|
quinta-feira, 5 de abril de 2018 at 23:14
|
A gente não deve viver a vida em condicional, esperando que a vida dê uma virada mágica, mas eu gosto de parar as vezes e imaginar uns "e se".
Geralmente faço isso com a minha mãe, imaginando como a vida seria se meu pai ainda fosse vivo. Não de ficar imaginando o caminho que a vida poderia ter dado, mas as coisas cotidianas que ele faria se fosse vivo nessa era tecnologica.
Meu pai era uma pessoa curiosa e bem entusiasmada com avanços tecnológicos nos utensílios do nosso dia a dia. Como ele morreu em 2002, não viu muito das coisas que a gente usa hoje em dia e já não consegue se imaginar sem.
Um dos sonhos de consumo dele era ter um home theatre. Na época, como a gente estudava, não dava pra entreter certos luxos, mas tenham em mente que a gente sempre morou num apartamento de menos de 90 metros quadrados!!! Toda a vez que ele começava com essa ideia, a gente tinha que lembra-lo que o apartamento nem comportaria uma tv grande com um som potente. A gente correria o risco de ser despejado do prédio!
Mas se meu pai fosse vivo hoje, com certeza ele teria o tal home theatre. Testaria o som com todo o tipo de programa: de filmes a documentários do Nat Geo. Shows de rock, de edm, programas de culinária e arte francesa. Passaria horas configurando o som. E ai de quem mexesse!
Com um sistema tão bom, não perderia nenhuma novela. Infelizmente a novela da Band, por exemplo, passa na hora do JN, senão ele veria até as novelas turcas. Meu pai realmente prestava atenção nesse tipo de coisa, sabia comentar e analisar cada uma!
Também assistiria vários programas de culinária. Coitada da minha mãe, porque com certeza ele se acharia o mestre cuca e explodiria a cozinha. Meu pai as vezes não tinha a menor noção de como se comportar numa. Mas uma vantagem é que ele se empolgaria e compraria os melhores eletrodomésticos, panelas e acessórios.
Assistiria todos os programas de transformação de casas e derrubaria paredes, pintaria paredes, redecoraria a casa toda. Deixaria minha mãe louca.
Também teria os últimos eletrônicos. O melhor laptop. O último iPhone. Smart watch. E todos os aplicativos, inclusive os de joguinhos. Solicitação de Candy Crush é o que não faltaria no meu e-mail...
Meu pai também era um contabilista muito melhor do que minha mãe jamais será, então ele teria dinheiro pra viajar. E ficaria até emocionado de descobrir o preço das camisas polo que ele tanto gostava lá na gringa. Alias, preço de tudo, né, da bala até o tal do iPhone de última geração.
Ma eu também teria uma companhia pra tomar vinho tinto todas as noites. E jamais voltaria a morar em casa, porque a gente não foi feito pra conviver mais do que um fim de semana inteiro por vez.
Marcadores: #beda, família

|
quinta-feira, 17 de agosto de 2017 at 10:30
|
Na minha vida inteira eu fui a criança mais quieta. Por um tempo eu tive sim muita timidez, mas depois de um tempo passou e foram muitos anos até eu descobrir o que era a introversão. Passei uma vida sendo julgada por algo que sequer é ruim, só é um pouco diferente.
Meu pai era um dos meus maiores críticos, apesar de ser tão introvertido quanto eu. Acho que ele não aceitava muito bem que tinha passado pra filha algo que ele não gostava muito em si mesmo. Minha mãe sempre disse que eu fui pra escolinha cedo (pra época e pra nossa situação 3 anos era bem cedo) porque eu "tinha que interagir com outras crianças" e era "um bicho do mato". Meu pai não viveu pra descobrir o que era introversão, e que isso não era ruim, mas minha mãe inclusive foi na livraria comigo e comprou o livro que desvendou tudo isso pra mim, "O poder dos quietos".
Mas minha mãe nunca aceitou ou compreendeu muito bem o que é a introversão. Pra ela as vezes é só uma forma de eu justificar ser anti social. Ela não entende que não é preguiça, é falta de forças.
Pra quem não sabe, introversão não é só uma "preferência" por uma vida mais tranquila e menos cheia de gente. A introversão tem a ver com a sensibilidade a estímulos externos e a energia gasta com atividades como socializar. Introvertidos são hiper sensíveis e se cansam de ter que dar atenção para tanta coisa ao mesmo tempo. A gente não escolhe ser assim, a gente simplesmente é. Então, pra mim, todo ida ter que interagir com pelo menos umas 15 pessoas diferentes, os meus colegas de trabalho, todo dia, é bastante cansativo por si só. Adicione a essa conta o relacionamento, mesmo que por e-mail, que eu tenho que ter com fornecedores do mundo inteiro. E todas as mensagens, ainda que divertidas, dos meus amigos e familiares pelos mensageiros instantâneos.
Eu ainda acho que sou uma introvertida com uma alta tolerância para interações sociais, porque tenho bastante amigos, consigo manter um relacionamento bom com meus colegas de trabalho e saio bastante em SP. Mas quando volto pra roça, é meu momento de descanso. Quero ter o menor esforço possível pra viver. Interagir com minha família nuclear é o máximo que tolero e se for ter mais do que isso, quero um aviso prévio para poder me preparar psicologicamente a essa maratona social. Claro que imprevistos acontecem, mas gostaria que minha mãe entendesse melhor quando eu digo que não quero participar de alguma coisa, principalmente quando eu digo que estou de mau humor só de pensar na ideia proposta. Não é má vontade, mas eu posso ser sincera com ela e digo que não vou ser uma boa companhia, e muitas vezes ela acha que é só má vontade minha.
Pra quem tem um amigo ou um familiar introvertido, por favor, entenda: se o introvertido está declinando o convite com educação, não insista. É a partir dai que começa a tortura para nós. Na verdade, negar algo para quem gostamos não é uma tarefa fácil e a maioria só o faz em último caso, sofrendo o suficiente internamente, e não precisamos ter nossa vida dificultada ainda mais com a insistência pra que mudemos de ideia. Vocês só nos forçarão a pensar em como fazer a nossa vontade ser respeitada, o que gera ainda mais ansiedade, e nos frustra, porque não queremos gerar inconvenientes mas não queremos ter inconvenientes também. Se a gente se nega a participar de algo, acredite, a gente sabe que não vai aproveitar a oportunidade, por melhor que pareça.
Eu tenho minhas maneiras de aproveitar meu tempo com as pessoas, e quando eu não estou de bom humor, eu prefiro simplesmente não me forçar a interagir. Prefiro que o momento seja bem aproveitado, por mais breve que pareça, do que forçar algo que no fim não vai gerar uma memória significante.
Marcadores: família, filosofando, intj, introversão, pessoal

|
sexta-feira, 2 de junho de 2017 at 10:30
|
|
o mês de um milhão de dias
|
Maio finalmente acabou, e ao mesmo tempo que sinto que durou mais do que deveria, que fiquei exausta do mês, parece que também não fiz nada.
Último dos moicanos feriados
Passei o último feriado prolongado em SP mesmo, sem minha side kick da hora. Vocês também tem dessas de ter fases com os amigos? No momento tô numa fase Andréia, que foi minha "bixete personalizada" na faculdade. Ela é da roça também e morou o 1º semestre dela lá na nossa rép. Sempre que ela fica aqui quando eu também estou, passamos o finde juntas, praticamente. Vamos almoçar, passeamos pela Paulista aberta, vamos pra balada... Mas nesse feriado ela foi pra roça e eu fiquei, left to my own devices...
1 ano do sobrinho-afilhado
Pois é, já faz 1 ano que voltei da Inglaterra, então faz 1 ano que meu sobrinho nasceu, me fazendo "ficar pra titia", literalmente. Comprei um jogo de encaixar pra ele, minha mãe achou que seria muito avançado. Chegou na festinha, e ele ganhou mais uns outros 2 ¬¬
O tema da festa foi o "Pequeno Príncipe". Quando eu era criança, amava o anime, ganhei o livro com uns 10 anos e... ODIEI! O começo do livro é mesmo muito chato, e o livro mesmo não é exatamente pra crianças. Reli com 18 anos e amei (menos a parte da cobra com o elefante que continuei achando chata). E desde que meu sobrinho nasceu a mãe dele o chama de príncipe, então resolveu fazer a festa com este tema. Porém, acho que ela não conhece a história direito?
Apesar de ele ter tido faringite no finde, a festa foi um sucesso, tudo ficou pronto a tempo, a decoração ficou linda, as comidas... Só que eu fiquei EXAUSTA de ter que passar tanto tempo com a família dela (que é legal, mas não é a minha) e da festa em si. Acho que ainda tô me recuperando, não tô 100% não.
Festa estranha, com gente esquisita
A Andreia, depois de muito ralar no Turismo e continuar pobre, decidiu que essa não era vida pra ela e resolveu virar universitária de novo. E desde que entrou na faculdade de Direito, tem convidado todas as amiguinhas pra acompanhá-la em alguma das festas da nova faculdade. Como ela já está no 4º ano, resolvi finalmente aceitar o convite.
Como já disse, essas coisas são no mínimo uma oportunidade de observação antropológica. Não foi de todo ruim porque no fim tivemos acesso ao camarote e a festa foi a tarde, além de ter 2 ambientes e em um deles tocar EDM o tempo todo. Apesar do open bar, me comportei exemplarmente e a bebida era só um pouco menos pior do que o que eu me lembrava das minhas festas da faculdade.
Mas não posso dizer o mesmo da minha amiga, que eu encontrei dormindo num canto. Por sorte eu resolvi procurá-la, e por sorte ela estava no camarote, senão eu teria ido embora sem ela, sem saber o que aconteceu. As amigas 9nhas dela não fizeram nada pra ajudar, encarreguei algumas de carregar minha amiga pra fora e levei ela de volta pra casa. Ela não estava passando mal, mas estava meio apagada, então fiquei preocupada. Deixei ela em casa, depois de dar um monte de água e algo doce para ela comer, voltei pra minha casa pra tomar um banho e ainda voltei pra passar a noite com ela, em caso de ela passar mais mal. Eu sei, eu mesma me achei a própria #friendshipgoals nesse dia
Dedo podre
Acho que, além de me faltar muita sorte nessa vida, eu ainda tenho dedo podre e não me ajudo mesmo. E em tempos de swipe left or right, essa é uma expressão bem literal! Um dia isso ainda vai virar uma anedota pra contar por aqui, mas vou comentar que a parte que eu disse que parecia que tinha e não tinha acontecido muita coisa no mês em grande parte se deve a isso. Acho que ainda não resolvi isso muito bem internamente (olha a INTJ gritando ai!), então melhor não comentar nada pra não falar besteira. Mas me desejem boa sorte, ou eu posso enlouquecer.
Marcadores: família, filosofando, pessoal

|
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016 at 12:00
|
Antes que o ano acabe, preciso contar a coisa mais importante que me aconteceu esse ano.
Virei madrinha oficialmente. Na igreja e tudo.
Começando do começo, em novembro fiz o cursinho de batismo from hell. Passei a tarde de um sábado interio ouvindo cantoria fora de tom e ritmo e um monte de blá blá blá pra ganhar um pedaço de papel escrito a mão pra só então poder participar do batizado do meu sobrinho na igreja. Os pais também têm que fazer o curso, mas meu irmão e a cunhada fizeram em MG com uma conhecida da igreja.
No dia, um sábado, chegamos atrasados. Todos. Eu e minha mãe pegamos carona com meus tios que moram na mesma rua que a gente e por coincidência estacionamos bem atrás do meu irmão perto da igreja. Mas como é de se esperar de um evento que reune um monte de bebê, ainda nem tinha começado. E pra nossa sorte, as famílias foram organizadas por ordem alfabética (eles optaram por um batismo coletivo, eram 20 crianças nesse dia).
Uma das coisas que eu abomino em missa é essa palhaçada de ficar sentando e levantando. Nossa, que coisa patética! Eu quase nunca me levanto, e me recuso a cantar. De desculpa, fiquei brincando com meu ~agora~ afilhado.
Até que a maioria das crianças se comportou e não teve muita choradeira. O menino na nossa frente era maiorzinho e estava indignado, assim como eu, de ter que participar daquilo. Chorou muito e queria ficar na parte de fora da igreja. Olhava pra ele e sussurrava que super entendi a sua agonia. Entendia mesmo.
O diáono chama as crianças 3 vezes, mas só uma delas a gente leva no altar, que é o batismoo de água que a gente conhece. Nessa igreja que fomos (onde euu e meu irmão fizemos catequese e crisma), não tem pia batismal. Nessa hora o Gui tava acordadinho e queria porque queria mexer na bacia.
Com a contenção de custos não rolou fotógrafo profissional, então os familiares ficaram tirando foto de celular mesmo, haha!
Depois rolou um churras no prédio do meu irmão com os familiares e alguns amigos e foi bem gostoso. Mas meu afilhado tava enjoadinho da maratona, o batizado foi bem na hora da soneca. E bem, o evento era mais pros adultos do que pra ele mesmo.
Eu sempre disso, e sito mesmo que meu sobrinho é minha extensão e eu vou protegê-lo de tudo o que é ruim dessa vida se eu puder. Gui, não tenha dúvidas de que você é nesso tesouro!
Marcadores: batismo, batizado, churrasco, família, igreja, pessoal

|
sexta-feira, 30 de setembro de 2016 at 12:00
|
|
#sotmb - projeto fotográfioco de setembro: lar
|
E chegamos ao último dia do projeto fotográfico desse grupo lindo ai do banner <3
O tema é: lar. E pra mim, "home is where the heart is".
 |
| Minha família canadense + minha irmã norueguesa. Porque família não é só compartilhar dna <3 |
 |
| A gente briga e discorda, mas no fim a gente se ama! |
 |
| Disney Orlando, sempre! |
 |
| Hogwarts <3 |
 |
| Last, but not least, meus amigos. Não estão todos nessa foto, claro, mas eu posso encarar qualquer desafio com eles do meu lado <3 |
Marcadores: amigos, canada, disney, família, harry potter, hogwarts, projeto fotografico, sotmb

|
Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação.
Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.
@ nati n.
@ nicas
@ lari
@ fernanda n.
@ paula b.
@ maria t.
@ gesiane
@ thais h.
@ aline a.
@ chat-feminino
@ viviane
@ lorraine
passe o mouse para escolher a data
splash! of colour
|