mulher na sociedade. É girl power, sem perder o glamour.

Ai que na reportagem de capa perguntam se ela se considera feminista e ela escorrega feio, comete um erro GRAVE: diz que acha o feminismo um exagero e que não devemos lutar somente pelo empoderamento feminino, mas de negros e pobres. Por isso, ela se considera "humanista".

Acontece que o humanismo não é sobre lutar pela igualdade dos humanos na sociedade. O humanismo é sobre a capacidade do humano de controlar a própria vida sem a intervenção de uma entidade divina (na medida em que não depende de deus para conseguir o que precisa).

Já vi esse erro acontecer muitas vezes por ai, principalmente porque as pessoas tem preconceito contra a palavra "feminismo". Muita gente ainda associa a palavra a um movimento de ódio aos homens, mulheres masculinizadas e queima de sutiens. Tudo um erro de interpretação, claro. Ainda mais que existem várias linhas de feminismo, mas que acima de tudo buscam a igualdade entre os sexos. Não só homem e mulher, mas pessoas trans e de todas as raças e "cores". Não é sobre subjugar o homem, mas sobre "nivelar por cima" todo mundo, no trabalho, na cultura, na sociedade. Entender que todo mundo nasce igual e merece as mesmas oportunidades, as mesmas chances, pra se desenvolver e atingir seu potencial, sem preconceitos de gênero, de raça, de gostos, baseado somente na própria capacidade e habilidade.

Como um movimento humano, o feminismo pode ser falho, principalmente na prática do dia a dia, mas acho que o importante é tentar sempre, e aprender com os erros, estar sempre atento e aberto a críticas. No fim, todo mundo pode se tornar feminista e se aprimorar, começando pequeno, aprendendo um pouco com cada atitude pequena.

Também é importante ter em mente que o feminismo não exclui o homem. Embora suas dificuldades sejam reduzidas e diferentes, eles também sofrem com a pressão de uma sociedade que exige que sejam, ajam e sigam uma determinada regra.

É assustador que influenciadores de opinião ainda cometam esses erros de definição, mas acho que em parte também mostra como existe um movimento contrário que se aproveitam dessas interpretações erradas do feminismo. Numa sociedade individualista é difícil praticar, mas é se unindo que a gente consegue melhorar o mundo.


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sexta-feira, 6 de março de 2015 at 10:30
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precisamos falar de feminismo

feminismo 
fe.mi.nis.mo
sm (lat femina+ismo) 1 Sociol Movimento iniciado na Europa com o intuito de conquistar a equiparação dos direitos políticos e sociais de ambos os sexos.

Muita gente ainda acha que feminismo é um monte de mulher queimando sutien em praça pública. As pessoas realmente não param pra pensar (e pensam?) o que aquilo significava naquele contexto histórico. O feminismo está ligado as mulheres pois somos o maior contingente reprimido, mas tem a ver com as minorias também, e não quer a supremacia das mulheres e das minorias sobre os homens brancos héteros cis, muito pelo contrário. O feminismo é sobre a igualdade entre as pessoas.

Eu só posso achar que quem se diz contra o feminismo ou compctua com a repressão dos outros ou é muito ignorante. Aos ignorantes eu digo: por favor, se informem, é para o seu bem também.

A atriz amor-de-nossas-vidas-e-eterna-Hermione Emma Watson é embaixadora das Nações Unidas com a campanha #HeforShe, que busca a igualdade e justiça para todos o genêros, conscientizando os homens em apoio as mulheres. Por causa do machismo, não só mulheres são educadas para serem castas, reprimindo seus desejos mais básicos, ganham menos pelo mesmo trabalho que os homens e são potenciais vítimas de todo o tipo de violência, como os homens também são ensinados a reprimirem seus sentimentos, a se comportarem conforme uma regra e até que eles tem o direito de violentar outras pessoas. Em que mundo podemos achar que isso é certo? No fim, todos sofremos, e o feminismo, e a campanha da Emma, existem para que lutemos pela igualdade entre as pessoas, de serem livres, de se expressarem conforme se sentem, respeitando o próximo assim como gostariamos de sermos respeitados.

Confesso que só entrei em contato com o feminismo a pouco tempo, mas acho importante termos sempre a consciência de que somos todos iguais. Foi o ex namorado de um amigo que introduziu o feminismo na minha vida (ou timeline do Faceook). Um homem, branco, da classe média alta, que estudou na melhor universidade do país e passou em um dos concursos públicos mais concorridos, que primeiro me falou sobre o feminismo. E com muito entusiasmo! Não porque, ao final, ele faz parte de uma minoria, mas porque ele genuinamente achava que é importante a mulher se engajar em um movimento que busca a igualdade para todas as pessoas.

A gente "comemora" esse mês o dia internacional da mulher, ms ainda existe muito para o que lutar. Não é apenas sobre igualdade salarial, mas é pelo direito ao nosso próprio corpo, pelo direito a se sentir segura ao sair de casa, pelo direito de agirmos e nos vestirmos conforme nos sentimos melhor, sem sermos massacradas pela sociedade porque umas gostam de cerveja, outras de sexo, umas de roupas curtas, outras de comer muito, etc...

O feminismo diz respeito a todo mundo, é sobre um mundo verdadeiramente livre, principalmente ideologicamente. Onde a gente não tenha que se preocupar com o que os outros vão falar. Onde sejamos todos julgados apenas por quem somos, e não pelo que somos. Somos todos humanos, um pouco de empatia não faz mal a ninguém.


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segunda-feira, 8 de setembro de 2014 at 10:30
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ser mulher

Vivemos numa sociedade machista. Numa cultura do estupro. E isso não é só culpa dos homens. É das mulheres também.

Confesso que estou longe da militância feminista, acho que eu mesma não enxergo como posso ser machista as vezes, mas eu acredito que saber que podemos correr este risco já é um passo para corrigir isso.

Não é possível que as pessoas não enxerguem o machismo do dia a dia. Como os homens ganham mais que as mulheres por trabalhos iguais. Como somos discriminadas por atitudes semelhantes em público, como por exemplo, fazer sexo no primeiro encontro. Eu nem quero entrar no mérito desta questão neste post, não é essa a intenção por agora.

Muitas vezes nós mulheres nos colocamos na posição de vitima. Ou acusamos umas as outras indevidamente. As vezes, nós mesmos somos machistas nos julgamentos que fazemos umas às outras.

O feminismo de verdade está longe de querer que as mulheres sejam mais que os homens. O feminismo é sobre igualdade de direito, assim como os homossexuais lutam para serem reconhecidos como semelhantes aos heterossexuais, assim como os negros sempre lutam para terem seus direito humanos respeitados. Essas sãolutas pela mesma coisa: igualdade.

Eu não entendo como podemos julgar pessoas de maneiras diferentes sobre as mesmas coisas só por causa de seu genero. O cara que pega mil é o pegador, garanhão, tem reputação elevada na turma. Se uma menina faz o mesmo, por que ela é galinha, puta, desqualificada de todas as maneiras? Ambos fazem a mesma coisa, a única coisa que tem de diferente é o genero. Genero não deveria desqualificar,comprometer ou tornar ninguém melhor. Qual a diferença de homem que não quer ter filho, ou os tem com mais idade, da mulher que tem a mesma posição (e aqui eu coloco que maternidade e paternidade vão muito além de gestação e dar a luz)? Qual a diferença de uma mulher CEO, de um homem na mesma posição? Ninguém tem mais ou menos culpa por ter nascido com um pênis ou uma vagina!

O que eu quero dizer é que temos que nos conscientizar mais do nosso próprio papel no machsimo. Pensar, analisar o que estamos falando, as idéias que estamos perpetuando.

Jenifer Aniston deu uma entrevista ao Today Show falando que não se sente menos mulher por não estar casada ou ter filhos. Que essas são coisas que a sociedade impõe a ela e outras mulheres com base em conceitos antiquados,em crenças pessoais, em idéias bastante erradas das coisas em pleno século XXI. O valor de uma pessoa não pode ser pesado pela expectativa dos outros, e sim pelo bem que elas deixam (ou não). Ninguém é melhor ou pior por ter parido ou não um filho, pelo sucesso de seus relacionamentos, da sua carreira, por saber ou não cozinhar.

Talvez eu nunca me torne uma feminista completa, mas com certeza tento todo dia ser menos machista. É pelo bem de mim mesma, mas também da sociedade. Não podemos achar normal sair de casa com medo, ter que planejar rotas pensando no perigo ou não de sermos vitimas de violência só porque somos mulher, de sermos julgadas por atitudes que não trazem mal a ninguém e que só dizem respeito a cada individuo.

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that would be me. bye!

about the girl

Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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