Se eu tenho que escolher um filme pra assistir, seja de qualquer formato, sempre vou escolher coisas mais fofas. Se pedirem minha opinião, poucos filmes me dão vontade de ir ao cinema. Mas eu gosto do aspecto social que ir ao cinema proporciona, então as vezes eu simplesmente concordo em ir pra poder curtir a companhia.
Vimos o trailer de Valerian e a cidade dos mil planetas em algum outro filme e crush inicialmente não tinha se empolgado muito, mas ao longo do tempo acabou sendo influenciado pelo marketing e fez questão de ir ver no cinema, mesmo tendo chegado de viagem de madrugada e dormido pouco.
O filme é baseado nos quadrinhos franceses Valerian et Laureline e fala sobre um futuro onde as espécies universais convivem em uma cidade artificial montada, meio que como se a estação espacial internacional tivesse virado interplanetária, com milhares de espécies e milhões de cidadãos. No filme o Major Valerian e a Sargento Laureline estão em uma missão para resgatar um item roubado, muito precioso por ser o último de sua espécie. O que não imaginam é que se envolveriam em um escândalo universal.
Valerian é um filme francês, dirigido em francês, mas bem hollywoodiano. Tem muita ação e romance, e até tenta ter algum humor, mas é cansativo. Eu que nem estava tão cansada assim achei bem difícil me manter acordada em alguns momentos do filme. Crush quase dormiu no meio, que, apesar da ação, é meio chato.
Achamos que falta um propósito pra muita coisa no filme, como o engajamento que devemos ter pelos protagonistas. Eu não gostei que a representação dos seres mais evoluídos das galáxias fosse tão próxima ao ideal contemporâneo de beleza, que é uma magreza extrema. Eu nunca tinha visto um filme com ela, mas a atuação da Cara Delavigne é de doer desde o começo do filme. Gosto dela como pessoa pública, mas como atriz, tem muito o que aprender. A Rihanna, que aparece muito menos, faz um trabalho bem melhor. O menininho, que eu nunca tinha visto na vida, também não é muito melhor.
O diretor, Luc Besson, diz que não está preocupado com a recepção do público porque acredita que, mesmo que não vá bem no cinema, é um filme que virará cult como seu outro filme, O quinto elemento, que também tinha uma modelo-que-virou-atriz, a Milla Jovovich.
Pra não dizer que nada presta, os produtores parecem que entendem a importância de um elemento, mesmo que pequeno, mas que seja fofo ou meio fora da caixinha, e gostamos muito dos bichinhos de estimação dos pearls XD
Eu não sei dizer porque ou como, mas sempre fui uma pessoa muito única. Não que eu necessariamente seja diferente de todos, mas me sinto muito individual, muito eu. Entendo a necessidade do grupo, do "a gente", mas no fim do dia, eu sempre fui só eu.
Sempre me incomodou essa coisa de acharem que "japa isso, japa aquilo" e me colocarem num balaio de gatos indiscriminadamente. E isso piorou quando vim pra São Paulo, que tem uma comunidade nipônica muito maior do que na roça.
Mas se na roça ninguém olhava pra mim porque eu era japa (e talvez diferente demais pra eles), em SP eu não precisava nem me mover pros caras me notarem, exatamente porque eu era japa.
Depois do estranhamento inicial, isso passou a me incomodar. Quantas vezes na balada não ouvi um "mas eu adoro japa" ou "meu sonho é beijar uma japinha"? Parece que bastava ter olho puxado pro cara dar valor, não precisava de mais nada. Antes de conseguir entender e colocar em palavras, lembro de uma vez me pegar pensando (e tenho certeza de que postei em algum lugar, na longínqua época da faculdade) que nada me garantia que meu (então) namorado não fosse me trocar por qualquer outra japa no universo, que ele achasse tão ou mais bonita, só pelo fato de ser japa.
Outro dia, inclusive, falávamos disso numa roda de amigas. Que ninguém de fora nunca entende isso, que quando as japas falam que essa coisa de "japa lovers" é ruim no nível individual, ninguém compreende como "reserva de mercado" pode ser algo negativo.
Mas é isso, essa coisa de "preferir" as japas faz com que a gente sinta que o cara não esteja nem ai pra personalidade da pessoa, somente para o físico. Que não importa todas as nossas conquistas, o que vale acima de tudo, é uma etnia. A gente não se sente valorizada por ser um indivíduo e parece que o que vale é exatamente aquilo que a gente sequer escolheu ser.
Nesse mundo de swipe left or right, baseado só em aparência, isso é elevado a uma potência absurda. Eu nem saberia dizer quando foi a última vez na vida que fiquei com alguém que não se importava com minha descendência! Até o crush atual já soltou que namorou uma cingaporeana (que tem descendência chinesa)...
Fora que outro dia foi levantada a questão da fetichização do oriental, essa coisa do esteriótipo do comportamento, que, em se tratando de mim, não tem nada a ver!
Quem me conhece sabe que sou muito mais do que essa cara de poucos amigos. Que aqui tem essa calma superficial, mas muita opinião e teimosia. E muita vontade de ser do contra também. Nem eu conseguiria me definir brevemente, que dirá uma ideia arcaica de um grupo étnico!
Há uns tempos atrás andava com uma amiga que era fascinada pela França, e cheguei a ver vários filmes franceses bem legais com ela. Mas a gente se distanciou, e a menos que o filme fosse bem mainstream eu acabava não vendo mais nada de cinema francês.
Foi então que dia desses, crush sem muito tempo mas com muita vontade de passar um tempo juntos (só amor por pessoas assim <3) pediu para eu escolher um filme enquanto ele vinha pra cidade e o único em horário bom (em uma língua que ele entendesse) era "Perdidos em Paris" (Paris Pied Nus - ou De Pés Descalços em Paris). Nunca tinha ouvido falar sobre, mas parecia algo bem levinho pro fim do dia, e hipster o suficiente mas não demais.
A história é sobre Fiona, moradora do Canadá, que recebe uma carta de ajuda de sua tia Martha, moradora da França. Querem colocá-la em um asilo, mas ela se recusa e precisa que alguém a socorra. Fiona nunca saiu do país, mas o amor pela tia a faz atravessar o oceano. E a ingenuidade dela a faz se perder em Paris. Em uma das muitas trapalhadas dela, um morador de rua, Dom, cruza seu caminho, e mesmo inconvenientemente ele a ajuda em sua missão.
O filme é realmente bem levinho, e um pouco non sense. Esqueça algumas lógicas e se divirta. É interessante ver como os europeus enxergam os canadenses, por exemplo, mesmo que de uma maneira exagerada. E é uma delícia passear por Paris com os personagens <3
Como boa introvertida, eu tive minha boa cota de crushes platônicos. Na escola eu não tinha nem coragem de chegar perto. Me contentava em olhar de longe.
Na faculdade tive um crush que tinha tudo pra seguir o mesmo caminho, mas quis o destino que ele ficasse sabendo e, pra surpresa geral da nação, ele retribuiu.
Mas na maioria das vezes não foi assim e eu sempre achei essa coisa de gostar de alguém muito complicado. Porque não existe garantia nenhuma de que a outra pessoa vai retribuir, muito menos da forma como você gostaria.
Morando em SP descobri todo esse mundo de cara que só curte a mina se ela tiver genes do oriente extremo. Ai não era mais eu que tinha crush eram essas pessoas, que me eram muito estranhas, que tinham crush em mim. Ok, nem foram muitas, e dessas, acho que só acabei mesmo com o meu ex. Por quem eu não tive crush nenhum.
A própria definição de crush tem essa coisa de idealização, e por um tempo, deixei de idealizar as pessoas. Ou aprendi que não adianta idealizar as pessoas, porque elas vão nos decepcionar (ou nós vamos nos decepcionar por conta própria).
Na era dos apps de relacionamentos, é até fácil arranjar uns crushes mais platônicos. A gente dá like naquelas fotos bonitas e até em perfis bem escritos e torce pra dar match. Quando dá, a gente torce por uma mensagem. E depois pra que a pessoa seja aquilo que a gente idealizou. E que vire um date. E assim, muitos crushes nasceram e morreram nesses últimos anos.
Teve o crush one night stand, que se me perguntarem porque é que nunca virou nada, nem eu sei dizer. O cara era bem gato e legal, é um crush da memória, mas acho que no fim nunca consegui imaginar um happily ever after. A moça que encontrar com ele no momento certo vai ter sorte, e eu nem vou ter ciúmes!
Teve o crush at first sight, que até hoje eu me lembro de como eu gostei dele antes do primeiro date terminar. Não deu certo e foi uma pena (foi também muito sofrimento e enrolação).
Teve o crush errado, porque a gente sempre, sempre passa por esse, né? Parecia um sonho e no fim não passou de um doce azedo na vitrine. Sofri sozinha, e por esse eu sei que sofri porque minha mente foi incapaz de aceitar que fez uma idéia tão errada de alguém. Minha mente é uma coisa muito louca mesmo.
E tem o crush atual, com quem eu achava que não ia dar em nada porque achava que nenhum dos dois ia tomar iniciativa e no fim, não é que aconteceu?
É bem gostosinho ter um crush, e deve ser bem bom quando ele vira o the one, mas também é bom a gente saber quando é que a gente tá viajando na batatinha e quando tá na medida ;)
A vantagem de ter um crush estrangeiro é conhecer coisas novas. Com descendência do leste europeu, ele me chamou pra comer comida típica da região. Segundo me explicou, com a proximidade geográfica faz com que muitas coisas da cultura sejam compartilhadas, em especial a culinária.
O Polska295 é um café pequenininho numa rua gracinha em Pinheiros. A dona é polonesa, e o prato chefe é o pierogi (fala-se pieroguí), um pastelzinho/bolinho recheado e cozido na água. Lembra um pequeno guizá feito no vapor, com uma massa mais firme e vários recheios.
Pedimos uma porção com 12 unidades de sabores mistos. Tem carne, ricota, repolho e batata. Vem com cebola caramelizada por cima e pode acompanhar creme azedo (a parte). Eles vem fumegando, então tem que tomar cuidado! A porção é boa para dividir, os sabores são muito gostosos. O meu favorito foi o de repolho. O creme azedo faz um contraponto bom com a carne. Crush comeu o creme puro de tão bom que achou.
Aliás, ele também pediu uma das sopinhas do cardápio, que vem numa xícara a lá copo americano, de beterraba. Eu passei, porque não curto beterraba. Pode vir com creme pra misturar também, e dar mais consistência. Tem outra sopa, de cogumelos, que parece interessante, mas não pedi.
Terminamos com uma torta sernik, de ricota doce. Lembra um pouco cheesecake, mas mais consistente. Pode acompanhar creme azedo também, mas não achei que fosse doce o suficiente para misturar e preferi deixar de lado (sobrou dos nossos pierogis na verdade).
O lugar é bem pequeno mesmo, com mesas na calçada. O pedido é feito no balcão, mas servido na mesa e o serviço é bem simpático. Como o staff não é grande, as vezes a garçonete/caixa/faz outras coisas não passa sempre pelas mesas, mas ela se desculpa e é bem atenciosa.
Os valores são bem bons, com 2 sucos Joy, a conta para nós dois ficou em R$ 84. Definitivamente quero voltar ou experimentar mais comida do leste europeu!
Sou do tipo de pessoa que quando pede carro em app, tem que guardar a cor do carro e a placa. O modelo do carro não me diz nada, se não for um Fusca ou uma Brasília Amarela. Tirei carta porque era mais barato do que meu pai comprar uma armação de óculos caríssima que a gente apostou se eu passasse em uma universidade pública na época do cursinho. Mas passei direto no teste prático, com uma das balizas mais lindas que já vi, ultrapassando um ônibus no ponto porque tinha medo de parar o carro e ele morrer, HAHAHA!
Óbvio que se fosse por mim eu nem teria notado esse filme no cinema. Mas ai tem o tal do crush, fanboy de Edgar Wright, que estava louco pra ver esse filme, e ai como eu não tava fazendo nada mesmo, convidei pra irmos.
Incrivelmente, Em ritmo de fuga parece um título muito melhor do que seu original. No filme, Baby é um piloto de fuga de assaltos, fazendo coisas incríveis no volante, em plena Atlanta, para um chefão do crime. O catch é que para fazer as coisas mirabolantes que faz, ele tem que ter a trilha sonora perfeita. E ele carrega seus iPods de acordo com o humor do dia. Baby começou cedo nesse mundo, mas deseja sair dele. Tem um crush numa menina com quem nunca falou e numa dessas voltas do destino, acaba conhecendo ela quando menos esperava.
Eu acho o filme meio tenso por causa do tema de perseguição, e porque sou uma negação no volante não consigo nem imaginar como lidar com tanta velocidade e prestar atenção em tantas coisas ao mesmo tempo. Fora isso, em termos me lembrou um quê de Gone in 60 Seconds, aquele em que tentam passar o Nicolas Cage por galã que tem um caso bem quente com uma Angelina Jolie loira, o que não é mal porque é um dos filmes de ação que mais gosto.
Como eu não tinha lido nada sobre o filme, achei um bom entretenimento, mas li muita crítica falando mal da pretenciosidade do diretor, de como só serve como uma desculpa pra ele se gabar de seu gosto musical e talz. Talvez seja mesmo, mas não é um mal filme. Tem uma pitada de humor, bastante ação, uma história até que bem amarradinha. Se você já viu outras coisas desse diretor (Scott Pilgrim Against the World ou Hot Fuzz) vá preparado para algo um pouco diferente, não é tão engraçado, não é tão ácido, mas rola umas risadas ;)
Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação.
Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.