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quinta-feira, 5 de maio de 2016 at 08:09
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all good things...

... must come to an end.

E assim me despeço do meu voluntariado.

Mas o quê? Sim, daqui algumas horas estou indo embora do camp hill. Se quiser saber mais, cola lá no blog da viagem.

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that would be me. bye!

segunda-feira, 23 de novembro de 2015 at 10:30
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alô, alô? planeta terra chamando!

Eu sei que eu sumi desde que as aulas voltaram, mas é que meio que a vida começou a virar rotina por aqui. Não tô falando que isso é ruim, mas deixou de ser aquela novidade constante pra postar. Quem quiser uns posts mais resumidos, fique a vontade de ler o meu outro blog, feito pra viagem, o virginiayoshikawa.com.br (ainda quero postar aqui melhor sobre a viagem pra Bath, don't worry!).

Por causa da redução de luz do dia, também tenho ficado mais cansada - ou será o frio? Tem dia que só quero ficar sentada na cadeira olhando pro nada,sabe? Uma sindrome de adolescente tardia, haha! Sério, tá anoitecendo antes das 17h!!! E até o natal, só piora... Não vejo a hra do natal chegar pro dia voltar a ter mais luz natural, aos poucos! É meio desesperador quando você percebe que a cada dia a noite começa mais e mais cedo...

Tô tentando voltar pra dieta (dukan) aos poucos e acho que vou conseguir. Aos poucos o pessoal tá se tocando que eu não tô comendo as tortas e massas e tô comendo salada sempre. Ainda mo muito ovo, porque é o de mais fácil que tem pra fazer e obter, mas aos poucos tô comendo mais frango. Peixe é dificil de eu achar - o que é um ultraje, numa ilha! Carne vermelha é luxo, nem vou reclamar. Só direi que poderei viver de churrascaria por um bom tempo quando voltar pro Brasil, HAHA!

AND ainda não decidi meu fim de ano. Com os ataques de Paris, tudo ficou incerto - mas ainda vou pra Paris antes de voltar pro Brasil, isso é certo sim! Se alguém tiver uma dica baratinha (até 100 Libras) pro ano novo, somos todos ouvidos =P

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that would be me. bye!

sexta-feira, 16 de outubro de 2015 at 08:30
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e já se foi um bimestre

Lembrando que aqui e uma escola, o tempo passa como em uma (apesar de não ter provas). E o primeiro bimestre já acabou! Nesse sábado, os alunos que moram no campus voltarão para casa para uma "semana do saco cheio". E a gente tem folga esse tempo todo!

Mas bem, tô tendo folga do que exatamente?

Quem me conhece sabe que eu não me sinto confortável na maioria das situações sociais no universo. O que quer dizer que eu odeio qualquer mudança que envolva conhecer muita gente nova. Toda vez que começo um trabalho novo, já odeio de cara por uns 3 meses, mas eu sei que eu odeio porque odeio ter que sociaizar com gente nova. Então, de cara, sim, eu ainda estou bem desconfortável por ter mudado de emprego, mas também sei que isso vai passar.

Mas aqui as coisas também são diferentes. O trabalho por exemplo. Eu achei que seria bem mais difícil, que eu teria muita dificuldade de aprender e me adaptar. Mas na verdade tem sido diferente. Pela primeira vez eu sinto que eu sei o que stou fazendo (guardadas as devidas proporções). E também nao tem pressão e stress. Sei que a posição de voluntária me dá esse conforto, de saber que a menos que eu realmente queira, eu não serei mandada embora, mas também tem o fato de que o que eu faco aqui não tem a cobrança do mundo corporativo. Isso aqui, apesar das mudanças dos últimos tempos (de antes de eu chegar) ainda é uma comunidade. Não tem essa de puxar o tapete, de se sobressair, de sacanear o colega ou humilhar um subordinado. Todo mundo trabalha para um bem comum.

Dito isso, a convivência com as pessoas é outra no trabalho. Tem muita gente de outros lugares aqui, as pessoas estão abertas a conhecer umas as outras e a serem legais de verdade. Sempre que conheço alguém novo as pessoas já me dão dicas do que fazer na região, de onde ir ra me divertir, pra passear, pra comer... Não tem fogueira de vaidades.

Aprofundando um pouco mais sobre o trabalho, existem 2 tipos:

Trabalho na sala de aula: dar suporte aos alunos nas atividades educacionais. As atividades são de aprendizado básico, ler, contar, atividades para a coordenação motora. Tipo pré escola mesmo. mas com pessoas com dificuldades de aprendizado e outras necessidades especiais intelectuais.

Por exemplo, tivemos uma aula no grupo amarelo para fazer um artesanato com palitos e lã. Era para enrolar cores diferentes em uma cruz. O aluno segurou a linha, escolheu as cors, enquanto eu fazia a parte mais complicada, que era virar a cruz. Parece bobagem, mas quando você vê o nível de dificuldade dos alunos aqui, entende que eu até que tive sorte de ficar com esse aluno (é um dos gêmeos que eu adoro - o dessa turma é da casa que meu amigo trabalha, o irmão está na minha casa e em outra turma).

Em outra ala, ajudei o outro gemêo a montar um chacoalho com um graveto (em Y). Ele escolheu os materiais pra decorar o graveto e ajudou a colocar as tampinhas no arame, mas eu que tive que prender o arame no graveto. E nossa, eu amo esses gemêos! Eles tem autismo e não se comunicam (mas não são rdos-mudos), mas entendem o que a gente diz e são muito bonzinhos! E são muito musicais, os dois amam aulas com músicas e ritmos. Sempre que os encontro eu estalo os dedos ou bato palmas, eles amam!

Na turma mais avançada que peguei, fomos fazer pesquisa de preços em uma lojinha aqui perto. E eles ainda compraram seus próprios drinks! Com a supervisão dos professores, claro. É muito comum os alunos terem alguma intolerância (tipo lactose, glutén), ou diabetes ou estarem em uma dieta restrita (muitos tem problemas na coluna e não podem ficar acima do peso), então sempre temos que ficar atentos ao que eles comem (as vezes eles não sabem que podem ou não comer).

Trabalho em casa: dar suporte nas atividades cotidianas. Tem muito de dar banho (ou superisionar quando eles fazem sozinhos), ajudar com necessidades fisiológicas (na minha casa tem 1 aluno que usa fraldas, vários que não sabem se limpar direito e outros tantos que precisam de constante lembrete para ir ao banheiro), supervisionar nutrição (como come, o que come, velocidade, etc), além dos jobs, como ajudar a limpar a sala de jantar, a cozinha, a louça, colocar coisas pra lavar na lavanderia, fazer a troca da roupa de cama, jogar o lixo no lugar certo, etc. No tempo livre, os alunos podem fazer o que quiser, mas tentams dar o máximo de atividades possíveis, desde escutar músicas sentados (tem alguns que mal conseguem parar 2 segundos quietos), até caminhadas, artesanatos (fazer cartões, colorir livros), receitas simples (bolos, pizza), etc.

O trabalho em casa é o mais cansativo porque exige contato maior com o aluno, e é praticamente 1 a 1, não tem ninguém te dando direções de como fazer ou te ajudando (na maior parte do tempo), mas é quando você tem a oportunidade de conhecer o aluno melhor, quando eles interagem mais e quando a confiança um no outro é construída.Na minha casa tem 2 alunos residentes que não falam, mas os outros falam bastante! As vezes parece que eles não estão exatamente interagindo, mas ai você percebe que no emaranhado de coisas que parecem não fazer sentido, tudo o que o aluno quer é qu você interaja com ele.

Eu já tive que limpar cocô? Tive sim. Foi nojento? Imensamente. Faria de novo? Oras, se o aluno precisar, sim! Nem tudo nese trabalho são flores, mas você aprende que eles não fazem de propósito. Alias, já tive que esperar aluno bater punheta e depois ir lá limpar a porra toda, literalmente, e nem por isso m esquivo de cuidar desse aluno mais (aliás, tirando o fato de que quando ele tem ataque de fúria ele machuca as pessoas, na maior parte do tempo ele é bem de boas e eu gosto de sentar e ouvi-lo assobiar por horas).

Mas também tem aqueles momentos em que o aluno solta, do nada, um "I love you", um "You're gorgeous" e e pede um abraço, na frente de todo mundo <3 Ou então quando você realmente acha a batida perfeita e tira o maior sorriso do aluno quieto no meio de um dia cinzento. E ai você percebe que são essas as coisas que valem a pena de verdade e que fazem a diferença. É perceber que você faz a diferença na vida de alguém, genuinamente.

Essa semana tiveos a última reunião do bimestre e foi bem positiva, feedback positivo pra todos os alunos e pro staff, que deve estar fazendo algo certo, né? E o começo do próximo bimestre parece bem positivo, esperamos que seja melhor ainda!

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that would be me. bye!

terça-feira, 22 de setembro de 2015 at 14:03
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pra quem viaja, não existe diferença entre fds e dia normal

Eu trabalho basicamente nos fins de semana. Sexta, sábado, domingo e segunda são meus dias de trabalho de verdade. E geralmente só a tarde.

Só sábado que trabalho de manhã. Das 9h30 as 21h30. Parece pesado, mas até agora está sendo sussa. Sábado é o dia mais calmo dos alunos, eles não tem nenhuma obrigação (domingo tem missa na capela de manhã e tem horário pra acordar, de sábado não tem), mas é mais puxado pra gente que trabalha, porque temos que dar atenção o tempo todo o dia todo paa os alunos e arranjar o que eles fazerem. Tem aluno que simplesmente não fica parado!

Eu cheguei já sabendo que iria levar uns alunos para fazer compras de manhã e de tarde. Dei o café da manhã pra um deles e dei uma enrolada até dar a hora de sair. Estava tudo bem. Passamos na casa onde eu moro para pegar outro aluno (e outro co worker) e fomos pro mercado.

Nesse meio do caminho, tudo parecia bem. Até que do nada eu levei um puta tapa na cara!!! Nossa, na hora, além da dor, eu fiquei é puta. Porra! Agredida por nada! Mas ai tenho sempre que lembrar: eles não fazem por querer. Alguma coisa no meio do caminho deve ter irritado ele e foi a forma de reagir. É estranho, só estando aqui para compreender que realmente, pessoas com necessidades especiais pensam e reagem de uma forma diferente e elas não fazem de propósito. Na maior parte do tempo, elas são comportadas (é diferente de alguém que tem plenas capacidades mentais e ESCOLHE ser filho da puta).

Chegamos no mercado e seguimos a lista de compras. É ai que a gente entende que por mais fluente que alguém seja, nunca será 100% fluente numa língua que não é a sua materna. Várias coisas na lista que eu não tinha nem noção do que eram!! E isso era só de vegetais...

Voltamos na hora do almoço e tudo correu normal. Ah, o aluno me pediu desculpas depois. De tarde, tinha compras de super mercado com o outro que se comporta direitinho, então foi bem tranquilo e quase relaxante, mesmo com o super mercado cheio de gente. A única distração foi um monitor de segurança. Como uma crianca, ele ficou se observando passar pela câmera algumas vezes, haha!

Voltamos um pouco antes do supper e a noite correu tudo bem também. Apesar dos pesares, o dia foi bom, e passou rápido devido as saídas.

Dia seguinte só trabalhei a tarde (14h as 22h) e foi bem tranquilo também. Não saimos do campus, mas demos uma boa volta na propriedade com 2 dos alunos. No fim de semana passamos muito tempo com os alunos e temos que arranjar atividades, por mais simples que pareçam. Eu acho complicado porque dá margem pro aluno pegar confiança e ficar folgado com os co workers as vezes.

O jantar foi meio tumultuado porque um deles não queria ficar na sala de jantar e fcou muito agitado. Levei outro tapa >.< Ai o shift leader botou ele pra fora e o menino fez o maior drama, coitado, mas no final tudo se resolve. São mesmo crianças grandes, com certas dificuldades. Não dá pra culpá-las.

A noite foi melhor, acho que tudo melhora com comida, né? Hahaha!

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terça-feira, 15 de setembro de 2015 at 09:21
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ready, steady... go!

Minhas folgas são terça e quarta, e quinta a gente só tem 2h30 de shift para participar da reunião da casa - uma semana é a nossa reunião, na seguinte é na outra casa de college e a gente fica de olho nos alunos de lá. Quinta também é um dia feliz: é dia de receber nosso pocket money! Não é muito, mas já serve pra alguma coisa.

A reunião da primeira semana foi bem básica, só de boas vindas, comentar sobre os novos alunos, o que aconteceu naqueles 3 primeiros dias. Depois, pedi para falar com a nossa house coordinator sobre as folgas. Apesar de não termos um contrato assinado (ao menos não do tipo "vendo minha alma para o Mickey"), temos direito a folgas. Todo bimestre rola uns dias de "férias" para os alunos voltarem pra casa e a gente também tem folga. Eu estava mais preocupada sobre as férias de fim de ano, pois há uma chance das ~migas virem pra Londres <3. Tomara que role! Ai também aproveitei para refletir sobre minha viagem a Paris e acho que será melhor ir quando o tempo não estiver tão frio.

Na sexta achei que finalmente teria um gostinho da vida dos alunos no college... Mas tivemos o treinamento que ficaram nos devendo na semana anterior! O pior mesmo é que eu tive que acordar mais cedo (meu shift era depois do meio dia)...

O treinamento que ficaram nos devendo é o tal do Proact-Scip UK. É meio que uma aula de auto defesa contra pessoas que não podem ser responsabilizadas pelos seus atos. Ou no nosso caso, como nos defender caso os alunos se ponham ou nos ponham em risco.

A primeira parte foi teórica. De manhã. Cedo. Imagina minha (falta de) alegria? Na hora do almoço corremos pra casa comer, mesmo em meio a loucura que é a hora do almoço nas casas, e voltamos para a parte prática. A parte que todos esperavam.

Para a parte prática, precisavamos de espaço e fomos para o gym. Uns dias antes o Henrique tinha me levado lá, nao é um ginásio grande, mas tem uma quadrinha coberta, chão de madeira e alguns aparelhos para o uso das terapias com os alunos.

Mesmo essa aula prática foi meio teórica. Quer dizer, estavamos em um ambiente monitorado e controlado. A gente sabe que na vida real as coisas não acontecem cronometradas. Aprendemos a manter equilibrio e firmeza do corpo e nos defender e ataques próximos. Também aprendemos a conduzir alunos de forma calma quando necessário e até como fazê-los se moverem caso estejam empacados mas em situação de risco.

O problema é que temos alguns alunos bem grandes. Não gordos, mas altos. E eles têm muita força. Na verdade, eles não medem a força que tem. Na aula é fácil medir a sua força pra não machucar o amigo, mas na realidade a gente sabe que eles vão avançar com tudo.

Depois da aula ainda tivemos que voltar pras casas para "terminar" nossos shifts. O meu só ia terminar as 21h30. 12h de pé...

Voltei na hora da volta do college. No fim das aulas, os alunos voltam para as casas e toma um lanche. Tem aluno que só passa o dia no camp hill então vai embora direto (claro que alguém acompanha até o portão até que alguém venha buscar). Outros passam a semana aqui e ai os pais vem buscar na sexta depois da aula. O fim do dia é meio caótico porque é quando todo mundo chega nas casas, é muita gente junto tentando fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Os alunos tem que tirar os sapatos, os casacos e as mochilas no hall, antes de entrar na casa, e nem sempre eles fazem isso de maneira ordeira e rápida.

Como eu cheguei e a casa tava recebendo o pessoal no fim do dia, não tinha uma função específica, fiquei no escritório esperando ser instruída sobre o que fazer. Ajudei a pegar pertences de alunos da semana, pegar café pros pais, e no geral, ajudei a não ajudar porque tava muito perdida, haha!

Passado o turbilhão, me colocaram para cuidar de um menino que tem a síndrome do X frágil. No geral, é bastante independente, mas tem um pouco de dificuldade motora e tem pensamentos obsessivos. Ele pode passar manteiga no pão, por exemplo, mas faz comouma criança aprendendo a fazer isso. Toma bano sozinho, mas não é aquela maravilha. Conversa bem, mas só sobre aquilo que ele quer conversar. E o assunto pode ficar em looping eterno...

Como ainda não conheço tão bem todos os alunos, fiquei mais observando, e não fiquei sugerindo nada, fiquei meio seguindo o aluno pra ver como era. Foi bem tranquilo nesse quesito, ele foi bem bonzinho, fez tudo direitinho (do jeito dele) e foi fácil terminar o dia, só mandar dormir que tudo bem.

Fiquei meio frustrada de não poder ver como é quando eles vão pra aula, mas naquele dia... Muito cansaço! No fim foi bom que tivesse sido assim.

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segunda-feira, 7 de setembro de 2015 at 08:00
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o primeiríssimo dia de trabalho

O grande dia chegou! Segundona, 31 de agosto, primeiro dia de trabalho de verdade dos vountários aqui no camp hill.

Não sei que data especial era, mas foi feriado aqui na Inglaterra. E eu esqueci que me avisaram isso e fui pra minha casa de manhã cedo tentar resolver as paradas da imigração. Por causa do meu visto tenho que fazer um registro na polícia. Mas sei lá porque isso tem que ser feito na outra cidade, em Bournemouth, e não aqui em Ringwood. E bem, como era feriado, não ia dar pra fazer nada. Inclusive, de manhã, o campus tava deserto. Eu acordei cedo pra nada... Voltei pra casa e voltei a dormir, hehehe...

Os alunos começariam a chegar a tarde, na hora do meu shift, então fui mais cedo pro trabalho pra poder comer algo lá já e ai perguntar algumas coisas pra minha coordenadora.

O Junior já estava lá então ele aproveitou pra passar o perfil dos alunos desse ano. A metade mora durante a maior parte do ano na casa e outra parte só vem pra passar o dia. Óbvio que eu não memorizei quase nada, é muita informação! Mas acho que logo seremos capazes de identificar as necessidades de cada um.

Logo depois de passar a conduta de segurança em caso de incêndio, as famílias começaram a chegar. 3 deles já são bem conhecidos e moravam lá já antes. 2 já fizeram várias atividades na casa. E 1 era novo e tinha feito só algumas atividades lá. Como a maioria já estava familiarizada os pais não ficaram muito tempo. Só um deles, de um menino que precisa de mais atenção que os outros. Esses pais foram super bonzinhos, explicaram tudo direitinho... Foi aquele momento bem de dar dó da criança ter algum problema, sabe? Mas foi controlável, não foi nenhum momento Telethon da vida, haha (meu maior medo quando se trata de pessoas com necessidades especiais).

Eles chegaram do meio pro final da tarde e eu fiquei responsável exatamente por esse menino (só tem menino morando na minha casa) e foi bem tranquilo. Não tinha nenhuma atividade então só precisavamos esperar todo mundo se acomodar pra jantar e se arrumar pra dormir.

Os alunos da minha casa são bem independentes e sociaveis, apesar da maioria estar no espectro do autismo. As vezes eles ficam mais agitados ou obsessivos, mas é bem contornável. E é bem compreensível que eles ajam diferente do "resto", não dá pra perder a paciência (como eu perco com crianças saudaveis que não sabem se comprotar porque tem pais que não sabem educar os filhos que tem).

Esse menino que eu fiquei cuidado é o que menos fala, mas ele sabe se expressar, e se você prestar um pouco de atenção, é capaz de entender o que ele precisa sem muito esforço. Por exemplo, ele tomou chá e dpois de um tempo começou a apertar a virilha. Perguntei s precisava de banheiro e ele se levantou e foi sozinho. Quando ele ficou com fome, começou a perguntar do jantar, mas não fez nenhum drama, esperou quietinho escutando música (aliás, ótimo gosto musical, tocou Elvis e Madonna <3).

O jantar foi tranquilo, apesar de 2 alunos mais agitados. Como não estava todo mundo na casa, deu pra separar e foi uma refeição tranquila, calma, até silenciosa (eu estava morrendo de fome!). Depois da refeição são os alunos que ajudam o staff a arrumar a cozinha, para ensiná-los a ter mais independência.

Depois do jantar, hora do banho (apesar de não ser da cultura européia tomar banho diariamente, aqui eles toam pra ter consistência e ensinar que higiene pessoal é importante - se eles não tomam banho todo dia, podem começar a não querer tomar banho nunca). Essa hora foi mais problemática porque os pais disseram que o menino era mais independente e ele não era tanto assim. Ficou um tempão pra lavar o cabelo, devolver o shampoo na prateleira e pegar o sabonete. No fim, o Junior veio me ajudar a terminar o serviço, pois já estava ficando tarde. Depois foi hora de escovar os dentes e dormir. E por sorte esse menino faz tudo o que a gente manda, então ele deitou na cama e não deu trabalho. Teve outro menino que ficava tentando fugir do quarto, haha!

Logo depois a gente preencheu o log do dia e pode ir embora. Eu fiquei pra comer mais salada porque estava morrendo de fome! Não sei o que é, mas eu como e como e parece que não me satisfaz! Ao menos na minha casa a comida é saudavel, bastante salada e sempre tem proteina animal.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2015 at 10:30
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fazer o bem... a quem?

Esses dias vi na tv um segmento que falava sobre altruísmo e até que ponto o ser humano é capaz de fazer o bem pelo próximo sem esperar uma recompensa de volta.

Claro que a gente não pode ser interesseiro, sempre esperar que os outros retribuam nossos favores, mas até que ponto a gente não faz o que faz pra se sentir melhor consigo mesmo? Do tipo, "olha só eu, eu sou bacaninha e faço o bem sem olhar a quem".

Aparentemente rola até um "altruísmo ostentação" por aí. Gente que se gaba de fazer voluntariado, se acha melhor do que os outros por isso.

Veja bem, jamais pensei em fazer isso aqui quando resolvi contar minha história. Eu nem sabia que as pessoas ostentavam até nessa hora!

Mas sempre deixei claro: eu estou embarcando nessa pra me descobrir. Pra me sentir melhor comigo mesma. Quero me sentir útil pro mundo. Claro que quero ajudar porque acho importante para as pessoas ajudadas, mas acho que também vou sair ganhando muito.

Eu não acho errado fazer o bem pra se sentir bem consigo mesmo. Não acho exatamente certo ficar ostentando, mas se for um trabalho bem feito, que ajuda mesmo o outro, tanto melhor. Se for isso que o mundo precisa pra incentivar o outro a olhar com mais compaixão pro próximo, que seja. Tanto melhor que mais pessoas ajudem quem precisa de verdade.

Vendo minha mãe cuidar da minha avó por mais de 10 anos eu sei que o que as pessoas mais precisam é do tempo do próximo. Dinheiro é importante, mas não é tudo. O mais importante mesmo é botar a mão na massa. Um pouco de atenção as vezes vale mais do que o pagamento de qualquer dívida financeira.

Eu sei que muita gente tem receio de fazer voluntariado por conta do aspecto psicológico. Porque não é fácil não sofrer com alguém que está próximo, na sua frente. Eu sei porque é o maior motivo de eu nunca ter entrado em uma instituição que cuide de crianças com câncer, por exemplo. Tenho vontade de chorar só de pensar. Pra mim é uma das causas que mais me toca, é pra isso que doamos, mas ninguém tem coragem de ir lá doar nosso tempo, por medo de nos acabarmos em lágrimas.

Mas a gente pode achar alternativas. Como eu achei. Não necessariamente de mudar de país e dedicar todo o tempo pra uma causa. Mas começar pequeno. Um dia no mês. Ou na semana. Umas horinhas. Ajudar 1 pessoa. 1 família. Ou uma instituição.

Não estou falando que todos temos que doar nosso tempo aos outros. Mas quem tem essa vontade, saiba que é possível, e não tenha medo de se sentir culpado de achar que está fazendo bem pro seu ego. Você também estará fazendo um bem pro mundo ;)

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segunda-feira, 27 de julho de 2015 at 10:30
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ano sabático e o voluntariado

Acho que nunca entrei em detalhes aqui sobre essa fase da minha vida. A gente lê por ai sobre um monte de gente que cansou da vida e resolveu tirar umas férias indeterminadas mas nunca de fato conhece uma, nunca é uma pessoa próxima. Porém isso não pode impedir de ir lá e ser a primeira do grupo, né?

Eu já estava de saco cheio do mundo do turismo há um tempo. Um campo ingrato que exige muita formação, com salários de chorar e nada de reconhecimento. E pra piorar, apesar de eu não estar no atendimento direto, fazia parte de vendas  (back office) e só tomava na cabeça. Já tava querendo dar um tempo de tudo e inclusive me planejando pra isso quando a crise veio e, combinado com o fato da gerente da área não ir com a minha cara (quem me levou pra lá foi o dono), levei o corte.

Foi alguns meses mais cedo do que eu estava me preparando, mas no fim foi até melhor. Já estava desmotivada e com a demissão, recebi as multas, fgts e seguro desemprego.

O seguro não é grandes coisas, mas eu também não tenho grandes contas fixas. O segredo é sempre estar preparado. Eu tinha um dinheiro guardado, que é o dinheiro que eu sempre separo do salário, geralmente pensando em uma viagem, mas que pode ser pra qualquer outra emergência, claro. E o fgts. Não sai gastando porque de repente tinha esse dinheiro "sobrando". Guardei pensando que seria melhor gasto quando tivesse um plano.

O único problema é que eu não estava preparada psicologicamente para ter tanto tempo livre pra mim. Eu geralmente planejo muito na minha mente o que vou fazer, como eu vou fazer, quais os resultados eu quero alcançar, mesmo que nada saia conforme o esperado. Eu fico perdida sem esse planejamento.

Fiquei sim um tempo perdida sem saber o que fazer, com mil coisas passando pela cabeça mas sem nada que me prendesse.

Acho que essa coisa de retorno de Saturno e crise dos 30 é um fatão da minha geração, é a nossa crise de meia idade. Somos uma geração atrasada, na verdade. Passamos pelas etapas nas idades certas, mas sem maturidade nenhuma. Ainda somos adolescentes quando nos formamos na faculdade, não temos maturidade nem experiência pra avaliar o que fazer com a oportunidade de escolher um emprego, uma profissão e uma carreira e muito menos para perceber que estamos fazendo escolhas das quais nos arrependeremos no futuro. E um tempo depois, quando a poeira baixa e nos acostumamos a vida adulta, entramos em parafuso nos perguntando o que fizemos das nossas vidas, desesperados para procurar fazer a coisa certa. Somos a camada predominante da população e é por isso que parece que de repente todo mundo está em crise e largando tudo pra trás. E em parte é isso que acabou me motivando a fazer o mesmo. Como muita gente da minha idade está passando por crises e tendo culhões para fazer mudanças na vida deles, isso me mostrou que eu não estou velha como eu pensava para fazer o mesmo.

Uma das questões que começou a me incomodar muito foi o fato de que eu sentia que não estava fazendo nada de significativo pro mundo com minha profissão. Comecei a questionar qual o sentido da vida e qual minha missão, o que eu deixaria pro mundo (já adianto que não tem nada a ver com a -falta de- vontade de ter filhos) e comecei a pesquisar como eu poderia ajudar o mundo.
Foi ai que, numa conversa de bar, um amigo que também estava de saco cheio da vida me contou sobre aquilo que está prestes a mudar nossas vidas.

Camp hill é uma filosofia de ajuda holística a crianças e jovens com necessidades especiais de diversos níveis. É um trabalho de socialização e inserção dessas pessoas de maneira completa e sensível. Existem instituições camp hill espalhadas pelo mundo.

Meu amigo tem amigos no camp hill da Inglaterra que cuida de crianças de 6 a 19 anos e fizeram a "propaganda" do lugar, contando do esquema do voluntariado.

Funciona assim: você entra em contato com eles demonstrando interesse em se candidatar a uma vaga de voluntariado, eles pedem para responder um formulário e fazem uma entrevista via Skype com o RH. Eles perguntam de tudo, como uma entrevista de emprego. Perguntam o que você faz, como conheceu o camp, se está ciente de que é um trabalho que também exige físico (ao contrário do que estamos acostumados, não é ficar sentado o tempo todo na frente do computador) e muito contato com os alunos e se acha que suas experiências de vida podem ajudar no dia a dia do voluntariado. Não é necessário ter inglês fluente, precisa conseguir se comunicar (se virar) no dia a dia e não precisa ter experiência em cuidados com pessoas com necessidades especiais, mas é preciso ter vontade de aprender e ajudar o próximo, de se comprometer e não deixar a peteca cair.

No formulário eles pedem 2 contatos para referências e depois do resultado (positivo) eles entram em contato com essas pessoas para pedir mais informações sobre você. Nessa fase também pedem um atestado de antecedentes criminais que pode ser aquele eletrônico.

Eu não achei a entrevista particularmente difícil, mas geralmente me saio bem nelas, não preciso de ensaio. Não é responsabilidade dos entrevistadores avaliar o nível do seu inglês, mas se você não conseguir interagir com essas pessoas, o que dirá do dia a dia com os alunos? Os entrevistadores são de diferentes nacionalidades, então o sotaque britânico não é um grande empecilho.

A resposta veio poucos dias depois, falando das referências e logo veio também as instruções para a solicitação do visto (no caso das pessoas sem passaporte europeu). Eu indiquei meu ex RH (que já havia se oferecido para dar referências na época da minha demissão) e uma amiga dos tempos de colégio, com quem fiz um trabalho para a opus dei back in the day.

Tirar visto é sempre chato. E nesse caso tinha que descobrir na unha todo o tipo de informação. Começa pelo fato do site da imigração do Reino Unido ter muita informação e não ser muito claro que caminho você tem que tomar para tirar dúvidas ou para solicitar o visto. Entrei em contato com a embaixada que explicou que os consulados aqui não emitem vistos (wtf?)  e que eu deveria procurar um centro de visto  (tipo o do Canadá). A primeira etapa é toda eletrônica. No caso desse voluntariado eu deveria solicitar um visto Tier 5 de trabalho voluntário. Como vou passar 1 ano, antes de tudo deveria pagar uma taxa de "seguro saúde" de 200 libras (sem isso não tem como prosseguir) e preencher o formulário.

No caso desse camp, eles providenciam moradia e alimentação durante o voluntariado, então para a solicitação de visto eu não precisei provar nenhum tipo de fundo financeiro (durante o período eles pagam 35 libras por semana para "gastos pessoais" como compra de produtos de higiene).

Feito os procedimentos online e pago as taxas (mais uns US$ 300) você pode agendar um dia para a entrega desses documentos  (formulários e a carta de patrocínio que a instituição deve providenciar - pode ser a cópia que enviam por email) e fazer o cadastro biométrico. Ai o passaporte e os documentos são enviados  (no caso do Brasil) para Bogotá onde será avaliado. Todas as etapas são informadas por email  (desde a chegada do passaporte no consulado colombiano até o despacho final para o Brasil e a data em que deve ser retirado) mas o resultado você só fica sabendo quando retira o passaporte  (ou recebe via sedex).

Confesso que sempre fico tensa sobre os resultados pois sabemos que mesmo que não tenhamos nada contra nosso nome, os consulados podem negar um visto só porque eles tem esse poder... Não é pessoal, é roleta russa mesmo  (para quem não "deve" nada).

Com toda a burocracia resolvida, ainda falta comprar a passagem, que deve ter validade de 1 ano. Não adianta pegar essas de promoção online que não permitem marcar a volta pra mais de 3 meses depois do embarque. Elas são baratas exatamente porque valem por menos tempo. Eu escolhi cotar com uma empresa especializada em intercâmbio pois estão acostumados com esse tipo de passagem e então tem acesso a uma gama maior de opções. Como sempre, é bom planejar viagem com "margem de erro" e estou cotando a chegada com 1 dia de antecedência do dia que devo me apresentar no camp.

Além disso, tenho que organizar minha vida no Brasil para essa ausência de 1 ano. O que significa empacotar minhas coisas que estão em São Paulo e levar de volta para a casa da minha mãe no interior. Trabalho nada fácil, uma vez que minha vida acontecia principalmente em SP nos últimos 5 anos (ir pra "casa" era só a passeio) e eu tenho a mania de acumular coisas (um monte de sapatos, de bichos de pelúcia, de toy art, etc)...

Sem contar, claro, de me despedir dos amigos. Já marquei uma data, e claro que que tem gente que não vai poder ir e eu terei que encontrar em outras datas.

"Deixar as coisas pra trás" não é uma decisão simples nem covarde. Exige desprendimento e coragem para sair da zona de conforto, pra se aventurar no novo e desconhecido e principalmente pra deixar de conviver com quem a gente mais ama. E pra mim, de tudo, o que vou mais sentir falta vai ser de poder encontrar com meus amigos quando dá na telha, ou ver minha mãe a cada 15 dias, ou passar o fim de semana com a Brisa...

(to be continued... for sure!)

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quinta-feira, 18 de junho de 2015 at 10:30
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the cat is out of the box... and it's alive!

Agora é oficial: vou para a Inglaterra passar 1 ano fazendo voluntariado em uma comunidade que cuida de crianças e jovens com necessidades especiais.

Muita gente tem me perguntado o que é, como funciona e como faz pra se inscrever. Com o tempo, vou explicar direitinho. Por enquanto, só quero registrar minha satisfação de ter conseguido isso e estar embarcando pra mais essa aventura.

Para quem não sabe, desde o começo do ano estou desempregada, vivendo de seguro desemprego por opção minha. Já estava insatisfeita com a carreira no turismo, que é muito suor pra quase nada de reconhecimento e queria dar um tempo pra reavaliar minhas prioridades e o que me fazia feliz. Já estava me planejando pra pedir as contas quando a crise veio e a empresa me mandou embora. Melhor assim, recebi todas as multas e o direito de receber seguro. Não é muito, mas dá pra levar as minhas contas e uma vida sem excessos. Isso me deu a paz que eu precisava pra refletir sobre a vida e me inscrever nesse processo.

Um dos motivos da minha insatisfação com a vida era a falta de um objetivo de vida. De fazer algo que tivesse importância no mundo. Cheguei ao ponto de querer fazer medicina pra me inscrever no Médicos Sem Fronteiras (ainda acho um objetivo super válido)! Ai um amigo me falou que também queria dar um tempo, que tinha um amigo nessa instituição, que parecia um trabalho super bacana e uma coisa segura o suficiente (não era nenhum negócio escuso...). Me inscrevi com ele, e, apoiados um pelo outro, passamos e estamos contando os dias pra embarcar.

Antes eu achava que a gente tinha que fazer a vida aos 20 e poucos, que os 30 era pra sedimentar a carreira, que 30 era tarde demais pra mudar. Ledo engano. Com uma vó centenária em casa, vejo que a vida é longa demais para desperdiçarmos com coisas que não nos fazem feliz. Que qualquer hora é hora de buscar novos rumos, de acertar a vida do jeito que a gente quer. E é cada vez mais comum ver amigos na mesma idade fazendo o mesmo, largando tudo pra correr atrás do sonho, da própria felicidade.

Engana-se quem acha que é o caminho mais fácil. Mudar a vida completamente é um ato de coragem. De largar o que já é certo pelo desconhecido. É se arriscar, dar a cara a tapa.

E não é só aos 30 que a gente pode mudar. é aos 40, 50, 60... A gente vive muito pra ter que ficar sofrendo com escolhas erradas pro resto da vida. Toda a hora é hora pra ser feliz.

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that would be me. bye!

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Pode me chamar de Vy. Balzaquiana com cara de universitária. Turismóloga de formação. Rodinha não só nos pés, mas no coração também. Introvertida. Blogueira old school.

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